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Gestão financeira nas pequenas empresas

Administrar bem um negócio já não é suficiente. É preciso ser rápido e preciso nas decisões para afastar prejuízos ou impedir ações que inviabilizem o negocio.

Independentemente do porte da empresa, o planejamento financeiro prevê os possíveis resultados, de modo que as medidas corretivas possam ser planejadas com tempo, calma e reflexão suficientes para que sejam bem-sucedidas.

É inegável a importância das pequenas e médias empresas na economia brasileira. Somente as micro e pequenas empresas respondem por 98% do total de empresas instaladas no País, 60% da mão-de-obra empregada e 40% do produto interno bruto.

Dentro dos novos conceitos que hoje fazem parte da realidade nas empresas, como terceirização, downsizing e reestruturação organizacional, existe a tendência de que esse segmento ganhe cada vez mais importância.

Paralelamente, porém, observa-se um grande movimento de abertura de novas empresas relacionado com o fechamento de fatia substancial delas.

Essa descontinuidade é freqüentemente resultante de fatores financeiros, embora o negócio em si, à primeira vista, pareça bom. Em geral, o empresário tem algum conhecimento do produto e da tecnologia envolvida, conhece os canais de distribuição, os principais concorrentes e desenvolve a atividade de marketing para divulgação do negócio.

Porém, relega a segundo plano o processo de gestão da empresa, incluído aí o monitoramento constante de sua rentabilidade, necessidade de capital de giro e geração de caixa.

Outro ponto a ser ressaltado é que o empreendedor tende a subestimar as dificuldades financeiras, temendo abalar a motivação do seu negócio. Esse caminho faz com que, eventualmente, não sejam quantificados os riscos inerentes ao empreendimento.

Nas pequenas e médias empresas há mais obstáculos e resistências à implantação de um planejamento financeiro. A falta de tempo é a primeira dificuldade. É frequente o empresário que já possui o seu negócio concentrar sua atenção em aspectos operacionais de curto prazo, como produção, negociação de vendas, atendimento a clientes, fechamento diário de caixa.

Por sua vez, o empreendedor que está planejando um novo negócio tende a concentrar sua atenção na concepção do empreendimento, aspectos de mercado e de produção. Em ambos os casos, não sobra tempo para o planejamento financeiro.

A postura do já sei tudo sobre o negócio faz com que o empresário ou o empreendedor desconsiderem qualquer possibilidade de auxilio na estruturação do empreendimento.

Um empreendedor sabe comprar e vender bem, mas não dá a devida importância às funções gerenciais de administração, controle e planejamento, prejudicando, muitas vezes, a gestão dos negócios.

Existem, entretanto, abordagens especialmente dirigidas às pequenas e médias empresas, mais simples, com resultados mais rápidos. Quem investiu tempo, dinheiro e disposição para empreender um negócio deve estar atento a tudo isso.

Em geral, o empresário tem algum conhecimento do produto e da tecnologia envolvida, dos canais de distribuição e dos principais concorrentes. Porém, se ele não dá importância devida à gestão da empresa, à rentabilidade, ao capital de giro e à geração de caixa, pode correr riscos desnecessários.

São conhecidas as carências das pequenas e médias empresas em termos de administração financeira. O empresário típico começa um negócio a partir de alguma habilidade (vendas, conhecimento técnico etc.) e tem, inicialmente, uma relação distante com a administração financeira.

Seu primeiro contato com administração financeira consiste apenas em pagar e receber. Nesse estágio, sua bússola financeira pode ser chamada de “caixômetro”: dinheiro em caixa é sinal de que as coisas vão bem.

Quando a empresa começa a crescer, em alguns casos, é percebida a necessidade de maior atenção para a administração financeira. A formação de preços estaria correta? Porque ainda não temos um fluxo de caixa? E os custos, estariam dentro da normalidade? Essas são algumas das primeiras manifestações da necessidade de administração financeira.

Várias pesquisas têm mostrado que a principal causa de mortalidade das pequenas empresas é a má gestão financeira. A Gestão Financeira compreende planejamento, análise e execução das atividades financeiras e funções a elas relacionadas.

ALAELSON CRUZ DOS SANTOS Contador e professor universitário. Especialista em Gestão Coordenador dos Cursos de Especialização (Pósgraduação Lato Sensu) em Auditoria e Perícia Contábil da UNIT. Empresarial. Palestrante e instrutor de cursos na área pública.
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A necessidade do planejamento para captar bons recursos

Pela falta de planejamento, o sonho virou pesadelo!

Fato é que em Sergipe mais de 60% das empresas abertas em um ano fecham em pelo menos três anos. É fato ainda, que o principal motivo pelo fechamento dessas é a falta de planejamento em diversos aspectos, a não ser, quanto tenho disponível em dinheiro e o que faço com ele.

Em geral o empreendedor abre seu negócio com o capital recebido após sua demissão, emprestado de parentes, juntado com muito esforço ou ainda de bancos.

Esse capital é aplicado em reforma, compra de móveis, equipamentos e produtos, porém a grande maioria esquece de manter um capital de giro adequado e com prazo suficiente para sustentar o negócio da implantação até a maturação.

Infelizmente, em torno de seis meses, o empreendedor precisa de mais giro para comprar outros insumos, pois ainda não houve tempo para retornar parte do capital aplicado em produtos e por isso, no último minuto, recorrem a bancos, ainda pela falta de planejamento, porém esse capital é insuficiente para a real necessidade.

Nesse momento o empreendedor ganha um folego irreal, pois nos próximos meses precisará de mais capital; além dos produtos, será necessário pagar funcionários, impostos, taxas e multas.

Agora o banco apertará a negociação e apresentará um crédito com juros maiores que os anteriores, negociações dos atrasados com juros abusivos e muitas vezes solicitações de garantias.

O empresário aceitará tal transação pela necessidade de fazer seu negócio andar, afinal na sua visão otimista será apenas uma questão de tempo para sua empresa alavancar. Somente após alguns meses perceberá sua situação e o quão é tarde para refazer o negócio, tendo como consequência a falência, demissão e aquisição de uma dívida impagável.

Infelizmente essa é a realidade da grande maioria dos empreendedores que abrem um negócio somente pelo sonho.

O Brasileiro em geral prefere “fazejar” a planejar, é mais rápido, fazer, errar, tentar, refazer, e tentar novamente até acertar, levando tempo, dinheiro e muito esforço.

É relevante mostrar aos empreendedores a importância do planejamento. O que fazer? Quando? Como? Com quem? Onde? São perguntas pertinentes a qualquer situação da vida cotidiana, em especial para quem vai abrir um negócio e lidar com diversas pessoas, sonhos, planos e investimentos alheios.

O planejamento é essencial para se sobrepor as condições dos setores e saber exatamente se trará benefícios ou malefícios para o empreendedor. Ele te mostrará onde estará nos próximos anos, será uma bíblia a ser seguida, um espelho do que será sua empresa.

A implantação de um negócio exige tempo de médio a longo prazo, investimentos consecutivos no negócio, giro mensal, espera de retorno do capital, mais investimento, mais giro e mais espera.

É preciso saber quanto e onde será aplicado o capital, mercado, seus fornecedores, seus clientes, canais de venda e distribuição, tipo de produto ou serviços, valores de compra e venda. É preciso prever os prazos e valores necessários, tempo de maturação, de retorno financeiro, lucros esperados e outras informações de suma importância.

Com o planejamento adequado é possível implantar o negócio com capital específico para investimento em empresas, com montantes, taxas e prazos adequados para a real necessidade do empreendimento.

Uma boa consultoria especializada em captação de recursos como a Ampla Projetos, poderá elaborar um projeto econômico financeiro que fará parte do planejamento e com ele captará recursos em bancos que poderão literalmente dar a tranquilidade para montar sua empresa do zero viabilizando a construção ou reforma, aquisição de máquinas e equipamentos, compra de móveis, utensílios e veículos, podendo ainda atrelar o capital de giro.

Esse capital permite prazos de até quatro anos de carência e uma média de mais dez anos para pagamentos; tempo suficiente para o negócio gerar lucro. Com esse tipo de financiamento é possível implantar um negócio, iniciar todo o trabalho, garantir o giro necessário, aguardar o tempo de maturação, e só então iniciar os pagamento do financiamento.

Isso possibilita ter um empreendimento sólido, que receberá investimento e manutenção correta, sem retiradas expressivas que possam minar o negócio.

Por todos esses argumentos, entende-se que com planejamento e capital correto é possível ter sucesso, com menos trabalho e dor de cabeça.

ALAELSON CRUZ DOS SANTOS Contador e professor universitário. Especialista em Gestão Coordenador dos Cursos de Especialização (Pósgraduação Lato Sensu) em Auditoria e Perícia Contábil da UNIT. Empresarial. Palestrante e instrutor de cursos na área pública.

 

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9 motivos para contar com uma mulher no mundo empresarial

Provando competência, superando obstáculos e vencendo desigualdades, cada vez mais mulheres assumem a liderança e destacam-se no empreendedorismo.

Estudos do Serasa Experian apontam que cerca de cinco milhões de brasileiras são empreendedoras, significa que 43% dos negócios do país são comandados por mulheres, especialmente micro e pequenas empresas. Esses números ainda são discretos quando falamos de grandes empresas: apenas 0,2%, mas, não há dúvidas de que continuarão crescendo. E há inúmeros motivos pra isso:

Comunicação

Ao longo da história humana mulheres sempre estiveram envolvidas em atividades coletivas e desenvolveram muito bem a fala. A facilidade em expor argumentos é um diferencial que fortalece relacionamentos, especialmente os comerciais.

Outro ponto muito importante acerca da comunicação feminina é a falta de inibição e a busca por garantias em fazer negócios, ou seja, mulheres não se importam de perguntar ou repetir várias vezes a mesma coisa até garantir que todos os pontos foram esclarecidos.

Empatia

Desde muito cedo, as mulheres desenvolvem a capacidade de ouvir e entender pontos de vistas diferentes, se colocando no lugar do outro. Essa habilidade é uma característica fundamental para uma boa liderança, permite dar e receber feedbacks, gerenciar conflitos, aceitar sugestões e ideias e promover um bom clima organizacional.

Multitasking

Mulheres são acostumadas a jornadas duplas e até mesmo triplas, assim, tem a capacidade de coordenar diversas tarefas no dia a dia, sem perder o foco.

Essa habilidade permite que as gestoras deem conta de diversas atividades, atentas a todos os processos e pessoas da equipe. Essa visão de 360 graus permite que a mulher participe e esteja atenta a diversas interlocuções, facilitando o networking.

Intuição

Os números muitas vezes não são o suficiente para a tomada de decisões. A percepção afiada, que é uma das mais marcantes características femininas, é uma grande aliada quando se precisa encontrar soluções rapidamente.

Visão Sistêmica

Compreender o todo para obter os resultados finais é uma capacidade analítica essencial para o bom funcionamento de qualquer empresa.

Mulheres são mais perspicazes e propensas a essa visão sistêmica, e essa característica faz com que encontrem falhas e soluções com maior facilidade.

Inteligência Emocional

Um dos mitos ligados a presença da mulher no mercado de trabalho é o uso de emoção nas tomadas de decisão. Porém, o equilíbrio entre a razão e a emoção está entre as principais vantagens de manter mulheres em posição de liderança.

Criatividade

As mulheres são naturalmente inovadoras, criativas e empreendedoras. Essas habilidades são construídas ao longo da vida para solucionar várias adversidades e conflitos.

No mercado de trabalho essa característica propicia inovação no desenvolvimento de produtos, na criação de estratégias de marketing e de comunicação com outras organizações e clientes.

Qualificação

Para manter-se em um mercado notoriamente desigual, mulheres investem mais em capacitação profissional do que os homens.

Dados do Plano Nacional de Qualificação, do Ministérios do Trabalho apontam que 60% dos cursos de qualificação de 2003 até 2012 eram ocupados por mulheres e que 18,8% delas já tinham ensino superior, contra 11% dos homens.

Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mulheres são mais educadas, experientes e mais produtivas, características que traduzem esse investimento em capacitação indispensável para as empresas.

Rentabilidade

Além de todas as características já citadas, uma pesquisa feita pelo Peterson Institute for International Economics, divulgada em 2016 demonstrou que empresas com mulheres em altos cargos executivos obtinham maior rentabilidade.

Das 22 mil companhias abertas analisadas em 91 países, as que possuíam mulheres em posições de liderança obtiveram melhor desempenho financeiro. Ainda assim, cerca de 60% das empresas analisadas não possuem mulheres em seus conselhos e mais de 50% não têm executivas mulheres no topo da hierarquia e menos de 5% delas têm um CEO mulher.

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A liderança da mulher no mundo corporativo

O empreendedor é aquele que sabe identificar as oportunidades e transformá-las em uma organização lucrativa.

Em meio a tanta modernidade e exigências do dia a dia, poucas são as mulheres que conseguem ser virtuosas e preservar sua felicidade como fonte principal da vida. O Antigo Testamento descreve Rute da seguinte forma: “Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois toda a cidade de meu povo sabe que és mulher virtuosa.”

O que é uma mulher virtuosa? Aquela que têm virtudes; disposição firme e constante para a prática do bem, força moral e valor. Na Bíblia ela é chamada de esposa exemplar, e no hebraico a palavra virtuosa pode significar rica, próspera, valorosa, ousadamente corajosa, forte, guerreira poderosa.

Como podemos perceber, ao citar a Bíblia, antes acreditava-se que a mulher virtuosa seria aquela esposa fiel e dedica para com sua família e sua casa, mas afinal como podemos definir de fato uma mulher virtuosa nos dias atuais? É aquela mulher que tem a plena capacidade de ser fiel consigo mesma, alcançando o autocontrole da própria vida, podendo manter em ordem a vida pessoal e profissional simultaneamente.

No decorrer da história da humanidade, se verificou que as mulheres foram dominadas pelos homens, isto aconteceu em decorrência de uma cultura que fez tradição, por séculos.

As mulheres de hoje superaram a antiga polarização entre sexo masculino e feminino. Atualmente a maioria delas trabalha, têm seus direitos iguais aos dos homens, e muitas em posição de liderança, absorvendo vários papéis, onde supera muitas das vezes as habilidades masculina.

Os filhos são para elas uma fonte de poder, e é muito raro que o pai tenha uma relação tão forte com eles quanto a mãe, pois as mulheres fazem multi tarefas e ainda colocam sua inteligência emocional em ação, sabendo equilibrar a razão e a emoção, principalmente quando se trata de filhos versus trabalho.

As mulheres pensam mais em termos de superação do que de inversão ou compensação das desigualdades, foi nesse ritmo que as mulheres iniciaram a conquista de espaço mais firme no que tange mundo corporativo.

Muitas mulheres se realizam tendo um crescimento profissional como empregada dentro de uma organização. Contudo, podemos ver nessa nova era que muitas mulheres enfrentam novos desafios no mercado profissional como empreendedora, ou seja, sendo dona do seu próprio negócio. Elas, além de cuidar das tarefas do lar, muitas ainda conseguem ser líderes e administrar com energia sua equipe de trabalho.

O empreendedor é aquele que sabe identificar as oportunidades e transformá-las em uma organização lucrativa. É aquele indivíduo criativo, inovador, arrojado, que estabelece estratégias que vão delinear seu futuro.

Têm mulheres que desde criança demonstram habilidade para liderar, enquanto outras descobrem esse perfil no decorrer da maturidade profissional. Devido às oportunidades mercadológicas que o mundo tem oferecido, o número de mulheres empreendedoras é crescente no Brasil.

Sou formada em Ciências Contábeis com pós graduação em Auditoria e Controladoria, atuando durante 25 anos como Contadora tive grandes oportunidades, entre elas, ver pessoas realizando sonhos ao abrir seu próprio negócio.

Atualmente, trabalho como Consultora em Gestão Empresarial e Coach. Posso afirmar que diante de tantos conceitos de empreendedorismo, o melhor é quando você descobre que o que você faz não é apenas um investimento para lhe dar lucro, mas uma atividade onde você se realiza e tem a oportunidade de gerar grandes oportunidades a outras pessoas. Para mim, isso é empreender vivendo a missão de vida, viver com propósito para ser feliz.

Muitas pessoas ainda não conseguiram descobrir sua missão pela falta do autoconhecimento. Alguns instintos femininos colaboram para as mulheres saírem na frente e acertar mais rápido o caminho, como: agir usando a intuição, ter facilidade em ser flexível, saber recuar, ouvir para aprender. Esses e outros fatores fazem com que a mulher se adapte melhor ao empreendedorismo.

ERENITA SOUSA Contadora, master coach, empresária, palestrante, trainer, professora, colunista, terapeuta e presidente da Academia Sergipana de Ciências Contábeis.
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5 dicas para governar um império que aprendi vendo “Pantera Negra”

Dessa vez o super-herói não é pobre ou tem um emprego comum e combate o crime a noite escondido, o Pantera Negra (T’challa) possui seu “cargo” bem estabelecido e público, como protetor e Rei de Wakanda, uma das maiores potências tecnológicas e um dos países mais ricos do universo Marvel.

Com esse enredo o filme nos mostra situações e circunstâncias em que T’challa tem que lidar com problemas gerenciais de seu país ou então nos é mostrado como se forma e sustenta uma grande potência. Mesmo sendo um local fictício, os princípios utilizados para gerir Wakanda são senão atuais, até futurísticos e melhores que os nossos, por isso elenquei estas 5 dicas para você governar o seu império (casa, emprego, instagram, empresa…)

Construa bons relacionamentos

Um dos primeiros ensinamentos que o antigo rei dá ao Pantera é para ele se rodear de pessoas de confiança, pois para governar bem será preciso. Existem também dois tipos de relacionamentos que devemos cultivar e o filme nos mostra.

O primeiro é aquele que vai além das obrigações e hierarquias, pois mesmo em situações muito difíceis, o Pantera Negra ainda possui companheiros que estão do seu lado sempre que ele precisa.

Bem como vemos um outro lado, pois apesar de gostar muito de T’challa, a general de Wakanda não se posiciona a favor do mesmo em todas as situações, mas sim do trono, um respeito às normas e processos, demonstrando impessoalidade e profissionalismo.

Cultura e a base de tudo

Wakanda possui tecnologias que nenhum outro local da terra tem acesso, e ainda assim, possui tradições bem antigas como adoração a deuses e antepassados, roupas antiquadas, rituais de iniciação, um cumprimento legal, respeito aos animais… Resumindo, quando uma cultura é forte e bem alicerçada, ela não sofre com as mudanças de: local, pessoas, financeiras, tecnológicas e várias outras.

O benefício disto é que a civilização não entrou em colapso com seu crescimento, mas ao contrário, deu subsídio para um crescimento forte, direcionado e que atende a necessidade de mudança em paralelo à conservação de costumes e tradições antigas.

Em tempo de crise construa pontes

O pantera parafraseou um provérbio dizendo: Em tempos de crise o sábio constrói pontes e o tolo, barreiras. Genial! Claro, já era genial antes dele dizer pois é um provérbio muito antigo, porém dentro do contexto do filme, faz total sentido.

A civilização de Wakanda passa por uma grande mudança, não só interna, mas também sofre os reflexos das mudanças no planeta terra. A cidade para quem não sabe, é escondida, todos pensam que este país é tipicamente de fazendeiros.

E para quem pensava que a solução mediante tamanhas mudanças seria se esconder ainda mais e continuar sua prosperidade, o Rei e muitos personagens nos ensinam na prática que o isolamento neste momento é o pior remédio.

Saiba utilizar muito bem seus recursos

O que faz de Wakanda uma grande civilização? Um dos grandes motivos é o Vibranium. Este material é o fundamento de tudo no país, desde suas roupas à medicina. Porém, o que nos é mostrado no filme, é que o Vibranium nada mais é do que um metal, e graças ao que é feito com ele, consegue-se inúmeras propriedades.

Ou seja, os Wakandanos não receberam de graça os benefícios, eles tiveram que estudar, aprender, desenvolver, errar e depois de tudo… Atingir o sucesso. Outras pessoas que tivessem acesso ao material iriam simplesmente vendê-lo e ganhar seu dinheirinho, o que acarretaria na popularização do Vibranium, diminuindo seu valor de mercado e este provavelmente serviria apenas como armas e jóias para ricos.

Mas o pessoal da terra do Pantera além de controlar totalmente a distribuição dele, fazendo com que este valha cerca de 10 mil dólares a GRAMA, ainda descobriram várias propriedades que quando aplicadas valem até muito mais que seu preço em gramas. (O que eles fazem? Você vai saber quando ver o filme haha)

Progresso Financeiro

Uma das coisas mais legais por trás do universo do Pantera é ver como a população se organiza, bem como o governo se posiciona em vários aspectos.

Apesar de termos uma monarquia instituída, vemos uma série de exemplos onde são respeitados diversas tradições e processos nada autoritários, mas sim bastante democráticos, como por exemplo: Foco em desenvolvimento tecnológico, formação de um conselho, mulheres no comando, respeito ao meio-ambiente, cultura fortemente estabelecida, equilíbrio entre vida espiritual e a terrena.

Além de toda essa organização, não vemos a imagem do dinheiro dentro de Wakanda, mas sim o foco em desenvolvimento em áreas como saúde, tecnologia, segurança, infraestrutura e outros âmbitos que busquem a melhoria da sociedade.

Um completo desprendimento financeiro (apesar de serem um dos países mais ricos do planeta) e foco em aspectos espirituais, mundanos e científicos.

E por fim Se você ler o artigo pode até parecer que Wakanda é perfeita, mas já adianto que não é e o filme também mostra muito bem isso, porém o que a civilização busca atingir e já atingiu possui bastante sinergia com o que estamos ou deveríamos estar buscando para a nossa sociedade não-fictícia. Foquemos na parte boa que nos é mostrada pois os noticiários reais já estão cheios de maus exemplos.

JORGE ALBUQUERQUE Graduado em Administração pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) . Articulista do portal Administradores
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Criatividade e inovação conectam e se somam

Criatividade e inovação são dois ingredientes fantásticos para o empreendedor que possibilitam a transformação da realidade. Juntas elas simbolizam olhares que se cruzam e agregam valor, seja para a vida pessoal ou para os negócios.

John Howkins, autor e pesquisador inglês de economia criativa, falou algo interessante sobre o tema em uma entrevista para a Revista Época Negócios…

Para ele, um dos desafios para o desenvolvimento de ideias e negócios no Brasil vai muito além de problemas como gestão e finanças.

A falha em enxergar a conexão entre criatividade e inovação pode desencadear dificuldades para alcançar melhores resultados.

“Criatividade é uma ferramenta de sobrevivência”, comenta o autor. Mas afinal, como é isso na prática?

Talvez agora seja o momento ideal de conhecer alguns conceitos e aplicá-los para alcançar melhores resultados em seus projetos!

Entenda nas próximas linhas como a criatividade e inovação, juntas, são olhares que se conectam e se somam.

Os processos criativos

Ao longo da história, diversos pesquisadores vêm trabalhando a questão da criatividade e inovação como ferramentas de desenvolvimento humano.

A criatividade pode ser definida como uma competência para formular novas soluções a um problema específico.

Inovação se refere ao processo em que uma nova ideia é adotada para solucionar determinado problema.

Dessa forma, uma ideia é gerada a partir da criatividade, mas para concretizar essa ideia você precisa da inovação. Ou seja: o homem cria e a empresa inova.

De modo geral, os processos criativos são pessoais e intransferíveis. De acordo com Fernando Viana, presidente da Fundação Brasil Criativo, a criatividade humana é um talento que não pode ser transferido para outras pessoas.

E de acordo com Joseph Schumpeter, um importante economista e cientista político austríaco, existem 5 diferentes perspectivas de inovação, que são:

  1. Novos produtos;
  2. Novos métodos para produzir;
  3. Novas fontes para matéria-prima;
  4. Exploração de novos mercados;
  5. Novas maneiras de organizar as empresas.

Para conectar criatividade e inovação, você pode usar de alguns conceitos interessantes, como o yin-yang e o pensamento lateral. Confira-os a seguir:

Processos divergentes e convergentes

Com origem no taoísmo, o yin-yang apresenta duas forças fundamentais existentes em todas as coisas, as quais são opostas e se complementam.

Yin significa a intuição, a criatividade, enquanto Yang está relacionado a parte intelectual, racional.

Nesta concepção, o processo criativo é formado por essas duas forças: o Yin (pensamento divergente) e o Yan (pensamento convergente).

Ao passo que o Yin cria e explora novas ideias, o Yang avalia e identifica as ideias mais promissoras.

Essa é uma linha de raciocínio que segmenta a criatividade e inovação em duas fases que se completam e são decisivas para os bons resultados.

Pensamento Lateral

Edward de Bono, psicólogo e escritor, criou o pensamento lateral em 1967. Este conceito se refere a resolução de problemas a partir de uma abordagem criativa e indireta, utilizando uma base lógica.

Desse modo, o pensamento lateral busca a geração de ideias diferentes para quebrar os pensamentos críticos da rotina, focando em novas ideias e ampliando as antigas.

Assim é possível ver o que é realmente relevante e somar valor frente aos desafios e problemas com novas ideias.

Ambos os conceitos de pensamento lateral e yin-yang colaboram para o desenvolvimento da criatividade e inovação, na esfera de resolução de problemas e criação de novas oportunidades.

Além deles, você pode criar e inovar sob a ótica de uma metodologia interessante descrita abaixo!

Criatividade e inovação como parte de um legado

“Se você pode sonhar, você pode fazer.” Walt Disney

Walt Disney (1901 – 1966) foi um homem que entendeu como a criatividade e inovação eram olhares que se conectavam e somavam bons frutos em seu tempo.

Afinal, foi o pioneiro no ramo de animações, símbolo da cultura popular e deixou um vasto legado de entretenimento no mundo, bem como uma estratégia para desenvolver a criatividade.

Estratégica Disney

A metodologia Disney organiza o processo criativo em três perspectivas distintas: sonhador, realista e crítico.

O sonhador é aquele que concebe novas ideias, o realista transforma as ideias em algo concreto e o crítico avalia os efeitos alcançados, filtrando o propósito final.

A criatividade é utilizada em todas essas perspectivas, seja para conceber uma ideia, transformá-la em realidade ou avaliar os resultados obtidos com ela.

A estratégica do ciclo

A metodologia Disney é pensada tecnicamente para ser um ciclo. Após o 3º passo (crítico), deve-se voltar ao 2º (realista) para revisar os seus planos.

Se encontrar muitas dificuldades que te afastem do seu sonho, volte ao 1º passo (sonhador) e inicie novamente o processo.

Esse exercício acompanha alguns insights trabalhados na PNL programação nerolinguística . Tal ferramenta desempenha um papel importante no desenvolvimento da criatividade e inovação, facilitando as tomadas de decisões e a superação de limitações pessoais.

Inserir como proposta de ferramenta, o Mapa Mental

Criatividade e inovação são olhares que quando se conectam, se somam e o resultado tende a ser positivo.

Portanto, procure investir nessas ferramentas de forma conjunta para alavancar as suas ideias, projetos e negócios!

JORGE CABRAL Administrador (CRA 2166-01), Palestrante, Educador, Empreendedor, Estrategista, Coach (comportamental, executivo e de carreira), Mestre pela UFPE, Especialista em Gestão Empresarial, Especialista em Docência Universitária, Master Practitioner em PNL AV*NLP/EUA. Possui mais de 30 anos de experiência em Gestão, Estratégia, Liderança e Educação. Conselheiro Efetivo e Diretor de Fiscalização do Conselho Regional de Administração de Sergipe.
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Empreender e investir em tempos de crise

Em época de recessão os empresários querem se defender, se posicionam contra determinadas ameaças, porém em toda crise existem oportunidades de negócio.

Ele pode servir como algo motivador. Apesar de a crise causar temor entre os consumidores e empresários e de ter suas consequências reconhecidamente negativas, ela também gerar oportunidades para quem está devidamente preparado para aproveitá-la. É um ótimo momento para duas ações igualmente relevantes: ajustar e inovar.

Esteja preparado para o momento, pois é aqui que todos os problemas do seu empreendimento são trazidos à tona, todas feridas são expostas. Analise o que não está funcionando e, seja qual for a situação, não deixe nenhum problema sem solução, corrija as causas e não se atenha somente aos efeitos, se baseie em dados concretos, em análises e projeções para tomar suas decisões porque o momento exige tomada de decisão com a razão e esqueça o coração.

Estar atravessando um momento de crise não significa estagnar seu negócio, esperando simplesmente que os efeitos da instabilidade se acomodem. Esse é o tempo de investimentos e inovações realizados de modo assertivo para criar um diferencial competitivo.

Tenha em mãos um planejamento eficiente e estruturado de médio e longo prazo para que a empresa possa crescer na crise, evitando o risco de sucumbir na primeira dificuldade.

Aproveite as oportunidades da crise para crescer com eficiência, aproveitando com agilidade as brechas deixadas pelo concorrente. Não seja precipitado, porém não fique esperando longo tempo para tomar as decisões de lançar novos produtos, serviços ou ainda, melhorar seu portfólio. Ademais, novidades também são estimulantes de consumo e a oportunidade pode passar.

Para fazer a empresa alcançar outros patamares é necessário ter os recursos suficientes e exigidos para o investimento ser o mais correto possível e gerar o retorno esperado e aí, a grande maioria se depara com um antigo problema: o caixa da empresa.

Existem bancos ofertando recursos para financiamento com boas taxas e prazos, mas sem dúvida o mais indicado para tempos de crise é o FNE, ofertado pelo Banco do Nordeste do Brasil.

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) é um instrumento de política pública federal que objetiva contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste, através da execução de programas de financiamento aos setores produtivos, em consonância com o plano regional de desenvolvimento, possibilitando, assim, a redução da pobreza e das desigualdades. É uma fonte estável de recursos para o financiamento das atividades produtivas da região Nordeste e do Norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

O Fundo é constituído por 1,8% da arrecadação do IR e IPI no Brasil, mas seu orçamento anual tem como principal participação os recursos reembolsados pelos beneficiários do crédito.

O FNE financia investimentos de longo prazo e capital de giro ou custeio associado. Além dos setores agropecuário, industrial e agroindustrial, também são contemplados com financiamentos os setores de turismo, comércio, serviços, cultural e infraestrutura.

Empresas como a Ampla Projetos facilitam o acesso a esse tipo de capital, que podem definitivamente dar o gás necessário para o sucesso do empreendimento.

FRED BRAGA Consultor financeiro, especialista em captação de recursos financeiro para investimentos da Ampla Projetos Membro da CAMAJE – Câmara do Jovem Empresário da FECOMÉRCIO.
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Empreendedorismo é estado de espirito

O empreendedorismo parte do princípio da transformação de ideias em negócios. Por isso, a história de Sônia Fonseca pode ser entendida como uma história sobre empreendedorismo.

Desde cedo, manifestou a vontade em empreender, mesmo sem saber ainda. Fazia sucos para vender na porta de casa em dia de feira, promovia sua veia artística para uma possível carreira na música, o que não se concretizou, e durante uma fase da vida, foi popularmente chamada de sacoleira, o que lhe rendeu a possibilidade de cursar e custear uma Pós-Graduação na FGV em São Paulo.

A partir daí seu encantamento com a área da Educação lhe permitiu atuar em consultoria e na docência, fazendo com que mais tarde pudesse concretizar o sonho de abrir sua própria instituição de ensino. O(A) empreendedor(a) tem como características a criatividade e a inovação, e assim a nossa protagonista vislumbra posicionar-se no mundo, criando uma instituição que promovesse mudança comportamental nos alunos para que pudessem instituir mudanças na sociedade e nas empresas em que fosse atuar ou estivesse atuando, considerando que era uma Instituição de Ensino Superior voltada para negócios.

Na busca por novos caminhos e novas soluções, o projeto que buscava promover valores humanos foi sendo executado com sucesso. Os resultados começaram a aparecer: sua instituição foi sendo reconhecida como uma escola de promoção de boas práticas, de ética e de cidadania.

As empresas encaminhavam seus funcionários para qualificação. O empreendedorismo que nasceu com a Sônia, foi sendo gestado em muitas ações que marcaram a história daquela instituição e, consequentemente, das pessoas que passaram por ali.

Todas as atividades programadas pedagogicamente para motivar a prática do empreendedorismo, foram promovidas buscando não apenas o estímulo para a criação de novas empresas ou novos modelos de negócios.

Fundamentalmente, o que foi possível observar a partir da experiencia da Sônia, é que empreender é muito mais do que abrir empresas ou startups. Empreendedorismo é quase um estado de espírito, pois permite a criação de novos métodos de produção ou ainda de perspectivas para atuação em novos mercados. E isso nem sempre tem a ver apenas com abertura de empresas.

Ao realizar seus sonhos, a Sônia concretizou o que poderia ter ficado apenas na plataforma do sonho e do simples desejo. Ao sair dessa perspectiva e partir para a ação, ela empreendeu esforços, liderou processos e pessoas e escreveu na sua história um capítulo que fala que as pessoas podem ir mais adiante, que podem sonhar e executar seu sonho ou que podem empreender força para tornar um projeto factível e único.

A razão está em potencializar o que temos de missão pessoal que pode impactar positivamente a vida de outras pessoas. Esse é o sentido do empreendedorismo.

Muitos anos depois, a instituição foi vendida para outras empresas e ainda assim, Sônia continuou a empreender, pois quando enquanto estado de espírito, a vida pulsa oportunidades e esperança, projetos e transformação social.

CRISTIANE TAVARES Doutora em Educação (UFS), Mestre em Administração e em Educação e pesquisadora sobre Empreendedorismo.
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Como administrar bem o seu tempo

A “falta de tempo” é um dos grandes problemas da modernidade. Nós sempre reclamamos do tempo.

No princípio criou Deus…” A ideia de tempo aparece na criação como um elemento etéreo, no qual tudo se realiza nele ou dentro dele. Assim, as expressões “no princípio” e “tarde e manhã”, usadas pelo autor do livro de Gênesis são usadas para informar o momento (no princípio), bem como o período (tarde e manhã) em que cada obra foi realizada. É exatamente essa ideia de ‘momento’ e ‘período’ que está no conceito de tempo.

O tempo é um dos elementos mais valiosos da vida. Existem pelo menos dois atributos que o distinguem de tudo o mais. O tempo é “incontrolável”, ou seja, ninguém pode alterá-lo, não é possível aumenta-lo ou diminui-lo.

Ele também é “universal”, ou seja, atinge a todos em todo lugar. É o recurso mais justo que existe. Não há desigualdade de tempo. Ricos ou pobres, negros ou brancos, homens ou mulheres, todos tem a mesma quantidade.

Segundo o dicionário Houaiss, Tempo é o “período contínuo e indefinido no qual os eventos acontecem”. Também é a “circunstância oportuna para que alguma coisa seja realizada”.

Por sua vez, Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar recursos para determinado fim.

Partindo desses dois conceitos eu faço um questionamento para uma melhor reflexão sobre o tema: “é possível administrar o tempo da mesma forma como administramos as outras coisas?”. Veremos.

A “falta de tempo” é um dos grandes problemas da modernidade. Nós sempre reclamamos do tempo. Reclamamos do tempo que faltou para realizar uma determinada tarefa, ou que ele passou tão rápido quando estávamos realizando algo prazeroso como um passeio, ou num encontro entre amigos.

Também reclamamos do tempo que demorou a passar quando estávamos naquela reunião chata ou numa situação incômoda. O tempo às vezes é rápido demais e noutras é lento. Ele é sempre o vilão.

Há uma relação direta entre quantidade de coisas a fazer e a nossa percepção de tempo: rápido ou lento, escasso ou abundante. Assim, quanto mais tarefas realizamos, a sensação será de tempo escasso ou que ele passa rápido demais. Quanto menos coisas então a sensação será de que há tempo abundante ou que está mais lento.

Agora podemos perceber porque o tempo é valioso. Não que ele tenha valor intrínseco, mas por causa do que é feito nele. Olhando por esse ângulo podemos entender o famoso dito: “tempo é dinheiro!”.

Assim, voltamos à questão: é possível Administrar o Tempo como fazemos com as outras coisas? Sinceramente NÃO! Não podemos administrar o tempo, mas as coisas que fazemos nele. Não estou dizendo que a expressão ‘Administração do Tempo’ esteja errada, mas que o foco não deve ser na quantidade de tempo mas sobre a quantidade de coisas que são feitas dentro do tempo.

Lembre-se das palavras do sábio: “Para tudo há uma ocasião certa. Há tempo para todo propósito debaixo do céu.” Portanto, se você quer administrar o tempo então planeje, organize, dirija e controle as coisas que faz no período de tempo que você tem debaixo do céu.

ADSON PITA Coach de carreira e vocacional, Analista comportamental e Instrutor de educação profissional.
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Inovação e adaptação como requisitos para a continuidade

Vivenciamos um momento de grandes transformações e inflexão no mundo dos negócios. Tecnologias como Big Data, Machine Learning, Blockchain, IoT, Cloud Computing, em maior ou menor escala, já estão inseridas no dia a dia de várias empresas.

Uma vez integradas, essas inovações tecnológicas têm um imenso potencial para mudar hábitos de consumo e transformar a sociedade como um todo. Elas pavimentam uma estrada, com destino até certo ponto ainda desconhecido, que nos levará a experimentar e vivenciar novas possibilidades.

Empresários, gestores e funcionários precisarão estar atentos e adaptar-se a essa nova realidade.

Empresas que não despertarem para esse movimento poderão simplesmente deixar de existir em poucos anos. Há vários exemplos de empresas centenárias e gigantes que ruíram ou perderam mercado para soluções inovadoras criadas por startups.

Exemplos de negócios impactados

• Bancos: a maioria das transações, atualmente, é realizada através de plataformas eletrônicas e canais digitais. Os clientes interagem com os seus respectivos gerentes pelo aplicativo, pagam contas com segurança e comodidade a partir de qualquer lugar, realizam investimentos através de poucos toques na tela do celular, entre outros.

Os bancos entenderam que as agências serão locais para relacionamento e isso aconteceu, principalmente, após sentirem a forte influência das fintechs.

Varejo: a integração e a convergência entre os canais físico (loja) e virtual (site) acontecem há um bom tempo no varejo. Essa é a grande tendência, denominada de omnichannel.

Nas redes que o implementaram, o consumidor pode comprar o produto na sua residência (online) e retirá-lo na loja física, estar na loja física e pagar online para não enfrentar filas, entre outras possibilidades.

As lojas Amazon Go também revolucionam o setor. Nesses locais, que não possuem operadores de caixa e self-checkouts, o cliente simplesmente coloca os produtos no carrinho e, ao sair, o valor total é debitado no seu cartão de crédito.

O efeito prático é que o Walmart (maior varejista do mundo) iniciou um processo de adaptação e fechamento de lojas físicas nos EUA e em outros países.

No futuro, algumas profissões estarão ameaçadas devido à automatização e utilização de robôs, principalmente, as que realizam atividades volumosas e repetitivas, a exemplo de operadores de telemarketing, caixa, etc. Esses profissionais deverão, de modo preventivo, encontrar o seu espaço no mercado de trabalho através de outras ocupações.

É bem verdade que nem todos sofrerão o impacto do mesmo modo, mas, o fato é que não haverá zona de conforto. Em maio deste ano, o empresário Jorge Paulo Lemann, sócio fundador do grupo 3G e homem mais rico do Brasil, relatou em um evento realizado na cidade de Los Angeles/EUA que se sente “um dinossauro apavorado”. Disse ainda que “as suas empresas estão correndo para se ajustar, já que, por muito tempo, ficaram presas às mesmas formas de fazer as coisas”.

Lemann sabe que permanecer na zona de conforto é perigoso e começou a agir. E você? O que vem fazendo para não se sentir um dinossauro apavorado?

Charles Darwin disse que “não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes, e sim as mais suscetíveis a mudanças”.

Não demore para inovar e se adaptar. Comece hoje, pois amanhã poderá ser tarde!

ADGENISON SANTANA DO NASCIMENTO Empresário, Administrador, Conselheiro de Administração (CCI IBGC), Palestrante e Professor de Cursos de Pós-Graduação. Especialista em Tecnologia da Informação, Gestão Empresarial e Governança Corporativa.