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Ideias de negócios

Linguiça – Saiba como fazer gastando pouco

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Saiba como fazer Linguiça gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro fabricando linguiça, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

 

Fabricação de linguiça

 

São considerados embutidos, os produtos elaborados com carnes ou outros tecidos animais comestíveis, curados ou não, tendo como envoltório natural tripas, bexigas ou outras membranas animais ou envoltórios artificiais apropriados. Dependendo da sua composição podem ser simples ou mistos.

 

A produção de embutidos, a partir de carnes bovinas e suínas, tem como eixo central de sua cadeia produtiva o abastecimento de matérias-primas, cuja produção ainda é dependente da importação de outros estados, principalmente do Centro-Oeste brasileiro.

 

Os tipos de embutidos encontrados no mercado são: Frescos (linguiças); Secos (salame, salaminho, mortadela, etc); Cozidos (salsichão, salsichas, chouriço, presunto, apresuntado, etc).

 

A linguiça é um tipo de embutido fresco, preparado com carne picada (bovina, suína, ou mistura das duas), toucinho, e condimentos, embutidos em tripas finas naturais, defumado ou não, conservado pela salga.

 

Mercado – Fabricação de linguiça

 

A fabricação de embutidos é considerada excelente opção dentre as indústrias alimentícias. Entretanto, o mercado é altamente competitivo, haja vista o grande número de fabricantes de produtos similares, todavia a qualidade, o preço, a apresentação, e principalmente o atendimento ao cliente são os principais diferenciadores.

 

Identificação da oportunidade – Fabricação de linguiça

 

A oportunidade de investimento na área de embutidos pode ser identificada pelo crescente consumo desses produtos. Apesar de ser um mercado concorrido com um bom sistema de comercialização, a produção pode ser totalmente absorvida.

 

Risco do negócio – Fabricação de linguiça

 

. Elevado custo das matérias-primas – o ideal é diversificar as fontes de suprimentos, evitando depender de um único fornecedor, principalmente os retalhos.

. Qualidade das matérias-primas – é necessário ter um constante e cuidadoso controle de qualidade no recebimento das matérias-primas não impedindo-se de fazer completa devolução de material recebido em mau estado. É fundamental garantir a imagem da empresa como fabricante de produtos de qualidade.

. Sistema de vendas – deve ser acionado um sistema de vendas capaz de fazer frente à concorrência, o que juntamente com o bom preço, qualidade e apresentação do produto, fará a diferença na hora do cliente decidir pela compra.

. Perdas – um bom conhecimento do manuseio e trato do produto poderá reduzir e até eliminar o risco de perdas.

 

Consumidor – Fabricação de linguiça

 

O perfil do consumidor do produto em questão é o mais variável possível, uma vez que pode ser consumido em diferentes situações (parte da refeição normal, em churrasco, como aperitivo, e etc.). Além disso, com a queda do poder aquisitivo, a linguiça tornou uma opção em substituição a outros tipos de carne, sendo por isso, mais consumida pela classe média baixa.

 

Fornecedor – Fabricação de linguiça

 

A aquisição de matérias-primas se faz sem grandes dificuldades nos mercados centrais ou em abatedouros. Os retalhos que são a principal matéria-prima na fabricação da linguiça e por isso o empresário deverá ser cauteloso principalmente com a qualidade desses produtos. Já os ingredientes pode ser adquirido através de casas especializadas neste tipo de produto, aconselhamos a não estocagem dos produtos pois são perecíveis.

 

Capital de giro – Fabricação de linguiça

 

A necessidade de capital de giro tem como seu principal elemento o estoque de matéria-prima, visando a manutenção do fluxo contínuo da produção. Decorrência disso, os investimentos em câmara frigorífica para conservação de carnes pode aumentar as necessidades de recursos para implantação desse negócio. Quando a produção não for elevada, poderão ser utilizados “freezers” domésticos ou comerciais.

 

Infra Estrutura – Fabricação de linguiça

 

A montagem da fábrica não é complexa. A fábrica deve atender aos requisitos básicos de água, luz e telefone. A saída de água do salão deverá possuir uma caixa coletora de gordura para que a mesma não vá para o esgoto. Deverão ser instalados um escritório e dois banheiros, segundo a legislação vigente. É necessário também que o empreendedor possua um veículo climatizado para entrega do produto. Lembramos que este veículo também deverá passar por vistoria das autoridades sanitárias.

 

Área Física – Fabricação de linguiça

 

A área de manipulação deverá ter aproximadamente 40m², com entrada e saída distintas. Na entrada da área de serviço, é conveniente a instalação de um fosso contendo água clorada. A área produtiva deverá ser instalada num galpão de aproximadamente 80m².

 

Arranjo Físico – Fabricação de linguiça

 

O galpão deverá conter 3 câmaras frias, sendo a primeira para recebimento de matérias-primas, a segunda para estocagem de semi-elaborados e a terceira para a estocagem de produto acabado aguardando a expedição.

 

Equipamentos utilizados – Fabricação de linguiça

 

Moedor Base; Misturadora de 120kg; Ensacadeira com capacidade para 8kg; Mesas de ferro e tampo de polipropileno; Balança de chão com capacidade de 300kg; Balança de mesa com capacidade de 10kg; Balança de mesa com capacidade de 5kg.

 

Principais exigências de ordem higiênico – sanitária:

 

. Localização distante das fontes produtoras de odores indesejáveis de qualquer natureza.
. Instalação, de preferência, em centros de terreno devidamente cercado e afastado dos limites das vias públicas.
. Luz natural e artificial abundantes, bem como ventilação suficiente em todas as dependência.
. Pisos impermeabilizados com matéria adequado, de fácil conservação e limpeza. Devem ser construídos de modo a facilitar a coleta de águas residuais e sua drenagem para a rede de esgotos.
. Paredes e separações revestidas ou impermeabilizadas com material de fácil lavagem e higienização. Os ângulos e cantos devem ser arredondados.
. Forro de material adequado em todas as dependências.
. Dependências e instalações mínimas para industrialização, conservação, embalagem e depósito de produtos comestíveis.
. Mesas revestidas de chapas metálicas inoxidáveis para os trabalhos de manipulação e preparo de matérias-primas e produtos comestíveis. Recomenda-se que sejam dotadas de desnivelamento para o centro ou um dos lados, de modo a permitir o escoamento de líquidos durante a execução dos trabalhos.
. Vasilhames e utensílios em números suficiente para atender às necessidades industriais e às dependências sanitárias.
. Rede de esgoto em todas as dependências.
. Vestiários e banheiros em número adequado ao pessoal, instalados separadamente para cada sexo e com acesso indireto às dependências industriais, quando localizadas em seu corpo.
. Janelas e portas de fácil abertura, providas de telas móveis à prova de moscas, quando necessário.

 

Tão importantes quanto as exigências descritas são os cuidados referentes à mão-de-obra, que deve ser constituída de elementos saudáveis e conscientização da importância dos hábitos de higiene relativos à sua própria pessoa e aos equipamentos e instalações industriais.

 

Segundo a legislação, os operários devem ser portadores de carteira de saúde emitida por autoridade competente , renovada a cada ano. Devem ainda usar uniforme apropriado e completo (jaleco, calça, botas, capacete, etc.) de cor branca, mantido sempre limpo.

 

Receitas Básicas

 

. LINGÜIÇA FRESCA

 

Carne de porco – 50Kg
Carne bovina – 50Kg
Toucinho – 15Kg
Açúcar – 100Kg
Sal – 2,5Kg
Alho – 300g
Noz-moscada – 50g
Pimenta preta fina – 150g
Pimenta da jamaica – 50g

 

Etapas do Processamento – Fabricação de linguiça

 

1. Matéria-Prima: Carne Bovina; Carne Suína; Toucinho em cubos congelados;Condimentos: sal, pimenta, alho, cebola, açúcar;Aditivos: nitrato, nitrito de sódio, eritorbato de sódio, etc.

2. Preparo e Formulação: A carne congelada deve ser triturada, a fim de reduzir seu tamanho, para que possa ser posteriormente moída.

3. Moagem: A carne bovina é moída com chapas de furos 3/16”, e a suína e o toucinho 1”, (o toucinho pode ser encontrado no mercado já moído, eliminado essa fase do processo).

4. Mistura: As carnes são misturadas, adicionando-se os condimentos e aditivos, até homogeneizar a massa.

5. Cura Fria: Os vários tipos de linguiça passam por um câmara fria, para a homogeneização de tempero da carne. Os carrinhos são levados a uma câmara a 0ºC, onde permanecem por 18 – 24 horas. Nesta etapa, há o início das reações de cura, importante para o desenvolvimento do sabor, principalmente para a lingüiça calabresa.

6. Embutimento e Torcimento: As linguiças são embutidas em tripa natural de diversos calibres, logo após sofrem torcimento, que varia conforme o tipo.

7. Cura Quente: A cura quente é feita em estufas, que possuem ventiladores que succionam o ar exterior, forçando- o a passar por serpentina aquecida por vapor. O ar se aquece e é distribuído por toda a estufa. A temperatura vai de 0 a 60ºC, e o tempo do processo varia de 7 a 12 horas, dependendo do tipo da lingüiça.

8. Banho de Imunizol: A linguiça sofre um banho de ácido acético mais sal que tem efeito bactericida e imunuzol, para preservar e colorir o produto.

9. Embalagem: A embalagem pode ser feita a granel, ou à vácuo, em filmes impermeáveis ao oxigênio, ficando o produto preparado para sua expedição.

 

Linguiça Defumada – Fabricação de linguiça

 

Após o embutimento, colocar as linguiças em estufas pré-aquecida a 50ºC, mantendo a chaminé até secar a tripa. Fechar a chaminé deixando ¼ aberta, aplicar fumaça, elevar a temperatura a 60ºC manter por 2 horas. Elevar a temperatura gradualmente até o produto atingir a temperatura interna de 67ºC. Retirar da estufa, resfriar a um temperatura interna de 43ºC e deixar secar a temperatura ambiente.Colocar em câmara a 7ºC.

OBS.: As etapas apresentadas para o processamento de linguiça pode apresentar variações, dependendo do tipo e, também, do fabricante.

 

Legislação Específica – Fabricação de linguiça

 

O empreendedor deve entrar em contato com a prefeitura de sua cidade para tomar conhecimento da exigências legais quanto à estrutura física e tomar conhecimento do Código de Defesa do Consumidor para que seu produto se enquadre nas normas estabelecidas.

 

O empresário também deverá registrar seus produtos no Ministério da Saúde (DINAL) e na Secretaria da Agricultura, sendo que este último registro visa a obtenção do selo de inspeção sanitária que permitirá a comercialização do produto.

 

A atividade deverá estar registrada no Conselho de Medicina Veterinária.

 

Fornecedores – Fabricação de linguiça

 

EQUIPAMENTOS EM GERAL

. EUROSERV S/A
Rua: José Mortari, 665, Ribeirão Pires – SP
CEP 09424-400
Tel: (0xx11)742-7841/742-6826 Fax: (0xx11)742-6826

 

EQUIPAMENTOS AUXILIARES (CALDEIRA)

 

. ATA COMBUSTÃO TÉCNICA S.A.
Rua: Divino Espírito Santo, 1100, Petrópolis/RJ
CEP 25715–410
Tel: (0xx24)237-0262 / Fax: (0xx24)237-6603
E-mail: ata@compuland.com.br

 

. EDATA ELETROMECÂNICA LTDA
Rua: Dentista Barreto, 1020, Tatuapé, São Paulo/SP
CEP 03420-000
Tel/Fax: (0xx11)6942-9615

 

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO A SAÚDE (FORNECEM AFIADORES, FACAS, ÓCULOS, BOTAS, AVENTAL, CAPACETE, UNIFORMES, LUVAS, DETECTORES DE GASES, PROTETORES AURICULARES).

 

. BALASKA EQUIPAMENTOS
Rua: Dr. Pedro Arbues, 138, Luz, São Paulo/SP
CEP 01105-030
Tel: (0xx11)225-0077 / Fax: (0xx11)230-7676

. TUIUTI EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA LTDA
Rua: Tuiuti – 2040
Tel: (0xx11)6942-9988 / Fax: (0xx11)6942-0571

GRAMPEADEIRA

. POLY-CLIP DO BRASIL IND. E COM. LTDA
Rua: Paim, 326, São Paulo/SP
CEP 01306-010
Tel: (0xx11)259-9633 / Fax: (0xx11)256-7045

 

MÁQUINA DE GELO

 

. SABROE DO BRASIL
Rua: João Tibiriçá, 900, São Paulo/SP
CEP 05077-000
Tel: (0xx11)831-7255 / Fax: (0xx11)831-4888

 

UTENSÍLIOS PLÁSTICOS (BANDEJAS DE POLICARBONATO)

 

. ENGEFORMING INDUSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICO LTDA
Rua: Moraes Navarro, 126, Socorro, São Paulo/SP
CEP 04763– 020
Tel: (0xx11)521-7077 / Fax: (0xx11)521-0971

. MARFINITE PRODUTOS SINTÉTICOS LTDA
Rua: Costa Aguiar, 640, Ipiranga, São Paulo/SP
CEP 04204-901
Tel: (0xx11)272-2122 / Fax: (0xx11)272-2115

Matéria Prima – Fabricação de linguiça

 

CARNE

. FRIGORÍFICO BERTIN LTDA
Via Acesso Lins, s/n, Getulina Lins – SP
CEP 16400–000
Tel: (0xx14)522-3400 / Fax: (0xx14)522-6001

. FRIGORÍFICO TAMOYO LTDA
Rod. Rodolfo Saiti, s/n, Poços de Caldas/MG
CEP: 37700-000
Tel: (0xx35)713-2330 / Fax: (0xx35)713-1125

 

CONDIMENTOS

 

. LABORATÓRIOS GRIFFITH DO BRASIL S/A
Av. João XXIII, 1010, Mogi das Cruzes/SP
CEP 08700-000
Tel: (0xx11)469-0022 / Fax: (0xx11)469-2774

 

EMBALAGEM

 

. VISKASE DO BRASIL EMBALAGENS LTDA
Rua: José Dias, 435, Bonsucesso, Guarulhos/SP
CEP 07177-100
Tel: (0xx11)6480-3322 / Fax: (0xx11)6480-3378

 

Endereços na Internet:

 

Fornecedora de equipamentos
http//www.ata.com.br

 

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

 

Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como plantar Mamão

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Como Plantar Mamão Papaya

Ganhe muito dinheiro cultivando Mamão, saiba como plantar Mamão com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, captação de cliente, financiamento, mão de obra especializada, atendimento e muito mais…

Cultivo do mamão papaya

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O mamão papaia

O mamoeiro é uma árvore de pequeno porte cujo nome científico é carica papaya L, pertencente a família botânica Caricaceae, que dura pouco. Os sexos do mamoeiro encontram-se em plantas separadas: mamoeiros-machos e mamoeiros-fêmeas, sua principal peculiaridade. As flores nascidas dos mamoeiros-machos, embora não se transformem em frutos comestíveis, têm a importante função de fecundar as flores do mamoeiro-fêmea. Tais flores ficam dependuradas e distanciadas do caule da árvore, sendo o que permite identificar, com bastante facilidade, o sexo do mamoeiro. Às vezes nascem flores hermafroditas, dando origem a frutas atípicas, os mamões-machos, muito importantes no processo de fecundação dos mamoeiros. A casca do mamão é bastante delicada: quando verde, sua cor é também verde; aos poucos, à medida que o fruto amadurece, ela vai se tingindo de manchas ou faixas de coloração amarela ou alaranjado-clara, até perder completamente o tom esverdeado.

Aproveitamento

As sementes, que ficam ligadas por fibras à extremidade interna da polpa, ocorrem em grande quantidade, que apesar de serem desprezadas, são comestíveis e teriam muitas utilidades medicinas. Com o miolo do caule do mamoeiro também faz-se um doce exótico. Por fim, pode-se ainda utilizar o mamão verde como legume, cortado em pedacinhos e refogado, ou ainda em sopas e ensopados de carne.

Latex Papaina

Do mamão-papaya verde podemos retirar um látex que é muito rico em uma substância chamada papaína, que se encontra espalhada por toda a planta e vai sumindo à medida que a fruta amadurece. É uma substância de muitos usos medicinais e industriais. Em países como Sri Lanka, Tanzânia e Uganda, explora- se o fruto verde do mamão em grandes plantações com  finalidades industriais. Esse látex, convertido em pó, é enviado a laboratórios da Europa e da América do Norte, onde é refinado, transformado, engarrafado, patenteado, rotulado e comercializado em remédios, em amaciantes de carnes, em loções para a pele, em produtos industriais para clarear cervejas, para amaciar couros e lãs.

Produção de Mamão no Brasil

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

Cuidados especiais do Mamão

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

Solo ideal para o cultivo do Mamão

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

Plantio do Mamão

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas, etc… Capinas manuais e podas
de limpeza.

Adubações no Mamoeiro

Depende da análise química do solo, mas não se pode esquecer que o nitrogênio deve ser empregado com cautela pois favorece o crescimento excessivo da planta e o aparecimento de doenças do tronco e das raízes; o potássio evita o amolecimento da polpa por excesso de chuvas ou de nitrogênio; o boro e o zinco, indispensáveis, podem ser fornecidos por meio do solo ou de pulverizações. A primeira adubação começa vinte dias antes do plantio. Outras adubações com porcentagens diferentes de fertilizantes  serão aplicadas um mês depois do plantio da muda ou no primeiro desbaste e serão repetidas dois meses depois. Nos meses de setembro, dezembro e março será preciso fazer nova adubação.
A adubação por planta obedece critérios diferentes. No plantio, na cova: 20Kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto de potássio e 500g de calcário magnesiano; em cobertura : 200g de Nitrocálcio, em quatro parcelas. No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes – N, P2O5 e K2O – por ano de idade. No pomar adulto: após a colheita: 8g de esterco de galinha; 1.500g de superfosfato e 600g de cloreto de potássio; na vegetação: três a quatro aplicações de 600 a 800g de sulfato de amônio.

Pragas e doenças do Mamão

O controle de pragas e doenças do mamoeiro é muito complexo porque ele produz continuamente. Por isso é preciso cuidado para que os frutos não absorvam o produto aplicado. A planta também é sensível a certas fórmulas, e o aplicador precisa ter cuidado consigo mesmo. Dentre as doenças merecem atenção especial o mosaico, causado por vírus, sem controle conhecido e que foi a causa do fim das plantações paulistas; varíola ou pinta-preta, causada por um fungo; antracnose; oídio; e a podridão-do-pedúnculo. A varióla é combatida por pulverizações com hidróxido de cobre ou oxicloreto de cobre na superfície inferior das folhas. Combate-se o mosaico pela eliminação das plantas atacadas e das cucurbitáceas (abóboras, melão, etc) existentes nos mamoais e fazendo-se o controle dos pulgões nas culturas vizinhas por meio de pulverizações com calda de fumo. A podridão-do-pé só pode ser prevenida com cuidados no plantio.
Os brotos laterais do mamoeiro devem ser retirados freqüentemente pois prejudicam o desenvolvimento da planta e são focos de ácaros. Além das doenças, existem os ácaros que limitam a produção: o ácaro-branco, ou ácaro-dos-ponteiros ou o ácaro-do-chapéu do mamoeiro eliminam as folhas do ponteiro, paralisam o crescimento da planta e expondo ao sol os frutos, que ficam queimados; o ácaro-da-rasgadura-da-folha que é rajado e produz teias para se proteger; a largata, que em muitos casos provoca o desfolhamento total da planta; o percevejo-verde ou maria-fedida que suga as folhas e os frutos; as cochonilhas, etc.

Culturas consorciadas

Convém utilizar a goiaba, os citrus e algumas culturas em consorciação com o mamão, que produz por cerca de três anos, tempo em que chega a hora de arrancar o mamoeiro, já muito alto. É exatamente então que essas fruteiras começam a produzir. Podem-se também plantar espécies como o guaraná, usando o mamão como sobreamento provisório.

Colheita do Mamão

Quatro a seis meses após a semeadura, começa o florescimento que, em condições favoráveis, pode continuar o ano todo. Os frutos amadurecem cinco a seis meses mais tarde, dependendo do clima e da intensidade de produção da planta. Os frutos devem ser retirados da planta por ligeira torção, sem ferimentos na casca. O colhedor deve usar luvas e mangas compridas para não ter contato com látex da planta.

Embalagem do Mamão

O mamão papaya deve ser protegido por folhas de jornal ao ser embalado; ele é comercializado em caixas de madeira com 37,50 x 30 x 15 cm, que comportam de oito a dezesseis unidades embrulhadas em papel ou protegidas no fundo por fitilho de madeira. Para exportação do papaia, são utilizadas caixas de papelão de 39 x 31 x 15,50 cm, em que cabem de oito a vinte frutos e com 7 Kg de peso líquido. A classificação do mamão no mercado é feita por número: mamão tipo 9, nove por caixa.

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EMBRAPA:
Rural News: http://www.ruralnews.com.br

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Como montar uma Pizzaria

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Montar pizzaria

Ganhe muito dinheiro com Pizza, saiba como montar uma pizzaria com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Pizzaria

Mercado

A pizza é conhecida quase no mundo inteiro, mas nem na Itália é tão popular quanto no Brasil. Gostosa, fácil de preparar, barata e com grande variedade de sabores, é um dos pratos mais procurados no país. Essa preferência fez com que se expandissem os negócios de pizzaria em quase todas as regiões do Brasil.

O consumidor é seu principal alvo e a quem você deve dedicar a sua maior atenção. Mas não é só ele que compõe o que chamamos de mercado . Para planejar o seu negócio, você precisa conhecer também a concorrência e os fornecedores.

Não é difícil conhecer como funciona o mercado concorrente: basta dar uma volta na região que você delimitou como de abrangência do seu negócio e verificar se existem por ali muitos estabelecimentos similares ao seu. Não se limite a conhecer as pizzarias, mas também os bares, restaurantes e lanchonetes voltados para o mesmo público que você pretende atingir. Observe o funcionamento de cada um deles, o grau de conforto e higiene de suas instalações e os preços que praticam. Depois, em breves conversas com os consumidores, você pode identificar seu grau de satisfação com a qualidade dos produtos e do tipo de produto oferecido.

Planejamento

Não basta, no entanto, acreditar que só a pizza é suficiente para garantir o sucesso de seu negócio. É preciso planejar, porque o investimento é alto. Afinal, são muitas máquinas, equipamentos e capital de giro. E o retorno não vem antes de um ano. Por ser um prato apreciado em todas as classes sociais, as oportunidades de negócios surgem em todos os bairros. Mas, cuidado: não dá certo montar uma casa de luxo em bairro pobre, nem o contrário. É preciso saber o que deseja o seu cliente e procurar atendê-lo de todas as formas, montando rodízios, fazendo entregas em domicílio, etc..

Risco

Riscos existem, como em todo negócio. Para diminuir o risco, monte uma pizzaria com algo a mais, que a diferencie da concorrência.

Serviço

Quanto à forma de serviço, ela pode ser em mesas, no balcão ou entrega domiciliar. Ou ainda em pedaços, pizzas inteiras ou pelo sistema de rodízio de sabores. Tudo isso, e muito mais, vai depender do seu consumidor. Do que mais lhe agrada, do seu nível de sofisticação e do quanto ele pode pagar. Para descobrir isso, a fórmula mais eficiente é realizar uma pesquisa de mercado.

Fornecedores

Já a escolha dos fornecedores exige uma pesquisa mais profunda e cuidadosa. Numa primeira etapa, você deve pesquisar os fornecedores das máquinas e equipamentos que vai adquirir. Você pode encontrar a relação de fabricantes ou representantes em listas telefônicas, anuários estatísticos ou catálogos especializados. Antes de tomar qualquer decisão, recolha informações precisas sobre as características técnicas dos equipamentos (freezers, balcões frigoríficos, fornos, máquina registradora, etc.) e além dos preços e prazos de pagamento, certifique-se da garantia e da assistência técnica oferecida pelo fabricante.

Da mesma forma, faça um levantamento dos fornecedores dos ingredientes que você vai necessitar para produzir suas pizzas. Os ingredientes de maior consumo – como farinha de trigo, queijo e bebidas – devem, de preferência, ser comprados diretamente dos fabricantes. O restante dos produtos não perecíveis e os que podem ser armazenados por um prazo mais longo – como milho verde, champignons, presunto, calabresa, azeitonas, queijo catupiry e parmesão, etc. – podem ser comprados em atacadistas; os perecíveis – como tomate, pimentão e frutas para sucos – devem ser adquiridos diariamente, em feiras ou centros de distribuição de hortifrutigranjeiros.

Produto

Com relação ao tipo de produto, você pode optar pela massa fina, grossa ou oferecer as duas opções; se especializar em uma pequena quantidade de sabores ou desenvolver um cardápio mais variado e optar por assar em forno elétrico ou a lenha. A qualidade dos ingredientes que você vai utilizar vai definir o resultado final do seu produto.

Certifique-se, portanto, o que está comprando e que o fornecedor vai manter sempre o mesmo padrão. Essa garantia é tão importante quanto preço, prazo de pagamento e regularidade das entregas. A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela.

Especial atenção deverá ser dada ao prazo de validade e estocagem do produto. Muitos são perecíveis (como tomate, cebola, fermento, farinha, frango e verduras), e devem ser adquiridos em quantidades suficientes para o consumo imediato. Os frios podem ser estocados em geladeira ou congelados no freezer, conservando-se, assim, por um período maior. Os enlatados têm validade mais extensa, permitindo compras em maiores quantidades.

Localização

Na escolha do ponto da sua pizzaria observe, inicialmente, os seguintes detalhes de localização: trânsito de pedestres – quanto maior melhor; proximidade de avenidas ou praças de grande movimento de veículos; facilidade de estacionamento, de preferência em frente à loja; facilidade de acesso de clientes, a pé, de ônibus ou metrô e de carro; condições de urbanização, limpeza e infra-estrutura da área.

Além desses pré-requisitos, pesquisas e estudos já realizados aconselham a tomar outros cuidados, quase nunca observados pelo empreendedor iniciante. Por exemplo, o de evitar lojas que fiquem em frente a pontos de ônibus.

A concentração de pessoas pode atrapalhar a visibilidade da sua fachada. Também porque seu negócio deve ficar o mais exposto possível. Evite lojas de fundo ou em galerias, a não ser que você possa se utilizar fartamente de placas indicativas para atrair e orientar sua clientela.

Equipamentos

Os equipamentos básicos para a instalação de uma pizzaria são os seguintes: cortador de frios; forno elétrico ou à lenha; freezer 180 litros; balança de mesa com capacidade de 5 kg; bancada com pia; fogão; geladeiras; prateleiras; balcões; banquetas; telefone; máquina de calcular, etc..

Despesas

As despesas gerais de administração irão variar de acordo com a estrutura adotada pelo empreendedor. Por exemplo, o valor do aluguel do imóvel será diferente em cada região e proporcional às dimensões e tipo de imóvel (casa, loja, sala, galpão, terreno).

As despesas básicas são praticamente padronizadas tais como energia elétrica, água, telefone, honorários do contador, retirada do proprietário. Já outras são específicas de uma Pizzaria, como detetizações periódicas.

Fatores que influenciam no negócio

Os fatores que influenciam nos resultados do negócio são:

  • Recursos financeiros para a instalação e aquisição dos equipamentos e estoque inicial de matéria-prima;
  • Estrutura eficiente de promoção e comercialização;
  • Atendimento ágil e eficaz;
  • Boa apresentação do estabelecimento;
  • Qualidade e preço.

Criando uma pizzaria

Definido o ponto, com base na pesquisa de mercado e na capacidade de investimento, planejamos uma pizzaria de 180m2, onde pretendemos vender três mil pizzas por mês, serviço à la carte, com 80 lugares na própria loja e atendimento para viagem.

Uma pizzaria é, antes de qualquer coisa, um lugar divertido e aconchegante, onde as pessoas se encontram para saborear uma boa massa e para conversar com os amigos. Desses 180m2, 103m2 de suas paredes podem ser pintados com tinta texturizada, procurando imitar o mármore travertino em cores terrosas. O teto será branco e o piso em tábua corrida, granito ou mesmo cerâmica, desde que resistente à abrasão e ao tráfego pesado. Qualquer das opções deve estar condicionada à facilidade de limpeza.

A iluminação no salão deve ser indireta, evitando o ofuscamento e daí o cansaço visual dos clientes. Essa decoração, complementada por uma música de fundo, cria um ambiente alegre e agradável, como se espera de uma pizzaria.

Criamos uma pizzaria com todo o preparo da massa aos olhos da clientela. A finalidade das pizzas, o ato de assar e a sua embalagem também é feita a olho nu, de maneira rápida e asseada. Na cozinha de apoio, abrigada do olhar dos clientes, são preparados os maravilhosos molhos. Para toda esta área temos quase 39m2, sem contar a pequena despensa com pouco mais de 4m2 e de um armário para a guarda de materiais diversos.
O preparo das massas aos olhos do público será a nota de destaque dessa casa e todo esse trabalho será desenvolvido como se fosse um aquário.

Investimento

Do investimento inicial deve-se usar:

  • 50% será disponibilizado para o investimento fixo que será composto de: balcão frigorífico, chopeira, máquina registradora, mesas de madeira com 4 cadeiras, forno de pizza, preparador de alimentos, liquidificador, extrator de sucos, geladeira comercial, freezer vertical, balança mecânica, cilindro elétrico industrial, fogão industrial, exaustores, fôrmas de alumínio para pizzas de diversos tamanhos, estantes, cortador de frios, pizzaiolla com 4 cubas 1/2 padrão e 8 cubas padrão, tulipas para chope, copos de vidro para água, colheres para mesa, facas para mesa, porta-guardanapos, bandejas grandes de alumínio, espátulas, toalhas para mesa, uniformes para funcionários, pratos para mesa, baldes para lixo, etc;
  • 35% do investimento inicial, vai ser reservado para o capital de giro, para a compra das mercadorias, dos materiais diretos, do pagamento da mão-de-obra direta e dos custos fixos;
  • 10% para reserva técnica;
  • 5% para diversos como registro da empresa, divulgação/marketing e outros custos.

Mão de obra e lucratividade

O número de empregados previsto é de 10 funcionários, a lucratividade de 10% e a taxa de retorno 1,3 ano.

Serviço de Entrega a Domicílio

Tal trabalho exige muito do empreendedor, pois será necessário acompanhar de perto toda a rotina, além de se fazer uma estrutura toda voltada para este tipo de serviço, tal como:

  • Os funcionários devem chegar ao local duas horas antes da abertura ao público, para a preparação da massa e do molho, fatiar os frios, etc.. A massa não deve ser feita em grandes quantidades, pois crescerá muito;
  • O atendimento ao consumidor é feito por telefone ou no balcão, e as pizzas são preparadas logo após o pedido. A rapidez no atendimento, bem como o cuidado ao transportar a pizza, são fundamentais;
  • O empreendedor deverá estar no local desde cedo, para o desenvolvimento das atividades de compra e gerenciamento das entregas de materiais, controles financeiros, funcionários e supervisão também no horário de atendimento aos fregueses;
  • O horário de trabalho deverá obedecer às exigências da clientela. A maior parte das empresas trabalham de terça a domingo, a partir do meio da tarde até às 24 horas, deixando as segundas-feiras para o descanso semanal;
  • Uma pizzaria com entrega em domicílio deverá localizar-se preferencialmente em bairros com alta densidade demográfica e com alto ou médio poder aquisitivo, deverá contar com áreas distintas para preparação das pizzas, estoque e atendimento ao público. O arranjo deverá ser feito de forma a facilitar o processo produtivo e a circulação de pessoas.

Registros

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Editora para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
É de fundamental importância que o empreendedor tenha conhecimentos sobre algumas leis que regem esta atividade, tais como:
– LEI Nº 8.078/90. Código de Defesa do Consumidor, devendo desta forma consultar o PROCON para adequar seus produtos.

Sites afins

Pizzaria: http://www.pedidosja.com.br‎
Faronella: http://www.faronella.com.br
Casa da Pizza‎: http://www.casadapizza.com.br
Franquia Pizza Pré Assada: http://www.redelevepizza.com.br
Fornalenha Pizzaria‎: http://www.fornalenha.com.br

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Ideias de negócios

Como montar uma fábrica de Tomate Seco

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Fábrica de tomate seco

Ganhe muito dinheiro com produzindo tomates secos, saiba como montar uma fábrica de tomates secos com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Produção de tomates secos
Produtos Ofertados/Produzidos: Tomates secos

Tomates secos história

Inicialmente introduzido na Europa como planta ornamental, por suas belas frutas amarelas – que era a cor original dos tomates – daí o nome dado pelos italianos, um dos primeiros povos a utilizá-lo para fins alimentares, de “pomodoro”.

Da família das Solanáceas, que inclui as berinjelas, planta em geral trepadeira e anual, originária das Américas Central e do Sul, a origem do nome “tomate” vem da palavra indígena Tomatl. As plantas desta família são todas venenosas, assim como as folhas e as raízes do tomateiro.

Na Europa, dentre as inúmeras modalidades de consumo, aprecia-se seu consumo como frutas que são. Lá é muito comum comprar tomates em quitandas e consumí-lo como fazemos com uma maçã. Entre nós, os tomates são apreciados à moda dos legumes e consumidos em saladas, cozidos, como tempero ou em molhos.

Outra modalidade de consumo que, originária da Itália, tem ótima aceitação entre os consumidores brasileiros, é o tomate seco, bastante utilizado em pizzas e lanches.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com áreas distintas e definidas:

  • Área de recepção da matéria-prima;
  • Área de lavagem e seleção;
  • Área de processamento;
  • Área de desidratação;
  • Área de envase, rotulagem e armazenamento;
  • Área administrativa.

As áreas de desidratação e de envase, devem apresentar um bom arejamento (ventilação).

Equipamentos

Os equipamentos necessários para montar uma pequena fábrica de tomates secos inclui:

  • Fogões industriais;
  • Lavadores;
  • Secadores;
  • Geladeiras;
  • Utensílios de cozinha;
  • Máquinas seladoras, etc.
  • Móveis e equipamentos para o escritório (mesas, cadeiras, computadores, fax, etc.).

Pessoal

Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com ajudantes e encarregados.
A mão-de-obra para este tipo de atividade não requer qualificação específica, apenas recomenda-se treinamento par uso e conservação dos equipamentos, redução dos desperdícios, higiene do pessoal e local de trabalho.

Matéria prima

Os tomates do tipo industrial, de formato alongado e maduros, porém com polpa firme, com cerca de 6% de sólidos, são os mais apropriados para a desidratação. Para produzir 1 Kg de tomate desidratado são necessários, em média, 12 Kg do produto fresco.

Processo produtivo

Recebimento, Seleção e Classificação

Os tomates devem ser recebidos no local de processamento, classificados por tamanho, lavados com água clorada (3ml de água sanitária por litro de água), removendo as impurezas e só então poderão ser selecionados.
Essa seleção consiste em descartar os frutos deteriorados e imprestáveis para processamento.

Corte e retirada das sementes

Em seguida, corta-se os tomates ao meio, no sentido longitudinal com facas de aço inox, removendo-se suas sementes com colheres apropriadas. As sementes devem ser retiradas com os dedos (com Luvas) e aqueles que apresentarem defeitos na pele devem ser trabalhados de tal forma que estas partes sejam retiradas, caso contrário a qualidade do produto final será comprometida.

Salmoura

Coloca-se o sal num recipiente com água misturando-se até que os cristais fiquem totalmente dissolvidos. Depois de misturada a solução, coloca-se os tomates e agurda-se por 30 minutos. Para cada litro de água, serão adicionados 50 gramas de sal.

Desidratação/Secagem

O tempo de secagem dos tomates é variável. Alguns fatores contribuem para isso, como o tamanho, a espécie e o tipo dos tomates utilizados. O agrupamento por tomates do mesmo porte vai permitir uma secagem uniforme e com mais qualidade.

Tempero par tomate seco

O tipo de tempero a ser utilizado depende do custo final e das exigências do mercado.

Sugestão de tempero

80% de óleo de girassol, 20% de azeite de oliva e orégano a gosto. Mistura-se os produtos numa panela, aquecendo-os até atingir a temperatura de 90 graus centígrados. Durante o aquecimento, deve-se mexer o tempero para que sua mistura fique homogênea.

Embalagem para tomate seco

O produto deve ser acondicionado em vidros previamente esterilizados, colocando primeiro o tempero, depois os tomates e assim alternadamente, tomando cuidado para não quebrar os tomates. Esse procedimento resulta em produto de boa qualidade no sabor, textura e cor, além de proporcionar vida de prateleira mais longa.

Higiene do tomate seco

A higiene do local de fabricação e do pessoal envolvido é fator fundamental para obtenção de um produto de boa qualidade e aceitação pelos consumidores. As pessoas envolvidas nas operações manuais precisam usar luvas de borracha. Os utensílios devem estar sempre em boas condições para que não ocorram contaminações.

Fornecedores

Os fornecedores para esse  segmento são os próprios produtores de tomates “in natura”, mercados atacadistas e Ceasas.

Clientes

Os principais clientes são os restaurantes, flamberias, cantinas, pizzarias, etc.

Divulgação

A promoção do negócio pode ser feita junto à empreendimentos gastronômicos, como restaurantes e lojas de produtos típicos e do campo. Nesse caso, o proprietário pode programar visitas demonstrativas a esses locais. Outra forma de promoção é investir em anúncios nas publicações especializadas e em mala direta, que são ações publicitárias eficientes.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Algumas legislações que o futuro empreendedor deve ter conhecimento.
– LEI Nº 6.437/77. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
– DECRETO-LEI Nº 986/69. Institui Normas Básicas sobre Alimentos.
– PORTARIA Nº 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico; Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos

Entidades

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.br
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: http://www.embrapa.gov.br

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