Connect with us

Ideias de negócios

Geleias Diet e Light – Saiba como fazer

Published

on

Saiba como fazer Geleias Diet e Light gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro fazendo geleias para diabéticos, obesos ou para quem faz regime, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Fabricação de geleias dietéticas

A Legislação Brasileira de alimentos define geleia como o produto obtido a partir de sucos clarificados de frutas que são cozidos até a consistência gelatinosa; ela deve ser clara, brilhante e transparente e, quando retirada da embalagem deve tremer sem escorrer.

A conservação das geleias deve-se, basicamente, ao baixo pH e o tratamento térmico aplicado ao produto. Além desses fatores, são essenciais para a estabilidade do produto as condições higiênicas do processo produtivo e a utilização de embalagens adequadas.

Geleias diet

São aquelas isentas da adição de adoçantes calóricos e são consumidas especialmente por diabéticos, obesos ou por indivíduos que se submetem a regimes com restrição ao açúcar. Para poder eliminar a adição de açúcares nas geleias dietéticas, sem que as mesmas percam suas características organolépticas, é necessário substituí-los por componentes que conferem “corpo” e doçura ao produto.

O “corpo” ou “volume” dos açúcares é substituído pela *polidextrose e a doçura dos açúcares é substituída pela mistura de edulcorantes. A polidextrose, por não ter sabor doce, é utilizada conjuntamente com edulcorantes intensos (*aspartame e o *acesulfame-k). A mistura do apartame e acesulfame-k tem a vantagem de proporcionar uma significativa redução calórica no produto, pois tem o poder adoçante aproximadamente 200 vezes maior que o do açúcar (sacarose) e não apresentar residual amargo, característico da maioria dos edulcorantes.

O *sorbitol também é utilizado como agente de “corpo” e como edulcorante natural. Quanto ao tipo de fruta, a preferida no mercado nacional é sem dúvida a geleia de morango. Outras se destacam como por exemplo as geleias de uva, abacaxi, goiaba, amora, laranja, ameixa e pêssego.

Componentes

– Polidextrose  – É um substituto do corpo do açúcar com somente 1 kcal/g, o que permite substituir parcial ou totalmente os açúcares, reduzindo significativamente as calorias. É um polímero de condensação de glicose com ligações não específicas, quantidades mínimas de sorbitol e ácido cítrico ligados. É obtido industrialmente a partir de glicose, sorbitol e ácido cítrico, substâncias encontradas naturalmente nas frutas e vegetais. A polidextrose possui muitas das características dos açúcares, no entanto, não tem muito sabor doce, seu sabor é neutro e suave. A polidextrose confere corpo, textura e palatibilidade aos produtos alimentícios de baixa caloria. A polidextrose não é cariogênica.

– Aspartame – É um produto formado a partir de dois aminoácidos encontrados em alimentos como carne, ovos, leite, frutas, hortaliças e cereais: o ácido aspártico e a fenilalanina, tem sabor doce agradável, não deixando qualquer sabor residual amargo. O aspartame contém apenas 4 kcal/g e seu poder adoçante é 200 vezes superior as do açúcar, proporcionando uma redução calórica significativa. Não provoca cáries, pois não é um carboidrato, podendo ser usado em formulações de produtos não cariogênicos. Convém salientar que os produtos adoçados com aspartame devem trazer nos rótulos a frase “Fenilcetonúricos: contém fenilalanina”, porque a fenilcetonúria é uma doença genética rara que inibe a capacidade do organismo de metabolizar o aminoácido fenilalanina, sendo detectada logo após o nascimento através do teste do pezinho.

– Acesulfame-k – É um edulcorante intensamente doce, completamente isento de calorias, seu poder adoçante é 200 vezes superior ao do açúcar. Seu sabor doce é rapidamente notado, permanecendo excessivamente no paladar e não deixando residual amargo.

– Sorbitol – É um poliól de sabor doce, encontrado na natureza em várias frutas como ameixa, cereja, maçã, pêra e pêssego. O sorbitol é obtido industrialmente através da hidrogenação catalítica da glicose. É um derivado de carboidrato e possui poder adoçante de aproximadamente 60% em relação ao açúcar (sacarose), contém apenas 2,4kcal/g e não é metabolizado, nem ingerido na mesma extensão que os carboidratos. É um auxiliar valioso na formulação de uma série de produtos alimentícios, pois quando adicionados ao produto conferem várias características benéficas, podendo funcionar como edulcorantes natural, como umectante e como agente de corpo. O sorbitol é anticariogênico, sendo indicado para uso em pastas de dente contendo flúor.

Etapas da conservação

1. Recepção e estocagem

Ao chegarem às indústrias, as frutas devem passar por uma pré-seleção quando, então, são separadas aquelas que estão fora do padrão de maturação e as que estão deteriorizadas. Caso não sejam processadas imediatamente, as frutas devem ser estocadas em lugares frescos e ventilados, para os casos de pequena demora, e/ou câmaras de refrigeração, para os casos mais demorados. É importante lembrar que cada tipo de fruta requer condições de refrigeração específicas, por isso não se aconselha o armazenamento conjunto de certos tipos de fruta.

2. Lavagem

Essa operação é feita em duas etapas: a primeira consiste em uma pré-lavagem através da imersão das frutas em água potável com agitação, sendo assim as sujeiras mais grosseira são retiradas ou amolecidas. Na segunda etapa realiza-se a lavagem propriamente dita, desta vez utilizando-se água clorada, esta lavagem fica mais eficiente quando realizada por aspersão de pequenos jatos d’água sob pressão, diretamente na fruta. Algumas frutas necessitam de uma operação de escovamento para completar a limpeza.

3. Seleção

Este é um dos fatores mais importantes que determinam a qualidade no produto final. Os atributos de qualidade adotados como critério de seleção são vários, dentre os quais se destacam: tamanho, cor, maturação, ausência de manchas ou defeitos causados por fungos e insetos, simetria, textura e sabor.
Na seleção de grande quantidade de matéria-prima é fundamental que se tomem alguns cuidados, como por exemplo: boa iluminação no local; treinamentos dos operários; revezamento periódicos para evitar a fadiga visual e utilização de padrões comparativo…

Após a lavagem, os frutos caem sobre a mesa de seleção, que pode ser uma esteira de borracha sanitária ou de roletes. Este último tem a vantagem de expor toda a superfície da fruta, tornando mais eficiente a seleção. As pessoas encarregadas da seleção manual retiram as frutas que estiverem podres, muito verdes e defeituosas. Pequenos defeitos e pontos podres devem ser retirados com facas de aço inoxidável. Cada selecionador, dependendo do estado das frutas, não pode trabalhar com mais de 400 kg por hora.

4. Descascamento

Após a limpeza e seleção, é necessário o descascamento que pode ser realizado por um dos seguintes métodos: manual; mecânico (abrasão); físico (água quente ou vapor) e químico (imersão em solução de soda cáustica), em alguns casos essa operação é dispensável.

5. Desintegração

Os desintegradores podem funcionar à temperatura ambiente ou à quente, com temperatura até 90ºC. No aquecimento, as reações enzimáticas de hidrólise de pectina e escurecimento são intensificadas durante a desintegração e exposição dos tecidos no ar. Em certos casos, essas reações são tão intensas que acarretam uma sensível perda de qualidade do produto final. Em alguns casos, o tratamento térmico além de inativar as enzimas tem por fim amolecer os tecidos e facilitar a operação de trituração. Esse processo pode ser feito em tachos, no caso de processos descontínuos, ou em cozedores contínuos. Existe um tipo de cozedor contínuo, o Thermascrew que consta de um duto transportador com aquecimento indireto, onde o transporte da fruta é feito através de uma rosca sem fim, que também é aquecida com vapor.

Tempo de permanência nesses equipamentos varia conforme o tipo de fruta. Quando a fruta não apresenta problemas de escurecimento ou hidrólise de pectina, pode-se fazer a desintegração à temperatura ambiente. Nesse caso, usa-se um desintegrador de facas rotativas ou martelo como o tipo Rietz.

6. Despolpamento e acabamento

É feito em despolpadeiras tem por finalidade separar a polpa do material fibroso, caroços, sementes e algumas vezes da casca. Algumas frutas podem ser levadas inteiras na despolpadeira, outras precisam ser descascadas e, no caso de frutas mais duras a necessidade de desintegração prévia. As despolpadeiras podem ser do tipo horizontal e vertical. Podem ser providas de pás revestidas de borracha, de escovas, ou roscas do tipo sem fim.

A movimentação dos braços ou rosca impele a massa contra peneiras que podem possuir furos de diâmetros variados. Estas peneiras podem ser trocadas, sendo que quanto menor forem os furos, mais fina será a polpa. Essa operação geralmente é feita em 2 ou 3 estágios, primeiramente em peneiras com furos de 1,5 mm, para a remoção de cascas e caroços, e depois em peneira com 0,5 mm, para fragmentos, sementes e peles, que é o acabamento, essa escolha depende do grau de refinamento da polpa que se deseja e do tipo de fruta.

7. Determinação do ponto final

Pode ser verificado pelo índice de refração, pela determinação da temperatura de ebulição e pelo teste da colher. Destes métodos o mais exato é o refratômetro para a sua execução é utilizado apenas nas indústrias maiores. O teste da colher, quando executado por um operador experiente juntamente com a medição da temperatura de ebulição, pode ser um método bastante preciso para a verificação do ponto final.

  • Índice de refração – Indica o teor de sólidos solúveis presente na geleia e pode ser medido em refratômetros manuais ou automáticos, acoplados ou não aos tachos de concentração. A determinação é feita tomando-se uma pequena amostra da geleia, resfriando-a até 20ºC e espalhando-a no prisma do aparelho, fazendo-se a leitura diretamente na escala em graus Brix. Os refratômetros normalmente vêm acompanhados com um sistema para resfriamento da amostra para 20ºC, sendo portanto, necessário efetuar a correção caso a leitura seja efetuada em outra temperatura. A geleia no ponto final deve apresentar um teor de sólidos de 68% a 20ºC.
  • Teste da colher – Consiste em retirar, com o auxílio de uma colher ou pá, uma pequena porção de geleia, incliná-la e deixá-la escorrer: se ficar parcialmente solidificada ou escorrer sob a forma de lâminas ou flocos limpos, a concentração está no ponto desejado.
  • Determinação da temperatura de ebulição – Outro método utilizado, geralmente em conjunto com o teste da colher, é a determinação da temperatura de ebulição da mistura com auxílio de um termômetro graduado até 110ºC. À medida que uma solução concentra a sua temperatura de ebulição aumenta, sendo possível estabelecer uma relação entre esses dois parâmetros. No ponto de gelatinização a geleia entra em ebulição a aproximadamente 5ºC acima da temperatura de ebulição da água pura. No nível do mar a temperatura de 104 a 105,7ºC corresponde a uma concentração de 65 a 68% de sólidos solúveis na geleia, sendo que em altitudes diferentes ocorrem pequenas variações. Geralmente as fábricas estabelecem uma temperatura final adequada, que é sempre seguida nos processamentos, visando atender os seus padrões de qualidade e as exigências dos consumidores.

8. Embalagem

– Ao atingir o ponto final a geleia é embalada em recipientes apropriados para a sua comercialização. No caso de latas, usa-se uma recravadeira comum que assegura o fechamento hermético da lata, protegendo adequadamente o alimento durante o processo de esterilização, resfriamento e estocagem. Existem recravadeiras manuais e automáticas, com dispositivos que permitem o fechamento de diversos tamanhos de latas. Nas embalagens de vidro, o fechamento pode ser manual ou através de recravadeiras apropriadas. O fechamento da embalagem é uma operação importante e deve ser perfeito, necessitando de um controle cuidadoso.

Tipos de geleias

 . Geleia de Morango

800 g de morangos limpos; 1 xícara (chá) de água;

3 colheres (sopa) de água; 19 colheres dosadoras de adoçante.

Modo de Preparo: Leve ao fogo uma panela com os morangos e a água. Deixe cozinhar até apurar bem e formar uma geleia (adicionar mais água, se necessário). Apague o fogo, adicione o adoçante e mexa bem.

Dados Nutricionais: Calorias – 133,95 kcal; Carboidratos – 25,49g; Proteínas – 4,39g; Lipídios – 1,60g

Rendimento: 300 g

. Geleia de Abacaxi

1 abacaxi médio, descascado e sem o miolo (± 1 kg);

1 xícara (chá) de água; 1/2 envelope de gelatina em pó sem sabor, branca;

16 colheres dosadoras de adoçante.

Modo de Preparo: Pique o abacaxi e coloque-o numa panela com 3/4 da água. Leve ao fogo e deixe até amaciar. Enquanto isso, misture a gelatina com o restante da água e deixe a gelatina hidratar durante 1 minuto. A seguir, coloque na panela com o abacaxi e apague o fogo. Adicione o adoçante, misture bem e deixe esfriar. Se quiser uma geleia mais lisa, passe-a pelo liquidificador ou multiprocessador.

DICA: Recheie rocamboles, bolos ou sirva com torradas.

Dados Nutricionais: Calorias – 634,40kcal; Carboidratos – 144,50g; Proteínas – 9,80g; Lipídios – 1,90g
Rendimento: 800 g

 . Geleia de Damasco

250 g de damascos secos;

1 xícara (chá) de água;

10 colheres de adoçante (10 g).

Modo de Preparo: Leve uma panela ao fogo com os damascos e a água. Deixe ferver até amolecer. A seguir, bata no liquidificador ou processador até formar uma pasta cremosa (acrescente mais água, se for necessário). Misture o adoçante e leve à geladeira.

Dica: substitua os damascos por ameixa preta ou outra fruta de sua preferência.

Dados Nutricionais: Calorias – 366,92kcal; Carboidratos – 74,38g; Proteínas – 17,35g
Rendimento: 300 g

 . Geleia de Laranja com Maçã Light

1 dúzia de laranja pêra; 6 maçãs médias; suco de um limão;
2 e ½ colheres de sopa rasa de adoçante; cravos a gosto
1 colher de chá de baunilha.

Modo de Preparo: Retire o suco das laranjas. Descasques as maçãs a fatie-as regando com suco de limão para não escurecerem. Leve o suco das laranjas ao fogo até ferver. Acrescente a baunilha, os cravos e as maçãs. Mexa até as maçãs derreterem e darem a consistência de geleia (aproximadamente 45 minutos).

Rendimento: 70 colheres de sopa rasa
Tempo de Preparo: 1 hora
Dados Nutricionais: Calorias – 13,26kcal; Carboidratos – 2,97g; Proteínas – 0,12g; Lipídeos – 0,10g

 . Geleia Tropical Light

1 mamão maduro médio cortado em pedaços pequenos;

1 abacaxi pequeno cortado em pedaços pequenos;

½ xícara de chá de água, suco de duas laranjas;

2 colheres de sopa rasa de adoçante;

1 colher de sopa de cascas de laranja;

2 cravos.

Modo de Preparo: Coloque em uma panela o abacaxi, o mamão e a água e deixe cozinhar em fogo brando até amolecer. Adicione o suco de laranja, o adoçante, as raspas de laranjas e o cravo. Cozinhe até que a geleia desprenda do funda da panela. Espere esfriar e coloque em vidros esterilizados.

Rendimento: 700 g
Tempo de Preparo: 1 hora e meia
Dados Nutricionais: Calorias – 11,02kcal; Carboidratos – 2,45g; Proteínas – 0,06g; Lipídeos – 0,10g

. Geleia de Goiaba

1 kg de goiaba sem semente;

4 colheres de sopa de adoçante.

Modo de Preparo: Liquidifique a goiaba e passe em uma peneira. Coloque em uma panela grande e deixe ferver sempre mexendo. Coloque o adoçante e deixe em fogo baixo até a textura de geleia.
5 porções – 115 calorias

 

 

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

Continue Reading
Advertisement
1 Comment

1 Comment

  1. nadia tucci keinishvili

    agosto 12, 2016 at 5:24 pm

    ótimas idéias, bem explicadas e bastante foco nos detalhes técnicos. Adorei

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ideias de negócios

Como plantar Mamão

Published

on

By

Como Plantar Mamão Papaya

Ganhe muito dinheiro cultivando Mamão, saiba como plantar Mamão com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, captação de cliente, financiamento, mão de obra especializada, atendimento e muito mais…

Cultivo do mamão papaya

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O mamão papaia

O mamoeiro é uma árvore de pequeno porte cujo nome científico é carica papaya L, pertencente a família botânica Caricaceae, que dura pouco. Os sexos do mamoeiro encontram-se em plantas separadas: mamoeiros-machos e mamoeiros-fêmeas, sua principal peculiaridade. As flores nascidas dos mamoeiros-machos, embora não se transformem em frutos comestíveis, têm a importante função de fecundar as flores do mamoeiro-fêmea. Tais flores ficam dependuradas e distanciadas do caule da árvore, sendo o que permite identificar, com bastante facilidade, o sexo do mamoeiro. Às vezes nascem flores hermafroditas, dando origem a frutas atípicas, os mamões-machos, muito importantes no processo de fecundação dos mamoeiros. A casca do mamão é bastante delicada: quando verde, sua cor é também verde; aos poucos, à medida que o fruto amadurece, ela vai se tingindo de manchas ou faixas de coloração amarela ou alaranjado-clara, até perder completamente o tom esverdeado.

Aproveitamento

As sementes, que ficam ligadas por fibras à extremidade interna da polpa, ocorrem em grande quantidade, que apesar de serem desprezadas, são comestíveis e teriam muitas utilidades medicinas. Com o miolo do caule do mamoeiro também faz-se um doce exótico. Por fim, pode-se ainda utilizar o mamão verde como legume, cortado em pedacinhos e refogado, ou ainda em sopas e ensopados de carne.

Latex Papaina

Do mamão-papaya verde podemos retirar um látex que é muito rico em uma substância chamada papaína, que se encontra espalhada por toda a planta e vai sumindo à medida que a fruta amadurece. É uma substância de muitos usos medicinais e industriais. Em países como Sri Lanka, Tanzânia e Uganda, explora- se o fruto verde do mamão em grandes plantações com  finalidades industriais. Esse látex, convertido em pó, é enviado a laboratórios da Europa e da América do Norte, onde é refinado, transformado, engarrafado, patenteado, rotulado e comercializado em remédios, em amaciantes de carnes, em loções para a pele, em produtos industriais para clarear cervejas, para amaciar couros e lãs.

Produção de Mamão no Brasil

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

Cuidados especiais do Mamão

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

Solo ideal para o cultivo do Mamão

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

Plantio do Mamão

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas, etc… Capinas manuais e podas
de limpeza.

Adubações no Mamoeiro

Depende da análise química do solo, mas não se pode esquecer que o nitrogênio deve ser empregado com cautela pois favorece o crescimento excessivo da planta e o aparecimento de doenças do tronco e das raízes; o potássio evita o amolecimento da polpa por excesso de chuvas ou de nitrogênio; o boro e o zinco, indispensáveis, podem ser fornecidos por meio do solo ou de pulverizações. A primeira adubação começa vinte dias antes do plantio. Outras adubações com porcentagens diferentes de fertilizantes  serão aplicadas um mês depois do plantio da muda ou no primeiro desbaste e serão repetidas dois meses depois. Nos meses de setembro, dezembro e março será preciso fazer nova adubação.
A adubação por planta obedece critérios diferentes. No plantio, na cova: 20Kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto de potássio e 500g de calcário magnesiano; em cobertura : 200g de Nitrocálcio, em quatro parcelas. No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes – N, P2O5 e K2O – por ano de idade. No pomar adulto: após a colheita: 8g de esterco de galinha; 1.500g de superfosfato e 600g de cloreto de potássio; na vegetação: três a quatro aplicações de 600 a 800g de sulfato de amônio.

Pragas e doenças do Mamão

O controle de pragas e doenças do mamoeiro é muito complexo porque ele produz continuamente. Por isso é preciso cuidado para que os frutos não absorvam o produto aplicado. A planta também é sensível a certas fórmulas, e o aplicador precisa ter cuidado consigo mesmo. Dentre as doenças merecem atenção especial o mosaico, causado por vírus, sem controle conhecido e que foi a causa do fim das plantações paulistas; varíola ou pinta-preta, causada por um fungo; antracnose; oídio; e a podridão-do-pedúnculo. A varióla é combatida por pulverizações com hidróxido de cobre ou oxicloreto de cobre na superfície inferior das folhas. Combate-se o mosaico pela eliminação das plantas atacadas e das cucurbitáceas (abóboras, melão, etc) existentes nos mamoais e fazendo-se o controle dos pulgões nas culturas vizinhas por meio de pulverizações com calda de fumo. A podridão-do-pé só pode ser prevenida com cuidados no plantio.
Os brotos laterais do mamoeiro devem ser retirados freqüentemente pois prejudicam o desenvolvimento da planta e são focos de ácaros. Além das doenças, existem os ácaros que limitam a produção: o ácaro-branco, ou ácaro-dos-ponteiros ou o ácaro-do-chapéu do mamoeiro eliminam as folhas do ponteiro, paralisam o crescimento da planta e expondo ao sol os frutos, que ficam queimados; o ácaro-da-rasgadura-da-folha que é rajado e produz teias para se proteger; a largata, que em muitos casos provoca o desfolhamento total da planta; o percevejo-verde ou maria-fedida que suga as folhas e os frutos; as cochonilhas, etc.

Culturas consorciadas

Convém utilizar a goiaba, os citrus e algumas culturas em consorciação com o mamão, que produz por cerca de três anos, tempo em que chega a hora de arrancar o mamoeiro, já muito alto. É exatamente então que essas fruteiras começam a produzir. Podem-se também plantar espécies como o guaraná, usando o mamão como sobreamento provisório.

Colheita do Mamão

Quatro a seis meses após a semeadura, começa o florescimento que, em condições favoráveis, pode continuar o ano todo. Os frutos amadurecem cinco a seis meses mais tarde, dependendo do clima e da intensidade de produção da planta. Os frutos devem ser retirados da planta por ligeira torção, sem ferimentos na casca. O colhedor deve usar luvas e mangas compridas para não ter contato com látex da planta.

Embalagem do Mamão

O mamão papaya deve ser protegido por folhas de jornal ao ser embalado; ele é comercializado em caixas de madeira com 37,50 x 30 x 15 cm, que comportam de oito a dezesseis unidades embrulhadas em papel ou protegidas no fundo por fitilho de madeira. Para exportação do papaia, são utilizadas caixas de papelão de 39 x 31 x 15,50 cm, em que cabem de oito a vinte frutos e com 7 Kg de peso líquido. A classificação do mamão no mercado é feita por número: mamão tipo 9, nove por caixa.

Sites relacionados

EMBRAPA:
Rural News: http://www.ruralnews.com.br

Continue Reading

Ideias de negócios

Como montar uma Pizzaria

Published

on

By

Montar pizzaria

Ganhe muito dinheiro com Pizza, saiba como montar uma pizzaria com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Pizzaria

Mercado

A pizza é conhecida quase no mundo inteiro, mas nem na Itália é tão popular quanto no Brasil. Gostosa, fácil de preparar, barata e com grande variedade de sabores, é um dos pratos mais procurados no país. Essa preferência fez com que se expandissem os negócios de pizzaria em quase todas as regiões do Brasil.

O consumidor é seu principal alvo e a quem você deve dedicar a sua maior atenção. Mas não é só ele que compõe o que chamamos de mercado . Para planejar o seu negócio, você precisa conhecer também a concorrência e os fornecedores.

Não é difícil conhecer como funciona o mercado concorrente: basta dar uma volta na região que você delimitou como de abrangência do seu negócio e verificar se existem por ali muitos estabelecimentos similares ao seu. Não se limite a conhecer as pizzarias, mas também os bares, restaurantes e lanchonetes voltados para o mesmo público que você pretende atingir. Observe o funcionamento de cada um deles, o grau de conforto e higiene de suas instalações e os preços que praticam. Depois, em breves conversas com os consumidores, você pode identificar seu grau de satisfação com a qualidade dos produtos e do tipo de produto oferecido.

Planejamento

Não basta, no entanto, acreditar que só a pizza é suficiente para garantir o sucesso de seu negócio. É preciso planejar, porque o investimento é alto. Afinal, são muitas máquinas, equipamentos e capital de giro. E o retorno não vem antes de um ano. Por ser um prato apreciado em todas as classes sociais, as oportunidades de negócios surgem em todos os bairros. Mas, cuidado: não dá certo montar uma casa de luxo em bairro pobre, nem o contrário. É preciso saber o que deseja o seu cliente e procurar atendê-lo de todas as formas, montando rodízios, fazendo entregas em domicílio, etc..

Risco

Riscos existem, como em todo negócio. Para diminuir o risco, monte uma pizzaria com algo a mais, que a diferencie da concorrência.

Serviço

Quanto à forma de serviço, ela pode ser em mesas, no balcão ou entrega domiciliar. Ou ainda em pedaços, pizzas inteiras ou pelo sistema de rodízio de sabores. Tudo isso, e muito mais, vai depender do seu consumidor. Do que mais lhe agrada, do seu nível de sofisticação e do quanto ele pode pagar. Para descobrir isso, a fórmula mais eficiente é realizar uma pesquisa de mercado.

Fornecedores

Já a escolha dos fornecedores exige uma pesquisa mais profunda e cuidadosa. Numa primeira etapa, você deve pesquisar os fornecedores das máquinas e equipamentos que vai adquirir. Você pode encontrar a relação de fabricantes ou representantes em listas telefônicas, anuários estatísticos ou catálogos especializados. Antes de tomar qualquer decisão, recolha informações precisas sobre as características técnicas dos equipamentos (freezers, balcões frigoríficos, fornos, máquina registradora, etc.) e além dos preços e prazos de pagamento, certifique-se da garantia e da assistência técnica oferecida pelo fabricante.

Da mesma forma, faça um levantamento dos fornecedores dos ingredientes que você vai necessitar para produzir suas pizzas. Os ingredientes de maior consumo – como farinha de trigo, queijo e bebidas – devem, de preferência, ser comprados diretamente dos fabricantes. O restante dos produtos não perecíveis e os que podem ser armazenados por um prazo mais longo – como milho verde, champignons, presunto, calabresa, azeitonas, queijo catupiry e parmesão, etc. – podem ser comprados em atacadistas; os perecíveis – como tomate, pimentão e frutas para sucos – devem ser adquiridos diariamente, em feiras ou centros de distribuição de hortifrutigranjeiros.

Produto

Com relação ao tipo de produto, você pode optar pela massa fina, grossa ou oferecer as duas opções; se especializar em uma pequena quantidade de sabores ou desenvolver um cardápio mais variado e optar por assar em forno elétrico ou a lenha. A qualidade dos ingredientes que você vai utilizar vai definir o resultado final do seu produto.

Certifique-se, portanto, o que está comprando e que o fornecedor vai manter sempre o mesmo padrão. Essa garantia é tão importante quanto preço, prazo de pagamento e regularidade das entregas. A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela.

Especial atenção deverá ser dada ao prazo de validade e estocagem do produto. Muitos são perecíveis (como tomate, cebola, fermento, farinha, frango e verduras), e devem ser adquiridos em quantidades suficientes para o consumo imediato. Os frios podem ser estocados em geladeira ou congelados no freezer, conservando-se, assim, por um período maior. Os enlatados têm validade mais extensa, permitindo compras em maiores quantidades.

Localização

Na escolha do ponto da sua pizzaria observe, inicialmente, os seguintes detalhes de localização: trânsito de pedestres – quanto maior melhor; proximidade de avenidas ou praças de grande movimento de veículos; facilidade de estacionamento, de preferência em frente à loja; facilidade de acesso de clientes, a pé, de ônibus ou metrô e de carro; condições de urbanização, limpeza e infra-estrutura da área.

Além desses pré-requisitos, pesquisas e estudos já realizados aconselham a tomar outros cuidados, quase nunca observados pelo empreendedor iniciante. Por exemplo, o de evitar lojas que fiquem em frente a pontos de ônibus.

A concentração de pessoas pode atrapalhar a visibilidade da sua fachada. Também porque seu negócio deve ficar o mais exposto possível. Evite lojas de fundo ou em galerias, a não ser que você possa se utilizar fartamente de placas indicativas para atrair e orientar sua clientela.

Equipamentos

Os equipamentos básicos para a instalação de uma pizzaria são os seguintes: cortador de frios; forno elétrico ou à lenha; freezer 180 litros; balança de mesa com capacidade de 5 kg; bancada com pia; fogão; geladeiras; prateleiras; balcões; banquetas; telefone; máquina de calcular, etc..

Despesas

As despesas gerais de administração irão variar de acordo com a estrutura adotada pelo empreendedor. Por exemplo, o valor do aluguel do imóvel será diferente em cada região e proporcional às dimensões e tipo de imóvel (casa, loja, sala, galpão, terreno).

As despesas básicas são praticamente padronizadas tais como energia elétrica, água, telefone, honorários do contador, retirada do proprietário. Já outras são específicas de uma Pizzaria, como detetizações periódicas.

Fatores que influenciam no negócio

Os fatores que influenciam nos resultados do negócio são:

  • Recursos financeiros para a instalação e aquisição dos equipamentos e estoque inicial de matéria-prima;
  • Estrutura eficiente de promoção e comercialização;
  • Atendimento ágil e eficaz;
  • Boa apresentação do estabelecimento;
  • Qualidade e preço.

Criando uma pizzaria

Definido o ponto, com base na pesquisa de mercado e na capacidade de investimento, planejamos uma pizzaria de 180m2, onde pretendemos vender três mil pizzas por mês, serviço à la carte, com 80 lugares na própria loja e atendimento para viagem.

Uma pizzaria é, antes de qualquer coisa, um lugar divertido e aconchegante, onde as pessoas se encontram para saborear uma boa massa e para conversar com os amigos. Desses 180m2, 103m2 de suas paredes podem ser pintados com tinta texturizada, procurando imitar o mármore travertino em cores terrosas. O teto será branco e o piso em tábua corrida, granito ou mesmo cerâmica, desde que resistente à abrasão e ao tráfego pesado. Qualquer das opções deve estar condicionada à facilidade de limpeza.

A iluminação no salão deve ser indireta, evitando o ofuscamento e daí o cansaço visual dos clientes. Essa decoração, complementada por uma música de fundo, cria um ambiente alegre e agradável, como se espera de uma pizzaria.

Criamos uma pizzaria com todo o preparo da massa aos olhos da clientela. A finalidade das pizzas, o ato de assar e a sua embalagem também é feita a olho nu, de maneira rápida e asseada. Na cozinha de apoio, abrigada do olhar dos clientes, são preparados os maravilhosos molhos. Para toda esta área temos quase 39m2, sem contar a pequena despensa com pouco mais de 4m2 e de um armário para a guarda de materiais diversos.
O preparo das massas aos olhos do público será a nota de destaque dessa casa e todo esse trabalho será desenvolvido como se fosse um aquário.

Investimento

Do investimento inicial deve-se usar:

  • 50% será disponibilizado para o investimento fixo que será composto de: balcão frigorífico, chopeira, máquina registradora, mesas de madeira com 4 cadeiras, forno de pizza, preparador de alimentos, liquidificador, extrator de sucos, geladeira comercial, freezer vertical, balança mecânica, cilindro elétrico industrial, fogão industrial, exaustores, fôrmas de alumínio para pizzas de diversos tamanhos, estantes, cortador de frios, pizzaiolla com 4 cubas 1/2 padrão e 8 cubas padrão, tulipas para chope, copos de vidro para água, colheres para mesa, facas para mesa, porta-guardanapos, bandejas grandes de alumínio, espátulas, toalhas para mesa, uniformes para funcionários, pratos para mesa, baldes para lixo, etc;
  • 35% do investimento inicial, vai ser reservado para o capital de giro, para a compra das mercadorias, dos materiais diretos, do pagamento da mão-de-obra direta e dos custos fixos;
  • 10% para reserva técnica;
  • 5% para diversos como registro da empresa, divulgação/marketing e outros custos.

Mão de obra e lucratividade

O número de empregados previsto é de 10 funcionários, a lucratividade de 10% e a taxa de retorno 1,3 ano.

Serviço de Entrega a Domicílio

Tal trabalho exige muito do empreendedor, pois será necessário acompanhar de perto toda a rotina, além de se fazer uma estrutura toda voltada para este tipo de serviço, tal como:

  • Os funcionários devem chegar ao local duas horas antes da abertura ao público, para a preparação da massa e do molho, fatiar os frios, etc.. A massa não deve ser feita em grandes quantidades, pois crescerá muito;
  • O atendimento ao consumidor é feito por telefone ou no balcão, e as pizzas são preparadas logo após o pedido. A rapidez no atendimento, bem como o cuidado ao transportar a pizza, são fundamentais;
  • O empreendedor deverá estar no local desde cedo, para o desenvolvimento das atividades de compra e gerenciamento das entregas de materiais, controles financeiros, funcionários e supervisão também no horário de atendimento aos fregueses;
  • O horário de trabalho deverá obedecer às exigências da clientela. A maior parte das empresas trabalham de terça a domingo, a partir do meio da tarde até às 24 horas, deixando as segundas-feiras para o descanso semanal;
  • Uma pizzaria com entrega em domicílio deverá localizar-se preferencialmente em bairros com alta densidade demográfica e com alto ou médio poder aquisitivo, deverá contar com áreas distintas para preparação das pizzas, estoque e atendimento ao público. O arranjo deverá ser feito de forma a facilitar o processo produtivo e a circulação de pessoas.

Registros

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Editora para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
É de fundamental importância que o empreendedor tenha conhecimentos sobre algumas leis que regem esta atividade, tais como:
– LEI Nº 8.078/90. Código de Defesa do Consumidor, devendo desta forma consultar o PROCON para adequar seus produtos.

Sites afins

Pizzaria: http://www.pedidosja.com.br‎
Faronella: http://www.faronella.com.br
Casa da Pizza‎: http://www.casadapizza.com.br
Franquia Pizza Pré Assada: http://www.redelevepizza.com.br
Fornalenha Pizzaria‎: http://www.fornalenha.com.br

Continue Reading

Ideias de negócios

Como montar uma fábrica de Tomate Seco

Published

on

By

Fábrica de tomate seco

Ganhe muito dinheiro com produzindo tomates secos, saiba como montar uma fábrica de tomates secos com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Produção de tomates secos
Produtos Ofertados/Produzidos: Tomates secos

Tomates secos história

Inicialmente introduzido na Europa como planta ornamental, por suas belas frutas amarelas – que era a cor original dos tomates – daí o nome dado pelos italianos, um dos primeiros povos a utilizá-lo para fins alimentares, de “pomodoro”.

Da família das Solanáceas, que inclui as berinjelas, planta em geral trepadeira e anual, originária das Américas Central e do Sul, a origem do nome “tomate” vem da palavra indígena Tomatl. As plantas desta família são todas venenosas, assim como as folhas e as raízes do tomateiro.

Na Europa, dentre as inúmeras modalidades de consumo, aprecia-se seu consumo como frutas que são. Lá é muito comum comprar tomates em quitandas e consumí-lo como fazemos com uma maçã. Entre nós, os tomates são apreciados à moda dos legumes e consumidos em saladas, cozidos, como tempero ou em molhos.

Outra modalidade de consumo que, originária da Itália, tem ótima aceitação entre os consumidores brasileiros, é o tomate seco, bastante utilizado em pizzas e lanches.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com áreas distintas e definidas:

  • Área de recepção da matéria-prima;
  • Área de lavagem e seleção;
  • Área de processamento;
  • Área de desidratação;
  • Área de envase, rotulagem e armazenamento;
  • Área administrativa.

As áreas de desidratação e de envase, devem apresentar um bom arejamento (ventilação).

Equipamentos

Os equipamentos necessários para montar uma pequena fábrica de tomates secos inclui:

  • Fogões industriais;
  • Lavadores;
  • Secadores;
  • Geladeiras;
  • Utensílios de cozinha;
  • Máquinas seladoras, etc.
  • Móveis e equipamentos para o escritório (mesas, cadeiras, computadores, fax, etc.).

Pessoal

Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com ajudantes e encarregados.
A mão-de-obra para este tipo de atividade não requer qualificação específica, apenas recomenda-se treinamento par uso e conservação dos equipamentos, redução dos desperdícios, higiene do pessoal e local de trabalho.

Matéria prima

Os tomates do tipo industrial, de formato alongado e maduros, porém com polpa firme, com cerca de 6% de sólidos, são os mais apropriados para a desidratação. Para produzir 1 Kg de tomate desidratado são necessários, em média, 12 Kg do produto fresco.

Processo produtivo

Recebimento, Seleção e Classificação

Os tomates devem ser recebidos no local de processamento, classificados por tamanho, lavados com água clorada (3ml de água sanitária por litro de água), removendo as impurezas e só então poderão ser selecionados.
Essa seleção consiste em descartar os frutos deteriorados e imprestáveis para processamento.

Corte e retirada das sementes

Em seguida, corta-se os tomates ao meio, no sentido longitudinal com facas de aço inox, removendo-se suas sementes com colheres apropriadas. As sementes devem ser retiradas com os dedos (com Luvas) e aqueles que apresentarem defeitos na pele devem ser trabalhados de tal forma que estas partes sejam retiradas, caso contrário a qualidade do produto final será comprometida.

Salmoura

Coloca-se o sal num recipiente com água misturando-se até que os cristais fiquem totalmente dissolvidos. Depois de misturada a solução, coloca-se os tomates e agurda-se por 30 minutos. Para cada litro de água, serão adicionados 50 gramas de sal.

Desidratação/Secagem

O tempo de secagem dos tomates é variável. Alguns fatores contribuem para isso, como o tamanho, a espécie e o tipo dos tomates utilizados. O agrupamento por tomates do mesmo porte vai permitir uma secagem uniforme e com mais qualidade.

Tempero par tomate seco

O tipo de tempero a ser utilizado depende do custo final e das exigências do mercado.

Sugestão de tempero

80% de óleo de girassol, 20% de azeite de oliva e orégano a gosto. Mistura-se os produtos numa panela, aquecendo-os até atingir a temperatura de 90 graus centígrados. Durante o aquecimento, deve-se mexer o tempero para que sua mistura fique homogênea.

Embalagem para tomate seco

O produto deve ser acondicionado em vidros previamente esterilizados, colocando primeiro o tempero, depois os tomates e assim alternadamente, tomando cuidado para não quebrar os tomates. Esse procedimento resulta em produto de boa qualidade no sabor, textura e cor, além de proporcionar vida de prateleira mais longa.

Higiene do tomate seco

A higiene do local de fabricação e do pessoal envolvido é fator fundamental para obtenção de um produto de boa qualidade e aceitação pelos consumidores. As pessoas envolvidas nas operações manuais precisam usar luvas de borracha. Os utensílios devem estar sempre em boas condições para que não ocorram contaminações.

Fornecedores

Os fornecedores para esse  segmento são os próprios produtores de tomates “in natura”, mercados atacadistas e Ceasas.

Clientes

Os principais clientes são os restaurantes, flamberias, cantinas, pizzarias, etc.

Divulgação

A promoção do negócio pode ser feita junto à empreendimentos gastronômicos, como restaurantes e lojas de produtos típicos e do campo. Nesse caso, o proprietário pode programar visitas demonstrativas a esses locais. Outra forma de promoção é investir em anúncios nas publicações especializadas e em mala direta, que são ações publicitárias eficientes.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Algumas legislações que o futuro empreendedor deve ter conhecimento.
– LEI Nº 6.437/77. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
– DECRETO-LEI Nº 986/69. Institui Normas Básicas sobre Alimentos.
– PORTARIA Nº 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico; Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos

Entidades

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.br
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: http://www.embrapa.gov.br

Continue Reading
Advertisement
Advertisement

Destaques

Advertisement

Para Você

Auxiliar de cartório salário e atribuições CBO 4110-25 Auxiliar de cartório salário e atribuições CBO 4110-25
Cargos e Salários1 dia ago

Auxiliar de cartório salário e atribuições CBO 4110-25

Jornada de trabalho: 42h Piso salarial: R$ 964,86 Salário médio: R$ 1.358,96 Maior salário: R$ 2.053,70 Salário hora: R$ 6,40...

Auxiliar de contabilidade salários e atribuições CBO 4131-10 Auxiliar de contabilidade salários e atribuições CBO 4131-10
Cargos e Salários1 dia ago

Auxiliar de contabilidade salários e atribuições CBO 4131-10

Jornada de trabalho: 43h Piso salarial: R$ 1.144,21 Salário médio: R$ 1.611,57 Maior salário: R$ 2.435,45 Salário hora: R$ 7,43...

Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas) salário e atribuições CBO 7631-05 Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas) salário e atribuições CBO 7631-05
Cargos e Salários1 dia ago

Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas) salário e atribuições CBO 7631-05

Jornada de trabalho: 44h Piso salarial: R$ 954,00 Salário médio: R$ 1.121,32 Maior salário: R$ 1.694,57 Salário hora: R$ 5,11...

Auxiliar de desenvolvimento infantil salários e atribuições CBO 3311-10 Auxiliar de desenvolvimento infantil salários e atribuições CBO 3311-10
Cargos e Salários1 dia ago

Auxiliar de desenvolvimento infantil salários e atribuições CBO 3311-10

Jornada de trabalho: 41h Piso salarial: R$954,00 Salário médio: R$ 1.270,38 Maior salário: R$ 1.919,84 Salário hora: R$ 6,25 CBO...

Auxiliar de enfermagem salário e atribuições CBO 3222-30 Auxiliar de enfermagem salário e atribuições CBO 3222-30
Cargos e Salários2 dias ago

Auxiliar de enfermagem salário e atribuições CBO 3222-30

Jornada de trabalho: 39h Piso salarial: R$ 1.134,17 Salário médio: R$ 1.597,42 Maior salário: R$ 2.414,06 Salário hora: R$ 8,28...

Auxiliar de laboratório de análises físico-químicas CBO 8181-10 Auxiliar de laboratório de análises físico-químicas CBO 8181-10
Cargos e Salários2 dias ago

Auxiliar de laboratório de análises físico-químicas CBO 8181-10

Jornada de trabalho: 43 h Piso salarial: R$ 1.004,00 Salário médio: R$ 1.414,09 Maior salário: R$ 2.137,01 Salário hora: R$...

Auxiliar de lavanderia salário e atribuições CBO 5163-45 Auxiliar de lavanderia salário e atribuições CBO 5163-45
Cargos e Salários2 dias ago

Auxiliar de lavanderia salário e atribuições CBO 5163-45

Jornada de trabalho: 43 h Piso salarial: R$ 954,00 Salário médio: R$ 1.152,47 Maior salário: R$ 1,741,65 Salário hora: R$...

Advertisement

Negócios

Advertisement
Advertisement

Em Destaque

Copyright © Emprega Brasil. Todos os direitos reservados.