Connect with us

Ideias de negócios

Como montar uma Creche da Prefeitura CEI – Parte 3

Published

on

Continuação do artigo Como montar uma Creche da Prefeitura CEI – Parte 3. Se você está pensando em montar uma Creche da Prefeitura CEI, leia aqui todas as informações e exigências necessárias, tipo de convênio, documentos, projeto pedagógico, vistorias, remuneração, autorização, estrutura, comprovantes e muito mais….

 

Montar uma Creche da Prefeitura CEI

PORTARIA 3477/11 – SME

Institui normas gerais para celebração de convênios no âmbito da Secretaria Municipal de Educação com Entidades, Associações e Organizações que atendam crianças na faixa etária de 0 (zero) a 3 (três) anos, define procedimentos para concessão de autorização de funcionamento das instituições conveniadas, e dá outras providências.

Continuação da parte 2

Dos Agrupamentos

Art. 17 – A formação dos agrupamentos/turmas deverá considerar o módulo fixado anualmente por portaria de matrícula, observada a faixa etária das crianças, na seguinte conformidade:

– Berçário I – 0 ano;

– Berçário II – 1 ano;

– Mini Grupo I – 2 anos;

– Mini Grupo II – 3 anos;

§ 1º – Uma vez definido o agrupamento/turma, a situação da criança deverá ser mantida até o final do ano letivo.

§ 2º – A formação de agrupamentos/turmas em desacordo com as normas estabelecidas deverá ser objeto de manifestação e autorização expressa do Diretor Regional de Educação, devidamente justificada por parecer técnico do Setor de Demanda e supervisão escolar.

DOS IMÓVEIS

Art. 18 – Os imóveis serão vistoriados pela DRE sendo que, a primeira visita ocorrerá antes da Celebração do Convênio.

§ 1º – A critério da DRE, poderá ser constituída Comissão especialmente designada para esse fim, integrada, preferencialmente por um profissional da área de engenharia e um Supervisor Escolar, e um técnico do setor de convênios.

§ 2º – Caberá vistoria do imóvel nos seguintes casos:

I – vistoria prévia anterior a Celebração do Convênio;

II – nos casos da ocorrência de reformas/alterações tais como ampliações e implantação de berçário;

III – quando houver mudança de endereço;

IV – sempre que a DRE julgar necessário.

Art. 19 – A entidade deverá se responsabilizar pela manutenção do prédio, realizando reparos e preservando o imóvel de vazamentos, infiltrações corriqueiras, problemas elétricos do quadro de distribuição interna, pintura interna e externa, troca de azulejos e os demais serviços de conservação, podendo ser executada com verba do convênio específica para esse fim.

Art. 20 – A execução dos serviços de reformas e/ou ampliação dos CEIs da rede indireta será de responsabilidade da PMSP.

Parágrafo Único – Nos CEIs/Creches da rede privada conveniada, a execução dos serviços de reformas e/ou ampliação será de responsabilidade exclusiva da entidade, com utilização de verba própria, sendo vedado o uso de recursos provenientes do convênio.

Art. 21 – Fica vedado às entidades manterem sua sede nos CEIs indiretos ou privados conveniados quando houver repasse de recursos para custeio de locação do prédio.

Parágrafo Único – Quando a própria entidade for proprietária do imóvel, a sede e a instituição poderão funcionar no mesmo local, desde que as despesas com concessionárias (luz, telefone, água, etc.) não excedam à média mensal do gasto dos CEIs/Creches com capacidade similar.

Art. 22 – As despesas de locação poderão ser incluídas no cálculo de custeio das atividades conveniadas.

§ 1º – Em razão da relevância e necessidade do serviço, poderá ser autorizado o acréscimo de até 25% (vinte e cinco por cento) do valor mensal do convênio, a título de suplementação de despesas, para o custeio de locação de imóvel (aluguel e IPTU) referente ao funcionamento dos CEIs/Creches.

§ 2º – No caso de locação pela entidade, associação ou organização, o imóvel será objeto de vistoria, com vistas a sua adequação para a finalidade a que se destina e da compatibilidade do valor da locação com o praticado no mercado, podendo a Diretoria Regional de Educação proceder nos termos do indicado no § 1º do artigo 18 desta Portaria.

§ 3º – Caberá ao profissional da área de engenharia da DRE a aprovação do imóvel para a finalidade a que se destina, bem como a análise da compatibilidade do valor da locação com o praticado no mercado, exigindo-se da entidade a apresentação de 3 (três) avaliações de aluguéis de imóveis na região, com características similares, e fornecidos por imobiliárias distintas.

§ 4º – Na hipótese de serem necessárias obras de adequações físicas apontadas pelos técnicos da Municipalidade, estas ficarão sob a responsabilidade da Conveniada.

§ 5º – O contrato da locação ficará a cargo da conveniada e só será formalizado após a Celebração do Convênio sendo este de inteira responsabilidade do locador e locatário, desobrigando-se a Secretaria Municipal de Educação de qualquer responsabilidade.

§ 6º – O locador não poderá manter vínculo prévio ao contrato de locação, formal, ou de qualquer índole, com o locatário.

§ 7º – As adequações do imóvel só serão realizadas após a formalização do convênio e locação do imóvel.

§ 8º – A Entidade elaborará Plano de adequação com previsão da conclusão das obras, não ultrapassando o período de 30(trinta) dias, prorrogáveis por mais 30(trinta) dias.

§ 9º – O início de funcionamento do CEI/Creche só será autorizado a partir do momento em que as obras estiverem concluídas.

§ 10 – As entidades, associações e organizações que celebrarem convênio nessas condições devem quitar diretamente o aluguel e IPTU do imóvel locado, devendo apresentar, a título de prestação de contas, os recibos de quitação como comprovante da despesa realizada.

§ 11 – A Conveniada poderá pedir atualização do valor da despesa com a locação do imóvel, após um ano da celebração do contrato de locação, respeitados o índice oficial e a periodicidade, previstos no respectivo instrumento, devendo, para tanto, observar o menor valor das avaliações praticadas no mercado, referentes a três outros imóveis da região, com características similares e fornecidos por imobiliárias distintas.

Dos Bens Permanentes

Art. 23 – Serão considerados Bens Permanentes aqueles que, em razão de seu uso corrente, não perderem sua identidade física e /ou tiverem durabilidade superior a dois anos, consoante Portaria STN 448/02 e Decreto nº 50.733/09.

§ 1º – Nos CEIs da rede indireta, caberá à PMSP, por meio da DRE, fornecer os bens permanentes com a cessão de uso destes à Entidade, por meio de instrumento próprio a ser anexado ao respectivo processo administrativo, bem como eventuais alterações.

§ 2º – Nos CEIs/Creches mantidos pela rede privada conveniada, os bens permanentes deverão ser adquiridos com recursos próprios da Conveniada.

§ 3º – As instituições citadas nos §§ 1º e 2º deste artigo poderão adquirir bens permanentes com a Verba de Implantação e do Adicional.

§ 4º – Na hipótese aludida no parágrafo anterior, os bens deverão ser objeto de doação e incorporação ao patrimônio da PMSP/SME, no prazo de 30 (trinta) dias após a aprovação de contas, em conformidade com o disposto no Decreto 50.733/09, sob pena de desconto do valor do bem não incorporado, na primeira parcela do adicional subsequente.

§ 5º – A manutenção poderá ser executada com recursos provenientes do convênio, desde que esses bens sejam indispensáveis e essenciais ao atendimento à criança com relação à segurança, alimentação, higiene, limpeza, material pedagógico, devendo, as referidas despesas, serem devidamente comprovadas e documentadas.

Dos Recursos Financeiros

Art. 24 – Os Recursos destinados ao convênio obedecerão ao Plano de Trabalho, previamente aprovado, adotando como parâmetro as diretrizes técnicas objeto do convênio e o cronograma de pagamento.

§ 1º – A prestação de contas e posterior liberação de pagamento só ocorrerão mediante atendimento das condições previstas no Termo de Convênio, considerando-se sua suspensão nos termos ali contidos ou, ainda, quando verificado o desvio da finalidade ou má aplicação dos recursos, atrasos não justificados no cumprimento das etapas ou fases programadas ou por inadimplência do executor com relação às cláusulas do convênio.

§ 2º – A Entidade deverá manter, pelo prazo de 05(cinco) anos, comprovantes e registros de aplicação dos recursos tais como notas fiscais e demonstrativos de despesas, os quais permanecerão à disposição dos órgãos públicos competentes para sua eventual apresentação quando solicitada, de acordo com a conveniência da Administração.

§ 3º – Não poderão ser utilizados os recursos do convênio para as seguintes finalidades:

a) realização de despesas a título de taxa de administração ou similar, excetuando-se despesas com serviços contábeis para atendimento exclusivo do convênio;

b) finalidade diversa da estabelecida no instrumento de convênio;

c) realização de despesas em data anterior ou posterior a sua vigência, realização de despesas com multas, juros ou correção monetária, exceto no caso de atraso de pagamento ocorrido pela PMSP.

Art. 25 – Para efeitos de Pagamento Mensal o repasse de recursos será calculado mediante o “per capita” relativo ao número de crianças regularmente matriculadas e atendidas no mês.

§ 1º – O valor do “per capita” é definido em Portaria específica da SME, publicada no Diário Oficial da Cidade – DOC.

§ 2º – Na apuração da assiduidade das crianças poderão ser consideradas justificadas as faltas em razão de atendimento à saúde, por meio de comprovante (atestado médico, receituário, atestado de comparecimento para consulta ou realização de exames laboratoriais ou outro documento firmado por profissional da saúde) ou declaração dos próprios pais ou responsáveis (nos casos de viagem, férias, doença em família e outros);

§ 3º – A Justificativa de Faltas a que se refere o parágrafo anterior fica a critério do Diretor do CEI/Creche que deverá firmar impresso específico e arquivá-lo na respectiva Unidade Conveniada, disponibilizando-o para consultas.

§ 4º – O não comparecimento da criança ao CEI/Creche por um período de 15 dias consecutivos, não justificados, implicará no cancelamento imediato de sua matrícula, cabendo ao Diretor do CEI/Creche assegurar ciência dos pais ou responsáveis sobre as providências de eliminação.

§ 5º – Na hipótese de formalização, pelos pais ou responsáveis, da não permanência da criança na Instituição, ou sua eliminação, nos termos do parágrafo anterior, caberá ao Diretor do CEI/Creche:

a) a baixa imediata da matrícula no Sistema EOL da SME, para disponibilidade da vaga;

b) as providências relativas à matrícula imediata de novo candidato encaminhado pelo Sistema EOL.

§ 6º – O valor referente à despesa com locação do imóvel será repassado somente após a lavratura do contrato.

§ 7º – O repasse será efetivado até o terceiro dia útil do mês seguinte ao da solicitação, e desde que satisfeitas as condições pactuadas no Termo de Convênio, nas disposições da presente Portaria e no Plano de Trabalho da Entidade.

§ 8º – A conveniada deverá apresentar à Diretoria Regional de Educação -DRE, até o dia 20 do mês subsequente ao da prestação do serviço, os documentos relativos à prestação de contas, previstos no Termo de Convênio, em regime de competência.

§ 9º – Especificamente no mês de dezembro, o repasse poderá ocorrer no próprio mês.

Art. 26 – A Entidade deverá recolher, mensalmente, o percentual de 21,57% sobre o total de despesas com Recursos Humanos, a título de provisão/fundo de reserva em conta-poupança específica, com o intuito de garantir pagamentos de encargos oriundos de rescisões trabalhistas e as despesas relativas ao 13º salário e à remuneração de férias anuais acrescidas de 1/3.

Art. 27 – A Entidade concederá férias coletivas no período estabelecido em portaria da Secretaria Municipal de Educação, independentemente da data da Celebração do Convênio.

Art. 28 – Os eventuais saldos de recursos serão aplicados no ano civil, exclusivamente no objeto de sua finalidade.

§ 1º – O saldo não utilizado na forma estabelecida no “caput” deste artigo será descontado na primeira prestação de contas do ano seguinte.

§ 2º – Também ocorrerão descontos nos casos em que o quadro de Recursos Humanos não estiver em conformidade com o proposto no Plano de Trabalho, respeitado o prazo de 30 (trinta) dias para a nova contratação.

§ 3º – A instituição que, por decisão própria, suspender o atendimento em dia previsto no calendário de atividades sofrerá o respectivo desconto, não cabendo reposição.

Art. 29 – Na hipótese de reforma inadiável do imóvel, mediante Laudo Técnico de engenheiro/arquiteto devidamente registrado no CREA, a Diretoria Regional de Educação poderá autorizar a suspensão do pagamento pelo período correspondente à interrupção do atendimento, garantindo-se o pagamento do valor referente às despesas com Recursos Humanos, bem como as despesas referentes às concessionárias de serviço público.
Leia na Parte 4 – Dos Adicional”

Continuar lendo… Como montar uma Creche da Prefeitura CEI – Parte 4

Consulte a Sub Prefeitura da sua região para saber se houve alterações no contrato de convênio para creches. Veja aqui os endereços das Sub Prefeituras do Municipio de São Paulo

Continue Reading
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ideias de negócios

Como plantar Mamão

Published

on

By

Como Plantar Mamão Papaya

Ganhe muito dinheiro cultivando Mamão, saiba como plantar Mamão com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, captação de cliente, financiamento, mão de obra especializada, atendimento e muito mais…

Cultivo do mamão papaya

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O mamão papaia

O mamoeiro é uma árvore de pequeno porte cujo nome científico é carica papaya L, pertencente a família botânica Caricaceae, que dura pouco. Os sexos do mamoeiro encontram-se em plantas separadas: mamoeiros-machos e mamoeiros-fêmeas, sua principal peculiaridade. As flores nascidas dos mamoeiros-machos, embora não se transformem em frutos comestíveis, têm a importante função de fecundar as flores do mamoeiro-fêmea. Tais flores ficam dependuradas e distanciadas do caule da árvore, sendo o que permite identificar, com bastante facilidade, o sexo do mamoeiro. Às vezes nascem flores hermafroditas, dando origem a frutas atípicas, os mamões-machos, muito importantes no processo de fecundação dos mamoeiros. A casca do mamão é bastante delicada: quando verde, sua cor é também verde; aos poucos, à medida que o fruto amadurece, ela vai se tingindo de manchas ou faixas de coloração amarela ou alaranjado-clara, até perder completamente o tom esverdeado.

Aproveitamento

As sementes, que ficam ligadas por fibras à extremidade interna da polpa, ocorrem em grande quantidade, que apesar de serem desprezadas, são comestíveis e teriam muitas utilidades medicinas. Com o miolo do caule do mamoeiro também faz-se um doce exótico. Por fim, pode-se ainda utilizar o mamão verde como legume, cortado em pedacinhos e refogado, ou ainda em sopas e ensopados de carne.

Latex Papaina

Do mamão-papaya verde podemos retirar um látex que é muito rico em uma substância chamada papaína, que se encontra espalhada por toda a planta e vai sumindo à medida que a fruta amadurece. É uma substância de muitos usos medicinais e industriais. Em países como Sri Lanka, Tanzânia e Uganda, explora- se o fruto verde do mamão em grandes plantações com  finalidades industriais. Esse látex, convertido em pó, é enviado a laboratórios da Europa e da América do Norte, onde é refinado, transformado, engarrafado, patenteado, rotulado e comercializado em remédios, em amaciantes de carnes, em loções para a pele, em produtos industriais para clarear cervejas, para amaciar couros e lãs.

Produção de Mamão no Brasil

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

Cuidados especiais do Mamão

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

Solo ideal para o cultivo do Mamão

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

Plantio do Mamão

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas, etc… Capinas manuais e podas
de limpeza.

Adubações no Mamoeiro

Depende da análise química do solo, mas não se pode esquecer que o nitrogênio deve ser empregado com cautela pois favorece o crescimento excessivo da planta e o aparecimento de doenças do tronco e das raízes; o potássio evita o amolecimento da polpa por excesso de chuvas ou de nitrogênio; o boro e o zinco, indispensáveis, podem ser fornecidos por meio do solo ou de pulverizações. A primeira adubação começa vinte dias antes do plantio. Outras adubações com porcentagens diferentes de fertilizantes  serão aplicadas um mês depois do plantio da muda ou no primeiro desbaste e serão repetidas dois meses depois. Nos meses de setembro, dezembro e março será preciso fazer nova adubação.
A adubação por planta obedece critérios diferentes. No plantio, na cova: 20Kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto de potássio e 500g de calcário magnesiano; em cobertura : 200g de Nitrocálcio, em quatro parcelas. No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes – N, P2O5 e K2O – por ano de idade. No pomar adulto: após a colheita: 8g de esterco de galinha; 1.500g de superfosfato e 600g de cloreto de potássio; na vegetação: três a quatro aplicações de 600 a 800g de sulfato de amônio.

Pragas e doenças do Mamão

O controle de pragas e doenças do mamoeiro é muito complexo porque ele produz continuamente. Por isso é preciso cuidado para que os frutos não absorvam o produto aplicado. A planta também é sensível a certas fórmulas, e o aplicador precisa ter cuidado consigo mesmo. Dentre as doenças merecem atenção especial o mosaico, causado por vírus, sem controle conhecido e que foi a causa do fim das plantações paulistas; varíola ou pinta-preta, causada por um fungo; antracnose; oídio; e a podridão-do-pedúnculo. A varióla é combatida por pulverizações com hidróxido de cobre ou oxicloreto de cobre na superfície inferior das folhas. Combate-se o mosaico pela eliminação das plantas atacadas e das cucurbitáceas (abóboras, melão, etc) existentes nos mamoais e fazendo-se o controle dos pulgões nas culturas vizinhas por meio de pulverizações com calda de fumo. A podridão-do-pé só pode ser prevenida com cuidados no plantio.
Os brotos laterais do mamoeiro devem ser retirados freqüentemente pois prejudicam o desenvolvimento da planta e são focos de ácaros. Além das doenças, existem os ácaros que limitam a produção: o ácaro-branco, ou ácaro-dos-ponteiros ou o ácaro-do-chapéu do mamoeiro eliminam as folhas do ponteiro, paralisam o crescimento da planta e expondo ao sol os frutos, que ficam queimados; o ácaro-da-rasgadura-da-folha que é rajado e produz teias para se proteger; a largata, que em muitos casos provoca o desfolhamento total da planta; o percevejo-verde ou maria-fedida que suga as folhas e os frutos; as cochonilhas, etc.

Culturas consorciadas

Convém utilizar a goiaba, os citrus e algumas culturas em consorciação com o mamão, que produz por cerca de três anos, tempo em que chega a hora de arrancar o mamoeiro, já muito alto. É exatamente então que essas fruteiras começam a produzir. Podem-se também plantar espécies como o guaraná, usando o mamão como sobreamento provisório.

Colheita do Mamão

Quatro a seis meses após a semeadura, começa o florescimento que, em condições favoráveis, pode continuar o ano todo. Os frutos amadurecem cinco a seis meses mais tarde, dependendo do clima e da intensidade de produção da planta. Os frutos devem ser retirados da planta por ligeira torção, sem ferimentos na casca. O colhedor deve usar luvas e mangas compridas para não ter contato com látex da planta.

Embalagem do Mamão

O mamão papaya deve ser protegido por folhas de jornal ao ser embalado; ele é comercializado em caixas de madeira com 37,50 x 30 x 15 cm, que comportam de oito a dezesseis unidades embrulhadas em papel ou protegidas no fundo por fitilho de madeira. Para exportação do papaia, são utilizadas caixas de papelão de 39 x 31 x 15,50 cm, em que cabem de oito a vinte frutos e com 7 Kg de peso líquido. A classificação do mamão no mercado é feita por número: mamão tipo 9, nove por caixa.

Sites relacionados

EMBRAPA:
Rural News: http://www.ruralnews.com.br

Continue Reading

Ideias de negócios

Como montar uma Pizzaria

Published

on

By

Montar pizzaria

Ganhe muito dinheiro com Pizza, saiba como montar uma pizzaria com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Pizzaria

Mercado

A pizza é conhecida quase no mundo inteiro, mas nem na Itália é tão popular quanto no Brasil. Gostosa, fácil de preparar, barata e com grande variedade de sabores, é um dos pratos mais procurados no país. Essa preferência fez com que se expandissem os negócios de pizzaria em quase todas as regiões do Brasil.

O consumidor é seu principal alvo e a quem você deve dedicar a sua maior atenção. Mas não é só ele que compõe o que chamamos de mercado . Para planejar o seu negócio, você precisa conhecer também a concorrência e os fornecedores.

Não é difícil conhecer como funciona o mercado concorrente: basta dar uma volta na região que você delimitou como de abrangência do seu negócio e verificar se existem por ali muitos estabelecimentos similares ao seu. Não se limite a conhecer as pizzarias, mas também os bares, restaurantes e lanchonetes voltados para o mesmo público que você pretende atingir. Observe o funcionamento de cada um deles, o grau de conforto e higiene de suas instalações e os preços que praticam. Depois, em breves conversas com os consumidores, você pode identificar seu grau de satisfação com a qualidade dos produtos e do tipo de produto oferecido.

Planejamento

Não basta, no entanto, acreditar que só a pizza é suficiente para garantir o sucesso de seu negócio. É preciso planejar, porque o investimento é alto. Afinal, são muitas máquinas, equipamentos e capital de giro. E o retorno não vem antes de um ano. Por ser um prato apreciado em todas as classes sociais, as oportunidades de negócios surgem em todos os bairros. Mas, cuidado: não dá certo montar uma casa de luxo em bairro pobre, nem o contrário. É preciso saber o que deseja o seu cliente e procurar atendê-lo de todas as formas, montando rodízios, fazendo entregas em domicílio, etc..

Risco

Riscos existem, como em todo negócio. Para diminuir o risco, monte uma pizzaria com algo a mais, que a diferencie da concorrência.

Serviço

Quanto à forma de serviço, ela pode ser em mesas, no balcão ou entrega domiciliar. Ou ainda em pedaços, pizzas inteiras ou pelo sistema de rodízio de sabores. Tudo isso, e muito mais, vai depender do seu consumidor. Do que mais lhe agrada, do seu nível de sofisticação e do quanto ele pode pagar. Para descobrir isso, a fórmula mais eficiente é realizar uma pesquisa de mercado.

Fornecedores

Já a escolha dos fornecedores exige uma pesquisa mais profunda e cuidadosa. Numa primeira etapa, você deve pesquisar os fornecedores das máquinas e equipamentos que vai adquirir. Você pode encontrar a relação de fabricantes ou representantes em listas telefônicas, anuários estatísticos ou catálogos especializados. Antes de tomar qualquer decisão, recolha informações precisas sobre as características técnicas dos equipamentos (freezers, balcões frigoríficos, fornos, máquina registradora, etc.) e além dos preços e prazos de pagamento, certifique-se da garantia e da assistência técnica oferecida pelo fabricante.

Da mesma forma, faça um levantamento dos fornecedores dos ingredientes que você vai necessitar para produzir suas pizzas. Os ingredientes de maior consumo – como farinha de trigo, queijo e bebidas – devem, de preferência, ser comprados diretamente dos fabricantes. O restante dos produtos não perecíveis e os que podem ser armazenados por um prazo mais longo – como milho verde, champignons, presunto, calabresa, azeitonas, queijo catupiry e parmesão, etc. – podem ser comprados em atacadistas; os perecíveis – como tomate, pimentão e frutas para sucos – devem ser adquiridos diariamente, em feiras ou centros de distribuição de hortifrutigranjeiros.

Produto

Com relação ao tipo de produto, você pode optar pela massa fina, grossa ou oferecer as duas opções; se especializar em uma pequena quantidade de sabores ou desenvolver um cardápio mais variado e optar por assar em forno elétrico ou a lenha. A qualidade dos ingredientes que você vai utilizar vai definir o resultado final do seu produto.

Certifique-se, portanto, o que está comprando e que o fornecedor vai manter sempre o mesmo padrão. Essa garantia é tão importante quanto preço, prazo de pagamento e regularidade das entregas. A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela.

Especial atenção deverá ser dada ao prazo de validade e estocagem do produto. Muitos são perecíveis (como tomate, cebola, fermento, farinha, frango e verduras), e devem ser adquiridos em quantidades suficientes para o consumo imediato. Os frios podem ser estocados em geladeira ou congelados no freezer, conservando-se, assim, por um período maior. Os enlatados têm validade mais extensa, permitindo compras em maiores quantidades.

Localização

Na escolha do ponto da sua pizzaria observe, inicialmente, os seguintes detalhes de localização: trânsito de pedestres – quanto maior melhor; proximidade de avenidas ou praças de grande movimento de veículos; facilidade de estacionamento, de preferência em frente à loja; facilidade de acesso de clientes, a pé, de ônibus ou metrô e de carro; condições de urbanização, limpeza e infra-estrutura da área.

Além desses pré-requisitos, pesquisas e estudos já realizados aconselham a tomar outros cuidados, quase nunca observados pelo empreendedor iniciante. Por exemplo, o de evitar lojas que fiquem em frente a pontos de ônibus.

A concentração de pessoas pode atrapalhar a visibilidade da sua fachada. Também porque seu negócio deve ficar o mais exposto possível. Evite lojas de fundo ou em galerias, a não ser que você possa se utilizar fartamente de placas indicativas para atrair e orientar sua clientela.

Equipamentos

Os equipamentos básicos para a instalação de uma pizzaria são os seguintes: cortador de frios; forno elétrico ou à lenha; freezer 180 litros; balança de mesa com capacidade de 5 kg; bancada com pia; fogão; geladeiras; prateleiras; balcões; banquetas; telefone; máquina de calcular, etc..

Despesas

As despesas gerais de administração irão variar de acordo com a estrutura adotada pelo empreendedor. Por exemplo, o valor do aluguel do imóvel será diferente em cada região e proporcional às dimensões e tipo de imóvel (casa, loja, sala, galpão, terreno).

As despesas básicas são praticamente padronizadas tais como energia elétrica, água, telefone, honorários do contador, retirada do proprietário. Já outras são específicas de uma Pizzaria, como detetizações periódicas.

Fatores que influenciam no negócio

Os fatores que influenciam nos resultados do negócio são:

  • Recursos financeiros para a instalação e aquisição dos equipamentos e estoque inicial de matéria-prima;
  • Estrutura eficiente de promoção e comercialização;
  • Atendimento ágil e eficaz;
  • Boa apresentação do estabelecimento;
  • Qualidade e preço.

Criando uma pizzaria

Definido o ponto, com base na pesquisa de mercado e na capacidade de investimento, planejamos uma pizzaria de 180m2, onde pretendemos vender três mil pizzas por mês, serviço à la carte, com 80 lugares na própria loja e atendimento para viagem.

Uma pizzaria é, antes de qualquer coisa, um lugar divertido e aconchegante, onde as pessoas se encontram para saborear uma boa massa e para conversar com os amigos. Desses 180m2, 103m2 de suas paredes podem ser pintados com tinta texturizada, procurando imitar o mármore travertino em cores terrosas. O teto será branco e o piso em tábua corrida, granito ou mesmo cerâmica, desde que resistente à abrasão e ao tráfego pesado. Qualquer das opções deve estar condicionada à facilidade de limpeza.

A iluminação no salão deve ser indireta, evitando o ofuscamento e daí o cansaço visual dos clientes. Essa decoração, complementada por uma música de fundo, cria um ambiente alegre e agradável, como se espera de uma pizzaria.

Criamos uma pizzaria com todo o preparo da massa aos olhos da clientela. A finalidade das pizzas, o ato de assar e a sua embalagem também é feita a olho nu, de maneira rápida e asseada. Na cozinha de apoio, abrigada do olhar dos clientes, são preparados os maravilhosos molhos. Para toda esta área temos quase 39m2, sem contar a pequena despensa com pouco mais de 4m2 e de um armário para a guarda de materiais diversos.
O preparo das massas aos olhos do público será a nota de destaque dessa casa e todo esse trabalho será desenvolvido como se fosse um aquário.

Investimento

Do investimento inicial deve-se usar:

  • 50% será disponibilizado para o investimento fixo que será composto de: balcão frigorífico, chopeira, máquina registradora, mesas de madeira com 4 cadeiras, forno de pizza, preparador de alimentos, liquidificador, extrator de sucos, geladeira comercial, freezer vertical, balança mecânica, cilindro elétrico industrial, fogão industrial, exaustores, fôrmas de alumínio para pizzas de diversos tamanhos, estantes, cortador de frios, pizzaiolla com 4 cubas 1/2 padrão e 8 cubas padrão, tulipas para chope, copos de vidro para água, colheres para mesa, facas para mesa, porta-guardanapos, bandejas grandes de alumínio, espátulas, toalhas para mesa, uniformes para funcionários, pratos para mesa, baldes para lixo, etc;
  • 35% do investimento inicial, vai ser reservado para o capital de giro, para a compra das mercadorias, dos materiais diretos, do pagamento da mão-de-obra direta e dos custos fixos;
  • 10% para reserva técnica;
  • 5% para diversos como registro da empresa, divulgação/marketing e outros custos.

Mão de obra e lucratividade

O número de empregados previsto é de 10 funcionários, a lucratividade de 10% e a taxa de retorno 1,3 ano.

Serviço de Entrega a Domicílio

Tal trabalho exige muito do empreendedor, pois será necessário acompanhar de perto toda a rotina, além de se fazer uma estrutura toda voltada para este tipo de serviço, tal como:

  • Os funcionários devem chegar ao local duas horas antes da abertura ao público, para a preparação da massa e do molho, fatiar os frios, etc.. A massa não deve ser feita em grandes quantidades, pois crescerá muito;
  • O atendimento ao consumidor é feito por telefone ou no balcão, e as pizzas são preparadas logo após o pedido. A rapidez no atendimento, bem como o cuidado ao transportar a pizza, são fundamentais;
  • O empreendedor deverá estar no local desde cedo, para o desenvolvimento das atividades de compra e gerenciamento das entregas de materiais, controles financeiros, funcionários e supervisão também no horário de atendimento aos fregueses;
  • O horário de trabalho deverá obedecer às exigências da clientela. A maior parte das empresas trabalham de terça a domingo, a partir do meio da tarde até às 24 horas, deixando as segundas-feiras para o descanso semanal;
  • Uma pizzaria com entrega em domicílio deverá localizar-se preferencialmente em bairros com alta densidade demográfica e com alto ou médio poder aquisitivo, deverá contar com áreas distintas para preparação das pizzas, estoque e atendimento ao público. O arranjo deverá ser feito de forma a facilitar o processo produtivo e a circulação de pessoas.

Registros

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Editora para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
É de fundamental importância que o empreendedor tenha conhecimentos sobre algumas leis que regem esta atividade, tais como:
– LEI Nº 8.078/90. Código de Defesa do Consumidor, devendo desta forma consultar o PROCON para adequar seus produtos.

Sites afins

Pizzaria: http://www.pedidosja.com.br‎
Faronella: http://www.faronella.com.br
Casa da Pizza‎: http://www.casadapizza.com.br
Franquia Pizza Pré Assada: http://www.redelevepizza.com.br
Fornalenha Pizzaria‎: http://www.fornalenha.com.br

Continue Reading

Ideias de negócios

Como montar uma fábrica de Tomate Seco

Published

on

By

Fábrica de tomate seco

Ganhe muito dinheiro com produzindo tomates secos, saiba como montar uma fábrica de tomates secos com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Produção de tomates secos
Produtos Ofertados/Produzidos: Tomates secos

Tomates secos história

Inicialmente introduzido na Europa como planta ornamental, por suas belas frutas amarelas – que era a cor original dos tomates – daí o nome dado pelos italianos, um dos primeiros povos a utilizá-lo para fins alimentares, de “pomodoro”.

Da família das Solanáceas, que inclui as berinjelas, planta em geral trepadeira e anual, originária das Américas Central e do Sul, a origem do nome “tomate” vem da palavra indígena Tomatl. As plantas desta família são todas venenosas, assim como as folhas e as raízes do tomateiro.

Na Europa, dentre as inúmeras modalidades de consumo, aprecia-se seu consumo como frutas que são. Lá é muito comum comprar tomates em quitandas e consumí-lo como fazemos com uma maçã. Entre nós, os tomates são apreciados à moda dos legumes e consumidos em saladas, cozidos, como tempero ou em molhos.

Outra modalidade de consumo que, originária da Itália, tem ótima aceitação entre os consumidores brasileiros, é o tomate seco, bastante utilizado em pizzas e lanches.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com áreas distintas e definidas:

  • Área de recepção da matéria-prima;
  • Área de lavagem e seleção;
  • Área de processamento;
  • Área de desidratação;
  • Área de envase, rotulagem e armazenamento;
  • Área administrativa.

As áreas de desidratação e de envase, devem apresentar um bom arejamento (ventilação).

Equipamentos

Os equipamentos necessários para montar uma pequena fábrica de tomates secos inclui:

  • Fogões industriais;
  • Lavadores;
  • Secadores;
  • Geladeiras;
  • Utensílios de cozinha;
  • Máquinas seladoras, etc.
  • Móveis e equipamentos para o escritório (mesas, cadeiras, computadores, fax, etc.).

Pessoal

Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com ajudantes e encarregados.
A mão-de-obra para este tipo de atividade não requer qualificação específica, apenas recomenda-se treinamento par uso e conservação dos equipamentos, redução dos desperdícios, higiene do pessoal e local de trabalho.

Matéria prima

Os tomates do tipo industrial, de formato alongado e maduros, porém com polpa firme, com cerca de 6% de sólidos, são os mais apropriados para a desidratação. Para produzir 1 Kg de tomate desidratado são necessários, em média, 12 Kg do produto fresco.

Processo produtivo

Recebimento, Seleção e Classificação

Os tomates devem ser recebidos no local de processamento, classificados por tamanho, lavados com água clorada (3ml de água sanitária por litro de água), removendo as impurezas e só então poderão ser selecionados.
Essa seleção consiste em descartar os frutos deteriorados e imprestáveis para processamento.

Corte e retirada das sementes

Em seguida, corta-se os tomates ao meio, no sentido longitudinal com facas de aço inox, removendo-se suas sementes com colheres apropriadas. As sementes devem ser retiradas com os dedos (com Luvas) e aqueles que apresentarem defeitos na pele devem ser trabalhados de tal forma que estas partes sejam retiradas, caso contrário a qualidade do produto final será comprometida.

Salmoura

Coloca-se o sal num recipiente com água misturando-se até que os cristais fiquem totalmente dissolvidos. Depois de misturada a solução, coloca-se os tomates e agurda-se por 30 minutos. Para cada litro de água, serão adicionados 50 gramas de sal.

Desidratação/Secagem

O tempo de secagem dos tomates é variável. Alguns fatores contribuem para isso, como o tamanho, a espécie e o tipo dos tomates utilizados. O agrupamento por tomates do mesmo porte vai permitir uma secagem uniforme e com mais qualidade.

Tempero par tomate seco

O tipo de tempero a ser utilizado depende do custo final e das exigências do mercado.

Sugestão de tempero

80% de óleo de girassol, 20% de azeite de oliva e orégano a gosto. Mistura-se os produtos numa panela, aquecendo-os até atingir a temperatura de 90 graus centígrados. Durante o aquecimento, deve-se mexer o tempero para que sua mistura fique homogênea.

Embalagem para tomate seco

O produto deve ser acondicionado em vidros previamente esterilizados, colocando primeiro o tempero, depois os tomates e assim alternadamente, tomando cuidado para não quebrar os tomates. Esse procedimento resulta em produto de boa qualidade no sabor, textura e cor, além de proporcionar vida de prateleira mais longa.

Higiene do tomate seco

A higiene do local de fabricação e do pessoal envolvido é fator fundamental para obtenção de um produto de boa qualidade e aceitação pelos consumidores. As pessoas envolvidas nas operações manuais precisam usar luvas de borracha. Os utensílios devem estar sempre em boas condições para que não ocorram contaminações.

Fornecedores

Os fornecedores para esse  segmento são os próprios produtores de tomates “in natura”, mercados atacadistas e Ceasas.

Clientes

Os principais clientes são os restaurantes, flamberias, cantinas, pizzarias, etc.

Divulgação

A promoção do negócio pode ser feita junto à empreendimentos gastronômicos, como restaurantes e lojas de produtos típicos e do campo. Nesse caso, o proprietário pode programar visitas demonstrativas a esses locais. Outra forma de promoção é investir em anúncios nas publicações especializadas e em mala direta, que são ações publicitárias eficientes.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Algumas legislações que o futuro empreendedor deve ter conhecimento.
– LEI Nº 6.437/77. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
– DECRETO-LEI Nº 986/69. Institui Normas Básicas sobre Alimentos.
– PORTARIA Nº 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico; Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos

Entidades

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.br
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: http://www.embrapa.gov.br

Continue Reading
Advertisement
Advertisement

Destaques

Advertisement

Para Você

Negócios

Advertisement
Advertisement

Em Destaque

Copyright © Emprega Brasil. Todos os direitos reservados.