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Ideias de negócios

Como montar um Pesqueiro

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Ganhe muito dinheiro com pesque pague, saiba como montar um Pesqueiro com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de Serviços
Tipo de Negócio: pesque pague

Pesque Pague

Os pesque pagues são a grande opção para os pescadores dos grandes centros urbanos, pois permitem que as pessoas possam praticar a pesca amadora sem ser necessário realizarem longas viagens.

Mercado

A pesca recreativa recentemente ganhou impulso e novos adeptos no Brasil, em algumas regiões do país, notadamente, as de maior desenvolvimento industrial e urbano, a pesca recreativa em sistemas aquáticos de domínio privado, os chamados pesque pague (tanques, lagos e represas em fazendas e sítios), começam a assumir importância igual ou mesmo superior a da pesca recreativa em sistemas aquáticos de domínio público (rios, grandes reservatórios e lagos, entre outros).

A criação de um pesque pague, funciona perfeitamente como excelentes alternativas de empreendimento nos casos abaixo:

Para propriedades rurais

Representam a possibilidade de aproveitamento de áreas e recursos aquáticos pouco utilizados, proporcionando acréscimo de receita significativa ao patrimônio líquido de pequenas empresas que estão direcionadas para a produção de peixes com objetivo comercial.

Nestas circunstâncias, surgem como mais uma alternativa de comercialização (e de escoamento para o excesso de produção) para essas empresas de cultivo de peixes que também atendem a supermercados, hotéis, peixarias, indústrias processadoras, etc.

Para hotéis e clubes de campo

Construídos nestes locais, os tanques para pesca funcionam como mais um atrativo para a clientela, otimizando inclusive a utilização da estrutura pré-existente (piscina, play-ground e salão de jogos – anexos normalmente existentes em pesque pague bem montados).

Para criadores

Enfim, a abertura de um pesque pague usando os próprios tanques de engorda de peixes é uma excelente estratégia de despesca para muitos produtores, constituindo-se numa atividade econômica bastante atrativa, com significativa margem de lucro.
A abundância de peixes de boa qualidade nos pesque pague e a facilidade com que eles são fisgados atraem o interesse de famílias inteiras para a pesca recreativa e constituem programa daqueles que, sem intimidade alguma com a pesca, saem bastante satisfeitos com a fartura de peixes fisgados.

O fundamental é fazer com que o cliente se sinta um grande pescador: e isso é possível na medida em que a tecnologia para produção de peixes nobres e brigadores vem sendo dominada, barateando o seu custo e diversificando a oferta de novas espécies que demonstrem ser de preferência da clientela.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com um bom número de tanques (pelo menos dois), atualmente, alguns pesque pagues já são mais que estruturas de pesca, uma vez que incorporaram uma série de serviços de lazer para toda família, como hospedagem e alimentação.

Investimento

A montagem de uma estrutura ideal de um pesque pague não é um investimento barato, porém, o máximo aproveitamento das estruturas já existentes pode reduzir bastante o custo de implantação de um projeto.

Fazendas tradicionais, por exemplo, podem transformar a sede em uma pousada e ainda promover a espaços para lazer antigas benfeitorias (como por exemplo, currais, galinheiros), ajudando a compor o clima rural, que é apreciado especialmente pelas crianças.

Em resumo o investimento irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento.

Mão de obra

Irá variar de acordo com a estrutura.

Como funciona (tanques, peixes, estoque etc)

Tanques

É recomendável que pelo menos dois tanques estejam disponíveis nos pesque pague. Além de proporcionar escolha, a existência de pelo menos dois tanques permite ao pesqueiro continuar operando no caso de um dos tanques apresentar problemas com qualidade de água, doença ou necessitar drenagem para renovação do estoque de peixes.Tanques de 2.000 a 4.000 m2 e com profundidade de 1,2 a 1,5 m são de bom tamanho para pesque pague, pois permitem acomodar boa quantidade de pescadores e um considerável estoque de peixes, além de ser facilmente despescados com o uso de redes de arrasto para remoção de estoques residuais de peixes.

Peixes

As principais espécies utilizadas são o pacu, tambaqui, tambacu, tilápia do Nilo, carpa cabeça-grande, carpa húngara, piavuçu, bagre africano, truta arco-íris, black bass, tucunaré, pintado, matrinxã, surubim e dourado.

Comprando o peixe

Observando, por exemplo, o fluxo diário, semanal e mensal do pesque pague e dos índices de captura diário, mensal e por pescador fica possível para o proprietário do pesque pague planejar melhor quando, quanto e como adquirir o peixe.
Como adquirir é de especial importância, já que o sucesso de um sistema de pesca recreativa depende, em parte, da eficácia das operações das piscigranjas aos pesque pague, ou de um viveiro a outro dentro do próprio pesque pague. Bastam algumas operações de transporte mal sucedidas para tirar o pesque pague da atividade.

Alimentando o peixe

Alimentar os peixes em tanques de pesca tem inúmeras vantagens: proporciona um incremento significativo no estoque de peixes, ajuda a mantê-los com bom vigor e aspecto saudável, reduz os problemas de agressão entre peixes de diferentes espécies e tamanhos, possibilita regular os índices de captura.

Controlando o estoque

Um apurado controle de estoque permite ao proprietário do pesque pague decidir sobre:

  • Quando, quanto e quais espécies de peixe comprar para reestocagem;
  • A idoneidade dos fornecedores e/ou transportadores, ou seja, quais deles entregam peixes de boa qualidade e sobrevivência e não roubam no peso da carga de peixes comprada;
  • Quando despescar/drenar os tanques de pesca para remoção do estoque residual de peixes;
  • Quanto arraçoar (dar ração) diariamente; A necessidade ou não de ter um sistema de aeração pronto para ser acionado. Pesque pague que praticam o arraçoamento (dar rações diariamente), os tanques devem reajustar periodicamente o estoque em função da quantidade de alimento fornecida. Para tanto, dependendo da qualidade da ração, da espécie e tamanho dos peixes estocados, da qualidade da água entre muitos outros fatores, deve-se assumir que, para cada 2 a 3,5 kg de ração fornecida, o estoque de peixes aumenta em 1 kg, ou seja, cerca de 286 a 500 kg de peixe por tonelada de ração aplicada.

Além de permitir uma melhor tomada de decisão técnica, o conhecimento do estoque e do fluxo de entrada e saída de peixes auxilia no estabelecimento de estratégias promocionais, de marketing e possibilita contabilizar o sucesso financeiro da atividade.

Observando o movimento da clientela

Empiricamente, os proprietários sabem que durante os finais de semana e feriados,o movimento nos pesqueiros aumenta consideravelmente. No entanto, poucos podem precisar, realmente, qual foi o volume de peixes possível de ser capturados nesses dias.

O controle absoluto do estoque de peixes presente nos tanques de pesca, é de fundamental importância.

Registros individuais do peso na estocagem e na saída de cada uma das espécies comercializadas no pesque pague devem ser mantidos, pois auxiliam na identificação das espécies de captura mais fácil e que apresentam menor estoque residual de peixes espertos. Também os índices médios de captura por pescador devem ser determinados.

Preços

Um fator de grande importância é o estabelecimento do preço do ingresso e do quilo do peixe. A maioria dos parques cobra as duas tarifas, mas há casos em que o pescado é franqueado, o que atrai muitos clientes. Para que se chegue a esses preços e a outras conclusões importantes para implantação e sucesso do negócio é interessante que o empreendedor faça uma análise de características específicas da manutenção de um pesque pague.

Cuidados

Alguns cuidados que o empreendedor deve tomar:

  • Observar os inúmeros parâmetros de qualidade da água é um cuidado exigido, além de se ficar principalmente atento aos níveis de oxigênio dissolvido, à transparência, às variações do pH da água e a concentração de metabólicos tóxicos como a amônia e o nitrito;
  • Os peixes mortos devem ser pescados e removidos diariamente dos tanques e pesados, tanto pelo benefício sanitário e estético ao pesqueiro como pela necessidade de um mais fino controle do estoque.

Artigos de Pesca e Ração

Anzóis

O formato dos anzóis sofreu uma mudança de forma a aumentar o poder de fisgada para cada tipo de peixe. Isso acabou proporcionando ao pescador, uma grande variedade de formatos e tamanhos específicos que, se corretamente utilizados, poderão aumentar a produtividade da pescaria.Para se escolher o anzol correto, deve-se primeiramente saber exatamente qual o peixe que se pretende pescar, bem como o tamanho padrão da sua boca, sendo que peixes de boca grande (ex.: Robalo) utilizarão um tipo de e tamanho de anzol, peixes de boca pequena (ex.: Piapara) utilizarão outro tipo e tamanho

Garatéias

São agrupamentos de anzóis, normalmente em número de 3, utilizados para guarnecer iscas artificiais, apesar de muitos pescadores inescrupulosos utilizarem as garatéias para pescar com iscas vivas. A escolha de garatéias, além dos mesmos fatores da escolha de anzóis, depende de alguns outros necessários para o correto trabalho da isca artificial. O peso da garatéia, influenciará diferentemente na flutuabilidade da isca, bem como o tamanho fará com que o trabalho de cada isca seja melhor ou pior. Por isso, ao se comprar garatéias deve-se atentar aos seguintes fatores:

– Tamanho da garatéia em relação à isca artificial;
– Peso da garatéia em ralação à isca artificial;
– Resistência da garatéia em relação ao peixe que se pretende pescar;
– Qualidade das pontas dos anzóis que compõem a garatéia;
– Resistência da garatéia em relação à corrosão.

Todos esses fatores agrupados, farão com que o trabalho, a durabilidade e a produtividade do seu equipamento sejam aproveitados da melhor forma possível.

Chumbos

Tradicionalmente conhecidos como chumbada para pesca, onde o nome que tem é pelo fato de serem construídos com chumbo, tendo em vista o seu peso específico e preço, porém, nada impede que sejam construídos com outra matéria prima.
O fato é que tais pesos tem como finalidade transportar as iscas aos lugares onde provavelmente se encontram os peixes. É importante se ter conhecimento sobre os diversos tipos e pesos de chumbada pois estas não são âncoras, elas além do arremesso devem permitir que a isca se desloque lentamente, ajudando na procura do peixe, mas também não deve permitir que a isca corra, fugindo do peixe.

Varas

– Caniços. Os caniços industrializados dividem-se em caniços para arremesso ou não.
a) Caniços sem passadores que vieram substituir as varas de bambu na pesca de barranco, também conhecidas como vara de lambari;
b) Varas de lançamento para carretilhas ou molinetes, estas podem ser interline (aquelas que a linha passa por dentro de si, não requerendo passadores, podendo ser para molinetes ou carretilhas), ou com passadores, estas diferem entre si na distribuição, quantidade e tamanho de seus passadores;

Iscas artificiais – os tipos

Iscas de superfície

São aquelas que obrigatoriamente funcionam a flor d’água, dividem-se em:

  • Popper: são modelos dotados de uma espécie de boca, cujo objetivo é de produzir ruídos (quando trabalhados pelo pescador) de um peixe caçando ou algum tipo de vida que eventualmente possa se manter a superfície (rã), estes modelos podem ser ou não articulados;
  • Hélice (propbait): estas iscas são dotadas de hélices, podendo ter um ou mais destes artefatos, que quando trabalhados procuram imitar sons de um inseto a se debates na água ou pequenos peixes caçando ou se batendo na flor d’água;
  • Zara: são iscas que pela sua forma clássica de trabalho (em forma de Z), exige bastante técnica do pescador, pois dependendo da velocidade do trabalho aplicado à isca, poderá produzir sons e movimentos que imitam pequenos animais, como cobras, roedores e até mesmo um peixe agonizando.
Iscas de meia água

São iscas que tem por finalidade trabalhar ou funcionar a uma profundidade compreendida entre alguns centímetros da flor d’água até a alguns metros de profundidade, podendo ou não possuir barbela, dividem-se em:

  • Stick: iscas que apresentam em sua parte traseira um peso que funciona como um lastro para mantê-la em posição vertical a linha d’água e tem por finalidade imitar na maioria das vezes um peixe ferido ou caçando;
  • Iscas Sem Barbela: são iscas que embora afundem, tem por finalidade funcionar em uma faixa intermediária d’água, que irá variar de acordo com a velocidade com que é recolhida.
Iscas de fundo

São iscas que por excelência trabalham no fundo, independente da profundidade do local onde se pesca. De um modo geral estas iscas procuram se apresentar aos peixes como pequenos vermes, crustáceos ou peixes. Embora sejam de fundo, nada impede que a criatividade de cada pescador as façam trabalhar na meia água. Dividem-se em:

  • Jig: também conhecido como penachos, possuem a mesma estrutura dos grubs, tendo a haste do anzol adornada com pêlos, penas ou cerdas.* Worm: Denominação aplicadas à minhoca plástica ou vermes;
  • Grub: são iscas dotadas de uma porção de chumbo fundido na haste de um anzol, sendo usado como atrativo pequenos objetos de borracha com aparência de peixes ou vermes que camuflam o anzol.

Linhas

Atualmente existem diversos tipos de linhas, indo do mono ao multifilamento, com características completamente diferentes quanto a sua aplicação. Estas características estão relacionadas a maciez, resistência a abrasão, a uniformidade da medida do filamento, etc.

O importante é que a linha a ser utilizada seja adequada ao tipo de pesca a ser praticada. As linhas mais comuns e usuais são os monofilamentos.

Ração

Algumas receitas de rações para os peixes mais utilizados em pesque e pague

Receita 1

Ingredientes
1 pacote de farinha de mandioca crua
1 pacote (100 gr) de queijo ralado
1 laranja (suco)
1 batata doce, cozida e amassada em forma de purê
1 colher (sopa) de açúcar

Modo do preparo
Coloque todos os ingredientes numa vasilha e misture bem, adicionando água até dar liga. Caso a massa fique muito mole, acrescente um pouco de farinha de trigo. Faça massa suficiente apenas para uma pescaria. A massa deve ser acondicionada em saco plástico hermeticamente fechado e mantido em geladeira. Na hora da pescaria, fazer bolotas de acordo com o tamanho do anzol.

Serve para: Carpa, Chimboré, Curimbatá, Piapara, Piau, Piava, Tilápia

Receita 2

Ingredientes
1/2 k de farinha de trigo
Água

Modo de preparo
Coloque, aos poucos, a farinha de trigo numa vasilha e vá juntando água, para fazer liga. Amasse bem com as mãos até formar massa parecida com a de pão. Acondicionar num saco plástico bem fechado. Fazer bolotas do tamanho do anzol.

Serve para: Chimboré, Curimbatá, Lambari, Piau, Piava, Timbiú

Receita 3

Ingredientes
1 pacote de farinha de mandioca crua
1 laranja (suco)
1 colher de farinha de trigo

Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes numa vasilha e misture tudo muito bem, adicionando água até dar liga. Fazer bolotas com o tamanho aproximado de um coquinho. À parte, ferver água numa panela. Jogue as bolotas (5 ou 6 de cada vez) na água fervente. Quando subirem, retire e passe na farinha de mandioca.

Serve para: Pacu, Pacu-Mirim, Pacu-Prata.

Legislação específica, Entidades, Fornecedores e Bibliografia

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
A fiscalização é feita pelo Ibama, como os peixes pescados, obviamente, não têm carimbo do SIF (Serviço de Inspeção Federal), eles correm o risco de terem sua comercialização proibida.
Legislação relacionada a esta atividade:
– Portaria IBAMA nº 138/98. Estabelece normas para registro de aquicultor e pesque pague no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis.

Entidades e sites afins

DPA – DEPARTAMENTO DE PESCA E AQUICULTURA: www.agricultura.gov.br
ABRAPPESQ – Associação Brasileira de Piscicultores: www.abrappesq.com.br
Hotel Fazenda Praia&Campo: www.hotelbosques.com.br
Pesk e Pag Bom Pescador‎: www.bompescador.com.br

 

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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1 Comment

1 Comment

  1. jose almeida

    julho 12, 2016 at 2:40 pm

    eu tenho os tanques de peixe e o baração uma área de 48000,00m2
    falta montar pousada na área.

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Ideias de negócios

Como plantar Mamão

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Como Plantar Mamão Papaya

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Cultivo do mamão papaya

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O mamão papaia

O mamoeiro é uma árvore de pequeno porte cujo nome científico é carica papaya L, pertencente a família botânica Caricaceae, que dura pouco. Os sexos do mamoeiro encontram-se em plantas separadas: mamoeiros-machos e mamoeiros-fêmeas, sua principal peculiaridade. As flores nascidas dos mamoeiros-machos, embora não se transformem em frutos comestíveis, têm a importante função de fecundar as flores do mamoeiro-fêmea. Tais flores ficam dependuradas e distanciadas do caule da árvore, sendo o que permite identificar, com bastante facilidade, o sexo do mamoeiro. Às vezes nascem flores hermafroditas, dando origem a frutas atípicas, os mamões-machos, muito importantes no processo de fecundação dos mamoeiros. A casca do mamão é bastante delicada: quando verde, sua cor é também verde; aos poucos, à medida que o fruto amadurece, ela vai se tingindo de manchas ou faixas de coloração amarela ou alaranjado-clara, até perder completamente o tom esverdeado.

Aproveitamento

As sementes, que ficam ligadas por fibras à extremidade interna da polpa, ocorrem em grande quantidade, que apesar de serem desprezadas, são comestíveis e teriam muitas utilidades medicinas. Com o miolo do caule do mamoeiro também faz-se um doce exótico. Por fim, pode-se ainda utilizar o mamão verde como legume, cortado em pedacinhos e refogado, ou ainda em sopas e ensopados de carne.

Latex Papaina

Do mamão-papaya verde podemos retirar um látex que é muito rico em uma substância chamada papaína, que se encontra espalhada por toda a planta e vai sumindo à medida que a fruta amadurece. É uma substância de muitos usos medicinais e industriais. Em países como Sri Lanka, Tanzânia e Uganda, explora- se o fruto verde do mamão em grandes plantações com  finalidades industriais. Esse látex, convertido em pó, é enviado a laboratórios da Europa e da América do Norte, onde é refinado, transformado, engarrafado, patenteado, rotulado e comercializado em remédios, em amaciantes de carnes, em loções para a pele, em produtos industriais para clarear cervejas, para amaciar couros e lãs.

Produção de Mamão no Brasil

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

Cuidados especiais do Mamão

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

Solo ideal para o cultivo do Mamão

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

Plantio do Mamão

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas, etc… Capinas manuais e podas
de limpeza.

Adubações no Mamoeiro

Depende da análise química do solo, mas não se pode esquecer que o nitrogênio deve ser empregado com cautela pois favorece o crescimento excessivo da planta e o aparecimento de doenças do tronco e das raízes; o potássio evita o amolecimento da polpa por excesso de chuvas ou de nitrogênio; o boro e o zinco, indispensáveis, podem ser fornecidos por meio do solo ou de pulverizações. A primeira adubação começa vinte dias antes do plantio. Outras adubações com porcentagens diferentes de fertilizantes  serão aplicadas um mês depois do plantio da muda ou no primeiro desbaste e serão repetidas dois meses depois. Nos meses de setembro, dezembro e março será preciso fazer nova adubação.
A adubação por planta obedece critérios diferentes. No plantio, na cova: 20Kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto de potássio e 500g de calcário magnesiano; em cobertura : 200g de Nitrocálcio, em quatro parcelas. No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes – N, P2O5 e K2O – por ano de idade. No pomar adulto: após a colheita: 8g de esterco de galinha; 1.500g de superfosfato e 600g de cloreto de potássio; na vegetação: três a quatro aplicações de 600 a 800g de sulfato de amônio.

Pragas e doenças do Mamão

O controle de pragas e doenças do mamoeiro é muito complexo porque ele produz continuamente. Por isso é preciso cuidado para que os frutos não absorvam o produto aplicado. A planta também é sensível a certas fórmulas, e o aplicador precisa ter cuidado consigo mesmo. Dentre as doenças merecem atenção especial o mosaico, causado por vírus, sem controle conhecido e que foi a causa do fim das plantações paulistas; varíola ou pinta-preta, causada por um fungo; antracnose; oídio; e a podridão-do-pedúnculo. A varióla é combatida por pulverizações com hidróxido de cobre ou oxicloreto de cobre na superfície inferior das folhas. Combate-se o mosaico pela eliminação das plantas atacadas e das cucurbitáceas (abóboras, melão, etc) existentes nos mamoais e fazendo-se o controle dos pulgões nas culturas vizinhas por meio de pulverizações com calda de fumo. A podridão-do-pé só pode ser prevenida com cuidados no plantio.
Os brotos laterais do mamoeiro devem ser retirados freqüentemente pois prejudicam o desenvolvimento da planta e são focos de ácaros. Além das doenças, existem os ácaros que limitam a produção: o ácaro-branco, ou ácaro-dos-ponteiros ou o ácaro-do-chapéu do mamoeiro eliminam as folhas do ponteiro, paralisam o crescimento da planta e expondo ao sol os frutos, que ficam queimados; o ácaro-da-rasgadura-da-folha que é rajado e produz teias para se proteger; a largata, que em muitos casos provoca o desfolhamento total da planta; o percevejo-verde ou maria-fedida que suga as folhas e os frutos; as cochonilhas, etc.

Culturas consorciadas

Convém utilizar a goiaba, os citrus e algumas culturas em consorciação com o mamão, que produz por cerca de três anos, tempo em que chega a hora de arrancar o mamoeiro, já muito alto. É exatamente então que essas fruteiras começam a produzir. Podem-se também plantar espécies como o guaraná, usando o mamão como sobreamento provisório.

Colheita do Mamão

Quatro a seis meses após a semeadura, começa o florescimento que, em condições favoráveis, pode continuar o ano todo. Os frutos amadurecem cinco a seis meses mais tarde, dependendo do clima e da intensidade de produção da planta. Os frutos devem ser retirados da planta por ligeira torção, sem ferimentos na casca. O colhedor deve usar luvas e mangas compridas para não ter contato com látex da planta.

Embalagem do Mamão

O mamão papaya deve ser protegido por folhas de jornal ao ser embalado; ele é comercializado em caixas de madeira com 37,50 x 30 x 15 cm, que comportam de oito a dezesseis unidades embrulhadas em papel ou protegidas no fundo por fitilho de madeira. Para exportação do papaia, são utilizadas caixas de papelão de 39 x 31 x 15,50 cm, em que cabem de oito a vinte frutos e com 7 Kg de peso líquido. A classificação do mamão no mercado é feita por número: mamão tipo 9, nove por caixa.

Sites relacionados

EMBRAPA:
Rural News: http://www.ruralnews.com.br

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Ideias de negócios

Como montar uma Pizzaria

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Montar pizzaria

Ganhe muito dinheiro com Pizza, saiba como montar uma pizzaria com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Pizzaria

Mercado

A pizza é conhecida quase no mundo inteiro, mas nem na Itália é tão popular quanto no Brasil. Gostosa, fácil de preparar, barata e com grande variedade de sabores, é um dos pratos mais procurados no país. Essa preferência fez com que se expandissem os negócios de pizzaria em quase todas as regiões do Brasil.

O consumidor é seu principal alvo e a quem você deve dedicar a sua maior atenção. Mas não é só ele que compõe o que chamamos de mercado . Para planejar o seu negócio, você precisa conhecer também a concorrência e os fornecedores.

Não é difícil conhecer como funciona o mercado concorrente: basta dar uma volta na região que você delimitou como de abrangência do seu negócio e verificar se existem por ali muitos estabelecimentos similares ao seu. Não se limite a conhecer as pizzarias, mas também os bares, restaurantes e lanchonetes voltados para o mesmo público que você pretende atingir. Observe o funcionamento de cada um deles, o grau de conforto e higiene de suas instalações e os preços que praticam. Depois, em breves conversas com os consumidores, você pode identificar seu grau de satisfação com a qualidade dos produtos e do tipo de produto oferecido.

Planejamento

Não basta, no entanto, acreditar que só a pizza é suficiente para garantir o sucesso de seu negócio. É preciso planejar, porque o investimento é alto. Afinal, são muitas máquinas, equipamentos e capital de giro. E o retorno não vem antes de um ano. Por ser um prato apreciado em todas as classes sociais, as oportunidades de negócios surgem em todos os bairros. Mas, cuidado: não dá certo montar uma casa de luxo em bairro pobre, nem o contrário. É preciso saber o que deseja o seu cliente e procurar atendê-lo de todas as formas, montando rodízios, fazendo entregas em domicílio, etc..

Risco

Riscos existem, como em todo negócio. Para diminuir o risco, monte uma pizzaria com algo a mais, que a diferencie da concorrência.

Serviço

Quanto à forma de serviço, ela pode ser em mesas, no balcão ou entrega domiciliar. Ou ainda em pedaços, pizzas inteiras ou pelo sistema de rodízio de sabores. Tudo isso, e muito mais, vai depender do seu consumidor. Do que mais lhe agrada, do seu nível de sofisticação e do quanto ele pode pagar. Para descobrir isso, a fórmula mais eficiente é realizar uma pesquisa de mercado.

Fornecedores

Já a escolha dos fornecedores exige uma pesquisa mais profunda e cuidadosa. Numa primeira etapa, você deve pesquisar os fornecedores das máquinas e equipamentos que vai adquirir. Você pode encontrar a relação de fabricantes ou representantes em listas telefônicas, anuários estatísticos ou catálogos especializados. Antes de tomar qualquer decisão, recolha informações precisas sobre as características técnicas dos equipamentos (freezers, balcões frigoríficos, fornos, máquina registradora, etc.) e além dos preços e prazos de pagamento, certifique-se da garantia e da assistência técnica oferecida pelo fabricante.

Da mesma forma, faça um levantamento dos fornecedores dos ingredientes que você vai necessitar para produzir suas pizzas. Os ingredientes de maior consumo – como farinha de trigo, queijo e bebidas – devem, de preferência, ser comprados diretamente dos fabricantes. O restante dos produtos não perecíveis e os que podem ser armazenados por um prazo mais longo – como milho verde, champignons, presunto, calabresa, azeitonas, queijo catupiry e parmesão, etc. – podem ser comprados em atacadistas; os perecíveis – como tomate, pimentão e frutas para sucos – devem ser adquiridos diariamente, em feiras ou centros de distribuição de hortifrutigranjeiros.

Produto

Com relação ao tipo de produto, você pode optar pela massa fina, grossa ou oferecer as duas opções; se especializar em uma pequena quantidade de sabores ou desenvolver um cardápio mais variado e optar por assar em forno elétrico ou a lenha. A qualidade dos ingredientes que você vai utilizar vai definir o resultado final do seu produto.

Certifique-se, portanto, o que está comprando e que o fornecedor vai manter sempre o mesmo padrão. Essa garantia é tão importante quanto preço, prazo de pagamento e regularidade das entregas. A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela.

Especial atenção deverá ser dada ao prazo de validade e estocagem do produto. Muitos são perecíveis (como tomate, cebola, fermento, farinha, frango e verduras), e devem ser adquiridos em quantidades suficientes para o consumo imediato. Os frios podem ser estocados em geladeira ou congelados no freezer, conservando-se, assim, por um período maior. Os enlatados têm validade mais extensa, permitindo compras em maiores quantidades.

Localização

Na escolha do ponto da sua pizzaria observe, inicialmente, os seguintes detalhes de localização: trânsito de pedestres – quanto maior melhor; proximidade de avenidas ou praças de grande movimento de veículos; facilidade de estacionamento, de preferência em frente à loja; facilidade de acesso de clientes, a pé, de ônibus ou metrô e de carro; condições de urbanização, limpeza e infra-estrutura da área.

Além desses pré-requisitos, pesquisas e estudos já realizados aconselham a tomar outros cuidados, quase nunca observados pelo empreendedor iniciante. Por exemplo, o de evitar lojas que fiquem em frente a pontos de ônibus.

A concentração de pessoas pode atrapalhar a visibilidade da sua fachada. Também porque seu negócio deve ficar o mais exposto possível. Evite lojas de fundo ou em galerias, a não ser que você possa se utilizar fartamente de placas indicativas para atrair e orientar sua clientela.

Equipamentos

Os equipamentos básicos para a instalação de uma pizzaria são os seguintes: cortador de frios; forno elétrico ou à lenha; freezer 180 litros; balança de mesa com capacidade de 5 kg; bancada com pia; fogão; geladeiras; prateleiras; balcões; banquetas; telefone; máquina de calcular, etc..

Despesas

As despesas gerais de administração irão variar de acordo com a estrutura adotada pelo empreendedor. Por exemplo, o valor do aluguel do imóvel será diferente em cada região e proporcional às dimensões e tipo de imóvel (casa, loja, sala, galpão, terreno).

As despesas básicas são praticamente padronizadas tais como energia elétrica, água, telefone, honorários do contador, retirada do proprietário. Já outras são específicas de uma Pizzaria, como detetizações periódicas.

Fatores que influenciam no negócio

Os fatores que influenciam nos resultados do negócio são:

  • Recursos financeiros para a instalação e aquisição dos equipamentos e estoque inicial de matéria-prima;
  • Estrutura eficiente de promoção e comercialização;
  • Atendimento ágil e eficaz;
  • Boa apresentação do estabelecimento;
  • Qualidade e preço.

Criando uma pizzaria

Definido o ponto, com base na pesquisa de mercado e na capacidade de investimento, planejamos uma pizzaria de 180m2, onde pretendemos vender três mil pizzas por mês, serviço à la carte, com 80 lugares na própria loja e atendimento para viagem.

Uma pizzaria é, antes de qualquer coisa, um lugar divertido e aconchegante, onde as pessoas se encontram para saborear uma boa massa e para conversar com os amigos. Desses 180m2, 103m2 de suas paredes podem ser pintados com tinta texturizada, procurando imitar o mármore travertino em cores terrosas. O teto será branco e o piso em tábua corrida, granito ou mesmo cerâmica, desde que resistente à abrasão e ao tráfego pesado. Qualquer das opções deve estar condicionada à facilidade de limpeza.

A iluminação no salão deve ser indireta, evitando o ofuscamento e daí o cansaço visual dos clientes. Essa decoração, complementada por uma música de fundo, cria um ambiente alegre e agradável, como se espera de uma pizzaria.

Criamos uma pizzaria com todo o preparo da massa aos olhos da clientela. A finalidade das pizzas, o ato de assar e a sua embalagem também é feita a olho nu, de maneira rápida e asseada. Na cozinha de apoio, abrigada do olhar dos clientes, são preparados os maravilhosos molhos. Para toda esta área temos quase 39m2, sem contar a pequena despensa com pouco mais de 4m2 e de um armário para a guarda de materiais diversos.
O preparo das massas aos olhos do público será a nota de destaque dessa casa e todo esse trabalho será desenvolvido como se fosse um aquário.

Investimento

Do investimento inicial deve-se usar:

  • 50% será disponibilizado para o investimento fixo que será composto de: balcão frigorífico, chopeira, máquina registradora, mesas de madeira com 4 cadeiras, forno de pizza, preparador de alimentos, liquidificador, extrator de sucos, geladeira comercial, freezer vertical, balança mecânica, cilindro elétrico industrial, fogão industrial, exaustores, fôrmas de alumínio para pizzas de diversos tamanhos, estantes, cortador de frios, pizzaiolla com 4 cubas 1/2 padrão e 8 cubas padrão, tulipas para chope, copos de vidro para água, colheres para mesa, facas para mesa, porta-guardanapos, bandejas grandes de alumínio, espátulas, toalhas para mesa, uniformes para funcionários, pratos para mesa, baldes para lixo, etc;
  • 35% do investimento inicial, vai ser reservado para o capital de giro, para a compra das mercadorias, dos materiais diretos, do pagamento da mão-de-obra direta e dos custos fixos;
  • 10% para reserva técnica;
  • 5% para diversos como registro da empresa, divulgação/marketing e outros custos.

Mão de obra e lucratividade

O número de empregados previsto é de 10 funcionários, a lucratividade de 10% e a taxa de retorno 1,3 ano.

Serviço de Entrega a Domicílio

Tal trabalho exige muito do empreendedor, pois será necessário acompanhar de perto toda a rotina, além de se fazer uma estrutura toda voltada para este tipo de serviço, tal como:

  • Os funcionários devem chegar ao local duas horas antes da abertura ao público, para a preparação da massa e do molho, fatiar os frios, etc.. A massa não deve ser feita em grandes quantidades, pois crescerá muito;
  • O atendimento ao consumidor é feito por telefone ou no balcão, e as pizzas são preparadas logo após o pedido. A rapidez no atendimento, bem como o cuidado ao transportar a pizza, são fundamentais;
  • O empreendedor deverá estar no local desde cedo, para o desenvolvimento das atividades de compra e gerenciamento das entregas de materiais, controles financeiros, funcionários e supervisão também no horário de atendimento aos fregueses;
  • O horário de trabalho deverá obedecer às exigências da clientela. A maior parte das empresas trabalham de terça a domingo, a partir do meio da tarde até às 24 horas, deixando as segundas-feiras para o descanso semanal;
  • Uma pizzaria com entrega em domicílio deverá localizar-se preferencialmente em bairros com alta densidade demográfica e com alto ou médio poder aquisitivo, deverá contar com áreas distintas para preparação das pizzas, estoque e atendimento ao público. O arranjo deverá ser feito de forma a facilitar o processo produtivo e a circulação de pessoas.

Registros

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Editora para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
É de fundamental importância que o empreendedor tenha conhecimentos sobre algumas leis que regem esta atividade, tais como:
– LEI Nº 8.078/90. Código de Defesa do Consumidor, devendo desta forma consultar o PROCON para adequar seus produtos.

Sites afins

Pizzaria: http://www.pedidosja.com.br‎
Faronella: http://www.faronella.com.br
Casa da Pizza‎: http://www.casadapizza.com.br
Franquia Pizza Pré Assada: http://www.redelevepizza.com.br
Fornalenha Pizzaria‎: http://www.fornalenha.com.br

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Ideias de negócios

Como montar uma fábrica de Tomate Seco

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Fábrica de tomate seco

Ganhe muito dinheiro com produzindo tomates secos, saiba como montar uma fábrica de tomates secos com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Produção de tomates secos
Produtos Ofertados/Produzidos: Tomates secos

Tomates secos história

Inicialmente introduzido na Europa como planta ornamental, por suas belas frutas amarelas – que era a cor original dos tomates – daí o nome dado pelos italianos, um dos primeiros povos a utilizá-lo para fins alimentares, de “pomodoro”.

Da família das Solanáceas, que inclui as berinjelas, planta em geral trepadeira e anual, originária das Américas Central e do Sul, a origem do nome “tomate” vem da palavra indígena Tomatl. As plantas desta família são todas venenosas, assim como as folhas e as raízes do tomateiro.

Na Europa, dentre as inúmeras modalidades de consumo, aprecia-se seu consumo como frutas que são. Lá é muito comum comprar tomates em quitandas e consumí-lo como fazemos com uma maçã. Entre nós, os tomates são apreciados à moda dos legumes e consumidos em saladas, cozidos, como tempero ou em molhos.

Outra modalidade de consumo que, originária da Itália, tem ótima aceitação entre os consumidores brasileiros, é o tomate seco, bastante utilizado em pizzas e lanches.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com áreas distintas e definidas:

  • Área de recepção da matéria-prima;
  • Área de lavagem e seleção;
  • Área de processamento;
  • Área de desidratação;
  • Área de envase, rotulagem e armazenamento;
  • Área administrativa.

As áreas de desidratação e de envase, devem apresentar um bom arejamento (ventilação).

Equipamentos

Os equipamentos necessários para montar uma pequena fábrica de tomates secos inclui:

  • Fogões industriais;
  • Lavadores;
  • Secadores;
  • Geladeiras;
  • Utensílios de cozinha;
  • Máquinas seladoras, etc.
  • Móveis e equipamentos para o escritório (mesas, cadeiras, computadores, fax, etc.).

Pessoal

Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com ajudantes e encarregados.
A mão-de-obra para este tipo de atividade não requer qualificação específica, apenas recomenda-se treinamento par uso e conservação dos equipamentos, redução dos desperdícios, higiene do pessoal e local de trabalho.

Matéria prima

Os tomates do tipo industrial, de formato alongado e maduros, porém com polpa firme, com cerca de 6% de sólidos, são os mais apropriados para a desidratação. Para produzir 1 Kg de tomate desidratado são necessários, em média, 12 Kg do produto fresco.

Processo produtivo

Recebimento, Seleção e Classificação

Os tomates devem ser recebidos no local de processamento, classificados por tamanho, lavados com água clorada (3ml de água sanitária por litro de água), removendo as impurezas e só então poderão ser selecionados.
Essa seleção consiste em descartar os frutos deteriorados e imprestáveis para processamento.

Corte e retirada das sementes

Em seguida, corta-se os tomates ao meio, no sentido longitudinal com facas de aço inox, removendo-se suas sementes com colheres apropriadas. As sementes devem ser retiradas com os dedos (com Luvas) e aqueles que apresentarem defeitos na pele devem ser trabalhados de tal forma que estas partes sejam retiradas, caso contrário a qualidade do produto final será comprometida.

Salmoura

Coloca-se o sal num recipiente com água misturando-se até que os cristais fiquem totalmente dissolvidos. Depois de misturada a solução, coloca-se os tomates e agurda-se por 30 minutos. Para cada litro de água, serão adicionados 50 gramas de sal.

Desidratação/Secagem

O tempo de secagem dos tomates é variável. Alguns fatores contribuem para isso, como o tamanho, a espécie e o tipo dos tomates utilizados. O agrupamento por tomates do mesmo porte vai permitir uma secagem uniforme e com mais qualidade.

Tempero par tomate seco

O tipo de tempero a ser utilizado depende do custo final e das exigências do mercado.

Sugestão de tempero

80% de óleo de girassol, 20% de azeite de oliva e orégano a gosto. Mistura-se os produtos numa panela, aquecendo-os até atingir a temperatura de 90 graus centígrados. Durante o aquecimento, deve-se mexer o tempero para que sua mistura fique homogênea.

Embalagem para tomate seco

O produto deve ser acondicionado em vidros previamente esterilizados, colocando primeiro o tempero, depois os tomates e assim alternadamente, tomando cuidado para não quebrar os tomates. Esse procedimento resulta em produto de boa qualidade no sabor, textura e cor, além de proporcionar vida de prateleira mais longa.

Higiene do tomate seco

A higiene do local de fabricação e do pessoal envolvido é fator fundamental para obtenção de um produto de boa qualidade e aceitação pelos consumidores. As pessoas envolvidas nas operações manuais precisam usar luvas de borracha. Os utensílios devem estar sempre em boas condições para que não ocorram contaminações.

Fornecedores

Os fornecedores para esse  segmento são os próprios produtores de tomates “in natura”, mercados atacadistas e Ceasas.

Clientes

Os principais clientes são os restaurantes, flamberias, cantinas, pizzarias, etc.

Divulgação

A promoção do negócio pode ser feita junto à empreendimentos gastronômicos, como restaurantes e lojas de produtos típicos e do campo. Nesse caso, o proprietário pode programar visitas demonstrativas a esses locais. Outra forma de promoção é investir em anúncios nas publicações especializadas e em mala direta, que são ações publicitárias eficientes.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Algumas legislações que o futuro empreendedor deve ter conhecimento.
– LEI Nº 6.437/77. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
– DECRETO-LEI Nº 986/69. Institui Normas Básicas sobre Alimentos.
– PORTARIA Nº 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico; Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos

Entidades

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.br
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: http://www.embrapa.gov.br

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