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Como montar empresa de Reciclagem de Entulhos

Ganhe dinheiro reciclando entulhos. Saiba como montar empresa de Reciclagem de Entulhos com pouco dinheiro e sem cometer erros. Aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Mercado da reciclagem de entulhos

O entulho consiste nos resíduos de construção e demolição, tais como: concreto, estuque, telhas, metais, madeira, gesso, aglomerados, pedras, carpetes etc. Muitos desses materiais é a maior parte do asfalto e do concreto utilizado em obras podem ser reciclados.

Os resíduos (entulhos) de uma construção ou demolição (sobras de concreto, blocos, tijolos, etc) podem ser reutilizados como areia ou pedra, em substituição parcial ou total da matéria-prima utilizada como insumo convencional, após passarem por um processo de trituração. Esse material reciclado, denominado “agregado”, apresenta um custo menor de produção do que os agregados naturais. Porém, sua qualidade é inferior, em função da alta heterogeneidade e contaminação por materiais indesejáveis.

Assim, os agregados reciclados só têm sido utilizados em peças de concreto ou argamassas sem função estrutural, como revestimentos, guias, em sub-bases de pavimentos de rodovias, etc. Grandes pedaços de concreto podem ser aplicados como material de contenção para prevenção de processos erosivos na orla marítima e das correntes, ou usado em projetos como desenvolvimento de recifes artificiais.

O entulho triturado pode ser utilizado em pavimentação de estradas, enchimento de fundações de construção e aterro de vias de acesso.

Nos EUA, Japão, França, Itália, Inglaterra e Alemanha e outros países a reciclagem de entulho já se consolidou, com centenas de unidades instaladas. No Brasil, o reaproveitamento do entulho é restrito, praticamente, à sua utilização como material para aterro e, em muito menor escala, à conservação de estradas de terra.

O que é a reciclagem

Reutilização de resíduos especialmente, os não renováveis através de recuperação ou reprocessamento. Baseando-se na reintrodução de resíduos num processo produtivo, seja este de fundo econômico ou cultural, resultando em um novo produto pronto para o consumo.

Benefícios da reciclagem

Os principais benefícios gerados pela reciclagem são:

  • A diminuição da problemática do lixo;
  • Proteção do meio ambiente;
  • Redução dos desperdícios, etc.

Investimento inicial

O investimento irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento.

Equipamentos básicos

Os equipamentos básicos consistem de um equipamento triturador de resíduos e na aquisição de veículo de transporte de materiais, além dos equipamentos da parte administrativa (computadores, móveis de escritório, etc..)

Legislação e Entidades Específicas

Independentemente do tipo de materiais que serão reciclados, o empreendedor deverá tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar o seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990), e o Código Sanitário (especificações legais sobre a condições fisicas).

Entidades

MMA – Ministério do Meio Ambiente – CONAMA
Esplanada dos ministérios, Bl-B , 5º a 9º andar – Brasília – (DF)
70068-900
Tel. (61) 317 1433 / 317 1392

CIRS – Centro de Informação sobre Resíduos Sólidos
Ladeira da Glória, 98 – Glória – Rio de Janeiro – (RJ)
22211-120
Tel. (21) 265 5747

CEMPRE- Compromisso Empresarial para Reciclagem
Rua Pedroso Alvarenga, 1254, cj. 52 – São Paulo – (SP)
04531-004
Tel. (11) 852 5200

Endereços na Internet:

Revista da Reciclagem : www.revistareciclagem.com.br
Centro de informações sobre reciclagem e meio ambiente: www.recicloteca.org.br
Ministério do Meio Ambiente: www.mma.gov.br

CEMPRE – Comissão Empresarial de Reciclagem:  www.cempre.org.br

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como montar uma empresa de Recauchutagem de Pneus

Ganhe muito dinheiro recauchutando pneus. Saiba Como montar empresa de recauchutagem de pneus com pouco dinheiro e sem cometer erros. Aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Como montar empresa de Recauchutagem de Pneus

Esse é um negócio que exige experiência e conhecimento específico. Portanto, se o empresário não for do ramo, deve contratar um funcionário qualificado.

A localização do ponto e um esquema eficiente de fornecimento de pneus velhos também são de grande importância para o êxito do empreendimento.

O trabalho deve apresentar um elevado nível de qualidade, para que a empresa possa dar alguma garantia de durabilidade ao cliente.

O mercado de pneus recondicionados é um segmento que não encontra crise, justamente porque oferece um produto necessário por um preço bem mais acessível. O valor de mercado de um pneu recauchutado chega a ser 40% mais barato que um pneu novo, tornando-se um produto interessante para os proprietários de veículos que desejam formas alternativas de aquisição deste material.

Recauchutar o pneu significa aplicar nova camada de borracha na sua superfície de rodagem e moldá-la em prensas especiais, sob pressão e aquecimento.

Paralelo ao serviço de recauchutagem e venda de pneus, a empresa pode prestar serviços de borracharia aos seus clientes.

Investimento em equipamentos e instalações

Investimento em equipamentos e instalações: 4 máquinas de recauchutagem, prensa de aquecimento e modelação de pneus, 8 matrizes, torno de raspagem com ajuste para pneus de formatos e larguras diferentes, caldeira e compressor de ar. Exige também caminhão, telefone, galpão com 200 metros quadrados e escritório.

Quadro de pessoal

Número mínimo de pessoas trabalhando: 2 (o dono e 1 ajudante).

Sites afins

Pneus Ost Recapagens: http://www.pneusost.com
Pnecap Reforma de Pneus: http://www.pnecap.com.br

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como montar empresa de produtos derivados de pescados

Ganhe muito dinheiro com produtos de pesca. Saiba como montar empresa de produtos derivados de pescados com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Produtos derivados de pescados

A industrialização do pescado se faz através de cortes especiais de sua carne, apresentando-o como filés ou postas. No enlatamento de suas partes, com preparos especiais. No processamento de resíduos de carnes, dando origem a produtos similares àqueles feitos com a carne bovina (embutidos, hamburgueres, pastas, etc).

Dos resíduos finais, as carcaças, escamas e vísceras são transformadas em farinhas de peixe, de alto valor nutritivo e que são utilizados no preparo de rações balanceadas para aves, animais, peixes e camarões.O pescado que possui pele, está sendo dedicado um tratamento especial, pois sua pele está sendo transformada em couro com inúmeras aplicações.

Em várias regiões do Brasil, já encontram-se à venda os produtos triturados do pescado. Destes, alguns se apresentam sem muitas misturas e outros são preparados com requintes de especiarias.Em restaurantes industriais, são servidos pratos com filés de merluza, provenientes do Estado de São Paulo, que são, na realidade, carne triturada de merluza e que tem boa aceitação.

Estão ofertando em supermercados o KANI (pata de caranguejo) importados do Chile e da Coréia, que são feitos de carne de peixe branco com amido de trigo e milho, óleo de soja, clara de ovo, carbonato de cálcio, vinho de arroz e corante, que são produtos clonados dos autênticos KANI KAMA, que é a carne prensada das patas de caranguejo, tão apreciada no Japão.

Proveniente da Argentina, a Pesqueira Santa Helena trouxe para Vitória o KANI KAMA SALAD, que é um preparado de peixe contendo massa de peixe branco, água, amido açúcar, saquê, sal e extrato de caranguejo, com um ressaltador de sabor: glutamato monossódico. Este produto vendido congelado, apresenta em sua embalagem quatro receitas para o preparo do KANI KAMA, que são provenientes de peixes triturados e prensados. São preparados para serem servidos das mais variadas maneiras: quentes, frios, crus, temperados com molhos diversos, puros ou misturados em saladas ou pratos quentes. Na verdade, podem ser preparados para servirem a qualquer paladar.

Com este quadro, o processamento do pescado, através de suas diversas técnicas, é por si só, uma excelente identificação de oportunidade.

A implantação de uma fábrica para o processamento do pescado deve ser realizada por empreendedores que conheçam todos os aspectos de como trabalhar a carne do pescado. Devem dominar, também, as técnicas de como preparar a apresentação dos produtos ao mercado, evitando as possíveis restrições, inerentes a quaisquer atividades novas.

Os produtos processados do pescado, quando lançados no mercado, irão mexer com os hábitos alimentares da população. Fatores como a qualidade e sabor deverão ser ressaltados na apresentação do produto que deverá contar com um bom sistema de distribuição e atendimento ao consumidor.

A apresentação dos diversos produtos processados como: fishburgers, almôndegas e quibes, devem ser feitas em embalagens de boa apresentação visual, com o cuidado de apresentarem sugestões, através de receituários específicos, das várias maneiras de prepará-los, transformando-os em múltiplas aplicações culinárias.

O impacto pela apresentação de um produto novo sempre é visto com reserva, até que acontece a primeira prova . Satisfazendo ao paladar e, evidentemente, a um custo razoável, os produtos triturados do pescado poderão concorrer com os similares bovinos, resguardando os sabores e aromas típicos dos pescados.

Os produtos que forem processados por uma fábrica que pretende triturar o pescado e promovê-lo em vendas diretas ou apoiado por uma rede de distribuição, não ficará restrito aos limites do Estado. Deverá rapidamente alcançar os Estados limítrofes, uma vez que seu produto deverá apresentar vantagens frente ao preço do peixe filetado ou em postas da mesma espécie. Com a vantagem de ser um produto isento de espinhos, que normalmente causa um certo receio ao consumidor.

O empreendedor deverá preparar seus produtos, tornando-os mais acessíveis quanto ao poder aquisitivo.

Uma gama razoável de pessoas já provaram os produtos triturados, prensados de peixe branco, e até mesmo se alimentam frequentemente em restaurantes industriais das empresas, e que são potenciais para auxiliarem a transferirem o hábito para seus familiares, desde que os mesmos sejam encontrados à venda em seus habituais supermercados.

Localização para fabricar produtos derivados de pescado

A localização de uma fábrica para o processamento do pescado deve ser contemplada com um projeto que contenha espaços para as seguintes atividades:

  • Recepção e seleção do pescado;
  • Áreas para a produção: lavagem, trituração, moldagem, embalagem e armazenamento;
  • Área para câmara frigorífica;
  • Área para o apoio administrativo e vestiários, sanitários e refeitório.

A indústria para o processamento do pescado deverá ser localizada, preferencialmente, nas proximidades de entrepostos de pescados, e que tenha água em abundância, energia elétrica, esgoto e telefone, necessários ao empreendimento.

Como fazer

O projeto deverá conter o detalhamento de como serão tratados os efluentes gerados pelo processo produtivo, isto porque ele deverá tramitar pela Secretaria do Meio Ambiente .

A higiene e o asseio serão fatores indispensáveis ao fator qualidade e que deverão acompanhar todas as etapas do processo produtivo.

A qualidade deverá ser desenhada, a partir do trato da matéria prima até a etapa final do preparo dos produtos. A homogeneização da textura da massa, da sua coloração serão observados como fatores de validade dos produtos. Evitar perdas no processo fabril será uma das metas do processo de fabricar com qualidade. Os cuidados ao embalar deverão ser observados, pois qualquer marca será transmitida ao produto final, pois após o congelamento as formas serão mantidas.

Registro Especial

O empresário interessado em ingressar no ramo de alimentos, deverá informar-se a respeito dos registros necessários para sua legalização. A entidade onde será efetuado o registro variará de acordo com o objetivo principal da empresa e a abrangência geográfica do mercado onde irá comercializar seu produto.

O primeiro registro para o funcionamento de uma indústria de alimentos deverá ser feito na Junta Comercial do Estado em que está sendo instalada. Após o registro na Junta, a empresa deverá obter o cartão CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (antigo CGC) – na Receita Federal.

Para comercialização dentro do município onde está instalado, basta efetuar o registro na vigilância sanitária do município (quando houver).

Sites afins

SP Pescados:http://www.sppescados.com.br/produtos/pescada‎
Supreme Pescados:http://www.supremepescados.com.br
Merluza Empanada‎: http://www.gomesdacosta.com.br/merluza‎
Pacífico Pescados: http://www.pacificopescados.com.br

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como fazer sanduiche natural em grande produção

Ganhe muito dinheiro fazendo sanduíche, saiba como fazer sanduíche natural em grande produção, sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Indústria (secundário)
Ramo de Atividade: Indústria alimentícia
Tipo de Atividade: Produção e Comercialização

Sanduíches naturais – história

A história do sanduíche é a história do inglês Fourth Earl of Sandwich, primeiro Lorde do Almirantado, ou simplesmente John Montagu. Montagu viveu de 1718 a 1792, a seu tempo, nenhum homem público teve reputação de ser mais amargo e, ao mesmo tempo, mais amado por seus subordinados no almirantado. Jogador inveterado, é atribuído a ele o conceito do sanduíche (Sandwich): carne entre duas fatias de pão, que teriam sido a forma de mantê-lo junto às mesas de jogatina por um tempo maior que os demais jogadores, não perdendo assim nenhuma rodada.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com uma área mínima de 50 m², onde deverão ser distribuídos os equipamentos para a produção. A  parte administrativa deve ser em um local separado.

Dicas importantes

É válido destacar alguns fatores importantes, que devem ser levados em consideração por parte do empreendedor, tais como:

  • Apresentar você mesmo os produtos;
  • Estabelecer metas para crescer gradualmente e com solidez;
  • Administrar com cuidado e realize boas compras, que também representam lucro;
  • Mesmo que delegar funções para empregados, supervisione tudo para manter a qualidade;
  • Os funcionários devem ser muito bem treinados antes de iniciarem a produção comercial.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:

Registro na Junta Comercial;
Registro na Secretária da Receita Federal;
Registro na Secretária da Fazenda;
Registro na Prefeitura do Município;
Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal);
Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

No que diz respeito a produção e manuseio correto dos alimentos, é aconselhável consultar a ANVISA.

Entidades e sites afins

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.
Legout Gourmet: http://www.legoutgourmet.com.br
Slim Sanduíches Saudáveis‎:
Zapmeta: http://www.zapmeta.com.br

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como montar uma fábrica de Massa Plástica

Ganhe muito dinheiro fabricando massa plástica, saiba como montar uma fábrica de Massa Plástica com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Massa plástica, o que é

A massa plástica é um produto pastoso, com odor característico, que, quando catalisado, permite lixamento e acabamento. Em termos gerais, dá-se o nome de MASSA PLÁSTICA ao produto resinoso obtido por reação entre um ácido polibásico e um álcool polioxidrilo. Esta reação, de acordo com o número de oxidrilos do álcool e de carboxilos do ácido, pode dar origem a dois tipos de produtos com estrutura substancialmente diferentes:

PRODUTO 1

Quando o ácido tem dois carboxilos e o álcool também tem dois hidroxilos, a poliesterificação apenas se produz com estrutura linear (poliésteres);

PRODUTO 2

Pelo menos um dos dois compostos que entram em reação tem um número de grupos reagentes superior a dois. Nesse caso, o produto da reação terá uma estrutura tridimensional e levará à formação de produtos com estrutura reticulada (alquídicos).

Ambos são produto de processos semelhantes a poliesterificação, e portanto podem ser definidos como poliésteres. No entanto, na nomenclatura técnica prefere-se definir como POLIÉSTERES os compostos com estrutura linear e os seus derivados e ALQUÍDICOS. os produtos com estrutura tridimensional.

Aplicações

Pode ser utilizada na funilaria de automóveis, em marmorarias, vedações, móveis, modelagens, etc.

Tipos de Massa Plástica

Resina poliéster

Na indústria automotiva, a massa plástica utilizada é proveniente da resina de Poliéster. A resina de Poliéster é a base da “Massa Plástica” utilizada na recuperação da lataria dos automóveis. As resinas Poliéster constituem uma família de polímeros de alto peso molecular, resultantes da condensação de ácidos carboxílicos com glicóis, classificando-se como resinas saturadas ou insaturadas, dependendo especificamente dos tipos de ácidos utilizados, que irão caracterizar o tipo de ligação entre os átomos de carbono da cadeia molecular.

Poliéster saturado

Obtido pela reação entre um biálcool e um biácido saturado, que resulta num produto termoplástico, cuja cadeia molecular é composta apenas por simples ligação entre os átomos de carbono, o que caracteriza a flexibilidade dos produtos obtidos com o Poliéster saturado.

Pode ser utilizado com ou sem reforço, e seu emprego é bem diverso: filmes, fibras sintéticas, plastificantes (poliméricos) e até produtos de engenharia como tampa de tanque de combustível etc. Um exemplo é o etileno glicol tereftalato, que é obtido pela reação do etileno glicol com o ácido tereftálico.

Poliéster insaturado

Resinas de Poliéster insaturadas consistem basicamente de um polímero alquídico, contendo insaturações vinílicas dissolvidas em um monômero reativo, normalmente o monômero de estireno. É obtido pela reação entre um ácido insaturado, um ácido saturado e um biálcool, resultando num produto termofixo, cuja cadeia molecular é composta por simples e duplas ligações entre os átomos de carbono. É diluído num monômero vinílico, inibido, para facilitar sua utilização.

Inicialmente encontra-se no estado líquido e após a adição de promotores transforma-se no estado sólido, caracterizando uma estrutura termofixa irreversível. Pode ser utilizado com ou sem reforço, se bem que uma vez reforçado se transforma em um plástico de engenharia com ótimas propriedades físico-mecânicas, substituindo muitas vezes materiais como ferro, aço e concreto.

Como fazer massa plástica

Massa plástica para uso imediato:

Ingredientes: Resina Plastic 900( Resina de Poliéster fornecida pela aerojet); monômero de Estireno; Talco Industrial; Catalisador Mek(Metil etil ketone(metil etil cetona).

Formulação básica:
1Kg de Resina, 200g de Monômero de Estireno, Talco industrial (em torno de 2Kg), até atingir a consistência ideal para a sua aplicação. Retire a quantidade à ser usada e adicione o Catalisador MEK. Obs: Para cada 100g de massa adicione 20 gotas de Catalisador.

Massa plástica para uso imediato

  • 1Kg de Resina Plastic 900 (Resina de Poliéster fornecida pela aerojet) ;
  • 200g de Monômero de Estireno;
  • Talco industrial (em torno de 2Kg), até atingir a consistência ideal para a sua aplicação;
  • Retire a quantidade à ser usada e adicione o Catalisador MEK. Obs: Para cada 100g de massa adicione 20 gotas de Catalisador.

Massa plástica para comercialização

  • 1Kg de Resina Delta 500 M.P ( (Resina de Poliéster fornecida pela aerojet) ;
  • 200g de Monômero de Estireno;
  • Talco industrial (em torno de 2Kg), até atingir a consistência ideal para a sua aplicação;
  • Retire a quantidade à ser usada e adicione o Catalisador MEK. Obs: Para cada 100g de massa adicione 20 gotas de Catalisador.

Característica de alguns produtos

  1. Mastique 2000: tipo Massa plástica de excelente adesão que aceita polimento. Transparente (1,05 Kg); Pagliarino (Bege)1,6 Kg; Rosso (vermelho)1,6 Kg; Bianco (branco)1,6 Kg;
  2. Viph: massa plástica que não tem o menor preço mas tem a melhor qualidade. Disponível nas cores cinza, branca, preta, bege e econômica (bege escuro), mastique, resina e verniz;
  3. Iberê: massa plástica que segundo alguns clientes preocupados com a qualidade possui uma melhor condição de acabamento.
  4. Tecnocola: argamassa colante branca neutra. Alguns mármores importados, principalmente os claros (Carrara, Boticcino, Crema, Rosa e etc..) e devem obrigatoriamente ser assentados com este, assim não corremos o risco de reagir, manchar ou perder o brilho devido a acidez do cimento comum. Rejunte fabricado sem areia a base de dolomita,pigmentos e aditivos especiais que dão flexibilidade e impermeabilidade proporcionando um acabamento excelente e evitando que o material trabalhado seja arranhado. Desenvolvido com 20 opções de cores diferentes adequadas ao mármore importado.

Entidades e empresas afins

ABEQ – Associação Brasileira de Engenharia Química: www.abeq.org.br
ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química: www.abiquim.org.br
Itacar Massa Plástica‎: www.itacarmassas.com.br
Massa Plástica Requinte‎: www.massarequinte.com.br

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como fazer joias, processos de fabricação de joias

Ganhe muito dinheiro fazendo joias, saiba como montar uma fábrica de joias com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Industrial
Tipo de Negócio: Fabricação de joias
Produtos Ofertados/Produzidos: Joias

Fabricação de joias

Joia artesanal

Este tipo de joia é feito geralmente sob encomenda do consumidor que escolhe diretamente o desenho, material, acabamento e tipo de joia.

Para a fabricação da joia artesanal é preciso um amplo conhecimento na área pois são inúmeras operações diferentes tais como laminação, fundição do lingote, soldagem à gás, lixamento, polimento, tratamentos químicos, tratamentos térmicos, trefilação etc.
Cada uma dessas operações requer um tipo de equipamento diferente.

Laminação

A laminação é utilizada para obtenção de chapas de Ouro, Prata, ou Latão e perfis especiais, ex.: alianças, anéis, todos os perfis necessários na fabricação de joias.

Este processo baseia- se no princípio do rolo de massa de pastel onde o material é submetido a uma pressão exercida por dois rolos que o comprimem diminuindo a espessura ou dando formas.

Após a fundição da lingote (peça em bruto com formato de uma semente), está é passado varias vezes pelo rolo. Cada vez que passa se dá um aperto maior. Após um certo número de passagens é feita o recozimento do material.

Recozimento

Baseia- se no principio de aquecer- se o material até que fique incandescente e depois é resfriado, a maneira que se deve esfriar o material vai ser determinado conforme o tipo de material( ouro, prata, latão).

Esse tratamento recondiciona o material para que possa ser retrabalhado (laminado, limado ou lixado.).

Fundição

É o processo de fabricação de peças metálicas que consiste essencialmente em encher com metal líquido a cavidade de um molde com formato e medidas correspondentes aos da peça a ser fabricada. A fundição é um processo  de fabricação inicial, porque permite a obtenção de peças com formas praticamente definitivas, com mínimas limitações de tamanho, formato e complexidade, e também é o processo pelo qual se fabricam os lingotes. É a partir do lingote que se realizam os processos de onformação mecânica para a obtenção de chapas, placas, perfis etc. Este pode ser empregado com os mais variados tipos de ligas metálicas, desde que elas apresentem as propriedades adequadas a esse processo, como por exemplo, temperatura de fusão e fluidez.

Fundição por moldagem em cera perdida

Por esse processo, pode-se fundir ligas de alumínio, de níquel, de magnésio, de cobre, de cobre- berílio, de bronze – silício, latão ou silício.

A fundição de precisão se diferencia dos outros processos de fundição. Exatamente na confecção dos modelos e dos moldes. Enquanto nos processos por fundição em areia o modelo é reaproveitado e o molde é destruído após a produção da peça, na fundição de precisão tanto o modelo quanto o molde são destruídos após a produção da peça.

Em primeiro lugar, devemos saber que os modelos para a confecção dos moldes são produzidos em cera a partir de uma matriz metálica ou de borracha formada por uma cavidade com o formato e dimensões da peça desejada.

Essa técnica funciona da seguinte forma: um criador de modelos talha uma joia, que servirá de molde para fazer uma fôrma de borracha para a produção de moldes de cera; ou seja a joia é colocada na maquina que formará um molde de borracha. Esse molde é levado para a injetora de cera que irá adicionando cera na máquina formando vários moldes que agrupados chamamos de árvore , que então é colocada dentro de um recipiente metálico , onde é colocado gesso (calcinação), e levado a um forno ligado em alta temperatura (100 graus aproximadamente).

Depois que o gesso endurece, é feito um pequeno furo para que a cera derretida escorra (decenerador), deixando nas cavidades internas do cilindro, o formato do molde da joia. Só então o ouro (em estado líquido) é injetado dentro do molde. A seguir o gesso é dissolvido em uma lavagem a jato de água, revelando as joias, que a partir daí, passam por um tratamento de polimento, cravação de gemas e acabamento. Assim que a peça se solidifica, o molde é inutilizado. Por causa das características desse processo, ele também pode ser chamado de fundição por moldagem em cera perdida.

Resumindo, a fundição por moldagem em cera perdida apresenta as seguintes etapas:

1ª) A cera fundida é injetada na matriz para a produção do modelo e dos canais de vazamento;
2ª) Os modelos de cera endurecida são montados no canal de alimentação ou vazamento;
3ª) O material do molde endurece e os modelos são derretidos e escoam;
4ª) O molde aquecido é preenchido com metal líquido por gravidade, centrifugação ou a vácuo;
5ª) Depois que a peça se solidifica, o material do molde é quebrado para que as peças sejam retiradas;
6ª) As peças são rebarbadas e limpas.

Em muitos casos, as peças obtidas por esse processo chegam a dispensar outros processos, devido à qualidade do acabamento de superfície obtido. Como qualquer processo de fabricação, a fundição de precisão tem suas vantagens e desvantagens.

Vantagens:

.Possibilidade de produção em massa de peças de formatos complicados, difíceis ou impossíveis de se produzir por outros processo convencionais de fundição
.Possibilidades de obtenção de maior precisão dimensional e superfícies com melhor acabamento.
.Possibilidade de utilização de praticamente qualquer metal ou liga.

Desvantagem:

O custo se eleva à medida que o tamanho da peça aumenta.

Não se esqueça de que, apesar das desvantagens, o que comanda a escolha é, em última análise, o produto que se quer produzir. E, no caso da fundição de precisão, seu emprego é indicado para aplicações bem específicas que compensam os altos custos da produção.

Reaproveitamento da cera perdida

As fontes consultadas não aconselham o reaproveitamento da cera utilizada no processo de fundição, alguns até chegam a descartar essa hipótese, mesmo assim um dos químicos consultados relatou que o processo de reaproveitamento é : adicionar a cera em um recipiente com água em alta temperatura, com isso a cera irá derreter e as impurezas nela contida irão para o fundo do recipiente por decantação, após o resfriamento da água, então basta reutilizá-la, porém esse método é desaconselhado pelo químico pois a cera perde suas características iniciais além  de ser muito trabalhoso e pouco compensativo.

Matéria prima – Ouro

O ouro é  subdivido em quadro tipos básicos (12, 18, 24 quilates) e ouro 1000, esses tipos são definidos de acordo com a quantidade de cobre na liga; Prata; Cobre; Latão; Paládio.

Soldagem a gás

Para soldar a joia, é feita a fundição de uma chapa cortada com um volume menor que o da joia a ser soldada, esta ch apa quando aquecida torna-se parecido com uma gota sobre a joia a ser soldada e após algum tempo ela se espalha unindo às duas faces.

OBS: Para que não caia, este pequeno retalho de chapa, esta é colada com um líquido que além de segura-lo, melhora a pega da joia (prata, ouro).

Processo de soldagem

1º) Cortar os retalhos da chapa já laminada.
2º) Pré Aquecer a joia.
3º) Colocar o retalho e molhá-lo com o líquido ( para fazer esta operação normalmente usa- se uma pena de pássaro com apenas algumas plumas na ponta).
4º) Aquecer até que vire uma gota e se espalhe.

Lixamento

Para que se consiga uma uniformidade na joia após a soldagem ou laminação deve-se fazer o lixamento.
Este processo é usado para eliminar rebarbas da joia, dar melhor acabamento e uniformidade.
Para lixar usa-se lixa comum e esmerilho.

Polimento

Processo utilizado basicamente para dar o acabamento final à joia. Além do acabamento também retira os riscos provocados pelo lixamento e as marcas de solda.
O princípio do polimento baseia-se num feixo de pano ou uma escova sintética que gira em alta rotação que causa um leve desgaste no material dando um bom acabamento. Para fazer o polimento usa- se a Politriz que consiste em um motor com uma ponta de rosca cônica que facilita colocar e retirar o feixo de pano. Também usa- se no polimento de anéis uma ponta de borracha presa na Politriz usada para apoiar o lado interno do anel e polir o externo.

Tratamento químicos

Para que se possa separar o ouro do cobre prata ou latão e também identificar o tipo de ouro de uma liga utiliza-se alguns tipos de ácidos. É a porcentagem de ouro e cobre identifica o seu tipo, se é no. 12, 18, 24, ou ouro 1000 (puro).

Trefilação

Processo usado na fabricação de fios e tubos de pequenos diâmetros. Estes fios são utilizados na fabricação de correntes, detalhes em joias, fechos etc.

Princípio da trefilação:

O material após ser laminado num diâmetro mínimo (diâmetro menor possível do laminador) é submetido a passar por uma matriz com o diâmetro menor que o do laminador esta é fixada numa morsa. Cada vez que o material for passado pela matriz, substitui-se a matriz por outra de diâmetro menor, até o diâmetro desejado do fio.
É importante recozer o fio após três ou quatro passadas pela matriz para que o material volte às suas propriedades normais do material(maleabilidade).

Etapas da Trefilação

1ª) Laminar o lingote fundido até o diâmetro menor possível.
2ª) Recozer o material.
3ª) Fazer uma ponta para que possa passar na matriz.
4ª) Passar e trocar a matriz sucessivamente.
5ª) Recozer o material quando necessário  (normalmente) a cada 3 ou 4 passadas.

Maquinário para processo artesanal

.Maçarico para fundição Artesanal com gás de cozinha e compressor sem reservatório.
.Laminador elétrico com rolos com perfis necessário.
.Morsa de bancada para trifilamento.
.Matrizes para trifilamento.
.Maçarico  para solda e recozimento
.Politriz.

Joias produzidas em escala para venda

Quando há necessidade de se produzir um número elevado de joias com a mesma dimensão umas das outras usa-se alguns processos diferentes dos processos artesanais. Tais como: fundição; rebarbação; banhagem (quando for latão); polimento; soldagem.

Rebarbação

Consiste num processo semelhante ao do lixamento, funciona por abrasão e também por corte e serramento. Após a fundição as joias sairão com os canais de alimentação do metal líquido, estes deverão ser cortados e reaproveitados numa futura fundições.
Após ser cortado os canais as joias deve ser lixadas para dar um melhor acabamento e uniformidade.

Banhagem

É um processo semelhante a cromagem de peças automobilística onde a joia é mergulhada em uma liga de ouro e outros metais para que fique com a aparência de ouro.
Este processo só é aplicado em joias de latão ou cobre, pois não seria conveniente banhar uma joia em prata ou ouro.

Polimento

Só é aplicado nas peças que não serão banhadas, pois as banhadas perderão o banho com o desgaste provocado no polimento.

Soldagem

O processo é o mesmo da fabricação artesanal de joias, menos nas joias banhadas, pois esta deverá ser soldada antes da banhagem .

Maquinário para o processo de fabricação de joias em escala

  • Forno para fundição;
  • Tanque para lama ;
  • Tanque para banhagem;
  • Politriz;
  • Esmerilho;
  • Maçarico para solda.

Informações adicionais

Estamparia

Na estamparia, o formato da joia é traçado e cortado sob o metal. A seguir, um artesão grava e molda o modelo da peça. Para os brincos, estampas diferentes são feitas para a parte da frente e a de trás. Através de uma máquina de laminar, a chapa é achatada, e o molde é colocado na máquina de estampar, cortando as peças no formato e tamanho desejados. Esse pedaço é cunhado com o molde sob pressão, e a joia é montada.

Correntaria

Antigamente, as correntes eram feitas à mão e, por isso, costumavam ser grossas e desajeitadas. Só com a ajuda de máquinas especiais, é que passaram a ser mais delicadas. Semelhante ao tricô, as máquinas criam pontos simples ou elaborados, formando correntes de diferentes modelos. A seguir, basta cortá-las no comprimento desejado, soldar cada elo e dar um banho para realçar o seu brilho.

Eletroformação

A eletroformação foi criada porque as mulheres, sempre quiseram usar peças grandes e de efeito, mas com absoluto conforto. Mas imagine, por exemplo, um par de brincos enormes, confeccionados de maneira tradicional. De certo, poucas pessoas suportariam o peso dessa joia em suas orelhas. Com a eletroformação, é possível criar peças de ouro que tenham bastante volume visual, porém muito mais leves do que possam parecer. Como no processo de cera perdida, o primeiro passo desse processo é a criação de um modelo da peça num molde de borracha, que recebe cera quente, gerando assim várias réplicas em cera. A seguir, essas réplicas são recobertas com uma fina camada de uma solução metálica que conduz eletricidade. Quando essas réplicas são colocadas dentro de uma solução especial, o ouro ( cuja carga elétrica é oposta a da camada metálica ) é atraído para cima da cera. Então, é feito um pequeno furo em cada uma das joias, para que assim que elas forem expostas ao calor, a cera derreta e saia pelos orifícios.

Dicas para manter o brilho das joias

Para que a joia tenha vida eterna precisa de cuidados. É importante estar alerta desde a compra da peça, verificando se ela está em perfeito estado, ou seja, sem riscos, ondulações ou com excesso de porosidade. A partir daí, é só ter muito carinho com a joia, desde o seu uso e principalmente na hora em que for guardá-la.

O primeiro passo, é esquecer aquela imagem de um porta-joias repleto de peças, umas sob as outras. Elas devem ser acondicionadas uma a uma, ou em caixas adequadas para joias, com compartimentos individuais, ou então, embrulhadas em papel de seda ou mesmo numa flanela. Isso é necessário porque as joias são feitas de diferentes materiais que podem riscar-se entre si, ou ainda, amassar o metal ou causar danos nas pedras.

No caso das joias de esmeralda, por exemplo, o cuidado deve ser redobrado. Ela é uma gema frágil, que pode quebrar-se facilmente. Outra joia que merece atenção, é a pérola. No caso dos colares ou pulseiras, pelo menos a cada seis meses é importante trocar o fio (que geralmente é de seda) que une as gemas. Além de garantir a resistência da joia, evitando que ela se rompa, esse cuidado também é importante para proteger a própria pérola. Por ser uma gema natural, a umidade provocada pelo calor do corpo pode fazer com que ela apodreça por dentro.

Jamais deixe as pérolas entrarem em contato direto com a água e produtos químicos em geral, como perfumes, bases, etc. As joias de ouro também podem adquirir um aspecto mais escuro com o decorrer do tempo. Esse fenômeno é chamado de processo de oxidação da peça, e pode ocorrer até mesmo com joias que ficam nas vitrines, sem nunca terem sido usadas. Isso acontece porque durante o processo de produção, a joia passa por um tratamento a base de ácido, que em alguns casos específicos, pode ficar retido em microporosidades.

Em contato com o calor, o ar ou a umidade, o ácido provoca uma ação oxidante nos componentes da liga do ouro, principalmente no cobre escurecendo a peça.
Em casos mais específicos, pessoas que têm uma taxa mais elevada de ácido úrico ou que tomem um determinado tipo de remédio, tendem a provocar o escurecimento do metal. Alguns xampus, cremes hidratantes, tintura para cabelo, também podem deixar a joia com um tom meio marrom. Outro componente que pode danificar as joias de ouro é o mercúrio. Caso ele entre em contato superficialmente com a peça, basta limpá-la com uma flanela.

Se a área afetada for grande, somente um processo de polimento da joia poderá recuperá-la. Entretanto, se o contato do mercúrio com a joia de ouro for muito profundo, nem mesmo essa técnica poderá salvar a joia. Apenas o metal poderá ser recuperado. Portanto, deixe suas peças bem longe desse componente químico!

Legislação Específica

Atualmente, existem quatro Normas Brasileiras sendo utilizadas pelo setor, sendo duas na área de gemas e duas para o ouro: a primeira, a NBR 10.630, classifica os materiais gemológicos e apresenta o modelo para emissão do Certificado de Identificação da Gema; a segunda, a NBR 12.254, refere-se à classificação de diamantes, a terceira, a NBR 8.000, fixa as condições exigíveis para a comercialização de ouro refinado; e a quarta, a NBR 8.001, prescreve os métodos para a determinação do título de ouro refinado (copelação e espectrofotometria de absorção atômica).

Sites afins

Curso de Joalheria em SP: www.atelielabriola.com.br
Marcia Pompei: www.joia-e-arte.com.br/atelier.htm
H.Stern Joias‎: www.hstern.com.br

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como abrir uma empresa de Planos de Saúde

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Planos de saúde

Os planos de saúde são oferecidos por grandes Corporações de Seguro, onde o Seguro Saúde é mais uma opção de capitalização destas empresas.

O funcionamento é o seguinte: a empresa deverá definir a área de atuação e estabelecer convênios com hospitais, clínicas e profissionais especializados. Estes convênios visam ocupar os horários ociosos destes, remunerando as instituições com valores abaixo do mercado.

O Plano de Saúde tem a seguinte filosofia: as pessoas sãs pagam pelas doentes, e o objetivo do plano é de ter muito mais pessoas saudáveis.

Quanto maior o número de pessoas no plano, maior é a margem de capitalização, pois a porcentagem de pessoas doentes é muito menor do que a das saudáveis.

As pessoas do Plano de Saúde são constituídas por firmas em regime de sociedade limitada ou cooperativas, e funcionam juridicamente como uma empresa normal.

Mercado

Quase todo tipo de assistência médica privada já tem uma alternativa para empresas de menor porte, e novos produtos surgem a cada dia.

Algumas empresas operam com plano de seguro saúde  para atender  micro  e pequenas empresas que tenham de 5 a 25 funcionários.

Preços

Na hora de determinar preços, administradoras e seguradoras seguem padrão próprio.

Algumas têm valores fixos de acordo com o número de funcionários, outras montam “planos personalizados”.

Normalmente, antes de fechar o valor a empresa levanta vários dados como: índice de faltas e rotatividade de funcionários, número de mulheres e quantas estão na faixa etária de 20 a 30 anos, número de crianças até 1 ano, beneficiários com mais de 60 anos. Com esses dados, monta uma tabela e determina o custo caso a caso.

Sites afins

AMIL:
UNIMED: http://www.unimed.com.br
Qualicorp: http://www.economizecomaqualicorp.com.br/
Planos de Saúde em SP: http://www.planosdesaudeemsaopaulo.com.br/

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Como montar uma Criação de Abelhas Apicultura – Passo a Passo

Ganhe muito dinheiro com Apicultura, saiba como montar uma Criação de Abelhas lucrativa, gastando pouco e sem cometer erros. Aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Criação de abelhas

Introdução

FICHA TÉCNICA
Setor da Economia: Primário.
Ramo de atividade: Criação.
Tipo de Negócio: Criação de abelhas.

Histórico

A apicultura é uma atividade muito antiga, mergulhando suas origens na pré-história. São famosos os desenhos descobertos em cavernas da Espanha, mostrando o homem primitivo colhendo o mel de um enxame, com o auxílio de uma escada de cordas presa ao topo de um barranco. Antigos registros do Egito, Mesopotâmia e Grécia descrevem fatos sobre a criação de abelhas. A Bíblia faz inúmeras referencias ao mel e enxame de abelhas. Portanto, o homem e as abelhas já se conhecem há muitos séculos.
A exploração dessa atividade sempre foi feita de maneira muito rudimentar, anti-economica, obtendo-se o mel e a cera em pequenas quantidades, pouco se interessando pela vida no interior do enxame. Os enxames eram quase totalmente destruidos no momento da colheita do mel, tendo que se refazer a cada ano.
Porém, com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com a abelha é diferente

Apresentação

O apiário é um conjunto racional de colmeias, devidamente instalado em local preferivelmente seco, batido pelo sol, de fácil acesso, suficientemente distante de pessoas e animais, provocando o confinamento das abelhas.

O apiário sofrerá durante toda a sua existência, a interferência de fatores do meio ambiente no qual esta instalado, tais como: temperatura, umidade, chuvas, florações, ventos, pássaros predadores, insetos inimigos e concorrentes.

O meio ambiente no qual esta instalado o apiário, onde vivem e trabalham as abelhas, será em grande parte, responsável pelo progresso ou não conforme sejam as condições favoráveis.

Tipos de apiário

  • Apiário Fixo. Instalado em lugar definitivo cuja produção depende do suprimento de néctar das floradas;
  • Apiário Migratório. É aquele cuja as colméias são transferidas de acordo com as floradas da região.

Localização

Para criar abelhas, o ideal é ter um sítio onde se possa instalar as caixas (colmeias) para a criação. Convém verificar se a região onde o sítio está localizado tem bom potencial para um apiário. É preciso garantir que haja vegetação e flores ao redor, pois as abelhas as visitam a até 1,5 mil metros de distância da colmeia. Se o pasto for bom, poderá sustentar até 25 colmeias.

As caixas devem ficar numa área que não seja sujeita a ventos constantes. Portanto, as baixadas são os melhores locais. Nessas regiões, também costuma haver água, muito útil para as abelhas, que precisam refrigerar as colmeias em dias de sol. A água deve ficar a menos de 300 metros ou, então, é preciso providenciar um encanamento.

É muito importante instalar as caixas longe de residências, estradas, estábulos, galinheiros, etc..

Mão de obra

Amão de obra é variável de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que no inicio das atividades pode-se trabalhar apenas o empreendedor.

Colmeia

A colmeia é a moradia ou a casa das abelhas, habitada por uma colônia ou família. Deve ser construída rigorosamente na medida padrão, obedecendo sempre ao espaço – de seis a nove milímetros por abelha – que corresponde ao necessário para permitir o livre tráfego e o trabalho das operárias.

O número de colmeias por apiário varia de cinco a cem, dependendo da população, da qualidade melífera e da abundância das flores existentes no raio de ação das abelhas.

Para aumentar a vida útil das colmeias, elas devem ser pintadas externamente com tinta ou esmalte sintético em cores claras: branco, gelo, azul-claro, amarelo-claro ou verde-claro. A madeira recomendada deve ser leve, de boa durabilidade, seca, aceitar prego e não apresentar cheiro forte. Nesse caso destaca-se o cedro.
Recomendam-se colméias modelo Langstroth ou Americana.

Enxame

Dá-se o nome de “enxame” a uma família de abelhas, onde encontramos uma sociedade muito organizada, com cada indivíduo desempenhando uma atividade definida.

O termo família lhe é aplicado em virtude de algumas semelhanças no que concerne à sua constituição, estrutura social e comportamento.

A distribuição e responsabilidade de atividades no enxame é consequencia da natureza e idade dos indivíduos que compõem o enxame, sendo que este é composto de (a):

Rainha

A abelha rainha de uma colmeia é facilmente identificada, por ser ela visivelmente mais longa do que as operárias e mais comprida que os zangões.

Seus movimentos são lentos e solenes, sempre circundada por uma corte de operárias que a servem, alimentando-a com geleia real. Cada família de abelhas possui uma única rainha, que nasce de um ovo fertilizado e de uma célula com formato especial. É perseguida e fecundada por vários zangões em dias ensolarados, quando do seu vôo nupcial, que se realiza alguns dias após seu nascimento.

Sendo a única abelha fêmea fecundada, põe todos os ovos necessários à continuidade da família, mantendo a organização e a coesão do enxame.
Uma abelha rainha põe dois tipos de ovos: fertilizados (operárias) e não fertilizados (zangões). Quando a sua fertilidade declina, o que ocorre após 3 ou 4 anos, as abelhas operárias providenciam a sua substituição, repetindo-se o processo.

Operária

A abelha operária são abelhas fêmeas não fecundadas e as de menor porte da família, embora constituem o maior número de população, podendo situar-se entre 50 a 80 mil por enxame. As operárias possuem cesta de pólen, vesícula melífera, glândulas cerígenas, glândulas odoríferas, glândulas de veneno, ferrão, etc.

São responsáveis por todo o trabalho da colmeia, obedecendo a uma rígida distribuição de serviços de acordo com as sucessivas transformações que se operam em seu organismo no decorrer do seu tempo de vida. Assim, são responsáveis pela construção, limpeza, alimentação da rainha, cuidados com os ovos e crias, coleta de pólen e néctar, água, defesa da colmeia, ventilação, produção de mel, geleia real, e própolis.
Seu tempo de vida varia de acordo com o clima e atividade da colmeia, prolongando-se de 28 a 50 dias.

Zangões

O zangões são abelhas machos, sendo mais largos e fortes que qualquer abelha. Não possuem ferrão, não coletam pólen ou néctar, não produzem cera, não possuem glândulas odoríferas.

A única função do zangão é fecundar a rainha (princesa virgem), vindo morrer após o ato.

Sua quantidade por enxame é de algumas centenas, variando em função da quantidade de alimento disponível e se é época de acasalamento ou não.

Gêneros de abelhas (exemplos)

Abelhas Nativas

O Brasil possui dezenas de espécies de abelhas nativas (ou indígenas) que exercem importante papel na fecundação de inúmeras espécies vegetais originais de nossa flora. Citamos alguns nomes como Jatai, Irapuã, Mombuca, Moçabranca, Mandaçaia, Uruçu, Jandira, Mirim ou Mosquito. Devido a grande extensão do território nacional, os nomes populares dados a essas abelhas variam de região para região, havendo certa confusão, podendo um mesmo nome designar abelhas diferentes. Outras vezes a mesma abelha é conhecida por nomes diferentes, conforme o lugar.

As abelhas nativas são geralmente pequenas, menores do que a abelha do gênero Apis, e estão agrupadas em dois gêneros principais: Meliponas e Trigonas.

As abelhas nativas recolhem o néctar e pólen, mas armazenam o mel em quantidades pequenas e não chegam na maioria dos casos, a despertar interesse a sua exploração para fins comerciais. Entretanto, para estudos ou por lazer, elas são criadas por particulares ou por institutos de pesquisas.

Apis Mellifera

A abelha do mel acha-se espalhada pela Europa, Ásia e África.

A sua introdução no Brasil é atribuida aos jesuítas que estabeleceram suas missões no século XVIII, nos territórios que hoje fazem fronteira entre o Brasil e o Uruguai, no noroeste do Rio Grande do Sul. Essas abelhas provavelmente se espalharam pelas matas quando os jesuítas foram expulsos da região e delas não se teve mais notícias.

Abelhas Africanas

Em 1956, o Dr. Warwick Estevan Kerr trouxe da África e introduziu em Piracicaba, 51 rainhas de Apis mellifera adansoni e Apis mellifera capensis. Para Rio Claro, foram transferidas 27 matrizes de rainhas africanas das quais 26 enxamearam, fugindo ao controle dos técnicos.

A partir daí as abelhas africanas foram se cruzando com as européias já existentes e se espalharam rapidamente pelo Brasil e América do Sul, estando já na América Central, a caminho da América do Norte, com a chegada prevista ainda dentro desta década.

Alimentação

Muitas colmeias morrem de fome devido ao descuido do apicultor.

Seus principais sinais são:

– abelhas mortas nos favos com a cabeça para dentro do alvéolo;
– enxameação anormal;
– fuga de enxames.

Para evitar a fome:

– dar alimentação artificial na época de escassez de floradas;
– controlar a enxameação.

Nas regiões onde as culturas são pulverizadas com inseticidas nas épocas de floradas, pode ocorrer, com frequência, envenenamento das abelhas. O principal sinal de envenenamento é o aparecimento de abelhas mortas na caixa.

Produção de mel

Com duas caixas, o apicultor pode colher mais de 40 quilos de mel por ano. Para isso, os cuidados resumem-se a uma inspeção a cada duas ou três semanas durante o ano. Apenas na época da florada, (normalmente na primavera), quando se retira o mel, a inspeção deve ser semanal. O produtor deverá inspecionar o apiário sempre vestido com um macacão apropriado e máscara.

Sessenta dias antes das flores começarem a se abrir, é preciso preparar o enxame, dando-lhe uma alimentação de estímulo, que pode ser um xarope caseiro feito de açúcar e água.

Essa alimentação de estímulo não passa de um artifício, forjando uma florada, para que as abelhas comecem a fazer o mel. Assim, quando a florada começar, o enxame terá umas 80 mil abelhas operárias (abelhas com a função de buscar o néctar, o pólen, a água e a resina para o sustento da colmeia).

Após o término da florada, não é aconselhável abandonar as abelhas, sendo preciso voltar a examinar os favos depois de duas ou três semanas.
A pastagem apícola é o fator mais importante para a produção de mel. É considerado pasto apícola o vegetal cujas flores produzem néctar ou pólen em condições de ser aproveitado pelas abelhas. Existem flores que não produzem essas substâncias ou têm formato que impossibilita a coleta pelas abelhas.

Para avaliar, de maneira prática, o potencial apícola de uma área, observam-se os seguintes pontos:

– tipo de cobertura vegetal da área;
– abundância de flores;
– presença de abelhas Appis melliferas nas flores;
– duração de florada;
– substância que está sendo coletada – néctar ou pólen.

Outros produtos

Além do mel as abelhas fornecem outros produtos, tais como:

Cera

É uma substancia produzida por glândulas existentes no abdômen das abelhas operárias, usada para a construção dos favos. A cera é matéria prima para a fabricação de velas de alta qualidade, para pastas de polimento e lustração de móveis e veículos, para indústrias de componentes eletrônicos e de cosméticos. Também na indústria farmacêutica tem o seu uso. O próprio apicultor necessita muito de cera pura, para troca das envelhecidas da coméia.

Geleia Real

A geleia real é uma substancia gelatinosa, de cor clara, produzida pelas glandulas das abelhas jovens. Destinam-se no enxame à alimentação das larvas e rainha.

Os estudos e experiências com a utilização da geléia real pelo homem como alimento e dosagens controladas, tem demonstrado resultados benéficos à saúde.
A produção de geléia real em escala economica exige além de equipamento especializado, muita experiencia do apicultor, por ser de dificil obtenção.

Pólen

É o elemento masculino da planta cuja função é fecundar o elemento feminino e reproduzir novos seres da mesma espécie. É coletado pelas “campeiras” nas primeiras horas da manhã, quando ainda úmido pelo orvalho, e transportado para o interior da colméia em forma de pequenas bolotas que são depositadas no interior das células de armazenamento.
O pólen constitui um alimento muito rico em substâncias gordurosas, elementos minerais, vitaminas e fermentos. Com a difusão do hábito de alimentação natural a sua procura tem crescido intensamente.

Própolis

Substancia resinosa, colhida nas hastes, folhas, gomos, botões de árvores pelas abelhas. Misturada com pólen, mel ou saliva e cera, em proporções diferenciadas conforme a finalidade, fazem dois tipos de própolis: o betume e o bálsamo.

Betume: as abelhas utilizam para vedação e fixação, ou envolvem corpos estranhos ao enxame, que não possam ser removidos;

Bálsamo: as abelhas utilizam para higienização dos alvéolos, antes da postura pela rainha.

O própolis possui qualidades antibióticas, analgésicas e antissépticas para uso pelo homem.

Veneno da abelha

Também chamado de apitoxina, é produzido por glândulas existentes no abdômen e introduzido no corpo das vítimas através do canal existente no ferrão, provocando reações que variam de intensidade de acordo com a sensibilidade ao mesmo.

É uma substancia química complexa, formada por água, aminoácidos, açúcares, histamina e outros componentes. O veneno das abelhas também esta à serviço da saúde humana, porém sua obtenção exige técnicas de laboratório e situa-se num plano mais elevado da atividade apícola.

Reciclagem da cera

A cera é uma secreção glandular das abelhas e sua função é servir de matéria prima para a construção da colmeia. Oleosa, quando em contato com o ar se solidifica, formando lâminas ultrafinas. Trabalhadas pelas abelhas operárias, transformam-se em favos, estruturas compostas por orifícios hexagonais, os alvéolos, onde são incubadas as crias e armazenados o mel e o pólen. Em apiários , de tempos em tempos, é necessário trocar os favos de cera das caixas, seja para coletar o mel, seja para limpeza dos favos de reprodução. No lugar são colocadas lâminas de cera alveolada (com alvéolos semi construídos) que servem como guias para as abelhas construírem novos favos. A cera velha pode ser purificada e reaproveitada na própria colmeia, ou utilizada na produção de velas, graxas e cosméticos, entre outros.

Existem alguns métodos para se fazer a purificação da cera. A maneira mais simples é o seu puro derretimento em banho-maria (ela não se mistura com a água) e posterior filtragem com uma peneira. Apesar de provocar muito desperdício, pode ser realizado por qualquer iniciante.

Há outro método, também bastante simples, porém um pouco mais eficiente. O apicultor precisa de um latão de 18 litros (desse de tinta ou óleo), um pedaço de tule (tecido) ou saco de estopa, pedaços de telha e tijolos. Os favos velhos são prensados e colocados dentro do tule ou da estopa com um tijolo para não boiar, amarrando-se o conjunto todo. Feito isso, coloca-se tudo dentro do latão com água até cerca de 10 centímetros da borda e o fundo coberto com telhas, impedindo a cera de grudar.

O latão é esquentado numa fogueira, tomando-se o cuidado para não deixar a água ferver. Com o aquecimento o tule vai funcionar como uma peneira. À medida que derrete, a cera é filtrada e sobe à superfície do latão, enquanto as impurezas ficam retidas. Depois de fria, ela fica como um bloco duro grudado na parte de cima da lata. Para soltar, basta dar uma pancada com um pedaço de pau. Algumas sujeirinhas podem ficar no bloco. É só raspar com uma faca e a cera brita está pronta. Caso seja necessário fazer o armazenamento, a melhor maneira é guardá-la ensacada em local fresco, seco, escuro, sem poeira e longe de ratos e baratas.

É muito comum o ataque de traças. Se isso acontecer deve-se escovar o bloco e mergulhá-lo em outra porção de cera derretida para matar as larvas e ovos.
Após a purificação, a cera deve passar por um novo e mais complicado processo para voltar aos quadros da colméia na forma de uma lâmina alveolada. Inicialmente é derretida em um tanque especial. Depois mergulha-se um pedaço de madeira dentro do tanque por duas ou mais vezes, até que a cera grude na tábua e adquira a espessura de dois milímetros. Feito isso, a madeira com a cera quente é imersa num tanque com água fria.

Após o resfriamento, removem-se as tiras de cera das laterais da tábua com uma espátula de madeira e descola-se a lâmina. É preciso que a madeira tenha ficado imersa em água por várias horas e tenha umidade saturada, caso contrário a cera pode não desgrudar. A seguir a lâmina é passada pelo cilindro alveolador , uma prensa que imprime os alvéolos sextavados, bem lubrificado com sabão neutro ou solução de água com mel. Este aparelho é muito especializado, devendo estar em uso constante para não desregular e pode não compensar a pequenos apicultores.

A incrustação é o processo de encaixar a cera alveolada no quadro. Pode ser feito com incrustradores elétricos, carretilhas ou de uma maneira bastante simples, que utiliza apenas um pedaço de madeira menor que o quadro e uma colher. Primeiro é feito um sanduíche com a madeira, a lâmina e o quadro, sendo que a cera fica no meio. A colher, com um pouco de cera, é colocada para esquentar e funciona como um soldador. Vão sendo feitos pontos no arame, até a cera ficar completamente ligada ao quadro. O último passo é derramar um pouco de cera derretida no sulco do encaixe da lâmina alveolada (localizada na parte superior do quadro). O Quadro está pronto para ser colocado na colméia.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;
– Registro no Serviço de Inspeção Federal; (Comercializar o produto a nível federal)
– Registro de Produtor Rural; (Comercializar a produção – Federação de Agricultura/ES)

Algumas legislações que o empreendedor deve ter conhecimento:
Municipais (vitória)
– Lei 24/96 – Estabelece normas de ordem pública e interesse social para a proteção, defesa, promoção, prevenção e recuperação de saúde no município de Vitória e vigilância sanitária.
Federal
– Lei 7.889/89 – dispõe sobre a inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal, e dá outras providências.

Registro Especial

Produtos de origem animal como o mel e derivados de produtos de origem animal têm registros especiais:
– Para comercialização dentro do município onde está instalado, basta efetuar o registro na vigilância sanitária do município (quando houver).
– Para comercialização dentro do Estado, o empresário deverá registrar sua empresa no – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado.
– Para comercialização em nível nacional, o registro deverá ser feito no SIF – Serviço de Inspeção Federal. O órgão responsável no Espírito Santo é a Delegacia Federal da Agricultura, vinculado ao Ministério da Agricultura.

Entidades

APACAME – Associação Paulista de Apicultores, Criadores de Abelhas Melíficas Européias: http://www.apacame.org.br/

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.br/

Ministério da Agricultura / Secretária da Defesa Agropecuária:

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.