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Criação de Avestruz – Passo a Passo

Saiba como montar uma Criação de Avestruz lucrativa gastando pouco e  sem cometer erros. Ganhe muito dinheiro com a venda de ovos e filhotes de Avestruz. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Criação de avestruz

FICHA TÉCNICA
Setor da Economia: Agroindústria
Tipo de Negócio: Estrutiocultura
Ramo de Atividade: Criação Avestruzes

Apresentação

Este é o “Struthio camellus australis”. Apresentado assim, por seu nome científico, o avestruz provavelmente seria reconhecido por pouquíssimas pessoas. Mas um número cada vez maior de criadores já sabe que apesar de ser uma ave desengonçada e que não voa (pertence ao grupo das ratitas), ela pode produzir bons lucros.
Originário da África (Namíbia Botswana, África do Sul), e definido no dicionário como “grande ave terrestre, incapaz de voar, mas muito veloz na corrida, com dois dedos em cada pé, mais de 100 kg de peso e 2m de altura”, o avestruz também está lá identificado como ave onívora que vive nos descampados da África e da Arábia.

Estrutura

A estrutura irá variar de acordo com a idade do avestruz, ou seja, de:

– 0 a 3 meses: Abrigo de 1 a 3 metros quadrados por cabeça, a área externa deve variar de 20 a 100 metros quadrados por cabeça;
– 6 a 20 meses: 20 a 25 cabeças por hectare;
– Adultos: 600 metros quadrados por hectare.

É importante lembrar que os abrigos precisam receber o máximo de ventilação possível. O piso não pode ser escorregadio e deve ser de fácil limpeza.

Investimento

Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento.

Pessoal

Não é necessário mais que um funcionário para o manejo de 10 casais de avestruzes. Como o manejo é muito simples pode-se utilizar um funcionário que por ventura já trabalhe na propriedade em outros afazeres.
No caso do veterinário, não é preciso mais que uma visita mensal de um veterinário, visto que, o avestruz é uma ave muito resistente.

Inicio dos negócios

O número mínimo de animais para iniciar é de Um macho e duas fêmeas.

Características do avestruz

– Adapta-se a qualquer clima (desde o semi-árido da Austrália e África, até as baixas temperaturas e a neve do Canadá);
– É resistente a doenças e não exige grandes cuidados;
– Aos 12 meses, o avestruz pode ir para o abate;
– Dos 20 meses aos 35 anos a fêmea produz ovos (durante 6 meses por ano ela bota um ovo a cada dois dias, atingindo de 40 a 100 ovos, com apenas 30 ou 35 sobreviventes) e com dois anos, ela está em idade de reprodução, gerando aproximadamente 20 filhotes por ano;
– Adulto, o avestruz atinge 2,5 metros e pesa 100 quilos, vivendo em média de 50 a 70 anos (30 dos quais em plena fertilidade). Sua fase reprodutiva é três vezes maior, por exemplo, que a de uma vaca. Cada fêmea gera, por ano, cerca de 30 filhotes e o abate do avestruz – que rende até 37 kg de carne – é feito entre 10 e 12 meses. O animal produz ainda 1,3 m2 de couro e 1 kg de plumas.

Espécies de avestruz

As principais espécies são: African Black, Red Neck e Blue Neck.

Alimentação de avestruz

Cada filhote consome cerca de 200g ração/dia. Crescido, o avestruz consome 2 kg de ração/dia.

Cuidados com a ave

O cuidado com a ave é nos primeiros três meses, quando ela deve ficar em local isolado, protegida do vento e da chuva. Nessa idade, os filhotes atingem 70 cm e 15 quilos. Após esse período, são transferidos para um curral com 1000 m².
O terreno deve ter um cercamento duplo para evitar fugas, já que os avestruzes são aves muito velozes e embora dóceis, escapando, ninguém as alcança, além disso, a área deverá estar limpa de todo tipo de entulho e objetos que possam prejudicar aos animais, pois como os avestruzes são muito curiosos, eles comem o que estiver por perto.

A carne de avestruz

A carne de avestruz apresenta algumas características

– Possui um ótimo sabor, comparando-se ao sabor de uma picanha;
– É saudável como um peito de frango;
– É apontada como uma das carnes com menor índice de gordura e colesterol, etc.

Produtos

Quem não quiser dedicar-se ao abate das aves, pode voltar-se exclusivamente para a reprodução, que proporciona maior rentabilidade. Carne, couro e plumas podem ser comercializados no segundo ano de criação. O couro, utilizado na indústria de sapatos e bolsas, hoje substitui o couro de jacaré; as plumas são usadas em fantasias de carnaval e na fabricação de espanadores; e até mesmo os ovos são aproveitados, podendo receber pintura como se fosse uma tela e assim transformar-se em peças artísticas, ou ainda dar origem a outros itens como broches, figuras esculpidas na casca do ovo e tantas outras técnicas artísticas.

Sugestões para facilitar o processo de criação

  • Alguns criadores sugerem (para a iniciar uma criação) 1 macho, 2 fêmeas e 30 filhotes. A estrutura que deverá servir a esse número de animais deverá ser a seguinte: duas áreas com 1.400 m2 cada; Uma para o trio (1 macho e 2 fêmeas) e outra para a criação de 30 filhotes.
  • Comprar filhotes com idade acima de 3 meses, pois são mais resistentes. Avaliar, ainda, se os animais têm olhar inquisitivo, pescoço ereto, cabeça erguida, pernas e dedos alinhados, boa cobertura de penas e altura entre 1,10 e 1,30 metro.
  • Ter cuidado redobrado ao comprar reprodutores, com exceção da África do Sul, a criação é relativamente recente em todo o mundo.
  • Criação em “Colônias”, consiste em vários trios numa área maior. Nesse caso porém, em função do tamanho da área, o manejo dos animais é muito mais trabalhoso e os corredores entre os piquetes deverão ter pelo menos 1 m de largura, a cerca externa deverá ser de tela trançada com uma altura de 2,5 m (para evitar a entrada de predadores e a interna poderá ser de arame liso ou tela de 1,5 m de altura).
  • Algumas empresas terceirizam incubadoras, onde os ovos ficam por 45 dias, livrando o pequeno criador de gastos com uma instalação apropriada. As fêmeas podem chocar os ovos, mas os riscos de perda aumentam.
  • A Exportação também é um filão apreciável, o avestruz é muito valorizado no mercado internacional. Produto de qualidade diferenciada, a carne de avestruz destina-se a um nicho de mercado que consome produtos light e caros.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

OBS. Caso o empreendedor queira constituir-se com pessoa jurídica.

Algumas legislações que futuro empreendedor deve ter conhecimento:

Existem dois organismos que regulamentam e disciplinam a criação de avestruz no Brasil, o MAA “Ministério da Agricultura e do Abastecimento” e o IBAMA “Instituto Brasileiro do Meio Ambiente”
Ministério da Agricultura e do Abastecimento:
– INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 4 . Aprova as normas para registro e fiscalização
dos estabelecimentos avícolas.
– PORTARIA Nº 116/96. Regula as condições para importação de Matrizes aves para reprodução.
– PORTARIA Nº 144/97. Restringe a importação de aves exóticas.
IBAMA:
– Instrução normativa nº 02/01. Sobre a nececidade e controle de identificação animal.
– PORTARIA N° 102/98. Sobre a implantação de criadouros de animais da fauna silvestre exótica com econômicos e industriais.
– PORTARIA Nº 029/94. Sobre a importação e exportação de animais da fauna silvestre
Brasileira e da fauna exótica.

Registro Especial

– Registro no S.I.F. (Serviço de Inspeção Federal). Exigência feita para que o criador possa colocar seu produto no mercado. Sua concessão esta vinculada à manutenção de instalações idênticas às utilizadas para beneficiamento de pescado.
– Registro no Ibama. Exigência feita para se criar o avestruz, no caso de importação dos animais existem regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura.
– Registro como produtor rural. Exigência feita para comercializar o animal vivo.
Na comercialização do produto processado (carne ou pratos prontos), o empresário deverá informar-se a respeito dos registros necessários para sua legalização, já citados acima (Legislação Específica).
Em resumo:
Comercialização:
– Em Nível Municipal. No município onde está instalado, basta efetuar o registro na Vigilância Sanitária Municipal (quando houver);
– Em Nível Estadual. No Estado, o empresário deverá registrar sua empresa no IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Espírito Santo;
– Em Nível Nacional. O registro deverá ser feito no SIF – Serviço de Inspeção Federal. O órgão responsável no Espírito Santo é o Ministério da Agricultura.

Entidades

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: http://www.agricultura.gov.br

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária http://www.anvisa.gov.br

ACAB – Associação dos Criadores de Avestruz do Brasil http://www.acab.org.br

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.
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Industrialização de carne seca e charque, passo a passo

Abrir ou montar uma industrialização de carne seca e charque de sucesso, sem cometer erros. Aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Industrialização de carne seca e charque

Ficha Técnica
Atividade : industrial
Tipo de Negócio : industrialização de carne
Produtos : carne seca e charque
Área mínima : 100 m²

História

A salga e a desidratação, seguida ou não da defumação, foram e ainda são as formas mais primitivas de conservação da carne e decorrem da necessidade de preservar o excedente do produto obtido da caça, dessecando-o ao vento ou próximo a fogueiras.

Difundida como uma variável do charque, a carne seca ficou oficialmente conhecida como carne bovina salgada curada seca . O processo tecnológico básico é o mesmo do charque, a diferença está na adição de nitrito do sódio ou de potássio à salmoura e no teor de umidade, que é significativamente maior.

A carne bovina salgada dessecada (charque) é o resultado da salga forte de manta de carne desossada, seguida de sua exposição ao sol até atingir o ponto de dessecação que permita a conservação do produto em condições ambientais (normalmente por até 90 dias), permitindo sua comercialização em mercados distantes da sua fonte de produção.

É um processo, que além de inibir o crescimento de bactérias, preserva o produto de ações prejudiciais induzidas pelo excesso de umidade; reduz custos de embalagem armazenagem e transporte (já que não necessita ser mantido sob refrigeração); proporciona conveniência e ganho de tempo ao consumidor; etc.

O charque e a carne seca são subprodutos da carne que estão profundamente enraizados nos costumes dos Estados do Norte e Nordeste do país, e difundidos imensamente nos Estados do Sul a partir da imigração do povo nordestino. É em função destes fatores, aliados à incorporação da carne-seca no hábito alimentar nacional, que o consumo de charque e carne seca tem aumentado significativamente.

Fluxo de fabricação do charque

  • Recebimento e estocagem da matéria prima;
  • Câmara fria
  • Desossa
  • Manteação
  • Salga úmida
  • Salga seca;
  • Ressalga
  • Pilha de volta
  • Tombagem
  • Lavagem
  • Secagem
  • Embalagem

Tipos de carnes

As carnes utilizadas para fabricação do CHARQUE são: ponta de agulha, dianteiros e carcaças destinadas ao aproveitamento condicional por razões de ordem sanitária (cisticercose, contusões, etc.).

O Charqueamento

Também denominado esponjamento, consiste em tornar mais finas as proporções musculares mais densas, promovendo assim a multiplicação da superfície e a obtenção de peças uniformes, com espessura em volta de 2 cm.

Salga úmida

Emprega exclusivamente o sal em solução a 23,5o Baumé ou 95o salômetros (335 g de sal/kg de água), em tanques especiais, com movimentação constante das peças de carne por 30 a 40 minutos e à temperatura de cerca de 15oC.

Salga seca

Dura 12 horas, mas pode chegar a 24 horas. É a operação realizada após a retirada da carne da salmoura. .

Ressalga

É feita com a porção gordurosa voltada para cima, consiste também na adição de sal de primeiro uso entre as diversas camadas de carne.

Pilha de volta

É formada pela inversão das posições das peças.

Tombos

São inversões em que a parte inferior das peças fica voltada para cima na nova pilha.

Pilha de espera

É feita por razões ligadas às condições atmosféricas ou por questão de ordem comercial.

Lavagem prévia

Imediatamente antes das estendidas feitas para dessecação e conseqüente remoção do excesso de sal da superfície. Realizada em tanques especiais com água e cloro ativo. As peças de carne curadas e lavadas são empilhadas para o escorrimento da água.

Dessecação

A dessecação ao ar livre, através de exposições aos raios solares e ao vento. É realizada com a carne disposta em varais.

Varais

Obedecem à orientação norte-sul e o objetivo é proporcionar melhor aproveitamento do sol.

Estendidas

A primeira estendida ao sol deve ser breve para cortar a canícula intensa e impedir a acentuada dessecação superficial que dificulta a da porção interna. Segue-se um descanso de cerca de três dias, acompanhado de novas estendidas intercaladas com descansos.

Embalagem

O charque é prensado formando pequenos pacotes envoltos em pano de algodão ou, com maior frequência, embalado em fatias de 500 g a 1 kg em envoltório plástico, sob vácuo.

Passos para fabricação da carne seca

  • Matéria prima
  • Manteação
  • Salga
  • Escorrimento da salmora
  • Lavagem
  • Secagem
  • Embalagem

1. MATÉRIA PRIMA:  a mesma da utilizada para o CHARQUE.

2. MANTEAÇÃO: as postas de carne são esticadas em mantas de três a quatro centímetros de espessura e então realizados cortes penetrantes com distâncias e profundidades variáveis conforme a espessura da manta.

3. SALGA: é realizada por esfregação na superfície das mantas, forçando com os dedos a penetração dele nas reentrâncias.

4. ESCORRIMENTO DA SALMOURA: uma vez salgadas, as mantas são empilhadas no piso sobre uma esteira de palha ou de tábuas colocadas sobre um tanque cimentado, destinado a recolher a “purga”, que depois será empregada na “lavagem”(imersão das mantas salgadas na “purga”, antes de sua exposição ao sol)da carne.

6. EXPOSIÇÃO AO SOL: salgadas, as mantas são expostas ao sol em varais de madeira, voltadas para o sol nascente nas primeiras horas da manhã, durante 30 e 60 minutos, com a parte da gordura para cima.

7. EMBALAGEM: as mantas são dobradas sobre si mesmas e embaladas em esteiras de palha costuradas com barbante, em fardos de aproximadamente 100 kg. Esta embalagem permite ao líquido que ainda persistir no fardo de carne evapore naturalmente.

Legislação Específica

A Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, com o intuito de definir critérios e padrões microbiológicos para alimentos e tendo em vista a importância de compatibilizar a Legislação Nacional com os Regulamentos harmonizados no MERCOSUL (Resoluções GMC nº59/93; 69/93; 70/93; 71/93; 82/93; 16/94; 43/94; 63/94; 78/94; 79/94; 29/96; 30/96; 31/96; 32/96; 34/96; 42/96; 78/96; 81/96; 82/96; 83/96; 145/96), aprovou o Regulamento Técnico PRINCÍPIOS GERAIS PARA O ESTABELECIMENTO DE CRITÉRIOS E PADRÕES MICROBIOLÓGICOS PARA ALIMENTOS . Os padrões estabelecidos por esta Portaria referem-se aos produtos alimentícios expostos à venda no comércio ou de alguma forma dados ao uso e/ou consumo.

Normas de produção do Ministério da Agricultura
. Normas Técnicas Sanitárias – Decreto nº 1.277 – 13/03/79 MTS 004-0 Secretaria da Saúde;
. A Lei 7.889, de 23 de novembro de 1989 dispõe sobre a inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal, e dá outras providências.

Sites afins

Instituto Adolpho Lutz: http://www.ial.sp.gov.br
ABIA – Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação: http://www.abia.org.br
Friboi – Carne Bovina‎: http://www.friboi.com.br/CarneFriboi‎
Snacks Alimentos: http://www.aliexpress.com
Industria de Charque: http://www.zapmeta.com.br/Industria+De+Charque‎

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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Ideias de negócios

Como montar Serviço de Refeição

Ganhe muito dinheiro com Refeição, saiba como montar Serviço de Refeição com pouco dinheiro e sem cometer erros. Aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Serviço de refeição em domicílio

Ficha Técnica
Setor: Serviço (terciário).
Tipo de Negócio: Serviço de refeição em domicílio.
Investimento mínimo: R$ 2 mil (ingredientes, panelas e utensílios de mesa)
Faturamento mensal inicial: R$ 3 mil
Situação do mercado: em ascensão.

Nós já temos a fama. Agora é só colocar a mesa, já que nossas habilidades culinárias encantam qualquer paladar. Confirma essa observação o fato do Brasil (através da cidade de São Paulo) ter sido agraciado – em 1997, no Congresso Internacional de Hospedagem, Gastronomia e Turismo – com o título de capital mundial da gastronomia.

Junte a isso tudo o fato de que agora, a gastronomia aparece como a grande cartada para atrair turistas. Assim, os bons paladares agradecem e os refeiçãoiros de plantão comemoram.

Refeição em domicílio – Cenário

Nos últimos cinco anos, o segmento de serviços de alimentação, cresceu no Brasil. O faturamento total das empresas do ramo chegou a mais de R$ 10,2 bilhões, segundo estatísticas da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia). Não é à toa que alimentação é o primeiro ramo cogitado por grande parte daqueles que pensam em empreender. Além de ser um serviço básico – com boa imunidade a crises econômicas e demanda permanente -, o ramo oferece as mais variadas possibilidades de atuação.

Refeição em domicílio – Tendência

Seguindo uma das tendências do milênio, as refeições em domicílio – verdadeiras “Festas de Babete”, são apontados como atividades de grande fôlego nos próximos anos.

Refeição em domicílio – Características

De modo geral, os serviços de refeição em domicílio adotam práticas semelhantes no que diz respeito a antecedência exigida para contratação de seus serviços, ao exclusivo atendimento em domicílio e aos produtos incluídos no preço.

Refeição em domicílio – O que está incluído

Os preços cobrados incluem garçons, cozinheiras e ajudantes de cozinha, talheres, pratos e copos.

Refeição em domicílio – Jantar Padão

Geralmente, um jantar padrão inclui coquetel, duas saladas, peixe, ave ou carne, guarnições, sobremesa, sorvete, frutas, café e chocolate.

Refeição em domicílio – Preços

Os PREÇOS cobrados variam entre R$ 30 e R$ 128 por pessoa e dependem do número de convidados por jantar. Em alguns desses bufês, quando o número de convidados não alcança o mínimo estabelecido, cobra-se um valor fixo pelo serviço. Num deles, cujo número mínimo de convidados a servir é de 50 pessoas (com o número mínimo, o preço fica em R$ 65/ pessoa), esse valor fixo ficou estabelecido em R$ 3 mil.

Refeição em domicílio – Número mínimo de pessoas

O número mínimo de pessoas para atendimento do pedido varia entre 30 e 100 pessoas.

Refeição em domicílio – Antecedência

Todos os bufês exigem certa antecedência na contratação dos serviços. A variação desses prazos oscila entre 10 dias e 01 mês.

Refeição em domicílio – Inovações

Alguns bufês inovam e invadem também a decoração da casa do cliente. É o caso dos serviços prestados pela refeiçãoira Neka Menna Barreto, que leva junto com os quitutes toda a atmosfera que inspirou seu preparo. Seus eventos costumam ter sanduíches pendurados pelo salão, sucos de frutas em vez de refrigerantes, águas aromatizadas e essências espalhadas pelo ar.

Refeição em domicílio – Cardápios

Os refeiçãoiros viajam pelos fogões de vários países e a inspiração também pode vir de restaurantes nacionais. Os temas para as refeições servidos são variados. São receitas dos restaurantes Fasano, Gero e Parigi; refeições mediterrâneas e do Sudeste Asiático; pratos franceses incrementados com ingredientes brasileiros e italianos; culinária internacional com sabores das cozinhas mexicana e tailandesa; cozinha italiana, francesa, oriental; cozinha brasileira; cozinha indiana (tem até arroz indiano servido com pó de ouro); culinária internacional ou judaica.

Foi seguindo esse rastro que Roman Matz e Benedita Ricardo de Oliveira apostaram. Ele na cozinha vietnamita e ela na cozinha francesa. Veja a história de cada um:

1. Refeições Chinesas

As refeições de Roman Matz já foram hobby e ganha-pão. Agora são um bom negócio. Aos 52 anos, o veterano de guerra Roman Matz, afinal, conseguiu transformar um velho prazer em negócio rentável – preparar refeições com pratos exóticos da culinária oriental e oferecê-los em sua própria casa. Nascido na Alemanha e criado em Nova York desde os três anos de idade, Matz viveu maus pedaços, combatendo no Vietnã, em 1968. Mas também foi lá que aperfeiçoou seus dotes de gourmet.

Ele trocava com os vietnamitas os enlatados do exército norte-americano por peixes, verduras e temperos frescos, e cozinhava no capacete receitas aprendidas em restaurantes de Saigon. Depois do Vietnã, o cozinheiro correu mundo e veio parar no Brasil em 1973. No final dos anos 80, para relaxar, Matz começou a preparar jantares com pratos orientais e italianos para grupos de amigos. No início, o anfitrião pagava sozinho esses festivais gastronômicos. Mas o alto custo dos ingredientes importados e a perda do emprego, em 1990, fez com que ele passasse a ratear as despesas entre os convidados.
COMO COMEÇOU. A história dos “refeições em casa” começou mesmo no ano passado. Com um fogão semi-industrial, algumas panelas para cozimento a vapor e um empréstimo de US$ 2 mil , Matz refez seu arsenal culinário e transformou em negócio o velho hobby de organizar refeições em casa.

PRIMEIROS CLIENTES. Os primeiros clientes foram os amigos de sempre, que iam trazendo outras pessoas.

NÚMEROS. Hoje, praticamente sem concorrentes, o cozinheiro realiza quatro jantares por mês com um FATURAMENTO bruto de R$ 3 mil e uma margem de LUCRO líquida de 30%. Ele espera chegar, em breve, a fazer oito refeições mensais. Matz recebe grupos de 12 a 18 convivas, que sua mulher, Fernanda, recepciona vestida a caráter.

PREÇOS. Cada cliente paga R$ 50, e leva sua própria bebida.

COMO FUNCIONA. Vestida a caráter, Fernanda, mulher de Matz, recepciona os convidados que escolhem a música que querem ouvir, brincam com o cachorro no jardim e conversam à vontade. Os clientes só não escolhem o que vão comer. O cardápio de 23 pratos, preparado por Matz e Fernanda, inclui quitutes vietnamitas, tailandeses e coreanos e é sempre uma surpresa para os convidados , mesmo porque a maior parte das receitas é desconhecida até para velhos adeptos da cozinha chinesa.

CARDÁPIO. Quem não se aventura numa salada de medusa (água-viva) dessalgada durante três dias, certamente será tentado pelos gengibres agridoces, ovos de codorna curtidos no chá, frangos curados no vinho chinês, hargow (massa transparente recheada com camarão), lombos ao molho de mostarda e filés com mangas ao molho de ostras.

DIVERSIFICANDO. Agora, o casal criou a Matzfood, marca de congelados de comida italiana ou oriental. Só de massas, são 15 pratos diferentes, para o cliente continuar a festa em sua própria casa.

2. Buffet & Eventos Benê

Benedita Ricardo de Oliveira fez o curso primário no Mobral e só deixou São José do Mato Dentro, o lugarejo mineiro onde nasceu, para trabalhar com uma família paulista. Além das noções de cozinha,aprendidas com a avó Eugênia, ela trouxe outros ingredientes importantes à sua carreira: simpatia e muita paciência. Os primeiros incentivos para sua culinária vieram dos bons 18 nos em que trabalhou com uma família alemã. O sonho de subir na vida a fez trocar o emprego por uma vaga na cozinha experimental de uma revista. Demitida, passou a engordar o salário recebido numa cozinha industrial com a preparação de jantares em casas de família. Num deles, oferecido a um ex-presidente da República, Benê ganhou, além de elogios, um convite do então presidente do Senac, para fazer cursos num Hotel-Escola da entidade. Com vários diplomas nas mãos, trabalhou nas cozinhas do bar Spazio Pirandello, de uma empresa exportadora e do Maksoud Plaza.

Hoje, finalista do Nestlé Toque D’Or  (concurso que vai eleger o melhor chefe de cozinha brasileiro e levá-lo à França para disputar o Bocuse D’Or, troféu máximo da culinária mundial), Benê é empresária de sucesso e festejada chef de cozinha. Não foi sempre assim, mas é bom dizer que todo seu talento para superar discriminações foi fundamental para que ela cunhasse todo o requinte da cozinha francesa ao seu trabalho.

COMO COMEÇOU. A tão sonhada independência só veio em 1983. Nessa época Benê registrou-se como autônoma e passou a preparar jantares e refeições para empresas e gente famosa. Três anos depois abriu sua empresa, no pequeno apartamento em Santana, onde mora.

COMO FUNCIONA. Além de organizar eventos, escolhendo pessoalmente espaço, louças, decoração, garçons, comida e bebida, ela também faz congelados, dá aulas, é consultora de revistas e cria receitas inusitadas, como o prato de carrê suíno com o qual conquistou o primeiro lugar no Chef Talento Sadia.

PESSOAL. Benê dá trabalho para 10 garçons, 01 maître e 05 auxiliares de cozinha. Todos como autônomos. No quadro fixo Benê mantém 01 ajudante (secretária). Esse time atua em cada um dos três ou quatro eventos que faz por mês.

INVESTIMENTO INICIAL. Benê começou com R$ 6 mil.

CAPITAL DE GIRO. 1º mês: R$ 5 mil.

FATURAMENTO MENSAL INICIAL: R$ 5 mil a R$ 7 mil.

ESTRUTURA. Material e espaço para realização dos eventos da Benê são alugados. Os equipamentos e insumos solicitados são: computador, impressora, 2 telefones, fax e uniformes (aventais, camisas, calças e camisetas).

NÚMEROS. Com esses custos, sobram líquidos cerca de R$ 4 mil por mês, suficientes para Benê se manter, pagar contas, fundo de previdência privada e fazer novos cursos. Fundada em 1986 e com sede em São Paulo, a Buffet & Eventos Benê tem faturamento anualmente R$ 180 mil. É assim que fica a pergunta: Não deveria ela andar às voltas com a alta gastronomia? Bem, ela está. Só que lutou tanto nos seus 50 anos, que já se acostumou a não recusar trabalho e a administrar com bom humor as atividades em que se envolve para garantir à sua empresa, a Buffet & Eventos Benê, uma receita bruta ao redor de R$ 15 mil mensais.

PLANOS. Seus maiores sonhos? Montar uma escola de cozinha e vencer o Toque D’Or. Só para ter o prazer de mostrar ao mundo a legítima culinária brasileira com requinte francês.

Refeição em domicílio – Curso

Le Cordon Bleu chega ao Brasil. A Universidade Nacional de Brasília lança seu curso de cozinheiro, título universitário de grife, já que estará sendo criado em convênio com a glamourosa Le Cordon Bleu, escola de culinária fundada em 1896, em Paris. O convênio vincula a universidade com a escola francesa. Do acordo participa ainda uma instituição autônoma -o Instituto de Gastronomia do Brasil- que reúne profissionais da área.

Endereços na Internet: Portal na área de alimentação.

http://www.cozinhanet.com.br

http://www2.uol.com.br/veja/especiais/comida/sp/comidas refeiçãoiros.html

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.