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Feira do Empreendedor, inscrições para Visitantes e Expositores

Abrir um novo negócio não é tarefa fácil. É preciso estudar o mercado, definir preços, logística e reunir uma infinidade de outras informações. Felizmente os empreendedores brasileiros não estão sozinhos nessa missão.

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) realiza todos os anos, gratuitamente, uma feira que reúne boa parte das informações necessárias a quem deseja empreender. Trata-se da Feira do Empreendedor.

feira do empreendedor

A Feira do Empreendedor conta com palestras, consultorias e oportunidades de negócio. Trata-se de um ambiente incrivelmente rico de aprendizado e network. Para quem já está mais avançado na missão de empreender, é possível sair da feira até mesmo com um negócio já montado, por meio de franquias.

A Feira

A Feira do Empreendedor Sebrae acontece em várias cidades do País, a exemplo de São Paulo (a maior de todas, com cerca de 150 mil visitantes), Belo Horizonte, Palmas, Joinville, Rondonópolis, Maceió e Salvador.

Desde sua criação, há mais de vinte anos, já foram realizadas mais de 140 edições do evento. Trata-se da maior exposição de empreendedorismo do mundo, com um total de 2 milhões de visitantes.

As edições locais sofrem pequenas mudanças para atender ao perfil do empreendedor de cada estado, mas todas as Feiras têm algo em comum: oferecem a empreendedores a possibilidade de adquirir equipamentos ou abrir negócios com baixo investimento inicial.

Durante o evento os empresários podem obter informações sobre diferentes segmentos da economia local, entrar em contato com fornecedores e avaliar como funciona a abertura de franquias, dentre outros benefícios.

Os espaços são gigantescos. A Feira realizada em São Paulo, por exemplo, tem em média 40 mil m² e mais de 400 expositores.

Números relevantes da Feira do Empreendedor

  • Quase 200 mil inscritos online
  • R$ 15 milhões em negócios gerados
  • 50 mil pessoas capacitadas
  • Retorno de Investimento de 35% para os expositores
  • Mais de 400 expositores.
  • Investimento de R$ 12 milhões para a montagem da Feira

Oportunidades de aprendizagem

Oportunidades Feira do Empreendedor

Cada Feira tem sua própria programação, que respeita as diferenças entre os mercados. Mas alguns temas são de interesses universais e recorrentes.

  • Franquias

No segmento de franquias, por exemplo, há palestras sobre como comprar, passos para escolher uma franquia e dicas de como avaliar uma franquia.

  • Exportação e internacionalização

Quem deseja vender fora do País pode encontrar palestras sobre oportunidades de negócios no exterior, métodos e ferramentas para a internacionalização das micro e pequenas empresas, plano de ação para exportações, além de aulas sobre exportações e importações através de comerciais exportadoras e importadoras.

Outras palestras ensinam a estruturar um departamento de exportações ou logística internacional e a planejar a entrada em um mercado internacional.

Informações importantes são passadas em aulas sobre macrotendências globais de consumo, construção de marcas internacionais; tendências do varejo em 2017 nos EUA, América Latina, Europa, Ásia e África; e como obter sucesso no maior mercado consumidor do mundo, os Estados Unidos.

Outros temas comuns nas Feiras do Empreendedor são oportunidades para o produto brasileiro no mercado mundial, vantagens do processo de internacionalização de empresas para os Estados Unidos e ações para ampliar a competitividade da sua empresa no exterior.

  • Comércio eletrônico

É bastante provável que em sua cidade aconteça uma palestra sobre estratégias digitais para acessar o mercado internacional, mas elas são bastante disputadas e com vagas limitadas.

  • Startups

Se você está começando um negócio novo, não deixe de assistir às palestras direcionadas às startups. Há mentorias, programas internacionais, dicas para captação de recursos; análises de oportunidades, novos mercados e cases de startups inovadoras; oportunidade para startups em IoT, serviços em nuvem, inteligência artificial e educação; dicas de como aproveitar oportunidades em negócios digitais, e ensinamentos sobre como escolher uma plataforma de loja virtual.

  • Sustentabilidade

No âmbito da sustentabilidade destacam-se as palestras sobre plano de negócios circular, oportunidades de negócio com hortas urbanas e conceitos de sustentabilidade aplicados ao sistema-produto.

  • Outras capacitações

Não encontrou sua área de atuação? Não se preocupe. A Feira do Empreendedor conta ainda com palestras sobre gestão de restaurantes, oficinas mecânicas, salões de beleza, papelarias, minimercados e passos para montar um ecommerce.

Há ainda capacitações mais genéricas. Exemplos incluem aulas de como construir um plano de ação financeira ou como vender para os governos federal e estadual.

  • Lazer

A Feira se preocupa também em oferecer momentos de lazer aos visitantes, mas sempre tendo o empreendedorismo como pano de fundo. Uma das atrações é uma sala de cinema que exibe filmes inspiradores, como “Jobs”, “Na natureza selvagem”, “O homem que mudou o jogo” e “Perdido em Marte”.

Como participar da Feira do Empreendedor – visitante

Todas essas capacitações estão disponíveis gratuitamente para os empreendedores. Para participar de cada aula ou exposição, basta se inscrever no site do Sebrae. Mas atenção: as vagas de cada palestra são limitadas e respeitam à ordem de chegada na Feira, mesmo para quem se inscreveu online. Chegue cedo ou corre o risco de não encontrar lugar.

Como participar da Feira do Empreendedor – expositor

Quem já tem um negócio consolidado pode aproveitar a Feira do Empreendedor para ampliar a empresa, adquirir novos clientes ou se tornar mais conhecido. Os expositores devem atender aos objetivos do Sebrae, que são:

  • Estimular o surgimento de novos empreendimentos
  • Difundir o empreendedorismo;
  • Prestar esclarecimentos e orientação;
  • Expor soluções e inovações visando a sustentabilidade e competitividade da micro e pequena empresa

Os espaços na Feira são vendidos pelo Sebrae. Mas não basta ter recursos. É preciso também se adequar aos critérios exigidos. Esses critérios são formulados de modo a obrigar cada expositor a fornecer, no evento, uma oportunidade de negócio.

Critérios para ser expositor na Feira do Empreendedor

ParticipParticipe da Feira do Empreendedor

O Sebrae define “oportunidade de negócio” como uma ação que gera uma oportunidade de implementação ou aperfeiçoamento de uma atividade econômica, de forma a viabilizar o surgimento de novos empreendimentos ou a gerar o crescimento das micro e pequenas empresas.

Os expositores da Feira devem, dessa forma, incentivar empreendimentos nos ramos da indústria, comércio, franquias, serviço e agronegócio.

Podem se candidatar aos espaços empresas que, por exemplo, vendam equipamentos que propiciem geração de renda, criação de uma nova empresa ou a ampliação da empresa existente.

Outros postos estão abertos a empresas que estejam em busca de representantes, revendedores e distribuidores; franqueadoras e licenciadoras de marcas e produtos.

O Sebrae abre espaço também para companhias que desejam formalizar parcerias, joint-ventures, prospectar novos sócios ou expandir sua rede. Por fim, há uma área especial dedicada às empresas focadas em sustentabilidade.

Se você se encaixa nesse perfil, fique de olho no site do Sebrae para saber quando começam as inscrições. Os expositores devem ter uma empresa legalmente constituída, com sede no Brasil.

Lembre-se: as propostas precisam ciar oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas. Empresas com oportunidades de negócios que beneficiem mais de um setor (indústria, comércio, serviço, agronegócios) terão preferência.

Preços

Pequenas e microempresas que tiverem a sorte de ter sua proposta aceita pelo Sebrae precisarão pagar cerca de R$ 5 mil para um estande de 12 m ². No caso de empresas médias ou grandes, o valor é de R$ 11 mil.

Esse é o preço de referência para a edição de São Paulo, a maior do Brasil. Edições em mercados menores contam com preços mais baratos.

Em média, cerca de 42% dos expositores fecham algum negócio na Feira. A maior parte dos negócios fechados estão relacionados a franquias, seguida por expositores de máquinas e equipamentos e, logo depois, o segmento de negócios online. É importante ressaltar que o setor de serviços é o que menos gera negócios.

Pesquisa realizada pelo próprio Sebrae revelou que 81% dos expositores voltariam a expor ou patrocinar o evento. A nota média da Feira é de 8,5 (em uma escala de zero a dez). Cerca de 92% dos expositores recomendariam a Feira do Empreendedor.

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O que é Empreendedorismo, definição e exemplos

Você, a qualquer momento, pode virar um empreendedor. Duvida? Imagine que hoje seu chefe te chame para conversar e te demita, por algum motivo qualquer. O que você vai fazer? Existem apenas duas opções: procurar um novo emprego ou abrir seu próprio negócio. Se você optar pela segunda opção, então você precisa saber o que é empreendedorismo.

o que é empreendedorismo

Definições para Empreendedorismo

  1. Empreendedorismo é o processo de iniciativa ou habilidades para implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes. É um termo ligado a inovação onde têm determinado objetivo de criar algo novo. Muito usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou produtos novos, normalmente envolvendo riscos.
  2. Empreendedorismo é a disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços e negócios. É a inciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes, gerir com alterações que envolvem inovação e riscos.
  3. De acordo com o dicionário Houaiss, empreendedorismo é a realização de tarefas difíceis e trabalhosas. Dito assim, não parece muito animador. Em linguagem mais popular, empreendedorismo é a prática de criar empresas e negócios.

Embora exista mais de uma definição para empreendedorismo, o certo é que para ser um empreendedor ou uma empreendedora requer inteligência emocional. Isso porque, a rotina de trabalho é intensa e muitas vezes é preciso cuidar de vários problemas e resolver muitas situações ao longo do dia.

empreendedorismo está muito relacionado na questão de inovação, onde têm determinado objetivo de criar algo novo dentro de um setor ou criar um novo, diversas startups por exemplo, inovam dentro de um setor existente.

A definição do dicionário Houaiss está correta. Empreender é realmente bastante desafiador. Uma pesquisa do IBGE calcula que apenas metade das novas empresas consegue passar dos primeiros quatro anos de vida. Isso acontece, em grande parte, por conta do despreparo dos administradores.

Além disso, saber lidar com cobranças, clientes, metas, enfim, tudo isso e muito mais são até mesmo motivos suficientes para fazer com que muitos donos ou sócios de empresas acabem desistindo do empreendedorismo.

Mas atenção! Fechar uma empresa não é sinal de fracasso. É sinal de que um empresário está aprendendo lições da maneira mais difícil. É um aprendizado que o deixará mais preparado para as etapas seguintes de sua carreira.

Ao mesmo tempo em que metade das empresas fecham as portas, outra metade consegue vencer e durar por muitos anos. Esses empresários vencedores – muitos dos quais têm histórias prévias de fracasso – realizaram o sonho de ter o próprio negócio.

Mas, nenhuma dessas sobrecargas no seu dia a dia é motivo para te impedir de trabalhar e de ser muito bem sucedido e ainda ter muito sucesso. Pois, com a inteligência emocional, todo empreendedor pode seguir a rotina de trabalho com muito mais leveza e sem enlouquecer.

Ser inteligente emocionalmente é saber lidar com os próprios sentimentos e pensamentos. É não se cobrar demais e nem desleixar ao ponto de não trabalhar. Mas, saber ter autocontrole e trabalhar com todos esses quesitos de uma maneira mais saudável. Para isso, é essencial não seguir apenas a rotina de trabalho, relaxar a mente e colocar em prática as dicas desse artigo.

Quem nunca sonhou em deixar de ser empregado e passar a ser patrão? O empreendedorismo não é fácil, mas está longe de ser uma tarefa impossível. Se você não aguenta mais receber ordens, e se você deseja ter clientes e não chefes, chegou a hora de se preparar.

Ser o seu próprio chefe, ter maior flexibilidade de horário e maiores lucros são as principais razões pelas quais ter o próprio negócio soa atraente.

Neste artigo, você vai eentender o que é a inteligência emocional, dicas para colocá-la em prática no dia a dia e se você é uma empreendedora, vou informar quais são as características mais pedidas no mercado. Afinal de contas, o número de mulheres empreendedoras aumenta a cada ano e elas estão arrasando nos negócios!

Cenário brasileiro para empreendedores

Empreendedorismo Brasil

Como vimos, metade das empresas fecha antes de completar 48 meses de atividade. Boa parte da culpa é dos empreendedores. Trata-se, em muitos casos, de pessoas que perderam seus empregos e tiveram de abrir o próprio negócio mesmo sem saber o que é empreendedorismo.

Há alguns perfis de empresas, entretanto, que tendem a ter uma maior expectativa de vida. Quanto mais funcionários tem uma companhia, menor as chances de ela fechar. Isso acontece porque demitir funcionários, no Brasil, é muito caro.

No País, empresários que investem nos segmentos de saúde, serviços sociais e atividades imobiliárias têm mais chance de sucesso. Por outro lado, os ramos mais difíceis para os empreendedores são o de comércio e serviço de oficina mecânica.

Apesar das dificuldades de empreender, milhões de brasileiros sonham em ter o próprio negócio. Uma pesquisa da Endeavor revelou que 76% da população nacional quer ter o próprio negócio. Porém a maioria da população não corre atrás de seus sonhos. Apenas 19% dos entrevistados pretende abrir um negócio nos próximos cinco anos.

A burocracia é uma das culpadas por essa falta de ação. Em São Paulo, por exemplo, pode-se levar até 100 dias para conseguir abrir uma empresa. Além disso, o Brasil tem mais de 11.500 normas tributárias. É impossível conhecer todas essas leis. Portanto, para saber o que é empreendedorismo, é preciso também saber o que é burocracia.

Tipos de empreendedorismo

Tipos de Empreendedores

Para aumentar as chances de o negócio ter sucesso, o empresário deve apostar suas fichas em empreendimentos que tenham mais o seu perfil. Portanto, antes de começar a empreender, conheça os tipos mais comuns de empreendedorismo:

  • Digital

empreendedorismo digital consiste em um modelo de negócios baseado na oferta de serviços e produtos essencialmente digitais, sua maior vantagem é poder abrir negócios investindo pouco e com equipe bastante enxuta. As oportunidades atuais estão relacionadas ao crescimento do acesso à internet e o alcance da rede. O e-commerce cresce entre 20% e 30% ao ano, índice muito superior ao da economia “real”.

Sendo assim, no empreendedorismo digital todo o ato de empreender ocorre via internet/tecnologia digital: desde o desenvolvimento do modelo de negócios, a criação dos produtos e serviços, disseminação, divulgação e até mesmo comercialização e uso dos mesmos.

Alguns produtos Digitais

Entre os principais infoprodutos (ou seja, produtos que resultam do trabalho do empreendedor digital) podemos destacar: e-books, podcasts, vídeos-aula, cursos-online, infográficos e outros formatos utilizados e distribuídos unicamente em formato digital.

Um dos grandes benefícios do empreendedorismo digital é a possibilidade de trabalhar no conforto de casa – o que dá ao indivíduo uma flexibilidade de tempo ainda maior. Mas lembre-se: para a internet, não há mais, necessariamente, a premissa do “horário comercial e de segunda a sexta”. Se o seu cliente tiver um problema às 23h da noite em um domingo, você terá que solucionar.

  • Informal

Você sabe o que é empreendedorismo informal? É o empreendedorismo por necessidade. São pessoas que tiveram de migrar para o mercado informal a fim de sobreviver. Há desde profissionais liberais com escolaridade superior até vendedores ambulantes com baixa qualificação.

A concorrência é altíssima. Uma saída para quem deseja migrar para esse tipo de empreendedorismo é se tornar microempreendedor individual.

  • Cooperativo

Quem não tem condições de empreender sozinho ou com poucos sócios pode realizar um empreendedorismo cooperado. São grupos de pessoas que se reúnem em prol de um negócio, compartilhando custos e lucros. A grande vantagem é a diminuição dos riscos.

Quando os negócios melhoram, esses empreendedores costumam se separar da cooperativa e atuar de forma independente. Pode ser uma boa estratégia para quem está começando.

  • Individual

Perfil de quem trabalha sozinho ou com apenas mais uma pessoa. É similar ao empreendedorismo informal, mas com a grande diferença de haver uma melhor organização e receber proteção dos aparelhos do estado.

Os empreendedores individuais se formalizam como MEI (microempreendedores individuais) e, com o tempo, abrem suas próprias pessoas jurídicas.

  • Franqueador

O empreendedorismo franqueador tem dois subtipos: o franqueado e empresarial. O franqueado são pessoas que já tem os recursos necessários para investir em um negócio próprio, mas pouca experiência. Já o empresário franqueador é aquele que já tem sua marca bem consolidada no mercado e deseja expandir.

Esses são empreendedores no sentido mais clássico da palavra. Exige muita dedicação e recursos em troca de um bom retorno financeiro no longo prazo.

  • Social

Quem pensa que empreender é colocar o retorno financeiro acima de tudo está enganado. O empreendedorismo social está em alta, principalmente entre os jovens. Trata-se de empresas criadas para melhorar a vida de pessoas ou comunidades ao mesmo tempo em que obtém lucro suficiente para dar um padrão de vida confortável aos seus sócios.

  • Sustentável

empreendedorismo sustentável é aquele que tenta combinar (ao mesmo tempo) responsabilidades sociais, econômicas e ambientais. Sendo assim, os lucros da empresa aqui são baseados em técnicas, normas e missões sociais sustentáveis, que sejam importantes para a sociedade como um todo.

Dessa forma, na hora de definir o que é empreendedorismo sustentável cabe destacar que ele está diretamente atrelado a necessidade de empresas de diferentes portes e segmentos do mercado de atuarem a favor da sociedade, principalmente no sentido de diminuir (ou eliminar de vez) o mau uso dos recursos naturais pelo homem. Por isso, o empreendedorismo sustentável é considerado um aliado do meio ambiente.

  • Corporativo

Empreender não implica em necessariamente pedir demissão e abrir o próprio negócio. Empreendedores corporativos são aqueles funcionários que empreendem dentro de uma empresa da qual ele não é sócio, mas apenas um funcionário.

Esses empreendedores pensam em modelos de negócios diferentes para aumentar o lucro dos seus contratantes. São o sonho de qualquer companhia.

  • Público

Apesar da má fama dos servidores públicos, alguns são verdadeiros empreendedores que buscam melhorar serviços públicos básicos. Suas ambições são nobres: melhorar a qualidade de vida da população por meio do próprio trabalho e com os recursos dos governos municipal, estadual ou federal.

 

  • Negócio próprio

Por fim, há o empreendedor de negócio próprio. São pessoas que têm um emprego estável, mas pedem demissão para poder ganhar mais ou obter mais reconhecimento, ainda que para isso precisem trabalhar em dobro.

Todos esses tipos de empreendedores têm uma coisa em comum: o desejo de satisfação pessoal, melhoria no padrão ou estilo de vida, e a vontade de deixar um legado.

Empreendedorismo e Ideias inovadoras

Se você é um homem ou uma mulher de negócios, certamente sabe o quanto a rotina é exaustiva, portanto, relaxar a mente e tirar o foco do trabalho em alguns momentos do dia é o primeiro passo da inteligência emocional.

Isso porque, é muito comum vermos empreendedores que trabalham o dia inteiro e nem se quer dão um tempo para si mesmo. Portanto, reserve um tempo para si e depois você verá como vai retornar as atividades com menos estresse e cansaço.

Além disso, outro motivo que deixa muitos empreendedores de cabelo em pé é o estresse no trabalho. Saber lidar com inteligência nos desafios diários nem sempre é uma tarefa simples.

Por isso, a dica é respirar fundo na hora de resolver problemas mais graves e colocar a sua saúde em primeiro lugar. Somente quem tem inteligência emocional no trabalho sabe o quanto é importante manter uma boa saúde para depois poder trabalhar com dedicação.

Bons Negócios para uma mulher Empreendedora

E para você que quer ser ou já é uma mulher empreendedora, vou te mostrar agora o porquê continuar na profissão e explorar toda a sua feminilidade no universo dos negócios!

Mais confiança: Quando uma mulher parte para o empreendedorismo, ela sabe que pode confiar em si e que tem muito poder de assumir o comando de um negócio.

Sentir-se útil: Muitas mulheres que apenas cuidam da casa e dos filhos não se sentem realmente úteis, isso porque, nos dias de hoje, elas querem cada vez mais pertencer também ao ambiente de trabalho. Por isso, ser uma mulher empreendedora te fará se sentir muito bem e motivada!

Agora você já sabe o que é empreendedorismo. Conhece outras pessoas que também sonham em empreender? Então compartilhe esse artigo nas redes sociais.

Como abrir uma empresa do Zero

MEI – Microempreendedor Individual, impostos, taxas e contribuições

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Como plantar Mamão

Ganhe muito dinheiro cultivando Mamão, saiba como plantar Mamão com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, captação de cliente, financiamento, mão de obra especializada, atendimento e muito mais…

Cultivo do mamão papaya

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O mamão papaia

O mamoeiro é uma árvore de pequeno porte cujo nome científico é carica papaya L, pertencente a família botânica Caricaceae, que dura pouco. Os sexos do mamoeiro encontram-se em plantas separadas: mamoeiros-machos e mamoeiros-fêmeas, sua principal peculiaridade. As flores nascidas dos mamoeiros-machos, embora não se transformem em frutos comestíveis, têm a importante função de fecundar as flores do mamoeiro-fêmea. Tais flores ficam dependuradas e distanciadas do caule da árvore, sendo o que permite identificar, com bastante facilidade, o sexo do mamoeiro. Às vezes nascem flores hermafroditas, dando origem a frutas atípicas, os mamões-machos, muito importantes no processo de fecundação dos mamoeiros. A casca do mamão é bastante delicada: quando verde, sua cor é também verde; aos poucos, à medida que o fruto amadurece, ela vai se tingindo de manchas ou faixas de coloração amarela ou alaranjado-clara, até perder completamente o tom esverdeado.

Aproveitamento

As sementes, que ficam ligadas por fibras à extremidade interna da polpa, ocorrem em grande quantidade, que apesar de serem desprezadas, são comestíveis e teriam muitas utilidades medicinas. Com o miolo do caule do mamoeiro também faz-se um doce exótico. Por fim, pode-se ainda utilizar o mamão verde como legume, cortado em pedacinhos e refogado, ou ainda em sopas e ensopados de carne.

Latex Papaina

Do mamão-papaya verde podemos retirar um látex que é muito rico em uma substância chamada papaína, que se encontra espalhada por toda a planta e vai sumindo à medida que a fruta amadurece. É uma substância de muitos usos medicinais e industriais. Em países como Sri Lanka, Tanzânia e Uganda, explora- se o fruto verde do mamão em grandes plantações com  finalidades industriais. Esse látex, convertido em pó, é enviado a laboratórios da Europa e da América do Norte, onde é refinado, transformado, engarrafado, patenteado, rotulado e comercializado em remédios, em amaciantes de carnes, em loções para a pele, em produtos industriais para clarear cervejas, para amaciar couros e lãs.

Produção de Mamão no Brasil

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

Cuidados especiais do Mamão

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

Solo ideal para o cultivo do Mamão

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

Plantio do Mamão

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas, etc… Capinas manuais e podas
de limpeza.

Adubações no Mamoeiro

Depende da análise química do solo, mas não se pode esquecer que o nitrogênio deve ser empregado com cautela pois favorece o crescimento excessivo da planta e o aparecimento de doenças do tronco e das raízes; o potássio evita o amolecimento da polpa por excesso de chuvas ou de nitrogênio; o boro e o zinco, indispensáveis, podem ser fornecidos por meio do solo ou de pulverizações. A primeira adubação começa vinte dias antes do plantio. Outras adubações com porcentagens diferentes de fertilizantes  serão aplicadas um mês depois do plantio da muda ou no primeiro desbaste e serão repetidas dois meses depois. Nos meses de setembro, dezembro e março será preciso fazer nova adubação.
A adubação por planta obedece critérios diferentes. No plantio, na cova: 20Kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto de potássio e 500g de calcário magnesiano; em cobertura : 200g de Nitrocálcio, em quatro parcelas. No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes – N, P2O5 e K2O – por ano de idade. No pomar adulto: após a colheita: 8g de esterco de galinha; 1.500g de superfosfato e 600g de cloreto de potássio; na vegetação: três a quatro aplicações de 600 a 800g de sulfato de amônio.

Pragas e doenças do Mamão

O controle de pragas e doenças do mamoeiro é muito complexo porque ele produz continuamente. Por isso é preciso cuidado para que os frutos não absorvam o produto aplicado. A planta também é sensível a certas fórmulas, e o aplicador precisa ter cuidado consigo mesmo. Dentre as doenças merecem atenção especial o mosaico, causado por vírus, sem controle conhecido e que foi a causa do fim das plantações paulistas; varíola ou pinta-preta, causada por um fungo; antracnose; oídio; e a podridão-do-pedúnculo. A varióla é combatida por pulverizações com hidróxido de cobre ou oxicloreto de cobre na superfície inferior das folhas. Combate-se o mosaico pela eliminação das plantas atacadas e das cucurbitáceas (abóboras, melão, etc) existentes nos mamoais e fazendo-se o controle dos pulgões nas culturas vizinhas por meio de pulverizações com calda de fumo. A podridão-do-pé só pode ser prevenida com cuidados no plantio.
Os brotos laterais do mamoeiro devem ser retirados freqüentemente pois prejudicam o desenvolvimento da planta e são focos de ácaros. Além das doenças, existem os ácaros que limitam a produção: o ácaro-branco, ou ácaro-dos-ponteiros ou o ácaro-do-chapéu do mamoeiro eliminam as folhas do ponteiro, paralisam o crescimento da planta e expondo ao sol os frutos, que ficam queimados; o ácaro-da-rasgadura-da-folha que é rajado e produz teias para se proteger; a largata, que em muitos casos provoca o desfolhamento total da planta; o percevejo-verde ou maria-fedida que suga as folhas e os frutos; as cochonilhas, etc.

Culturas consorciadas

Convém utilizar a goiaba, os citrus e algumas culturas em consorciação com o mamão, que produz por cerca de três anos, tempo em que chega a hora de arrancar o mamoeiro, já muito alto. É exatamente então que essas fruteiras começam a produzir. Podem-se também plantar espécies como o guaraná, usando o mamão como sobreamento provisório.

Colheita do Mamão

Quatro a seis meses após a semeadura, começa o florescimento que, em condições favoráveis, pode continuar o ano todo. Os frutos amadurecem cinco a seis meses mais tarde, dependendo do clima e da intensidade de produção da planta. Os frutos devem ser retirados da planta por ligeira torção, sem ferimentos na casca. O colhedor deve usar luvas e mangas compridas para não ter contato com látex da planta.

Embalagem do Mamão

O mamão papaya deve ser protegido por folhas de jornal ao ser embalado; ele é comercializado em caixas de madeira com 37,50 x 30 x 15 cm, que comportam de oito a dezesseis unidades embrulhadas em papel ou protegidas no fundo por fitilho de madeira. Para exportação do papaia, são utilizadas caixas de papelão de 39 x 31 x 15,50 cm, em que cabem de oito a vinte frutos e com 7 Kg de peso líquido. A classificação do mamão no mercado é feita por número: mamão tipo 9, nove por caixa.

Sites relacionados

EMBRAPA:
Rural News: http://www.ruralnews.com.br

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Como montar uma Pizzaria

Ganhe muito dinheiro com Pizza, saiba como montar uma pizzaria com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Pizzaria

Mercado

A pizza é conhecida quase no mundo inteiro, mas nem na Itália é tão popular quanto no Brasil. Gostosa, fácil de preparar, barata e com grande variedade de sabores, é um dos pratos mais procurados no país. Essa preferência fez com que se expandissem os negócios de pizzaria em quase todas as regiões do Brasil.

O consumidor é seu principal alvo e a quem você deve dedicar a sua maior atenção. Mas não é só ele que compõe o que chamamos de mercado . Para planejar o seu negócio, você precisa conhecer também a concorrência e os fornecedores.

Não é difícil conhecer como funciona o mercado concorrente: basta dar uma volta na região que você delimitou como de abrangência do seu negócio e verificar se existem por ali muitos estabelecimentos similares ao seu. Não se limite a conhecer as pizzarias, mas também os bares, restaurantes e lanchonetes voltados para o mesmo público que você pretende atingir. Observe o funcionamento de cada um deles, o grau de conforto e higiene de suas instalações e os preços que praticam. Depois, em breves conversas com os consumidores, você pode identificar seu grau de satisfação com a qualidade dos produtos e do tipo de produto oferecido.

Planejamento

Não basta, no entanto, acreditar que só a pizza é suficiente para garantir o sucesso de seu negócio. É preciso planejar, porque o investimento é alto. Afinal, são muitas máquinas, equipamentos e capital de giro. E o retorno não vem antes de um ano. Por ser um prato apreciado em todas as classes sociais, as oportunidades de negócios surgem em todos os bairros. Mas, cuidado: não dá certo montar uma casa de luxo em bairro pobre, nem o contrário. É preciso saber o que deseja o seu cliente e procurar atendê-lo de todas as formas, montando rodízios, fazendo entregas em domicílio, etc..

Risco

Riscos existem, como em todo negócio. Para diminuir o risco, monte uma pizzaria com algo a mais, que a diferencie da concorrência.

Serviço

Quanto à forma de serviço, ela pode ser em mesas, no balcão ou entrega domiciliar. Ou ainda em pedaços, pizzas inteiras ou pelo sistema de rodízio de sabores. Tudo isso, e muito mais, vai depender do seu consumidor. Do que mais lhe agrada, do seu nível de sofisticação e do quanto ele pode pagar. Para descobrir isso, a fórmula mais eficiente é realizar uma pesquisa de mercado.

Fornecedores

Já a escolha dos fornecedores exige uma pesquisa mais profunda e cuidadosa. Numa primeira etapa, você deve pesquisar os fornecedores das máquinas e equipamentos que vai adquirir. Você pode encontrar a relação de fabricantes ou representantes em listas telefônicas, anuários estatísticos ou catálogos especializados. Antes de tomar qualquer decisão, recolha informações precisas sobre as características técnicas dos equipamentos (freezers, balcões frigoríficos, fornos, máquina registradora, etc.) e além dos preços e prazos de pagamento, certifique-se da garantia e da assistência técnica oferecida pelo fabricante.

Da mesma forma, faça um levantamento dos fornecedores dos ingredientes que você vai necessitar para produzir suas pizzas. Os ingredientes de maior consumo – como farinha de trigo, queijo e bebidas – devem, de preferência, ser comprados diretamente dos fabricantes. O restante dos produtos não perecíveis e os que podem ser armazenados por um prazo mais longo – como milho verde, champignons, presunto, calabresa, azeitonas, queijo catupiry e parmesão, etc. – podem ser comprados em atacadistas; os perecíveis – como tomate, pimentão e frutas para sucos – devem ser adquiridos diariamente, em feiras ou centros de distribuição de hortifrutigranjeiros.

Produto

Com relação ao tipo de produto, você pode optar pela massa fina, grossa ou oferecer as duas opções; se especializar em uma pequena quantidade de sabores ou desenvolver um cardápio mais variado e optar por assar em forno elétrico ou a lenha. A qualidade dos ingredientes que você vai utilizar vai definir o resultado final do seu produto.

Certifique-se, portanto, o que está comprando e que o fornecedor vai manter sempre o mesmo padrão. Essa garantia é tão importante quanto preço, prazo de pagamento e regularidade das entregas. A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela.

Especial atenção deverá ser dada ao prazo de validade e estocagem do produto. Muitos são perecíveis (como tomate, cebola, fermento, farinha, frango e verduras), e devem ser adquiridos em quantidades suficientes para o consumo imediato. Os frios podem ser estocados em geladeira ou congelados no freezer, conservando-se, assim, por um período maior. Os enlatados têm validade mais extensa, permitindo compras em maiores quantidades.

Localização

Na escolha do ponto da sua pizzaria observe, inicialmente, os seguintes detalhes de localização: trânsito de pedestres – quanto maior melhor; proximidade de avenidas ou praças de grande movimento de veículos; facilidade de estacionamento, de preferência em frente à loja; facilidade de acesso de clientes, a pé, de ônibus ou metrô e de carro; condições de urbanização, limpeza e infra-estrutura da área.

Além desses pré-requisitos, pesquisas e estudos já realizados aconselham a tomar outros cuidados, quase nunca observados pelo empreendedor iniciante. Por exemplo, o de evitar lojas que fiquem em frente a pontos de ônibus.

A concentração de pessoas pode atrapalhar a visibilidade da sua fachada. Também porque seu negócio deve ficar o mais exposto possível. Evite lojas de fundo ou em galerias, a não ser que você possa se utilizar fartamente de placas indicativas para atrair e orientar sua clientela.

Equipamentos

Os equipamentos básicos para a instalação de uma pizzaria são os seguintes: cortador de frios; forno elétrico ou à lenha; freezer 180 litros; balança de mesa com capacidade de 5 kg; bancada com pia; fogão; geladeiras; prateleiras; balcões; banquetas; telefone; máquina de calcular, etc..

Despesas

As despesas gerais de administração irão variar de acordo com a estrutura adotada pelo empreendedor. Por exemplo, o valor do aluguel do imóvel será diferente em cada região e proporcional às dimensões e tipo de imóvel (casa, loja, sala, galpão, terreno).

As despesas básicas são praticamente padronizadas tais como energia elétrica, água, telefone, honorários do contador, retirada do proprietário. Já outras são específicas de uma Pizzaria, como detetizações periódicas.

Fatores que influenciam no negócio

Os fatores que influenciam nos resultados do negócio são:

  • Recursos financeiros para a instalação e aquisição dos equipamentos e estoque inicial de matéria-prima;
  • Estrutura eficiente de promoção e comercialização;
  • Atendimento ágil e eficaz;
  • Boa apresentação do estabelecimento;
  • Qualidade e preço.

Criando uma pizzaria

Definido o ponto, com base na pesquisa de mercado e na capacidade de investimento, planejamos uma pizzaria de 180m2, onde pretendemos vender três mil pizzas por mês, serviço à la carte, com 80 lugares na própria loja e atendimento para viagem.

Uma pizzaria é, antes de qualquer coisa, um lugar divertido e aconchegante, onde as pessoas se encontram para saborear uma boa massa e para conversar com os amigos. Desses 180m2, 103m2 de suas paredes podem ser pintados com tinta texturizada, procurando imitar o mármore travertino em cores terrosas. O teto será branco e o piso em tábua corrida, granito ou mesmo cerâmica, desde que resistente à abrasão e ao tráfego pesado. Qualquer das opções deve estar condicionada à facilidade de limpeza.

A iluminação no salão deve ser indireta, evitando o ofuscamento e daí o cansaço visual dos clientes. Essa decoração, complementada por uma música de fundo, cria um ambiente alegre e agradável, como se espera de uma pizzaria.

Criamos uma pizzaria com todo o preparo da massa aos olhos da clientela. A finalidade das pizzas, o ato de assar e a sua embalagem também é feita a olho nu, de maneira rápida e asseada. Na cozinha de apoio, abrigada do olhar dos clientes, são preparados os maravilhosos molhos. Para toda esta área temos quase 39m2, sem contar a pequena despensa com pouco mais de 4m2 e de um armário para a guarda de materiais diversos.
O preparo das massas aos olhos do público será a nota de destaque dessa casa e todo esse trabalho será desenvolvido como se fosse um aquário.

Investimento

Do investimento inicial deve-se usar:

  • 50% será disponibilizado para o investimento fixo que será composto de: balcão frigorífico, chopeira, máquina registradora, mesas de madeira com 4 cadeiras, forno de pizza, preparador de alimentos, liquidificador, extrator de sucos, geladeira comercial, freezer vertical, balança mecânica, cilindro elétrico industrial, fogão industrial, exaustores, fôrmas de alumínio para pizzas de diversos tamanhos, estantes, cortador de frios, pizzaiolla com 4 cubas 1/2 padrão e 8 cubas padrão, tulipas para chope, copos de vidro para água, colheres para mesa, facas para mesa, porta-guardanapos, bandejas grandes de alumínio, espátulas, toalhas para mesa, uniformes para funcionários, pratos para mesa, baldes para lixo, etc;
  • 35% do investimento inicial, vai ser reservado para o capital de giro, para a compra das mercadorias, dos materiais diretos, do pagamento da mão-de-obra direta e dos custos fixos;
  • 10% para reserva técnica;
  • 5% para diversos como registro da empresa, divulgação/marketing e outros custos.

Mão de obra e lucratividade

O número de empregados previsto é de 10 funcionários, a lucratividade de 10% e a taxa de retorno 1,3 ano.

Serviço de Entrega a Domicílio

Tal trabalho exige muito do empreendedor, pois será necessário acompanhar de perto toda a rotina, além de se fazer uma estrutura toda voltada para este tipo de serviço, tal como:

  • Os funcionários devem chegar ao local duas horas antes da abertura ao público, para a preparação da massa e do molho, fatiar os frios, etc.. A massa não deve ser feita em grandes quantidades, pois crescerá muito;
  • O atendimento ao consumidor é feito por telefone ou no balcão, e as pizzas são preparadas logo após o pedido. A rapidez no atendimento, bem como o cuidado ao transportar a pizza, são fundamentais;
  • O empreendedor deverá estar no local desde cedo, para o desenvolvimento das atividades de compra e gerenciamento das entregas de materiais, controles financeiros, funcionários e supervisão também no horário de atendimento aos fregueses;
  • O horário de trabalho deverá obedecer às exigências da clientela. A maior parte das empresas trabalham de terça a domingo, a partir do meio da tarde até às 24 horas, deixando as segundas-feiras para o descanso semanal;
  • Uma pizzaria com entrega em domicílio deverá localizar-se preferencialmente em bairros com alta densidade demográfica e com alto ou médio poder aquisitivo, deverá contar com áreas distintas para preparação das pizzas, estoque e atendimento ao público. O arranjo deverá ser feito de forma a facilitar o processo produtivo e a circulação de pessoas.

Registros

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Editora para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
É de fundamental importância que o empreendedor tenha conhecimentos sobre algumas leis que regem esta atividade, tais como:
– LEI Nº 8.078/90. Código de Defesa do Consumidor, devendo desta forma consultar o PROCON para adequar seus produtos.

Sites afins

Pizzaria: http://www.pedidosja.com.br‎
Faronella: http://www.faronella.com.br
Casa da Pizza‎: http://www.casadapizza.com.br
Franquia Pizza Pré Assada: http://www.redelevepizza.com.br
Fornalenha Pizzaria‎: http://www.fornalenha.com.br

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Empregos

10 Profissões do Futuro

O investimento no capital intelectual é de fundamental importância para que possamos evoluir e estarmos preparados para os novos desafios.

Estamos vivendo a era da transformação digital e, com ela, uma verdadeira revolução tecnológica que muda completamente a forma como as pessoas se relacionam e realizam seus trabalhos. Esta nova era onde o compartilhamento de recursos é cada vez mais valorizado e a interação entre as pessoas sendo feita de forma online através das redes sociais geram novas oportunidade de carreiras e formas de trabalhar seja presencial ou remotamente.

Mas com toda esta automação de processos e o avanço da Inteligência Artificial muitas das tarefas que eram realizadas até o momento por nós estão sendo substituídas pela máquina o que nos leva a uma nova realidade onde temos o desafio de buscarmos nos posicionar de forma que tenhamos novas atribuições dentro de toda esta nova conjuntura.

Mesmo com a extinção de algumas carreiras, outras serão criadas para suprir estas novas necessidades. Seguem algumas delas (Fonte Hotmart):

  1. Especialistas em Experiência de Usuário/Cliente;
  2. Creators;
  3. Profissional de marketing digital;
  4. Analista de Big Data;
  5. Gestor de comunidade;
  6. Gestor de resíduos;
  7. Arquiteto e Engenheiro 3D;
  8. Desenvolvedor de dispositivos wearables;
  9. Gestor de inovação;
  10. Especialista em e-commerce.

Agora vamos conhecer as atribuições de cada profissão.

Especialistas em Experiência de Usuário/Cliente

Existem algumas variações para esse profissional no mercado, como Customer Success ou na tradução literal, Sucesso do Cliente. A função desse profissional é fazer com que o cliente tenha toda a assessoria necessária de algum produto/serviço contratado. Já é comum encontrar esses profissionais em empresas de e-commerces e outras plataformas, que prezam pelo resultado e experiência positiva do cliente.

Creators

Esses profissionais já estão em alta e prometem ficar nos próximos anos. São aquelas pessoas que vivem de produzir conteúdo para a internet, também conhecidos como digital influencers.

Profissional de marketing digital

Apesar do marketing ser uma carreira antiga, esse profissional vem se fortalecendo cada vez mais no meio online, criando uma especialização de carreira cada vez mais voltada para a internet.

Analista de Big Data

Profissional que analisa todas as informações provenientes de um sistema que circula na internet e que pode influenciar em um negócio/empresa.

Gestor de comunidade

Esse profissional é responsável por lidar com os consumidores e comunidade ao redor de uma empresa, a fim de recolher opiniões para melhorar o negócio e o posicionamento da empresa com essas pessoas. Alguns negócios já possuem profissionais focados nessa função, que irá se expandir nos próximos anos.

Gestor de resíduos

A produção de resíduos vem aumentando consideravelmente, principalmente do tipo sólido, gerando a necessidade de uma gestão dessa matéria sendo produzida massivamente.

Arquiteto e Engenheiro 3D

No setor de engenharia, arquitetura e urbanismo, será possível projetar ambientes em 3D e por isso, os profissionais deverão se especializar nesse ramo para entregar uma experiência cada vez mais real ao seu cliente.

Desenvolvedor de dispositivos wearables

Em uma tradução livre, “weareable” significa “vestível”. São óculos, lentes, relógios e outros equipamentos que tenham algum tipo de tecnologia que facilite a vida das pessoas. E os profissionais capazes de desenvolver esses dispositivos estarão entre os mais procurados nos próximos anos.

Gestor de inovação

Por mais que possa parecer um termo genérico, já é possível encontrar empresas que oferecem essa vaga. Esse profissional será responsável por repensar as estratégias de uma empresa, seja em seu core business ou para alguma área específica, com o intuito de melhorar seu modelo de negócio.

Especialista em e-commerce

O e-commerce já é um modelo de negócio trivial na vida das pessoas. Porém, com tantas lojas virtuais concorrendo na internet, será preciso se destacar cada vez mais para atrair clientes. Por isso, o profissional especialista em e-commerce ainda tem um tempo longo de vida garantido.

Portanto, o investimento no capital intelectual é de fundamental importância para que possamos evoluir e estarmos preparados para os novos desafios que o mundo virtual vem provocando em nossas vidas.

Não é uma tarefa fácil pois num país como o nosso onde os investimentos em educação são escassos e os de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico foram reduzidos fazem com que o aumento do desemprego se eleve e tenhamos uma escassez cada vez maior de mão de obra qualificada para suportar toda a demanda que vem crescendo com toda esta transformação digital.

Precisamos rapidamente mudar esse cenário a fim de que possamos construir uma base sólida para suportar todos estes desafios e diminuir a desigualdade social no Brasil  gerando novas oportunidades de trabalho para todos.

ROGER DANTAS BARROS Presidente CHIP & CIA
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Ideias de negócios

Como montar uma fábrica de Tomate Seco

Ganhe muito dinheiro com produzindo tomates secos, saiba como montar uma fábrica de tomates secos com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Produção de tomates secos
Produtos Ofertados/Produzidos: Tomates secos

Tomates secos história

Inicialmente introduzido na Europa como planta ornamental, por suas belas frutas amarelas – que era a cor original dos tomates – daí o nome dado pelos italianos, um dos primeiros povos a utilizá-lo para fins alimentares, de “pomodoro”.

Da família das Solanáceas, que inclui as berinjelas, planta em geral trepadeira e anual, originária das Américas Central e do Sul, a origem do nome “tomate” vem da palavra indígena Tomatl. As plantas desta família são todas venenosas, assim como as folhas e as raízes do tomateiro.

Na Europa, dentre as inúmeras modalidades de consumo, aprecia-se seu consumo como frutas que são. Lá é muito comum comprar tomates em quitandas e consumí-lo como fazemos com uma maçã. Entre nós, os tomates são apreciados à moda dos legumes e consumidos em saladas, cozidos, como tempero ou em molhos.

Outra modalidade de consumo que, originária da Itália, tem ótima aceitação entre os consumidores brasileiros, é o tomate seco, bastante utilizado em pizzas e lanches.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com áreas distintas e definidas:

  • Área de recepção da matéria-prima;
  • Área de lavagem e seleção;
  • Área de processamento;
  • Área de desidratação;
  • Área de envase, rotulagem e armazenamento;
  • Área administrativa.

As áreas de desidratação e de envase, devem apresentar um bom arejamento (ventilação).

Equipamentos

Os equipamentos necessários para montar uma pequena fábrica de tomates secos inclui:

  • Fogões industriais;
  • Lavadores;
  • Secadores;
  • Geladeiras;
  • Utensílios de cozinha;
  • Máquinas seladoras, etc.
  • Móveis e equipamentos para o escritório (mesas, cadeiras, computadores, fax, etc.).

Pessoal

Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com ajudantes e encarregados.
A mão-de-obra para este tipo de atividade não requer qualificação específica, apenas recomenda-se treinamento par uso e conservação dos equipamentos, redução dos desperdícios, higiene do pessoal e local de trabalho.

Matéria prima

Os tomates do tipo industrial, de formato alongado e maduros, porém com polpa firme, com cerca de 6% de sólidos, são os mais apropriados para a desidratação. Para produzir 1 Kg de tomate desidratado são necessários, em média, 12 Kg do produto fresco.

Processo produtivo

Recebimento, Seleção e Classificação

Os tomates devem ser recebidos no local de processamento, classificados por tamanho, lavados com água clorada (3ml de água sanitária por litro de água), removendo as impurezas e só então poderão ser selecionados.
Essa seleção consiste em descartar os frutos deteriorados e imprestáveis para processamento.

Corte e retirada das sementes

Em seguida, corta-se os tomates ao meio, no sentido longitudinal com facas de aço inox, removendo-se suas sementes com colheres apropriadas. As sementes devem ser retiradas com os dedos (com Luvas) e aqueles que apresentarem defeitos na pele devem ser trabalhados de tal forma que estas partes sejam retiradas, caso contrário a qualidade do produto final será comprometida.

Salmoura

Coloca-se o sal num recipiente com água misturando-se até que os cristais fiquem totalmente dissolvidos. Depois de misturada a solução, coloca-se os tomates e agurda-se por 30 minutos. Para cada litro de água, serão adicionados 50 gramas de sal.

Desidratação/Secagem

O tempo de secagem dos tomates é variável. Alguns fatores contribuem para isso, como o tamanho, a espécie e o tipo dos tomates utilizados. O agrupamento por tomates do mesmo porte vai permitir uma secagem uniforme e com mais qualidade.

Tempero par tomate seco

O tipo de tempero a ser utilizado depende do custo final e das exigências do mercado.

Sugestão de tempero

80% de óleo de girassol, 20% de azeite de oliva e orégano a gosto. Mistura-se os produtos numa panela, aquecendo-os até atingir a temperatura de 90 graus centígrados. Durante o aquecimento, deve-se mexer o tempero para que sua mistura fique homogênea.

Embalagem para tomate seco

O produto deve ser acondicionado em vidros previamente esterilizados, colocando primeiro o tempero, depois os tomates e assim alternadamente, tomando cuidado para não quebrar os tomates. Esse procedimento resulta em produto de boa qualidade no sabor, textura e cor, além de proporcionar vida de prateleira mais longa.

Higiene do tomate seco

A higiene do local de fabricação e do pessoal envolvido é fator fundamental para obtenção de um produto de boa qualidade e aceitação pelos consumidores. As pessoas envolvidas nas operações manuais precisam usar luvas de borracha. Os utensílios devem estar sempre em boas condições para que não ocorram contaminações.

Fornecedores

Os fornecedores para esse  segmento são os próprios produtores de tomates “in natura”, mercados atacadistas e Ceasas.

Clientes

Os principais clientes são os restaurantes, flamberias, cantinas, pizzarias, etc.

Divulgação

A promoção do negócio pode ser feita junto à empreendimentos gastronômicos, como restaurantes e lojas de produtos típicos e do campo. Nesse caso, o proprietário pode programar visitas demonstrativas a esses locais. Outra forma de promoção é investir em anúncios nas publicações especializadas e em mala direta, que são ações publicitárias eficientes.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Algumas legislações que o futuro empreendedor deve ter conhecimento.
– LEI Nº 6.437/77. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
– DECRETO-LEI Nº 986/69. Institui Normas Básicas sobre Alimentos.
– PORTARIA Nº 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico; Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos

Entidades

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.br
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: http://www.embrapa.gov.br

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Como montar uma Pousada

Ganhe muito dinheiro com serviço de Hospedagem. Saiba como montar uma Pousada com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de Serviços
Tipo de Negócio: Serviços de Hospedagem
Produtos Ofertados/Produzidos: Alojamento, Alimentação e Lazer

Pousada – história

Inspiradas nas hospedarias do passado, as pousadas são a versão contemporânea daqueles estabelecimentos em que se pode conjugar o aconchego de um lar à isenção de tarefas domésticas proporcionadas pelos hotéis. Elas são fenômenos razoavelmente recentes, mas já estão presentes na maioria das cidades de pequeno e médio porte com vocação turística.

Representam alternativa de hospedagem mais acessível, sem que isso signifique ausência de conforto ou charme. Ao contrário, charme, conforto e personalidade são os primeiros pontos em que o empreendedor da área deve investir.

As pousadas mais requisitadas têm em comum o respeito às tradições da hospitalidade, integradas a modernos conceitos de conforto e serviços. Tudo pelo prazer de bem receber.

Mercado

Até alguns anos atrás, hospedagem com conforto, requinte e boa comida eram sinônimos de cidade grande no Brasil.

Quem quisesse viajar para o interior tinha de se contentar com pousadinhas modestas, de acomodações simples e comida regional sem grande inspiração. Os novos refúgios, que agora oferecem bem mais que isso, seguem uma tendência internacional.

Em alguns países do exterior, é possível encontrar acomodações mágicas que, em meio a paisagens estonteantes, oferecem serviço, conforto e comida que nada ficam a dever aos melhores hotéis cinco estrelas. Aqui, o crescimento do turismo rural abriu novas oportunidades de negócio em cidades de pequeno porte e as pousadas que souberem explorar a oportunidade terão boas chances de sucesso.

Bom projeto e administração enxuta não são suficientes para fazer uma pousada sobreviver além da estação. O negócio exige ampla pesquisa sobre a cidade, a demanda de turistas e a concorrência, porque o desempenho desse tipo de empreendimento oscila segundo a situação econômica e a infra-estrutura da região. Além disso, mesmo com condições favoráveis, o empreendimento só vingará se o empresário tiver afinidade com a área.

Localização

A localização é muito importante porque os clientes procuram lugares bonitos, arborizados, perto de rios, lagos ou do mar, além de silêncio, calma, paz e aconchego. A facilidade de acesso e infraestrutura da região também são aspectos que devem ser levados em consideração por parte do empreendedor.

Estrutura

O ideal é que se procure orientação especializada na definição dos espaços. Um engenheiro ou um arquiteto podem definir o correto aproveitamento do espaço, assim como também a forma mais agradável de apresentá-lo. Normalmente cada quarto apresenta ambientação diferente, porém fiel à mesma linha de decoração. O número de quartos que uma pousada comporta varia entre 06 e 16 apartamentos, isso em áreas que vão de 720 m² a 3 mil m².
Em termos de área mínima, existe definição legal para instalação do negócio e que varia de Estado para Estado.

Equipamentos

Os equipamentos básicos são:
–    Utensílos para cozinha;
–    Móveis (poltronas, camas, armários, etc.);
–    Eletroeletrônicos e eletrodomésticos;
–    Equipamentos e materiais de escritório, etc.

Pessoal

Todos os funcionários terão contato direto com os hóspedes e por isso deverão ser, necessariamente, solícitos, gentis e bem apresentados, proporcionando um ambiente familiar, que fuja da padronização dos hotéis.

O quadro de funcionários deve contar com camareiras, faxineiras, recepcionistas, além do gerente. Parte deles podem ser contratados como autônomos, trabalhando somente nos finais de semana e meses de pico.

O profissional de turismo bem aceito é aquele que atua quase como um relações-públicas, além de ser paciente e estar sempre atento às necessidades dos hóspedes. Fluência em idiomas também é fundamental. O ideal é que o profissional domine pelo menos o inglês. Saber expressar-se em espanhol e francês também está se tornado importante.

Perfil do empreendedor

Disponibilidade de tempo, paciência, gentileza e dedicação intensa são palavras de ordem no dia a dia dos donos de pousadas. Enfim, ter uma pousada é completamente diferente de ter emprego estável, benefícios e dinheiro certo no final do mês.

Estilos de pousadas

Os estilos adotados pelas pousadas vão dos mais exóticos aos mais adequados, passando pelas sofisticadas, as não aceitam crianças, as que fazem de tudo para agradar ao adepto do turismo com adrenalina, ou ainda aquelas que não oferecem luz elétrica (tem gente que acha o máximo).

Estilos à parte, o importante é não esquecer do charme – esse conceito subjetivo que significa genericamente uma união entre bom gosto, atenção com detalhes, paixão de servir, conforto compatível com expectativas dos hóspedes, localização privilegiada, construção adequada ao meio ambiente e à região, enfim, o conjunto de fatores que emprestam personalidade única ao local e ao próprio hotel – já que será ele que imprimirá estilo ao estabelecimento.

O processo de trabalho

Em linhas gerais, as etapas que constituem o dia-a-dia de uma pousada são as seguintes:

– Receber, atender e alojar os clientes;
– Arrumação e limpeza dos quartos e da área exterior;
– Preparação das refeições;
– Atendimento do bar e do restaurante, além do serviço de quartos;
– Lavanderia (pode ser terceirizado);
– Fechar as contas dos clientes e receber;
– Prestar serviços de reservas, etc.

Nichos de mercado novos

Grupos Fechados

Além de turistas avulsos, pousadas podem receber grupos fechados, tais como: maçons, diabéticos, hipertensos, religiosos, estudantes, obesos, e etc.

Turismo com Adrenalina

Investir no “turismo com adrenalina” é uma outra opção. Aventureiros em busca de cachoeiras, trilhas pouco exploradas e muita adrenalina.
Turismo Rural. Oferecer ao visitante programas que valorizem as atividades rurais (levar o visitante a participar de uma comitiva de gado).

Fatores que influenciam no sucesso do negócio:

  • Bom conhecimento do mercado consumidor, fornecedor e concorrência;
  • Estrito controle de estoques, receitas e despesas;
  • Conhecimento do ramo;
  • Qualidade da mão de obra.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;
– Registro da empresa turística na EMBRATUR;
– Filiação à ABAV (para concessão de carta de capacitação técnica);
– Registro no Sindetur – opcional.

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
– LEI Nº 9.605/98. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
– DECRETO Nº 84.934/80. Dispõe sobre as atividades e serviços das Agências de Turismo, regulamenta o seu registro e funcionamento, e dá outras providências.

Registro Especial

Após serem cumpridos os trâmites acima citados, a empresa providenciará seu registro junto à Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR, geralmente, cada estado possui uma entidade que responde pela EMBRATUR.

No Espírito Santo, os interessados poderão obter os formulários necessários e maiores informações na Secretaria de Turismo do Espírito Santo. Para obter o registro, basta apresentar a documentação legal da empresa, preencher alguns formulários e pagar uma taxa para adquirir o certificado (que deve ser renovada a cada ano).

Para maiores informações sobre a legislação consultar o site da EMBRATUR.

Entidades e empresas afins:

EMBRATUR – Instituto Brasileiro de Turismo: http://www.embratur.gov.br
Associação Nacional das Agências de Viagens: http://www.abav.com.br
Hotel Urbano: http://www.hotelurbano.com/pousadas
Trivago: http://www.trivago.com.br/Pousada‎
Férias Brasil: http://www.feriasbrasil.com.br/hoteisepousadas

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Ideias de negócios

Como plantar, colher e vender coco

Plantio de coco, plantar, colher e vender sem cometer erros de sucesso, sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Primário
Ramo de Atividade: Plantio
Tipo de Negócio: Plantio de coco

Histórico

Seu nome popular é Coco e seu nome científico, Cocos nucifera L., pertencente a família botânica: Palmae.
Tudo indica que foram os portugueses os responsáveis pela introdução do coco no Brasil, era o século XVI, e o fruto do coqueiro, originário da Índia Ocidental fincava suas raízes no país.
Uma das culturas mais características do litoral do nordeste brasileiro e provavelmente originário do sul da Índia e do Sri Lanka, o coqueiro é também uma das mais importantes plantas tropicais.

Plantio de Coco – Mercado

No Brasil, quase toda a produção é utilizada na alimentação humana. Dos coqueirais, 95% se localizam no nordeste, concentrados na região que vai do norte do Ceará ao sul da Bahia.

Segundo levantamentos e estudos feitos por técnicos da Embrapa, os frutos que não servem para o consumo ao natural ou industrial são usados na produção de óleo. Calcula-se que metade da produção seja utilizada pela indústria e o resto no consumo doméstico. Por volta de 10% deles, quando ainda não maduros, servem para o consumo de água (albúmen líquido).

Atualmente o mercado vem tendo um aumento considerável, devido ao aumento no consumo de água de coco, além do pais possuir um clima e solo favorável. No Espírito Santo a região norte vem se destacando no plantio de cocos.

Clientes

Agroindústrias, grandes e médias indústrias de transformação situadas em centros de grande e médio porte são os destinos do produto.

Investimento

O investimento inicial não é muito elevado. Esta cultura possibilita a produção de frutos o ano todo, desta forma é possível manter um fluxo de caixa constante.

Conhecendo o coco

Características: fruto grande, com uma camada externa grossa e fibrosa, tendo no meio uma noz que constitui o coco propriamente dito. Essa noz têm forma ovalada, com uma das pontas mais dura e pontiaguda, na qual existem três olhos . A casca marrom e dura cobre uma camada interna, branca e macia, com cerca de 2 cm de espessura, chamada polpa. Dentro desta última camada há um líquido esbranquiçado, conhecido como a água de coco.

Planta monocotiledonea, da família Palmae, conhecido como Cocus nucífera, o coqueiro é uma planta arbórea, com cerca de 25 m de altura (coqueiro gigante) copa densa e elegante. Raiz fasciculada (vai a 1,8m. para lados e até 0,6m. para baixo), caule indiviso chamado estipe ou espique, com tufo de folhas (30-35) bem verdes na extremidade. Folha constituída de pecíolo curto e por vários pseudo – folíolos, com 6m. de comprimento e 1-2 anos de vida; inflorescência axilar em forma cacho com flores femininas globosas. A planta é monóica (órgãos masculinos e femininos na mesma planta). Fruto de casca (epiderme) lisa, camada fibrosa (mesocarpo) e parte dura (endocarpo).

Na sua parte interna encontra-se a amêndoa e a água-de-coco (albúmen do coco), tem seguinte composição: água (46%), substâncias albuminóides (5,41%), óleos (35,9%), substâncias azotadas (8,06%), celulose (2,9%), cinzas (0,97%). Cada 100 g de coco possui 296 calorias e 30 mg de cálcio.

Aproveitamento do coco

Cultivado em mais de 80 países tropicais, o coqueiro oferece mais de 360 modalidades diferentes de aproveitamento. Só no ramo de alimentos, o coco constitui matéria prima para produção de um leque de 200 itens (água-de-coco, coco ralado, leite de coco, doce, sorvete, outros). População, indústrias e fábricas consomem esses diversos subprodutos. outros ramos da economia o aproveitam beneficiando suas partes. Dentre eles podemos citar:

Raízes: fabricação de balaios;

Caule: utilizado na marcenaria em esteios, pisos de pontes, jangada mourões, palmito (broto terminal comestível);

Folha: como forragem (folhas novas), matéria para balaios, esteiras, peneiras, chapéus;

Fruto: da camada externa fabricam-se capachos, brochas, escovas, e tecidos grossos para sacos, fibras para cordas, tapetes, escovas, amêndoa para copra, para alimentos, para sabões, óleos, farinhas, leite de coco e água de coco.

Em alguns países bebe-se a seiva da inflorescencia (toddy). Além disso, da casca dura da noz, fazem-se objetos caseiros, da parte comestível do fruto, aproveitam-se a polpa branca e a água, e das demais partes, fabricam-se fibras para cordas, tapetes, escovas, etc.

Valor nutritivo do coco

O valor nutritivo do coco varia de acordo com o seu estado de maturação. À medida que a polpa amadurece, aumenta seu teor de gorduras, que são semelhantes às gorduras animais e como tais, é digerida com maior facilidade, além de apresentar sabor mais agradável que as demais gorduras vegetais. Também contém sais minerais, como potássio e fósforo e proteínas importantes para o funcionamento do organismo. A água de coco contém sais minerais (sódio, potássio e cloro) e um tipo de açúcar muito fácil de digerir, a glicose. O leite de côco é rico em gordura e sais minerais, contendo também pequena porcentagem de proteínas.

Conservação do coco

Quando fechado, o coco fresco conserva-se por 2 meses. Depois de aberto, deve ser usado no mesmo dia ou guardado em recipiente tampado, com água, por não mais do que 5 dias. Ralado, o côco pode ser conservado por 2 dias, em saco plástico fechado. Quando seco (com ou sem açúcar), permanece por muito tempo sem se alterar.

Tipos de coqueiros no Brasil

Gigante: menos produtivo, produz entre 30 e 80 frutos por planta ao ano, alcança 35 m (porte alto), é mais utilizado pela indústria de processamento de coco-seco (ralado, leite e flocos). Resultado da polinização cruzada, esse tipo de coqueiro, também chamado de típico, é predominante. Tem fruto verde, cocos destinados à industrialização, amadurece tardiamente (primeira flor aos 6 ou 7 anos), vive de 80 a 100 anos e dá frutos grandes, de mais ou menos 1,5 Kg. Utilizado na indústria e no consumo doméstico, por seu tamanho e polpa (albúmen sólido) mais espessa. Pouco precoce, 6 anos para iniciar a produção.

Anão:  Mais produtivo, rende entre 200 e 250 frutos por planta ao ano, atinge 12 m de altura (porte baixo), é destinado às indústrias de coco-verde, uma vez que a água é mais doce, Representado por tipos com frutos verdes, vermelhos e amarelos, tem autofecundação e frutos destinados ao consumo da água-de-coco. Cresce até 8 ou 12 m, amadurece precocemente (primeira flor aos 2 anos) e produz frutos pequenos, de aproximadamente 1 kg;

Híbrido: obtido por cruzamento entre os tipos anão e gigante, mede 20 m (porte intermediário), gera até 160 frutos por planta ao ano e é usado nas duas indústrias (coco-verde e seco).

Produtividade

Irá variar de acordo com vários aspectos, tais como: qualidade das mudas, clima, solo, etc., sendo que a produtividade média em geral é de: Gigante – 12 cachos ano; Anão – 14 cachos ano.

Condições de plantio

Alguns fatores que devem ser levados em consideração na escolha da área para o plantio.

Solo: os solos mais indicados para o plantio do coqueiro são de aluvião, leves, profundos (profundidade efetiva entre 1 e 2m.), permeáveis, com boa aeração e pH entre 6,0 a 6,5, e em geral os dos terrenos da faixa litorânea. A planta é tolerante a solos arenosos, argilosos e silico-argilosos, requer solos bem drenados, com lençol freático entre 1 a 4m de profundidade, com fertilidade média a alta, ricos em matéria orgânica, potássio, fósforo, cálcio e magnésio. A planta aceita ainda a presença de sais solúveis e de sódio no solo. Os terrenos para coqueirais devem ser planos a ligeiramente ondulados (até 3%).

Clima: o coqueiro é típico de regiões quentes, úmidas e ensolaradas; a água é o fator mais importante para o coqueiro e depois temperatura e radiação solar.

Chuvas: precipitação média anual superior a 1600mm(ótimo entre 1700 e 2200mm) com mínimo de 130 mm/mensais (ótimo em 150mm). Em locais com chuvas abaixo de 1000mm/ano, o ideal é lançar mão da irrigação. O volume de chuvas mais favoráveis gira em torno de 1500 mm ou mais.

Temperatura: o coqueiro requer temperatura média anual acima de 22ºC. Ótimo em 27-28ºC; temperatura elevada com baixa umidade é condição danosa para a planta.

Luminosidade: a radiação solar ou insolação acima de 2000 horas/ano é ideal para o coqueiro; 1800 horas/ano já é nível critico.
Umidade relativa do ar. O coqueiro exige saturação do ar igual ou superior a 80% sem ultrapassar 90%. As mínimas mensais não devem cair abaixo de 60% devendo oscilar entre 80 a 90%.

Ventos: se excessivos podem tombar a planta; além de influenciar na evapo-transpiração o vento desempenha papel importante na polinização do coqueiro.

Processo de plantio

Plantio: o plantio é feito através dos cocos sementes completamente maduros, de tamanho médio e formato arredondado, provavelmente de coqueiros com idades entre 25 a 40 anos, de alta produção. Em cada coco é feito um corte raso de 6 cm de diâmetro na extremidade da inserção do pedúnculo, para facilitar a penetração da umidade no mesocarpo, tornando mais rápida a germinação.

O coco é levado para a sementeira, feita da seguinte forma: cava-se uma vala, em terreno preparado, com 0,5 m de profundidade por 2 m de largura; no fundo, coloca-se uma camada uniforme de metade de cascas de coco com a parte lisa para baixo, recoberta com terra. Os cocos são colocados em filas contínuas, com entalhe voltado para cima, distantes 2 cm entre si, recobertos com terra até a altura de dois terços, focando a parte superior descoberta. Irriga-se abundantemente. Para conservar a umidade, a sementeira é coberta com palhas ou resíduos de fibra. São necessárias duas regas diárias, de manhã e à tarde.

Os cocos germinados, por volta da 16ª semana, são repicados no viveiro ou transplantados em sacos plásticos eliminando-se os que tem brotos defeituosos. Nos sacos, eles permanecem nove meses, em média. Os viveiros são instalados em terreno limpo, próximo a água e a céu aberto. É aconselhável adubação orgânica de fundo, completada eventualmente com adubação mineral.

A transplantação ou a repicagem deve ser feita no início da manhã, seguida de uma rega. Depois, o terreno é coberto com palhas. No ato do plantio se a muda tiver raiz longa deve ser podada, centraliza-se a muda na cova, deixando-se a parte externa do coleto (início do caule) voltada para os ventos dominantes. O coleto deve ficar no nível do solo e a terra ao redor da muda deve ser bem socada mantendo-o na posição vertical. Deve-se colocar terra sobre a noz somente para recobri-la sem que o coleto fique enterrado. Em seguida irriga-se a cova com 15 litros de água e cobre-se em volta da noz, com cobertura morta num raio de 80cm. Irrigação, adubação e controle fitossanitário são indispensáveis.

Espaçamento: os espaçamentos, com traçado de triângulo equilátero, indicados são 9m x 9m (143 plantas para o coqueiro gigante), 8,5m x 8,5m (160 plantas para o híbrido), e 7,5m x 7,5m (204 plantas para o coqueiro anão). As covas podem ter dimensões de 0,8m x 0,8m x 0,8m (ou 0,6m. x 0,6m. x 0,6m.) no caso do coqueiro anão. Para o coqueiro gigante, as medidas são 1,0m x 1,0m x 1,0m.

Complementos: do fundo para a superfície enche-se a cova com casca de coco (voltada para cima) com altura de 30cm, segue-se camada de 20cm de mistura de terra de superfície e matéria orgânica (15 litros de esterco ou 3Kg de torta de mamona), 800g de superfosfato simples e por fim terra de superfície.

Adubação: no segundo e no quarto mês, utiliza-se adubação química em cobertura, de 120g por pé, composta por superfosfato simples, cloreto de potássio e sulfato de amônio, todos na proporção de 40%. A adubação depende da análise do solo e deve ser repetida a cada quatro anos. Diante dos resultados, faz-se a calagem e adubação.

De maneira geral, recomenda-se a seguinte: 20 l de esterco de curral, 555g de superfosfato simples e 170g de cloreto de potássio, sessenta dias antes do plantio; segundo ano, 110 g de uréia, 280 g de superfosfato simples e 170g de cloreto de potássio, por planta e por vez, no início e no final do período chuvoso; terceiro ano, aumentar em 50% as quantidades aplicadas o segundo ano; quarto ano, mesmas quantidades do segundo ano, aumentadas em 100%; quinto ano, idem, mais 150%; pomares safreiros; 335g de uréia, 690g de superfosfato simples e 250g de cloreto de potássio, por planta e por vez, no começo e no final da estação chuvosa.

Em certas regiões do Nordeste, está se fazendo cobertura morta do solo com as folhas do coqueiro, depois de destacadas da raque, que é a parte central da folha. A sólida raque é aproveitada para a construção de cercas. Obs. Se a análise do solo recomendar calagem o calcário deve ser colocado no fundo da cova.

Tratos Culturais. Os tratos culturais são capinas e controle de pragas e doenças. As mudas de coqueiro-anão ficam de quatro a cinco meses no viveiro e as do coqueiro-gigante, de cinco a seis meses. Proveniente do viveiro a muda ideal deve ter 1m. de altura (da noz à folha mais nova aberta em posição normal), com 5 a 7 folhas vivas, coleto com 15-18cm. de circunferência, a planta livre de pragas e doenças. Entre a retirada da muda do viveiro e o plantio não deve permear muito tempo; a muda de raiz viva deve estar abrigada, sob sombra, nesse período.

Plantio do Coqueiro Anão

De acordo com o Boletim 200, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o coqueiro é planta de regiões tropicais com elevadas precipitações (acima de 1.500 milímetros, bem distribuídas durante o ano), altas temperaturas (média ideal de 27 graus) e luminosidade. O cultivo só pode ser feito, portanto, caso a região escolhida se enquadre nessas condições de clima.

Os coqueiros utilizados para extração de água são os anões (vermelho, verde e amarelo).
O coqueiro vai bem em solo não compactado, leve, profundo e bem drenado. O plantio é feito em nível, na distância de 7,5 x 7,5 x 7,5 metros, em covas de 60 x 60 x 60 centímetros, preparadas pelo menos um mês antes do plantio.

Fazer a calagem do terreno de acordo com a recomendação da análise do solo e pôr em cada cova adubação orgânica, como esterco curtido de curral, misturado com terra da superfície, mais 0,5 quilo de calcário dolomítico, 1 quilo de fosfato natural e 180 gramas de potássio (K2O).

A cada três anos, aplicar por planta, anualmente, 200 gramas de nitrogênio (N), 100 a 200 gramas de fósforo (P) e 140 a 300 gramas de potássio (K). Do quarto ao sexto ano, aplicar, por planta, 500 gramas de N, 300 a 500 gramas de P e 300 a 600 gramas de K.

A partir do sétimo ano, utilizar em cada planta a seguinte dose de adubos: 600 gramas de N, 400 a 800 gramas de K e reduzir, gradativamente, 20% da dose de P aplicada no ano anterior. Segundo os pesquisadores do IAC, o coqueiro responde muito bem à adubação feita com mistura de cinzas, palhas e adubos orgânicos.

Capinar ruas alternadas, utilizar cobertura entre as fileiras e, quando não forem cultivadas plantas intercalares, manter o solo coberto na época das chuvas. Fazer coroamento com raio de 0,5 metro para plantas jovens e 2 metros para plantas adultas.

Quando plantar coco

As mudas são transplantadas na época das chuvas, de preferência pela manhã.

Colheita do coco

O coqueiro começa a produzir a partir do sexto ano, dando uma média de dez frutos por planta. No décimo segundo ano ele chega à estabilidade, com um rendimento de oitenta frutos por planta.

Colhe-se coco para fornecimento da água-de-coco (coco imaturo), para uso doméstico ou industrial (coco maduro seco) e para multiplicação (semente, coco tendendo a secar). A colheita é feita a cada 60 ou 75 ou 90 dias (segundo costumes da região ou da propriedade). Para água de coco colhe-se entre o 6º e 8º mês de vida do fruto, para copra ou semente colhe-se o fruto em plena maturação e não antes do 11º mês de vida.

Colhem-se cocos caídos (maduros) ou apanham-se cocos verdes e maduros subindo no coqueiro (através de peia ). Na colheita aproveita-se para efetuar limpeza da copa (eliminação de restos florais secos, folhas secas).

O coqueiro anão começa a produzir no 2º ano pós plantio e o coqueiro gigante no 4º-5º ano de vida. Em média são colhidos 12 cachos/ano/planta do coqueiro gigante e 14 cachos/planta/ano do coqueiro anão. Aos 10 anos de vida um coqueiro gigante pode produzir 80 frutos/ano e o coqueiro anão 120 frutos/ano. Um tirador de coco (gigante) é capaz de colher 60 plantas/dia.

Mudas

Verificar a procedência da muda é fundamental, uma vez que há casos de produtores que adquiriram mudas sem certificado e que não obtiveram bons resultados.

Antes do produtor comprar as sementes ou mudas, deverá se certificar que se trata realmente do tipo de coqueiro que ele deseja; que o campo aonde as matrizes vivem, deve estar isolado de outras variedades de coqueiro, para não haver contaminação; e exigir toda documentação tais como: nota fiscal, certificado fitossanitário de origem, certificado de garantia, permissão de trânsito para vegetais, após feita a inspeção pelo órgão fiscalizador.

Produção de Mudas

Se preferir a produção própria das mudas deve-se observar:

Planta matriz: fornece a noz semente, deve ser vigorosa, ereta, com copa verde intenso, idade entre 15 e 30 anos, com bom número de folhas e sem pragas. A semente deve ter 11 a 12 meses de idade, pesada, arredondada, casca sem indícios de pragas, deve descansar de 10 a 21 dias após colhida.

Germinador: canteiro com 15cm. de profundidade, 1 a 2m. de largura por comprimento variável (irrigação). As nozes devem receber entalhe na protuberância mais alta do lado que se prende à infloescencia; entalhadas as nozes são colocadas lado a lado, com entalhe para cima e para a mesma direção. Cada m2 de canteiro recebe 22 a 24 nozes. A irrigação deve proporcionar 6 a 7mm./dia ( 6 a 7l/m2 /dia).

Viveiro: como no germinador o terreno é arado gradeado e limpo convenientemente; quando a plantinha da noz alcançar 15cm. de altura deve-se fazer a repicagem para viveiro em terra firme ou em sacolas plásticas. Deve selecionar mudas com um só broto (reto, na vertical) forte, bem fixado na casca; rejeitar nozes com brotos raquíticos, duplos ou triplos, retorcidos, esbranquiçados. Retira-se a muda do germinador (com gancho de ferro) e corta-se as raízes a 1-2cm. da casca. Situado próximo ao germinador o viveiro deve receber 60% das mudas germinadas.

Pragas

Os principais inimigos dos coqueiros são lagartas, baratas do coqueiro, cupins, etc. Há cerca de 48 tipos de pragas que atacam os coqueiros.

Fornecedores

Na compra de mudas de coco deve-se verificar a procedência, fator fundamental, uma vez que há casos de produtores que adquiriram mudas sem certificado e que não obtiveram bons resultados. Desta forma, o produtor deverá se certificar que se trata realmente do tipo de coqueiro que ele deseja, como também exigir toda documentação, tais como: nota fiscal, certificado fitossanitário de origem, certificado de garantia, permissão de trânsito para vegetais, após feita a inspeção pelo órgão fiscalizador.
Diante dos fatos abordados acima, torna-se de fundamental importância que o futuro produtor entre em contato com as instituições de estudos e pesquisas sobre esta atividade, visto que lá, o produtor poderá ter acesso aos fornecedores credenciados, além é claro de esclarecer algumas dúvida

Legislação Específica

Se faz necessário que o futuro empreendedor tenha conhecimento sobre algumas leis que regulam determinada atividade, tais como:
Lei nº 6.507/77 – Dispõe sobre a inspeção e a fiscalização da produção e do comércio de sementes e mudas e dá outras providências.
Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) – Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.

Entidades

ABRASEM – Associação Brasileira dos Produtores de Sementes: http://www.abrasem.com.br

EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: http://www.embrapa.gov.br

Referências:
Sebrae, IBGE, DIEESE, IPT, Instituto Datafolha, Instituto IBOPE, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.
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Ideias de negócios

Como montar uma Academia – Passo a Passo

Ganhe muito dinheiro com Academia, saiba como montar uma Academia com pouco dinheiro e sem cometer erros. Aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Como abrir uma academia de ginástica

A palavra ginástica vem do grego gimnos, que quer dizer nu. Mas desde a Grécia a ginástica mudou muito, atualmente todo mundo sabe que ginástica faz bem à saúde e deixa o corpo “sarado”. Mesmo assim muita gente não se mexe por uma razão elementar. Fazer exercícios é chato. Chato, não, chatíssimo. A atividade física na maioria das vezes é repetitiva, o tempo custa a passar e o que não falta é desculpa para desistir logo nos primeiros meses. De qualquer modo, tudo pode ficar suportável quando se tem companhia. Academia de ginástica é a solução.

Mercado

A valorização dos atributos estéticos harmoniosos e a busca por uma vida mais saudável, confirmam a expectativa de que o mercado da atividade física desponta como uma das maiores tendências de comportamento para o século 21. Pesquisas científicas, cada vez mais, confirmam o papel da atividade física no combate a doenças, estresse e sedentarismo, responsáveis pela queda da qualidade de vida, baixa estima e redução do potencial físico e intelectual do ser humano.

Localização

Áreas residenciais ou comerciais onde haja alta concentração de renda são ideais.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com uma área disponível de 300 m², que deverá ser distribuída da seguinte forma:

  • Recepção, secretaria, vestiários, lanchonete, lojinha;
  • Salas de Aula: Deverão apresentar cerca de 60 m², e serão utilizadas para aulas de ginástica, dança e musculação. É fundamental que essas salas tenham iluminação adequada, sistema de ventilação natural, sistema de som, espelhos, apoiadores parta exercícios de barra e piso antiderrapante em superfície totalmente plana. Fuja de carpetes ou forrações escorregadias, bem como superfícies deformadas e ainda de aparelhos de ar condicionado ou ambientes onde haja vedação total;
  • Vestiários: Devem ser instalados próximos às salas de aula e também próximos à sala de natação;
  • Duchas e Armários: A quantidade deles deverá ser proporcional ao número previsto de alunos;
  • Piscina: Optando por oferecer essa atividade, não esqueça que ela deverá oferecer sistema de aquecimento da água, boias e sistema de segurança, bordas da piscina em acabamento antiderrapante e pranchas salva-vidas.

Equipamentos

São vários os equipamentos, lembrando que eles podem variar de acordo com a metodologia adotada pela academia. Alguns deles são:

  • Esteiras abdominais;
  • Bicicletas ergométricas;
  • Supinos(aparelhos para peito);
  • Pec-deck;
  • Cadeiras romanas;
  • Pull-over(aparelhos para costas);
  • Leg press;
  • Halteres;
  • Barras;
  • Anilhas;
  • Porta barras;
  • Steps, entre outros.
  • Móveis e equipamentos de escritório (computadores, fax e etc..).

Investimento

O investimento para implantação de uma academia de ginástica varia de acordo com a estrutura a ser instalada, sendo este em torno de R$ 100 Mil.

Pessoal

O quadro de pessoal deverá contar com:

  • Professores de dança;
  • Professores de musculação;
  • Professores de educação física;
  • Professores de dança;
  • Estagiários (que podem atuar como assistentes dos professores);
  • Secretárias;
  • Faxineiras

Lembre-se que a qualidade de serviço de uma academia decorre do nível de qualificação dos professores. Para a exercer a profissão, todo instrutor de esportes deverá ter concluído, em território nacional, curso universitário de educação física. Especializações em práticas de aeróbica e musculação podem ser adquiridas em treinamentos específicos de mestrado em instituições universitárias (constituem-se em módulos de aperfeiçoamento profissional elaborados especialmente para professores).

Optando por oferecer cursos de natação, não deve-se esquecer da obrigação de que eles devem ter concluído curso de salva-vidas concedido pela prefeitura e órgãos públicos ligados à saúde, lazer e esportes.

Professores de dança, por não terem obrigatoriedade de diploma universitário para prática profissional, devem ter especialização em pelo menos duas modalidades, através de licenciatura obtida em companhias de dança. Importante ressaltar que todos os professores e monitores da academia devem ter curso de Primeiros Socorros, para atendimentos de emergência

Público alvo

São pessoas das mais variadas idades, basicamente das classes média e alta, de acordo com as atividades oferecidas pela academia.

Clientes Alternativos

Públicos específicos também podem estar sendo observados, como por exemplo grávidas e deficientes, lembrando que nestes casos devem ser feitas algumas adaptações.

Atividades

São muitas e o empreendedor poderá oferecer todas ou selecionar apenas algumas, tais como:

  • Ginásticas de Prática Coletiva (aeróbica, ginástica rítmica, localizada, ginástica físico-terapêutica);
  • Ginásticas de Prática Individual (musculação, natação, fisiculturismo), dentre outras.

Atualmente surgiram novas modalidades de exercícios, tais como:

  • Aerodança. Apropriada para quem foge da monotonia , a idéia é queimar calorias dançando. Os ritmos vão do axé ao tecno e, última novidade, às músicas country;
  • Aeroboxe. Mistura aeróbica com movimentos inspirados nas lutas de boxe e nas artes marciais, os alunos simulam combates, desferindo socos e pontapés no ar;
  • Body Pump. Repetição dos movimentos das aulas de musculação ao ritmo de músicas sempre muito agitadas. Os exercícios, padronizados, não variam de uma academia para outra;
  • Deep Water. Suspensos por um colete flutuante na parte funda de uma piscina, os alunos desta modalidade de hidroginástica fazem movimentos totalmente livres de impacto. É recomendada para pessoas com problemas nas articulações e contribui para a melhoria da postura;
  • Fit-Ball. É uma das modalidades mais apropriadas para os iniciantes, combina movimentos que aprimoram a capacidade de alongamento dos músculos com exercícios de ginástica localizada;
  • Spinning. São aulas de ciclismo em ambientes fechados nas quais bicicletas ergométricas simulam as condições dos percursos ao ar livre (as bicicletas são programadas para alternar os níveis de esforço correspondentes a subidas, retas e descidas).

Estratégias de Marketing

A grande concorrência faz com que as academias procurem ofertar os mais diversos tipos de atividades, além é claro a busca constante de novidades, desta forma o empreendedor deve estar sempre buscando novidades atrativas, tais como:

  • Incentivar a Matrícula de Duplas: Onde o aluno e uma pessoa indicada vão pagar uma mensalidade e meia, e não duas;
  • Estimular o “ALUNO SAZONAL”: Adotando estratégias para manter alunos no inverno, já que neste período começada a baixa temporada.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Algumas outras leis devem ser de conhecimento do futuro empreendedor, tais como:

– Lei nº 9.696 DE 01/07/98. Dispõe sobre a regulamentação da Profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física.
– Resolução nº 218 DE 06/03/97. O Conselho Nacional de Saúde reconhece os Profissionais de Educação Física como Profissionais de Saúde.

Para maiores informações consultar o Conselho Federal de Educação Física:

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

 

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Gestão e Rastreabilidade valorizam a sua marca

O consumidor, cada vez mais bem informado e exigente, está atento à qualidade dos alimentos. Tanto o segmento de frutas, legumes e verduras quanto o da indústria alimentícia respondem a esse consumidor com produtos mais elaborados e também com apelos naturalistas.

A preocupação da população com a saúde direciona a indústria nesse sentido. O conceito de rastreabilidade de alimentos, portanto, pode ser uma oportunidade para aprimorar os processos produtivos e conferir um diferencial competitivo a cada marca.

Nesse artigo de Nilson Gasconi – Assessor de Negócios – Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil vamos entender porque a gestão e rastreabilidade e tão importante para valorização da marca.

“A rastreabilidade é agora uma parte vital da cadeia de suprimentos.”

No Brasil, temos casos muito bem-sucedidos de produtores que investiram em rastreabilidade e que viram seus negócios crescerem em função disso. Seja por consciência do produtor, seja por exigência do mercado a que ele abastece, ter a capacidade de rastrear o produto eleva o patamar da marca.

A rastreabilidade de alimentos permite ao consumidor saber a origem e toda a trajetória percorrida pelo produto que consome, o que lhe confere segurança. Fornecedores e fabricantes, por consequência, podem oferecer um produto mais confiável e em concordância com padrões mais exigentes de qualidade. Investir em sistemas que tornem possível a visibilidade do produto de ponta a ponta na cadeia de suprimentos permite a identificação padronizada do produto. Isso se torna cada vez mais essencial; são os primeiros passos para se ter um processo rastreável.

Padrão Global de Rastreabilidade

O Padrão Global de Rastreabilidade (GTS, na sigla em inglês) é a premissa para que empresas acompanhem a trajetória e a exata localização de seus itens a qualquer momento em uma escala global – independentemente de quantas empresas estejam envolvidas ou de quantas fronteiras sejam cruzadas até chegar ao cliente final. Ele é formado por critérios que registram o passo a passo de cada etapa da cadeia produtiva, permitindo que a informação percorra o caminho para frente ou para trás na cadeia de abastecimento até que seja identificada a origem de um problema.

Caminho Percorrido

Não é só o consumidor que se beneficia com GTS. As empresas que adotam esses critérios também são favorecidas, já que, cada vez mais, ter respostas para essas questões pode decidir a compra. Para que o processo possa funcionar, é preciso registrar tudo o que acontece em cada passo do caminho percorrido, da produção à venda final. Outro ponto que atende às reivindicações dos consumidores é assegurar que o alimento atenda às exigências das crenças religiosas ou respeite as escolhas de estilo de vida das pessoas, uma vez que cresce a busca por mercadorias que respeitem certos padrões éticos.

Programas de Rastreabilidade

Cada vez mais indústrias estão voluntariamente desenvolvendo programas de rastreabilidade voltados para a melhoria da eficiência, para ajudar na proteção de suas marcas e para garantir que seus alimentos, medicamentos e materiais médicos ou brinquedos sejam seguros. Sistemas como o Padrão Global de Rastreabilidade GS1 possibilitam fazer esse acompanhamento e reassegurar aos consumidores que os produtos respeitam completamente seus desejos. Os padrões GS1 como, por exemplo, o código de barras, as etiquetas inteligentes de radiofrequências (EPC/RFID) e os códigos bidimensionais propiciam a rastreabilidade e podem armazenar informações adicionais de um produto como data de produção, data de validade, número de lote etc.

Adotar um padrão usado por mais de 800 empresas da Ásia, Europa e Américas representa um avanço mercadológico e de reputação à sua marca. Cada vez mais, as indústrias estão desenvolvendo programas de rastreabilidade voluntariamente com o fim de melhorar a eficiência de seus processos.

Recall – Frequentemente nos deparamos com notícias de contaminação de alimentos ou de presença de substâncias químicas impróprias ao consumo. A nova norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina como proceder em caso de identificação de risco à saúde da população. A resolução RDC 24/2015, em vigor desde o dia 7 de dezembro do ano passado, torna obrigatório o Plano de Recolhimento de Produtos, que deve estar acessível aos funcionários e à própria agência reguladora. Quem descumprir as regras pode ser punido com interdição, cancelamento de autorização, multa de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, além da retirada obrigatória de itens à venda – o chamado recall.

Recall de Produtos

Quando a Anvisa determina o recall de produtos por esses motivos, os produtores e as marcas que demonstrarem ao público a capacidade de rastrear de volta o caminho percorrido pelo seu produto, do varejo até sua origem, certamente ganhará a confiança do consumidor. Ter a competência de recolher os lotes de produtos em curto prazo, antes que os consumidores sejam afetados, é o objetivo maior de um serviço bem prestado e da conquista de confiança. Quando uma situação de recall acontece, é necessária rapidez nas ações para evitar que o problema tome proporções maiores. É aí que a rastreabilidade assume um papel fundamental. Graças a ela, é possível adotar medidas emergenciais, já que o processo permite identificar onde ocorreu a contaminação química, biológica ou perda de qualidade e retirar prontamente o produto de circulação.

Padronização de Dados

A padronização de dados dos bens alimentares na cadeia de suprimentos se torna cada vez mais necessária. A adoção de padrões globais de identificação tem sido uma das principais ferramentas adotadas para cumprir a medida, e o código de barras padrão GS1, velho conhecido do consumidor e adotado por indústrias de todos os portes, garante visibilidade de ponta a ponta em toda a cadeia de suprimentos.

A rastreabilidade representa a capacidade da empresa em recuperar o histórico e registro de um produto por meio de uma identificação única e global. Além de permitirem o acompanhamento de mercadorias, essas tecnologias melhoram a eficiência, uma vez que permite a troca e o gerenciamento de informações entre todos os elos da cadeia de suprimentos, até que o produto chegue ao consumidor. Essa é justamente uma das exigências da RDC 24/2015, uma vez que, a partir de agora, todas as empresas da cadeia produtiva de alimentos deverão manter registros que identifiquem as origens dos artigos recebidos e o destino dos distribuídos.

O Brasil não pode perder mais tempo. É preciso investir na rastreabilidade, pois o mais importante é estar preparado para enfrentar e resolver eventualidades. Quem faz a lição de casa ganha duas vezes: conquista a confiança do consumidor e abre as portas para o comércio mundial, que também tem sido criterioso quanto ao controle de origem. Tecnologias existem, o que precisamos é que elas sejam aplicadas.

Fonte: Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI (cati.sp.gov.br)