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Ideias de negócios

Como montar fábrica de embalagens de alumínio para alimentos

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Saiba como montar uma fábrica de embalagens de alumínio para alimentos lucrativa, gastando pouco e sem cometer errros, ganhe muito dinheiro fazendo embalagens para marmitex, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

Ficha Técnica
Setor: Indústria
Tipo de Negócio: Indústria de Fabricação de Embalagens de Alumínio para Transporte de Refeições.
Investimento: R$ 45 mil
Área Mínima: 60 m²

 

A indústria brasileira de alimentos vem apresentando, nos últimos anos, um expressivo crescimento. O setor de refeições prontas tem-se desenvolvido bastante e isso se deve, basicamente, à ação dos pequenos negócios, que são responsáveis por uma grande parcela da produção colocada no mercado. Nesse cenário de rápido crescimento surgiram oportunidades de investimentos ligadas ao setor, mais especificamente às atividades que exploram as chamadas refeições rápidas – restaurantes self-service, lanchonetes fast food, etc. A fabricação de embalagens de alumínio, conhecidas vulgarmente por quentinhas ou marmitex , beneficia-se desse desenvolvimento, pois fornece um produto fundamental para essas atividades.

 

Oportunidade – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

A oportunidade de instalação deste tipo de indústria está em regiões ou cidades com grande densidade populacional e com grande concentração de empresas alimentícias que usam embalagens de alumínio.

 

Riscos – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

Os riscos de instalação podem ser resumidos em dois pontos fundamentais: Mercado dominado por grande empresas e a dificuldade para comprar matéria-prima ou negociar os prazos de pagamento. Um aspecto que acaba exigindo um capital de giro maior para começar o negócio.

 

Mercado – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

CONSUMIDOR. São os pequenos restaurantes self service , as lanchonetes com opção para viagem, as cozinhas caseiras que servem refeições, distribuidoras, atacadistas, restaurantes, lanchonetes, bufês, pequenos supermercados, empresas de refeições coletivas, cozinhas industriais, fornecedores de alimentos para viagem, etc.

 

FORNECEDOR. Os fornecedores de equipamentos são as menores metalúrgicas ,capazes de produzir as máquinas de acordo com sua encomenda. O alumínio 0,25 a 0,30 mm pode ser comprado nos representantes ou atacadistas especializados.

 

CLIENTES. De acordo com empresário do ramo, os clientes podem ser de vários tipos, tais como: bares, restaurantes, temos até lojas de produtos descartáveis, cozinhas industriais, postos de gasolina.

 

CONCORRÊNCIA. Além das grandes indústrias, são concorrentes também pequenos negócios, legalizados ou não. Para analisar a concorrência, é preciso observar a existência de pequenas fábricas, seus volumes de produção, a qualidade de produtos e seus preços médios. Se possível, analisar ainda a fatia do mercado de cada um.

 

LOCALIZAÇÃO. A fábrica deve ser instalada em local que disponha da infra-estrutura básica e onde o Plano Diretor Urbano (PDU) da prefeitura permita.

 

ÁREA. O imóvel sugerido é um galpão ou barracão de 60 m2, mas desde que observada a Lei de zoneamento do município, o negócio também pode ser instalado em salas comerciais, garagens ou residências.

 

EQUIPAMENTOS. As máquinas e quantidades necessárias para a produção sugerida a seguir (96 mil unidades mensais) são as seguintes: 01 Prensa Semi Automática com capacidade para 1. 200 unidades/h; 01 cortadeira circular semi automática; 01 Guilhotina automática; 01 Mesa da madeira 2,00 x 0,90 m; 02 armários para estocar produtos básicos.

 

INVESTIMENTO. O investimento inicial é estimado em US$ 28 mil e envolve máquinas, equipamentos e uma reserva capital de giro para o primeiro mês de funcionamento.

 

DISPOSIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS. Nos fundos da indústria devem ficar os equipamentos básicos: prensa semi-automática, cortadeira circular e guilhotina. Ao lado da prensa, é colocada uma mesa grande de madeira (2,00 x 0,90 m). No centro, dividindo a área em dois ambientes, fica um armário para estoques dos materiais acabados.

 

Processo produtivo – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

As embalagens de alumínio do tipo “marmitex ou quentinha” são feitos por um processo simples, já que a matéria-prima será comprada diretamente do produtor. Primeiramente, o produtor irá comprar as bobinas de folha de alumínio já prontas, irá colocar a bobina em um cavalete, com uma roldana que facilitará o corte da folha na largura adequada a embalagem. Depois, de cortadas, as folhas passam pela cortadeira circular para dar a forma final. Para dar o acabamento final, essas peças circulares passam por uma prensa semi-automática. A fabricação das marmitas necessita de dois tipos de alumínio, uma para a parte onde irá acondicionar o alimento e outra para fazer a tampa. A fabricação da tampa é mais simples já que só irá passar pela guilhotina e pela cortadeira circular.

 

Volume de produção – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

Para o volume de produção previsto (96 mil unidades/mês) há exigência de jornada de trabalho de 8 horas por dia, durante 24 dias por mês. Deve ser estipulado um programa de produção constando a quantidade diária de peças produzidas, plano de produção e previsão de máquinas necessárias para essa produção. Aconselhamos que sejam produzidas em média 4000 peças por dia ou 96000 unidades mensais, dentre as quais poderão ser planejadas como segue Embalagens de alumínio nº 7, produção mensal de 19.200 unidades; Embalagens de alumínio nº 8, produção mensal de 67.200 unidades e embalagens de alumínio nº 9, produção mensal de 9.600 unidades.

 

Controlando as perdas – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

Algumas empresas adotam como mecanismo de controle das perdas a aplicação de diversos testes e ensaios antes de iniciar a produção. O objetivo é o melhor aproveitamento do insumo básico, já que o índice de perda nesse ramo gira em torno dos 30%. A compreensão fica fácil quando se lembra que é a partir de folhas em formato quadrado que saem os marmitex de formato (nada mais nada menos que) redondo. Assim, com tal nível de perdas inerente à atividade, o empresário do segmento não pode se arriscar a ter outras fontes de evasão de recursos, como inadimplência de clientes. Um conselho é selecionar bem a clientela. É melhor manter uma carteira menor, mas com fregueses confiáveis.

 

MÃO DE OBRA. Não há necessidade de mão de obra especializada, já que os equipamentos são simples e de fácil operação.

 

Matéria Prima – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

A matéria-prima é composta de alumínio em duas espessuras : 0,30 mm para a base e 0,25 mm para a tampa. Sua aquisição deve ser cuidadosa, é bom lembrar que o valor negociado para a compra da matéria-prima é um dos fatores que separa, de forma extremamente tênue, o lucro do prejuízo. É que o alumínio, principal matéria-prima usada e que representa 90% dos custos totais de produção é uma commodity cuja cotação varia conforme o mercado internacional.

 

Casos de sucesso – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

EMBALAGENS PARA MARMITAS – A produção de marmitas está abrindo campo para novos e pequenos negócios. Para se ter uma ideia, nos últimos três anos, mais da metade das empresas brasileiras que preparavam pratos para seus funcionários terceirizaram a produção. Num setor onde mais de 60% dos negócios são de pequenos empreendimentos. Wilde Aran é um dos novos pequenos empresários que estão vivendo de vender embalagens para marmitas. Ele começou há dois anos e meio, vende mais de cem mil embalagens por mês. Quem desenvolveu e vendeu a máquina de marmita para Wilde foi a empresa Viamachmann. São três modelos de máquinas. O preço varia de R$ 4,2 mil a R$ 18,7 mil. Os equipamentos fazem embalagens em três tamanhos, trocando os moldes. Só uma pessoa opera e basta um espaço de 12 metros quadrados. O processo é simples. Você compra a bobina de alumínio, coloca na máquina, liga e as peças já saem prontas.

 

Então quanto mais rápido é a entrega, mais rápido será o retorno , explica o empresário Gerson Viana. A empresa também vende máquinas acessórias, para embalar e para compactar as marmitas. Você pode fazer uma pilha das marmitas com a mão ou com o compactador, que custa R$ 900,00. A diferença é que uma fica com a metade do tamanho da outra. A redução do tamanho da pilha proporcionará um lucro maior no resultado final , diz o empresário Gerson Viana.

 

Mas se é fácil produzir, vender pode não ser tão simples assim. O pequeno empresário Wilde já tinha uma longa experiência como vendedor, e com a máquina pôde ocupar mais mercado que os concorrentes. Conquistado o cliente, o lucro pode ser bom. A máquina automática, por exemplo, produz dois mil e quatrocentos pratos por hora. O lucro médio de cada prato são R$ 0,2 ou seja, R$ 48,00 por hora. Na produção de marmitas há ainda uma sobra inevitável, que são as bordas do papel do alumínio. O empresário Wilde está ganhando dinheiro com as sobras. No final do mês, elas rendem cerca de R$ 800,00.

 

Fonte: Programa Pequenas Empresas Grandes Negócios.

 

Site da ABAL – Associação Brasileira de Alumínio.
http://www.abal.org.br

Site do CETEA-Centro de Tecnologia em Embalagem.
http://www.cetea.ital.org.br/cetea/index.html

Site da ABRE – Associação Brasileira de Embalagem.
http://www.abre.org.br

Site da Companhia Brasileira de Alumínio.

 

Registro Especial

 

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

 

Entidades – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

. ABAL – Associação Brasileira do Alumínio
Rua República do Líbano, 671 – Ibirapuera – São Paulo – (SP)
CEP 04501-000
Tel. (11) 885 0222 / Fax. (11) 885 5822

 

. ABRE – Associação Brasileira de Embalagem
Rua Oscar Freire, 379, 4º andar – Conj. 41 – São Paulo – (SP)
CEP 01426-001
Tel. (11) 282 9722 / Fax. (11) 881 9201
E-mail: abre@abre.org.br

 

Fornecedores – Embalagens de alumínio para marmita, marmitex

 

2.1 – MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.

2.1.1 – LENZI MÁQUINAS OPERATRIZES LTDA.
Rua Guaicurus, 694, Lapa, São Paulo – SP
CEP 05033-001
Tel. (0xx11) 3872-2022

 

2.1.2 – NEW MAQ – Araújo Máquinas para Embalagens Ltda.
Rua Otávio Leão Fácil, 439, São José do Rio Preto – SP
CEP 15076-620
Tel. (0xx17) 238-3055

 

2.1.3 – VIAMACKMANN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS LTDA.
Rua Caetano Pinto, 261, Brás, São Paulo – SP
CEP 03041-000
Tel. (0xx11) 3207-9000
E-mail: viamac@uol.com.br

 

2.2 – BOBINAS DE FOLHA DE ALUMÍNIO.

 

2.2.1 – ALCAN ALUMÍNIO DO BRASIL LTDA.
Av João Ramalho, 1250, Mauá – SP
Tel. (0xx11) 4512-7000
CEP 09371-902
Site: www.alcan.com.br

 

2.2.2 – ALCOA ALUMÍNIO S/A
AV. Maria Coelho Aguiar, 215 Bl C – 4 º andar, Jd. São Luiz – São Paulo – SP
CEP 05804-900
Fone: (0**11) 3741-5988 Fax: (0**11)3741-8000
Site: www.alcoa.com.br E.mail: central.alcoa@uol.com.br

 

2.2.3 – CBA CIA. BRASILEIRA DE ALUMÍNIO
Pça Ramos de Azevedo 254, Centro – São Paulo – SP
CEP 01037-912
Tel. (0**11) 3224-7000 Fax (0**11) 223-4638

 

2.2.4 – MGNE DO BRASIL LTDA. (Representante da ALCAN)
Rua Emílio Goeld, 701, Água Branca – São Paulo – SP
CEP 05065-110
Tel.: (0**11) 861 3888 / Fax: (0**11) 861 3108
Obs.: Vendas acima de 120 kg (2 bobinas).

 

2.2.5 – ALFA ALUMÍNIO COM. DE METAIS LTDA. (Representante da ALCOA)
Rua Manoel Gonçalves de Souza, 28 – São Paulo – SP
CEP 02932-040
Tel.: (0**11) 878 2027 / Fax: (0**11) 878 1022
Obs.: Vendas a partir de bobinas de 40-50kg.

 

2.3 – PRENSAS

 

2.3.1 – PRENSAS SCHULER S/A
Av.Fagundes de Oliveira,1515
Vila São José – 09950-904 – Diadema – SP
Tel: (011) 745 8444 / Fax: (011) 745 2766

 

2.3.2 – PRENSAS IPHIGUAL LTDA.
Rua Antônio Francisco Heck,9, Vila Endres – Guarulhos – SP
CEP 07043-220
Tel / Fax: (0**11) 6421 8399

 

2.4 – GUILHOTINA

 

2.4.1 – BERALDI IND. MECANOGRÁFICA LTDA.
Rua São Leopoldo, 182, Belenzinho – São Paulo – SP
CEP 03055-000
Fone: (0**11) 608-3655 Fax: (0**11) 608-4058
Email: beraldi@aduaneira.com.br

 

2.4.2 – SANTANDRÉ MÁQUINA E ARTEFATOS DE METAIS LTDA.
Av. Industrial, 2621, Campestre – Santo André – SP
CEP 09080-511
Tel: (0**11) 449 5208 / Fax: (0**11) 449 5208

 

Endereços na Internet:

 

Site da ABAL – Associação Brasileira de Alumínio.
http://www.abal.org.br

Site do CETEA-Centro de Tecnologia em Embalagem.
http://www.cetea.ital.org.br/cetea/index.html

Site da ABRE – Associação Brasileira de Embalagem.
http://www.abre.org.br

Site da Companhia Brasileira de Alumínio.

 

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

 

Copyright © Emprega Brasil – É proibido a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização.

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7 Comments

7 Comments

  1. cristiano

    abril 14, 2015 at 12:07 am

    Boa noite gostaria de receber email de fornecedores de bobinas de aluminos estou querendo abrir uma pequena fabrica de marmitex e estou com dificuldade da materia prima ; valor do kilo quantidade de pratos por kg obrigado

    • jose roberto primo marques

      novembro 20, 2015 at 12:20 pm

      ola jarbas bom dia eu tambem estou com dificudades de consegir estes materiais so descobri duas empresas a cba que fovende 5 ton de cada medidas e a hydro que ven de 5 tom . voce sabe onde em cotra ais tampa para quentinha manual. obrigado favor me responder robertoprimo@hotmail.com.br

      • jose roberto primo marques

        novembro 20, 2015 at 12:29 pm

        bom dia cristiano a cba vende a bobina 0.030mm a rs 16.70 o quilo e rs 17.60 a 0.025mm e so vende 5 ton de cada medida. e voce sabe ende encontra ais tempa de papelao para o marmitex manual? aguardo resposta robertoprimo@hotmail.com.br

  2. Jarbas luis

    outubro 22, 2015 at 3:41 pm

    Boa tarde gostaria saber como onde compro materia prima para fabricação de marmitex ou tel.de distribuidor obrg.

  3. jose roberto primo marques

    novembro 12, 2015 at 10:07 pm

    ola boa noite gostaria que algem me ajudace comprei uma maquina de fabricar marmitex mais estou com dificudade de emcotra bobina em pequena quentidade so encotrei na cba mais so vende 5 toneladas de cada medida. gostaria de compra de quatro bobimas a baixo. e tambem nao encotrei papel para fazer a tampa para marmitex manual.se alge poder me ajudar eu fico muito grato obrigado . robertoprimo@hotmail.com.br

  4. jose roberto primo marques

    novembro 12, 2015 at 10:13 pm

    boa noite algem sabe qual empresa que vende tampa de papelao para marmitex manual aguardo iformaçao obrigado.

  5. edgar

    dezembro 7, 2016 at 7:38 pm

    alguem sabe o custo final da embalagem p marmitex?

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Como plantar Mamão

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Como Plantar Mamão Papaya

Ganhe muito dinheiro cultivando Mamão, saiba como plantar Mamão com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, captação de cliente, financiamento, mão de obra especializada, atendimento e muito mais…

Cultivo do mamão papaya

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O mamão papaia

O mamoeiro é uma árvore de pequeno porte cujo nome científico é carica papaya L, pertencente a família botânica Caricaceae, que dura pouco. Os sexos do mamoeiro encontram-se em plantas separadas: mamoeiros-machos e mamoeiros-fêmeas, sua principal peculiaridade. As flores nascidas dos mamoeiros-machos, embora não se transformem em frutos comestíveis, têm a importante função de fecundar as flores do mamoeiro-fêmea. Tais flores ficam dependuradas e distanciadas do caule da árvore, sendo o que permite identificar, com bastante facilidade, o sexo do mamoeiro. Às vezes nascem flores hermafroditas, dando origem a frutas atípicas, os mamões-machos, muito importantes no processo de fecundação dos mamoeiros. A casca do mamão é bastante delicada: quando verde, sua cor é também verde; aos poucos, à medida que o fruto amadurece, ela vai se tingindo de manchas ou faixas de coloração amarela ou alaranjado-clara, até perder completamente o tom esverdeado.

Aproveitamento

As sementes, que ficam ligadas por fibras à extremidade interna da polpa, ocorrem em grande quantidade, que apesar de serem desprezadas, são comestíveis e teriam muitas utilidades medicinas. Com o miolo do caule do mamoeiro também faz-se um doce exótico. Por fim, pode-se ainda utilizar o mamão verde como legume, cortado em pedacinhos e refogado, ou ainda em sopas e ensopados de carne.

Latex Papaina

Do mamão-papaya verde podemos retirar um látex que é muito rico em uma substância chamada papaína, que se encontra espalhada por toda a planta e vai sumindo à medida que a fruta amadurece. É uma substância de muitos usos medicinais e industriais. Em países como Sri Lanka, Tanzânia e Uganda, explora- se o fruto verde do mamão em grandes plantações com  finalidades industriais. Esse látex, convertido em pó, é enviado a laboratórios da Europa e da América do Norte, onde é refinado, transformado, engarrafado, patenteado, rotulado e comercializado em remédios, em amaciantes de carnes, em loções para a pele, em produtos industriais para clarear cervejas, para amaciar couros e lãs.

Produção de Mamão no Brasil

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

Cuidados especiais do Mamão

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

Solo ideal para o cultivo do Mamão

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

Plantio do Mamão

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas, etc… Capinas manuais e podas
de limpeza.

Adubações no Mamoeiro

Depende da análise química do solo, mas não se pode esquecer que o nitrogênio deve ser empregado com cautela pois favorece o crescimento excessivo da planta e o aparecimento de doenças do tronco e das raízes; o potássio evita o amolecimento da polpa por excesso de chuvas ou de nitrogênio; o boro e o zinco, indispensáveis, podem ser fornecidos por meio do solo ou de pulverizações. A primeira adubação começa vinte dias antes do plantio. Outras adubações com porcentagens diferentes de fertilizantes  serão aplicadas um mês depois do plantio da muda ou no primeiro desbaste e serão repetidas dois meses depois. Nos meses de setembro, dezembro e março será preciso fazer nova adubação.
A adubação por planta obedece critérios diferentes. No plantio, na cova: 20Kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto de potássio e 500g de calcário magnesiano; em cobertura : 200g de Nitrocálcio, em quatro parcelas. No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes – N, P2O5 e K2O – por ano de idade. No pomar adulto: após a colheita: 8g de esterco de galinha; 1.500g de superfosfato e 600g de cloreto de potássio; na vegetação: três a quatro aplicações de 600 a 800g de sulfato de amônio.

Pragas e doenças do Mamão

O controle de pragas e doenças do mamoeiro é muito complexo porque ele produz continuamente. Por isso é preciso cuidado para que os frutos não absorvam o produto aplicado. A planta também é sensível a certas fórmulas, e o aplicador precisa ter cuidado consigo mesmo. Dentre as doenças merecem atenção especial o mosaico, causado por vírus, sem controle conhecido e que foi a causa do fim das plantações paulistas; varíola ou pinta-preta, causada por um fungo; antracnose; oídio; e a podridão-do-pedúnculo. A varióla é combatida por pulverizações com hidróxido de cobre ou oxicloreto de cobre na superfície inferior das folhas. Combate-se o mosaico pela eliminação das plantas atacadas e das cucurbitáceas (abóboras, melão, etc) existentes nos mamoais e fazendo-se o controle dos pulgões nas culturas vizinhas por meio de pulverizações com calda de fumo. A podridão-do-pé só pode ser prevenida com cuidados no plantio.
Os brotos laterais do mamoeiro devem ser retirados freqüentemente pois prejudicam o desenvolvimento da planta e são focos de ácaros. Além das doenças, existem os ácaros que limitam a produção: o ácaro-branco, ou ácaro-dos-ponteiros ou o ácaro-do-chapéu do mamoeiro eliminam as folhas do ponteiro, paralisam o crescimento da planta e expondo ao sol os frutos, que ficam queimados; o ácaro-da-rasgadura-da-folha que é rajado e produz teias para se proteger; a largata, que em muitos casos provoca o desfolhamento total da planta; o percevejo-verde ou maria-fedida que suga as folhas e os frutos; as cochonilhas, etc.

Culturas consorciadas

Convém utilizar a goiaba, os citrus e algumas culturas em consorciação com o mamão, que produz por cerca de três anos, tempo em que chega a hora de arrancar o mamoeiro, já muito alto. É exatamente então que essas fruteiras começam a produzir. Podem-se também plantar espécies como o guaraná, usando o mamão como sobreamento provisório.

Colheita do Mamão

Quatro a seis meses após a semeadura, começa o florescimento que, em condições favoráveis, pode continuar o ano todo. Os frutos amadurecem cinco a seis meses mais tarde, dependendo do clima e da intensidade de produção da planta. Os frutos devem ser retirados da planta por ligeira torção, sem ferimentos na casca. O colhedor deve usar luvas e mangas compridas para não ter contato com látex da planta.

Embalagem do Mamão

O mamão papaya deve ser protegido por folhas de jornal ao ser embalado; ele é comercializado em caixas de madeira com 37,50 x 30 x 15 cm, que comportam de oito a dezesseis unidades embrulhadas em papel ou protegidas no fundo por fitilho de madeira. Para exportação do papaia, são utilizadas caixas de papelão de 39 x 31 x 15,50 cm, em que cabem de oito a vinte frutos e com 7 Kg de peso líquido. A classificação do mamão no mercado é feita por número: mamão tipo 9, nove por caixa.

Sites relacionados

EMBRAPA:
Rural News: http://www.ruralnews.com.br

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Como montar uma Pizzaria

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Montar pizzaria

Ganhe muito dinheiro com Pizza, saiba como montar uma pizzaria com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Pizzaria

Mercado

A pizza é conhecida quase no mundo inteiro, mas nem na Itália é tão popular quanto no Brasil. Gostosa, fácil de preparar, barata e com grande variedade de sabores, é um dos pratos mais procurados no país. Essa preferência fez com que se expandissem os negócios de pizzaria em quase todas as regiões do Brasil.

O consumidor é seu principal alvo e a quem você deve dedicar a sua maior atenção. Mas não é só ele que compõe o que chamamos de mercado . Para planejar o seu negócio, você precisa conhecer também a concorrência e os fornecedores.

Não é difícil conhecer como funciona o mercado concorrente: basta dar uma volta na região que você delimitou como de abrangência do seu negócio e verificar se existem por ali muitos estabelecimentos similares ao seu. Não se limite a conhecer as pizzarias, mas também os bares, restaurantes e lanchonetes voltados para o mesmo público que você pretende atingir. Observe o funcionamento de cada um deles, o grau de conforto e higiene de suas instalações e os preços que praticam. Depois, em breves conversas com os consumidores, você pode identificar seu grau de satisfação com a qualidade dos produtos e do tipo de produto oferecido.

Planejamento

Não basta, no entanto, acreditar que só a pizza é suficiente para garantir o sucesso de seu negócio. É preciso planejar, porque o investimento é alto. Afinal, são muitas máquinas, equipamentos e capital de giro. E o retorno não vem antes de um ano. Por ser um prato apreciado em todas as classes sociais, as oportunidades de negócios surgem em todos os bairros. Mas, cuidado: não dá certo montar uma casa de luxo em bairro pobre, nem o contrário. É preciso saber o que deseja o seu cliente e procurar atendê-lo de todas as formas, montando rodízios, fazendo entregas em domicílio, etc..

Risco

Riscos existem, como em todo negócio. Para diminuir o risco, monte uma pizzaria com algo a mais, que a diferencie da concorrência.

Serviço

Quanto à forma de serviço, ela pode ser em mesas, no balcão ou entrega domiciliar. Ou ainda em pedaços, pizzas inteiras ou pelo sistema de rodízio de sabores. Tudo isso, e muito mais, vai depender do seu consumidor. Do que mais lhe agrada, do seu nível de sofisticação e do quanto ele pode pagar. Para descobrir isso, a fórmula mais eficiente é realizar uma pesquisa de mercado.

Fornecedores

Já a escolha dos fornecedores exige uma pesquisa mais profunda e cuidadosa. Numa primeira etapa, você deve pesquisar os fornecedores das máquinas e equipamentos que vai adquirir. Você pode encontrar a relação de fabricantes ou representantes em listas telefônicas, anuários estatísticos ou catálogos especializados. Antes de tomar qualquer decisão, recolha informações precisas sobre as características técnicas dos equipamentos (freezers, balcões frigoríficos, fornos, máquina registradora, etc.) e além dos preços e prazos de pagamento, certifique-se da garantia e da assistência técnica oferecida pelo fabricante.

Da mesma forma, faça um levantamento dos fornecedores dos ingredientes que você vai necessitar para produzir suas pizzas. Os ingredientes de maior consumo – como farinha de trigo, queijo e bebidas – devem, de preferência, ser comprados diretamente dos fabricantes. O restante dos produtos não perecíveis e os que podem ser armazenados por um prazo mais longo – como milho verde, champignons, presunto, calabresa, azeitonas, queijo catupiry e parmesão, etc. – podem ser comprados em atacadistas; os perecíveis – como tomate, pimentão e frutas para sucos – devem ser adquiridos diariamente, em feiras ou centros de distribuição de hortifrutigranjeiros.

Produto

Com relação ao tipo de produto, você pode optar pela massa fina, grossa ou oferecer as duas opções; se especializar em uma pequena quantidade de sabores ou desenvolver um cardápio mais variado e optar por assar em forno elétrico ou a lenha. A qualidade dos ingredientes que você vai utilizar vai definir o resultado final do seu produto.

Certifique-se, portanto, o que está comprando e que o fornecedor vai manter sempre o mesmo padrão. Essa garantia é tão importante quanto preço, prazo de pagamento e regularidade das entregas. A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela.

Especial atenção deverá ser dada ao prazo de validade e estocagem do produto. Muitos são perecíveis (como tomate, cebola, fermento, farinha, frango e verduras), e devem ser adquiridos em quantidades suficientes para o consumo imediato. Os frios podem ser estocados em geladeira ou congelados no freezer, conservando-se, assim, por um período maior. Os enlatados têm validade mais extensa, permitindo compras em maiores quantidades.

Localização

Na escolha do ponto da sua pizzaria observe, inicialmente, os seguintes detalhes de localização: trânsito de pedestres – quanto maior melhor; proximidade de avenidas ou praças de grande movimento de veículos; facilidade de estacionamento, de preferência em frente à loja; facilidade de acesso de clientes, a pé, de ônibus ou metrô e de carro; condições de urbanização, limpeza e infra-estrutura da área.

Além desses pré-requisitos, pesquisas e estudos já realizados aconselham a tomar outros cuidados, quase nunca observados pelo empreendedor iniciante. Por exemplo, o de evitar lojas que fiquem em frente a pontos de ônibus.

A concentração de pessoas pode atrapalhar a visibilidade da sua fachada. Também porque seu negócio deve ficar o mais exposto possível. Evite lojas de fundo ou em galerias, a não ser que você possa se utilizar fartamente de placas indicativas para atrair e orientar sua clientela.

Equipamentos

Os equipamentos básicos para a instalação de uma pizzaria são os seguintes: cortador de frios; forno elétrico ou à lenha; freezer 180 litros; balança de mesa com capacidade de 5 kg; bancada com pia; fogão; geladeiras; prateleiras; balcões; banquetas; telefone; máquina de calcular, etc..

Despesas

As despesas gerais de administração irão variar de acordo com a estrutura adotada pelo empreendedor. Por exemplo, o valor do aluguel do imóvel será diferente em cada região e proporcional às dimensões e tipo de imóvel (casa, loja, sala, galpão, terreno).

As despesas básicas são praticamente padronizadas tais como energia elétrica, água, telefone, honorários do contador, retirada do proprietário. Já outras são específicas de uma Pizzaria, como detetizações periódicas.

Fatores que influenciam no negócio

Os fatores que influenciam nos resultados do negócio são:

  • Recursos financeiros para a instalação e aquisição dos equipamentos e estoque inicial de matéria-prima;
  • Estrutura eficiente de promoção e comercialização;
  • Atendimento ágil e eficaz;
  • Boa apresentação do estabelecimento;
  • Qualidade e preço.

Criando uma pizzaria

Definido o ponto, com base na pesquisa de mercado e na capacidade de investimento, planejamos uma pizzaria de 180m2, onde pretendemos vender três mil pizzas por mês, serviço à la carte, com 80 lugares na própria loja e atendimento para viagem.

Uma pizzaria é, antes de qualquer coisa, um lugar divertido e aconchegante, onde as pessoas se encontram para saborear uma boa massa e para conversar com os amigos. Desses 180m2, 103m2 de suas paredes podem ser pintados com tinta texturizada, procurando imitar o mármore travertino em cores terrosas. O teto será branco e o piso em tábua corrida, granito ou mesmo cerâmica, desde que resistente à abrasão e ao tráfego pesado. Qualquer das opções deve estar condicionada à facilidade de limpeza.

A iluminação no salão deve ser indireta, evitando o ofuscamento e daí o cansaço visual dos clientes. Essa decoração, complementada por uma música de fundo, cria um ambiente alegre e agradável, como se espera de uma pizzaria.

Criamos uma pizzaria com todo o preparo da massa aos olhos da clientela. A finalidade das pizzas, o ato de assar e a sua embalagem também é feita a olho nu, de maneira rápida e asseada. Na cozinha de apoio, abrigada do olhar dos clientes, são preparados os maravilhosos molhos. Para toda esta área temos quase 39m2, sem contar a pequena despensa com pouco mais de 4m2 e de um armário para a guarda de materiais diversos.
O preparo das massas aos olhos do público será a nota de destaque dessa casa e todo esse trabalho será desenvolvido como se fosse um aquário.

Investimento

Do investimento inicial deve-se usar:

  • 50% será disponibilizado para o investimento fixo que será composto de: balcão frigorífico, chopeira, máquina registradora, mesas de madeira com 4 cadeiras, forno de pizza, preparador de alimentos, liquidificador, extrator de sucos, geladeira comercial, freezer vertical, balança mecânica, cilindro elétrico industrial, fogão industrial, exaustores, fôrmas de alumínio para pizzas de diversos tamanhos, estantes, cortador de frios, pizzaiolla com 4 cubas 1/2 padrão e 8 cubas padrão, tulipas para chope, copos de vidro para água, colheres para mesa, facas para mesa, porta-guardanapos, bandejas grandes de alumínio, espátulas, toalhas para mesa, uniformes para funcionários, pratos para mesa, baldes para lixo, etc;
  • 35% do investimento inicial, vai ser reservado para o capital de giro, para a compra das mercadorias, dos materiais diretos, do pagamento da mão-de-obra direta e dos custos fixos;
  • 10% para reserva técnica;
  • 5% para diversos como registro da empresa, divulgação/marketing e outros custos.

Mão de obra e lucratividade

O número de empregados previsto é de 10 funcionários, a lucratividade de 10% e a taxa de retorno 1,3 ano.

Serviço de Entrega a Domicílio

Tal trabalho exige muito do empreendedor, pois será necessário acompanhar de perto toda a rotina, além de se fazer uma estrutura toda voltada para este tipo de serviço, tal como:

  • Os funcionários devem chegar ao local duas horas antes da abertura ao público, para a preparação da massa e do molho, fatiar os frios, etc.. A massa não deve ser feita em grandes quantidades, pois crescerá muito;
  • O atendimento ao consumidor é feito por telefone ou no balcão, e as pizzas são preparadas logo após o pedido. A rapidez no atendimento, bem como o cuidado ao transportar a pizza, são fundamentais;
  • O empreendedor deverá estar no local desde cedo, para o desenvolvimento das atividades de compra e gerenciamento das entregas de materiais, controles financeiros, funcionários e supervisão também no horário de atendimento aos fregueses;
  • O horário de trabalho deverá obedecer às exigências da clientela. A maior parte das empresas trabalham de terça a domingo, a partir do meio da tarde até às 24 horas, deixando as segundas-feiras para o descanso semanal;
  • Uma pizzaria com entrega em domicílio deverá localizar-se preferencialmente em bairros com alta densidade demográfica e com alto ou médio poder aquisitivo, deverá contar com áreas distintas para preparação das pizzas, estoque e atendimento ao público. O arranjo deverá ser feito de forma a facilitar o processo produtivo e a circulação de pessoas.

Registros

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Editora para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
É de fundamental importância que o empreendedor tenha conhecimentos sobre algumas leis que regem esta atividade, tais como:
– LEI Nº 8.078/90. Código de Defesa do Consumidor, devendo desta forma consultar o PROCON para adequar seus produtos.

Sites afins

Pizzaria: http://www.pedidosja.com.br‎
Faronella: http://www.faronella.com.br
Casa da Pizza‎: http://www.casadapizza.com.br
Franquia Pizza Pré Assada: http://www.redelevepizza.com.br
Fornalenha Pizzaria‎: http://www.fornalenha.com.br

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Ideias de negócios

Como montar uma fábrica de Tomate Seco

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Fábrica de tomate seco

Ganhe muito dinheiro com produzindo tomates secos, saiba como montar uma fábrica de tomates secos com pouco dinheiro e sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Produção de tomates secos
Produtos Ofertados/Produzidos: Tomates secos

Tomates secos história

Inicialmente introduzido na Europa como planta ornamental, por suas belas frutas amarelas – que era a cor original dos tomates – daí o nome dado pelos italianos, um dos primeiros povos a utilizá-lo para fins alimentares, de “pomodoro”.

Da família das Solanáceas, que inclui as berinjelas, planta em geral trepadeira e anual, originária das Américas Central e do Sul, a origem do nome “tomate” vem da palavra indígena Tomatl. As plantas desta família são todas venenosas, assim como as folhas e as raízes do tomateiro.

Na Europa, dentre as inúmeras modalidades de consumo, aprecia-se seu consumo como frutas que são. Lá é muito comum comprar tomates em quitandas e consumí-lo como fazemos com uma maçã. Entre nós, os tomates são apreciados à moda dos legumes e consumidos em saladas, cozidos, como tempero ou em molhos.

Outra modalidade de consumo que, originária da Itália, tem ótima aceitação entre os consumidores brasileiros, é o tomate seco, bastante utilizado em pizzas e lanches.

Estrutura

A estrutura básica deve contar com áreas distintas e definidas:

  • Área de recepção da matéria-prima;
  • Área de lavagem e seleção;
  • Área de processamento;
  • Área de desidratação;
  • Área de envase, rotulagem e armazenamento;
  • Área administrativa.

As áreas de desidratação e de envase, devem apresentar um bom arejamento (ventilação).

Equipamentos

Os equipamentos necessários para montar uma pequena fábrica de tomates secos inclui:

  • Fogões industriais;
  • Lavadores;
  • Secadores;
  • Geladeiras;
  • Utensílios de cozinha;
  • Máquinas seladoras, etc.
  • Móveis e equipamentos para o escritório (mesas, cadeiras, computadores, fax, etc.).

Pessoal

Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com ajudantes e encarregados.
A mão-de-obra para este tipo de atividade não requer qualificação específica, apenas recomenda-se treinamento par uso e conservação dos equipamentos, redução dos desperdícios, higiene do pessoal e local de trabalho.

Matéria prima

Os tomates do tipo industrial, de formato alongado e maduros, porém com polpa firme, com cerca de 6% de sólidos, são os mais apropriados para a desidratação. Para produzir 1 Kg de tomate desidratado são necessários, em média, 12 Kg do produto fresco.

Processo produtivo

Recebimento, Seleção e Classificação

Os tomates devem ser recebidos no local de processamento, classificados por tamanho, lavados com água clorada (3ml de água sanitária por litro de água), removendo as impurezas e só então poderão ser selecionados.
Essa seleção consiste em descartar os frutos deteriorados e imprestáveis para processamento.

Corte e retirada das sementes

Em seguida, corta-se os tomates ao meio, no sentido longitudinal com facas de aço inox, removendo-se suas sementes com colheres apropriadas. As sementes devem ser retiradas com os dedos (com Luvas) e aqueles que apresentarem defeitos na pele devem ser trabalhados de tal forma que estas partes sejam retiradas, caso contrário a qualidade do produto final será comprometida.

Salmoura

Coloca-se o sal num recipiente com água misturando-se até que os cristais fiquem totalmente dissolvidos. Depois de misturada a solução, coloca-se os tomates e agurda-se por 30 minutos. Para cada litro de água, serão adicionados 50 gramas de sal.

Desidratação/Secagem

O tempo de secagem dos tomates é variável. Alguns fatores contribuem para isso, como o tamanho, a espécie e o tipo dos tomates utilizados. O agrupamento por tomates do mesmo porte vai permitir uma secagem uniforme e com mais qualidade.

Tempero par tomate seco

O tipo de tempero a ser utilizado depende do custo final e das exigências do mercado.

Sugestão de tempero

80% de óleo de girassol, 20% de azeite de oliva e orégano a gosto. Mistura-se os produtos numa panela, aquecendo-os até atingir a temperatura de 90 graus centígrados. Durante o aquecimento, deve-se mexer o tempero para que sua mistura fique homogênea.

Embalagem para tomate seco

O produto deve ser acondicionado em vidros previamente esterilizados, colocando primeiro o tempero, depois os tomates e assim alternadamente, tomando cuidado para não quebrar os tomates. Esse procedimento resulta em produto de boa qualidade no sabor, textura e cor, além de proporcionar vida de prateleira mais longa.

Higiene do tomate seco

A higiene do local de fabricação e do pessoal envolvido é fator fundamental para obtenção de um produto de boa qualidade e aceitação pelos consumidores. As pessoas envolvidas nas operações manuais precisam usar luvas de borracha. Os utensílios devem estar sempre em boas condições para que não ocorram contaminações.

Fornecedores

Os fornecedores para esse  segmento são os próprios produtores de tomates “in natura”, mercados atacadistas e Ceasas.

Clientes

Os principais clientes são os restaurantes, flamberias, cantinas, pizzarias, etc.

Divulgação

A promoção do negócio pode ser feita junto à empreendimentos gastronômicos, como restaurantes e lojas de produtos típicos e do campo. Nesse caso, o proprietário pode programar visitas demonstrativas a esses locais. Outra forma de promoção é investir em anúncios nas publicações especializadas e em mala direta, que são ações publicitárias eficientes.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.

Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Algumas legislações que o futuro empreendedor deve ter conhecimento.
– LEI Nº 6.437/77. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
– DECRETO-LEI Nº 986/69. Institui Normas Básicas sobre Alimentos.
– PORTARIA Nº 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico; Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos

Entidades

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: http://www.anvisa.gov.br
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: http://www.embrapa.gov.br

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