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Gestão e Rastreabilidade valorizam a sua marca

O consumidor, cada vez mais bem informado e exigente, está atento à qualidade dos alimentos. Tanto o segmento de frutas, legumes e verduras quanto o da indústria alimentícia respondem a esse consumidor com produtos mais elaborados e também com apelos naturalistas.

A preocupação da população com a saúde direciona a indústria nesse sentido. O conceito de rastreabilidade de alimentos, portanto, pode ser uma oportunidade para aprimorar os processos produtivos e conferir um diferencial competitivo a cada marca.

Nesse artigo de Nilson Gasconi – Assessor de Negócios – Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil vamos entender porque a gestão e rastreabilidade e tão importante para valorização da marca.

“A rastreabilidade é agora uma parte vital da cadeia de suprimentos.”

No Brasil, temos casos muito bem-sucedidos de produtores que investiram em rastreabilidade e que viram seus negócios crescerem em função disso. Seja por consciência do produtor, seja por exigência do mercado a que ele abastece, ter a capacidade de rastrear o produto eleva o patamar da marca.

A rastreabilidade de alimentos permite ao consumidor saber a origem e toda a trajetória percorrida pelo produto que consome, o que lhe confere segurança. Fornecedores e fabricantes, por consequência, podem oferecer um produto mais confiável e em concordância com padrões mais exigentes de qualidade. Investir em sistemas que tornem possível a visibilidade do produto de ponta a ponta na cadeia de suprimentos permite a identificação padronizada do produto. Isso se torna cada vez mais essencial; são os primeiros passos para se ter um processo rastreável.

Padrão Global de Rastreabilidade

O Padrão Global de Rastreabilidade (GTS, na sigla em inglês) é a premissa para que empresas acompanhem a trajetória e a exata localização de seus itens a qualquer momento em uma escala global – independentemente de quantas empresas estejam envolvidas ou de quantas fronteiras sejam cruzadas até chegar ao cliente final. Ele é formado por critérios que registram o passo a passo de cada etapa da cadeia produtiva, permitindo que a informação percorra o caminho para frente ou para trás na cadeia de abastecimento até que seja identificada a origem de um problema.

Caminho Percorrido

Não é só o consumidor que se beneficia com GTS. As empresas que adotam esses critérios também são favorecidas, já que, cada vez mais, ter respostas para essas questões pode decidir a compra. Para que o processo possa funcionar, é preciso registrar tudo o que acontece em cada passo do caminho percorrido, da produção à venda final. Outro ponto que atende às reivindicações dos consumidores é assegurar que o alimento atenda às exigências das crenças religiosas ou respeite as escolhas de estilo de vida das pessoas, uma vez que cresce a busca por mercadorias que respeitem certos padrões éticos.

Programas de Rastreabilidade

Cada vez mais indústrias estão voluntariamente desenvolvendo programas de rastreabilidade voltados para a melhoria da eficiência, para ajudar na proteção de suas marcas e para garantir que seus alimentos, medicamentos e materiais médicos ou brinquedos sejam seguros. Sistemas como o Padrão Global de Rastreabilidade GS1 possibilitam fazer esse acompanhamento e reassegurar aos consumidores que os produtos respeitam completamente seus desejos. Os padrões GS1 como, por exemplo, o código de barras, as etiquetas inteligentes de radiofrequências (EPC/RFID) e os códigos bidimensionais propiciam a rastreabilidade e podem armazenar informações adicionais de um produto como data de produção, data de validade, número de lote etc.

Adotar um padrão usado por mais de 800 empresas da Ásia, Europa e Américas representa um avanço mercadológico e de reputação à sua marca. Cada vez mais, as indústrias estão desenvolvendo programas de rastreabilidade voluntariamente com o fim de melhorar a eficiência de seus processos.

Recall – Frequentemente nos deparamos com notícias de contaminação de alimentos ou de presença de substâncias químicas impróprias ao consumo. A nova norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina como proceder em caso de identificação de risco à saúde da população. A resolução RDC 24/2015, em vigor desde o dia 7 de dezembro do ano passado, torna obrigatório o Plano de Recolhimento de Produtos, que deve estar acessível aos funcionários e à própria agência reguladora. Quem descumprir as regras pode ser punido com interdição, cancelamento de autorização, multa de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, além da retirada obrigatória de itens à venda – o chamado recall.

Recall de Produtos

Quando a Anvisa determina o recall de produtos por esses motivos, os produtores e as marcas que demonstrarem ao público a capacidade de rastrear de volta o caminho percorrido pelo seu produto, do varejo até sua origem, certamente ganhará a confiança do consumidor. Ter a competência de recolher os lotes de produtos em curto prazo, antes que os consumidores sejam afetados, é o objetivo maior de um serviço bem prestado e da conquista de confiança. Quando uma situação de recall acontece, é necessária rapidez nas ações para evitar que o problema tome proporções maiores. É aí que a rastreabilidade assume um papel fundamental. Graças a ela, é possível adotar medidas emergenciais, já que o processo permite identificar onde ocorreu a contaminação química, biológica ou perda de qualidade e retirar prontamente o produto de circulação.

Padronização de Dados

A padronização de dados dos bens alimentares na cadeia de suprimentos se torna cada vez mais necessária. A adoção de padrões globais de identificação tem sido uma das principais ferramentas adotadas para cumprir a medida, e o código de barras padrão GS1, velho conhecido do consumidor e adotado por indústrias de todos os portes, garante visibilidade de ponta a ponta em toda a cadeia de suprimentos.

A rastreabilidade representa a capacidade da empresa em recuperar o histórico e registro de um produto por meio de uma identificação única e global. Além de permitirem o acompanhamento de mercadorias, essas tecnologias melhoram a eficiência, uma vez que permite a troca e o gerenciamento de informações entre todos os elos da cadeia de suprimentos, até que o produto chegue ao consumidor. Essa é justamente uma das exigências da RDC 24/2015, uma vez que, a partir de agora, todas as empresas da cadeia produtiva de alimentos deverão manter registros que identifiquem as origens dos artigos recebidos e o destino dos distribuídos.

O Brasil não pode perder mais tempo. É preciso investir na rastreabilidade, pois o mais importante é estar preparado para enfrentar e resolver eventualidades. Quem faz a lição de casa ganha duas vezes: conquista a confiança do consumidor e abre as portas para o comércio mundial, que também tem sido criterioso quanto ao controle de origem. Tecnologias existem, o que precisamos é que elas sejam aplicadas.

Fonte: Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI (cati.sp.gov.br)

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Escritórios virtuais e coworkings para inovação nas startups

Os Escritórios Virtuais e Coworkings de hoje se tornarão a base da nova economia compartilhada do século XXI, desconstruindo conceitos, processos e legislação e provocando o repensar das estruturas empresariais e sua logística.

Inicialmente o conceito de escritórios virtuais girava apenas em volta da utilização de espaços de trabalhos fora da sede da empresa ou um grande galpão onde adolescentes compartilhavam seus espaços para desenvolverem seus softwares, a exemplo do que ocorreu no Vale do Silício, movimento estimulado com o desenvolvimento da informática e da internet.

Na década de 90 algumas multinacionais aportaram no Brasil trazendo esse novo tipo de serviço, à exemplo da HQ Business Center, adquirida posteriormente pela Regus e da PostalNet, a qual oferecia vários serviços de escritórios além de salas para uso. O que foi logo absorvido pelo mercado brasileiro, tanto pelos usuários quanto por novos empresários que estavam se iniciando no empreendedorismo, grande parte deles oriundos de programas de demissão voluntária.

A ideia de compartilhamento de um mesmo espaço para utilização por várias empresas foi absorvida facilmente diante da visível economia que proporcionava para seus usuários, o que contribuía para que as empresas reduzissem de forma significativa os seus custos fixos.

Como toda nova ideia vem acompanhada de desafios, o principal deles foi conscientizar o poder público da viabilidade econômica e legal de permitir que fosse criada em um mesmo endereço mais de uma empresa, o que era, até então, inviável. Assim com a percepção futurista de algumas Prefeituras, o poder público decidiu permitir que esse compartilhamento de um mesmo espaço por várias empresas pudessem acontecer, regulamentando esse novo segmento que estava surgindo.

Entre as Prefeituras pioneiras nessa regulamentação é justo citar a Prefeitura de Aracaju, que regulamentou as atividades de escritório virtual no final de 2009, muito embora o primeiro escritório virtual do estado de Sergipe tenha sido instalado no segundo semestre do ano de 2003, o Portal Escritório Virtual que completa quinze anos.

Em 2012 os escritórios virtuais ganharam novo destaque na mídia de muitos países da Europa e nos Estados Unidos com o surgimento do termo “Coworking”, terminologia utilizada pela primeira vez por Brad Neuberg, em São Francisco na Califórnia, serviços já prestados pelos escritórios brasileiros com o nome de “estações de trabalho”.

Várias mudanças passaram a acontecer a partir de então:

1. O executivo poderia atender ligações de sua empresa em qualquer lugar através do serviço de Atendimento Personalizado;

2. Em um prédio, contendo apenas dez salas, já poderiam funcionar mais de trezentas empresas;

3. Encomendas poderiam ser encaminhadas pelo escritório para o endereço que o executivo determinasse; as correspondências poderiam ser entregues por motoboys ou simplesmente escaneadas e encaminhadas por e-mail;

4. Secretárias poderiam ser compartilhadas com várias outras empresas, sem onerar em suas despesas fixas;

5. Relacionamento interpessoal com sua equipe de trabalho e parceiros, restritos aos momentos agendados;

6. Menos deslocamento para o percurso trabalho x empresa, gerando economia com combustível e custo de manutenção com seu veículo, entre tantas outras.

Agora, surge uma nova realidade. A necessidade de se conectar, formar parcerias, compartilhar valores, aumentar sua rede de relacionamento e aí entra os escritórios virtuais e coworkings como elo necessário e indispensável para viabilizar esse processo.

Os escritórios virtuais deixarão de ser meros cabides de empresas, como muito deles são hoje, para se tornarem corresponsáveis pelo sucesso das empresas. Informando, fomentando, buscando novas ideias, oferecendo mentorias, para que cada uma das empresas cresçam de forma sustentável, estimulando-as a utilizar tecnologia de ponta em gestão à exemplo de ferramentas e metodologias como Busines Model Canvas, Design Thinks e Scrum, tornando-as mais competitivas.

ROSIVALDO ANDRADE DO NASCIMENTO Professor de Empreendedorismo da UNIT, Consultor credenciado do SEBRAE, Diretor-Presidente do Portal Escritório Virtual e Diretor Regional para o Nordeste da ANCEVA (ssociação Nacional de Coworking e Escritório Virtual.GoTeam).
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Tem poder quem age

Tem poder quem age

É comum sentir insatisfação em algum momento da vida, seja com o trabalho, os estudos, os relacionamentos amorosos, o corpo, com as pessoas com as quais você convive, etc. Porém, é errado que essa insatisfação permaneça por muito tempo. Interessante ler o livro do Coach Paulo Vieira, Phd “O Poder da Ação”, que promete fazer sua vida ideal sair do papel.

A obra mostra pesquisas e ampla investigação científica, realizada pelo próprio autor, que visa auxiliar os leitores a realmente mudarem de vida. Nele você encontra incentivos, desafios e até exercícios que podem ajudar a começar uma nova etapa e, consequentemente, atingir o sucesso profissional e pessoal.

O livro tem o objetivo claro de provocar mudanças. Ao invés de outros livros em que o autor apenas dá conselhos e exemplos de casos, neste ele resolveu inovar e usar uma metodologia diferenciada, que realmente estimula a ação. O que ele fez? Criou o Coaching Integral Sistêmico (CIS) e o juntou com desafios e provocações para a pessoa ficar estimulada a agir e ir em busca dos seus ideais, objetivos e sonhos.

Esse método foi o responsável por impactar 250 mil pessoas ao longo da carreira do autor, e pode impactar você também! Quando for ler “O Poder da Ação”, a dica é aceitar o que é proposto e dizer sim aos desafios. Até porque, por melhor que a metodologia seja, o único que responde por suas ações e que pode mudar sua vida, é você!

O LIVRO

Quando terminei a leitura do livro “O Poder da Ação”, editado pela Editora Gente, fiz algumas observações sobre: Ele tem 252 páginas com seu conteúdo dividido em 7 capítulos, cada um deles tratando sobre um aspecto fundamental para que o leitor possa tirar a vida ideal do papel e fazer acontecer. (Sair do estado atual – hoje – para um estado desejável – amanhã).

De modo direto e claro, o autor traz questionamentos e exercícios que nos fazem parar, pensar e reconhecer onde estamos errando, onde estamos acertando e principalmente onde estamos nos boicotando. Ele consegue deixar evidente que, se queremos que algo aconteça, precisamos realizar mudanças em nós, e essas mudanças podem ser drásticas, mas. Ao mudarmos o modo de pensar, de falar, de ser, de viver, de agir somos capazes de mudar os resultados de tudo o que pode acontecer na nossa vida, potencializando as chances de realizar os nossos sonhos. A regra é: AGIR, E AGIR CERTO.

Para isto há que colocar em prática os ensinamentos para dar ao leitor o poder da ação, da realização, da vida plena, feliz e saudável, inclusive financeiramente. Veja- -se seu Capítulo 3, sobre a Autor responsabilidade. É comum a pessoa ficar arrumando desculpas e culpados para as coisas negativas que lhe acontecem, quando na verdade só existe um culpado: ela própria. Criticar, reclamar das circunstâncias, buscar culpados, se fazer de vítima, justificar os erros e julgar as pessoas são pontos-chave para uma mudança na autor responsabilidade.

Ao fazer a leitura do livro em um ambiente calmo, propício à reflexão a cada toque mais profundo das palavras e principalmente realizar os exercícios que o autor propõe ao longo de cada capítulo, ao final será possível sentir algo diferente em você.

Haverá momentos em que o leitor vai achar que o autor está falando diretamente para ele pelas situações pelas quais todos nós passamos na vida. Com base no livro, o autor criou o curso “O Poder da Ação”, que é uma versão prática de todo o conteúdo, onde o participante passa por um verdadeiro processo de imersão, não só aprendendo mas também vivenciando o poder da ação.

MINHA EXPERIÊNCIA NO MÉTODO CIS

Participei, durante três dias no mês de abril de 2018, de forma intensiva, do curso Método CIS 188 (Método Coaching Integral Sistêmico) – Inteligência Emocional (I.E.), o maior treinamento de I.E. do mundo que representa um grande processo de transformação através dos conceitos de Coaching (sair do estado atual para o estado desejado), basicamente sobre Administração, Psicologia Positiva, Neurociência, Mente (Mind), entre muitos outros conceitos.

Por que CIS 188? Simples! Já foram ministrados mais de 187 treinamentos com esta metodologia. Durante o processo (50 horas de pura imersão em três dias) o Ph.D. Paulo Vieira liderou o treinamento para mais de 3.600 pessoas. Ele se constitui no maior treinamento de Inteligência Emocional com ferramentas de coaching da América Latina e ajuda a pessoa a eliminar obstáculos emocionais para que alcance seus objetivos. Criado pelo PhD e Coach Paulo Vieira, o curso é totalmente baseado em técnicas comprovadas cientificamente.

Abrange as mais diversas áreas da vida ao mesmo tempo e faz a pessoa ter acesso a técnicas para melhorar seu dia, aumentar sua produtividade, melhorar o diálogo com a família, seja esposa, filhos, pais, etc, assim como colegas de trabalho e seus colaboradores.

O método é promovido pela Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico e aplicado pelo referido Master Coach Paulo Vieira.Com mais de 100 mil pessoas impactadas em três continentes, o Método C.I.S. tem como objetivo ajudar as pessoas a aumentarem sua efetividade em tudo o que fazem assim como promover o bem estar e a felicidade do indivíduo.

Benefícios pessoais:

  1. Equilíbrio e Força Emocional;
  2. Reprogramação de Crenças;
  3. Alta performance Profissional;
  4. Preestabelecimento do Autocontrole Emocional;
  5. Autoestima e Eliminação de Autossabotagem;
  6. Realização de Metas e Objetivos;
  7. Eliminação dos Sintomas de Traumas e Vícios;
  8. Restauração de Relacionamentos;
  9. Quadros Mentais e Matriz de Mudança Humana;

Benefícios empresariais:

  1. Acréscimo de Competências;
  2. Fortalecimento do poder de liderança;
  3. Capacitação de gestores;
  4. Contribuição para o trabalho em equipe;
  5. Facilidade na realização de metas e objetivos;
  6. Aumento da lucratividade. Você pode fazer o que deseja.
DIEGO CABRAL FERREIRA DA COSTA Administrador (CRA-SE 2035-01), coach ISOR, consultor e mentor. Pós-Graduado em Gestão de Marketing. Experiência em gestão de empresas, formação de times, planejamento estratégico e marketing. Conselheiro federal de Administração.
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Programação Neurolinguística e Vendas

PNL e Vendas como a união dessas duas coisas pode transformar sua vida. PNL e vendas se tornou uma combinação fantástica para o desenvolvimento das habilidades em vendas.

Não estamos falando apenas dos vendedores, mas também de todos os profissionais que de alguma forma vendem algo todos os dias – seja compartilhando uma ideia inovadora ou convencendo alguém de que o seu projeto vale a pena.

Muito além do ambiente profissional, aliar a programação neurolinguística (PNL) com a prática de boa comunicação e negociação, é um recurso importante para qualquer pessoa.

A geração de influência e a satisfação com os resultados começam a partir daí.

Quer saber o que a união de PNL e vendas tem de tão especial? Continue lendo e descubra como essas ferramentas podem transformar a sua vida!

Como combinar PNL e vendas?

Aprender a usar PNL e vendas é um desafio gratificante. Primeiro, é preciso entender quais são as motivações, necessidades e valores do cliente. Analisando o que ele quer, você consegue usar uma abordagem adequada e desenvolver melhor o processo de venda.

Portanto, a PNL em vendas pode ser usada a partir da identificação e análise do perfil da pessoa que está se comunicando com você.

Legal, você já entendeu que esse recurso é importante para entender as necessidades dos clientes e vender melhor, mas…

Entenda todos os tipos de clientes

Visuais

Na modalidade visual, o cliente usa figuras para explicar o seu ponto de vista. Para acompanhar os quadros mentais que possuem, acabam falando mais rápido a fim de transmitir suas ideias na velocidade em que eles visualizam essas figuras.

Ou seja: usar gráficos, vídeos, imagens, apresentações, investir em design, ou qualquer outro recurso visual, pode ser determinante para esse cliente fechar negócio com você.

Auditivos

O cliente auditivo condiz às pessoas que falam mais pausadamente, buscando se comunicar de forma mais clara e ouvir algo pertinente do outro. Possuem um perfil mais observador e crítico.

Neste caso, a melhor maneira de conquistar o seu cliente é falar de maneira mais clara, procurar ter uma boa dicção, usar recursos de áudio e ter certeza de que o cliente está entendendo o que você está explicando.

Sinestésicos

Os sinestésicos são aqueles que se baseiam no tato. É muito raro conversar com um cliente deste perfil e não ser tocado por ele em algum momento. Eles sentem a necessidade de toque para se comunicarem e conhecerem um produto, por exemplo.

Você pode garantir a venda se não demonstrar incômodo sempre que esse cliente te tocar, deixar que ele mesmo segure, olhe e teste os produtos. Você pode usar esta necessidade ao seu favor; descrever as qualidades do produto, enquanto ele mexe é uma boa ideia.

As vantagens dessa união

A junção entre PNL e vendas garante diversos benefícios para você, entre eles:

  1. Aprender sobre linguagem corporal e desenvolvimento humano;
  2. Compreender as necessidades e motivações do interlocutor;
  3. Transformar a sua comunicação e visão de mundo;
  4. Atender às expectativas do interlocutor;
  5. Entregar algo de valor aos clientes;
  6. Vender cada vez mais.

Transformando a sua vida com PNL e vendas

Como você deve ter percebido, aplicar as técnicas de PNL em vendas pode trazer inúmeros benefícios para o desenvolvimento da comunicação, negociação e fidelização de clientes.

PNL e vendas envolve:

  1. Entender o seu interlocutor;
  2. Compreender as suas preferências;
  3. Escolher um meio de comunicação adequado para influenciá-lo.

E, assim, dar as condições para que ele associe a venda com uma sensação positiva, solucionando um problema ou favorecendo o seu prazer.

JORGE CABRAL Administrador (CRA 2166-01), Palestrante, Educador, Empreendedor, Estrategista, Coach (comportamental, executivo e de carreira), Mestre pela UFPE, Especialista em Gestão Empresarial, Especialista em Docência Universitária, Master Practitioner em PNL AV*NLP/EUA. Possui mais de 30 anos de experiência em Gestão, Estratégia, Liderança e Educação. Conselheiro Efetivo e Diretor de Fiscalização do Conselho Regional de Administração de Sergipe. Coordenador do curso de Administração da Estácio Sergipe.
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Como abrir uma empresa do Zero

As principais atitudes antes de abrir uma empresa de sucesso no Brasil

Atualmente existem milhões de empresas no Brasil e ao contrário do que muitos podem pensar, este índice não é liderado pelas grandes empresas ou multinacionais, a maior parte desta estatística é formada por pequenas e médias empresas.

Deste total, 95% são lideradas por pequenos empresários com vocação empreendedora e coragem para se dedicarem ao grande sonho pela independência profissional e financeira.

Dados como estes confirmam a posição do Brasil como um dos destaques mundiais do empreendedorismo, uma constatação reforçada também pelo levantamento feito pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada com apoio do SEBRAE em parceria com Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

Nesta pesquisa, que define a vocação e o potencial empreendedor de diversos países. O Brasil lidera com 34% dos votos, seguido pela China, com 26,7%. Outros países superados são os Estados Unidos (20%), Reino Unido (17%), Japão (10,5%) e França (8,1%).

Atitudes empreendedoras para tornar o sonho real

Apesar desta posição de destaque pelo número de empreendedores, muitos negócios acabam não resistindo muito tempo devido ao despreparo dos novos empresários, por razões como a falta de preparo e a sequência de decisões erradas.

Para que você não se torne mais um nestas estatísticas de fracassos, é importante começar atento aos pontos mais críticos que podem impedir seu desenvolvimento como empreendedor.

Identificar e conhecer os principais fatores e atitudes que precisa desenvolver ajudará na sua formação como futuro empresário de sucesso. Se você não tem ideia de por onde começar, saiba que há pelo menos 3 características comuns aos empresários bem sucedidos. São elas:

Visão e oportunidade

Para começar um negócio de sucesso é preciso desenvolver a habilidade de resolução de problemas. Como em muitos momentos vários problemas poderão ocorrer ao mesmo tempo, ter visão e saber reconhecer oportunidades para transformar a dificuldade em algo positivo poderá fazer toda a diferença.

Como desenvolver esta habilidade: Uma das formas de se capacitar neste ponto é treinando diariamente a habilidade de analisar situações e problemas diários e criar ou sugerir soluções inteligentes e adequadas para todos eles.

Proatividade

A proatividade é a habilidade de se contornar situações atuando com o senso de urgência aliado à práticas que garantam a satisfação constante do público que será atendido.

Como desenvolver esta habilidade: Uma maneira de tornar esta característica um diferencial é mantendo a atenção a todas as tarefas ao redor e sempre que identificar uma demanda, criar formas de coordena-las e cumpri-las, sem acumular pendências.

Criatividade

Desenvolver soluções alternativas distintas das comuns para problemas e necessidades é um importante diferencial.

Como desenvolver esta habilidade: A única forma de exercitar a criatividade é praticando diariamente e mesmo que não surjam problemas diretamente ligados ao seu negócio, você pode se exercitar analisando soluções e ofertas de concorrentes seus e pensar em formas diferentes de fazê-las.

Como definir seu perfil empreendedor

Após dar o primeiro passo em prol da decisão de empreender, conhecer os principais desafios e ter começado a traçar um plano pessoal para vencê-los, conforme orientamos no artigo “.As principais atitudes para abrir uma empresa de sucesso no Brasil; para se tornar dono do seu próprio, antes de definir o planejamento da sua empresa é preciso identificar se possui vocação empreendedora.

Todo empresário precisa se enquadrar em um dos perfis de empreendedores. Se conhecer bem, entendendo seu próprio perfil empreendedor e saber com segurança quais seus pontos mais fortes e fracos ajudará no desenvolvimento de estratégias e ações ainda mais inteligentes nos negócios.

Como ter certeza se tem vocação para empreender

Nem todos que sonham empreender estão realmente prontos para se tornarem empresários bem sucedidos. Como o sucesso “não cai do céu” para ninguém, entre os primeiros passos para abir uma empresa vencedora estão a perseverança, muita força de vontade e liderança.

Além destas características, é importante conhecer os aspectos fundamentais da personalidade do empreendedor que são:

  1.  Criatividade
  2. Liderança
  3. Perseverança
  4. Flexibilidade
  5. Vontade de trabalhar
  6. Automotivação
  7. Desejo por conhecimento
  8. Organização
  9. Senso Crítico

É importante saber que entre estas 9 características, para dar um passo seguro na decisão de abrir a própria empresa você precisa reconhecer em si pelo menos 6 delas. Caso encontre dificuldades em se adaptar a estas necessidades, atenção! Repense com calma para verificar se realmente tem vocação para se tornar um empresário.

Identificando seu perfil empreendedor

Para escolher o modelo de negócio compatível com suas características pessoais e profissionais, um bom caminho é definindo precisamente seu perfil empreendedor.

Como nem sempre é fácil analisar o próprio perfil sem ser parcial ou tendencioso, para manter a imparcialidade e o foco direcionado na direção correta, você pode contar com a ajuda de testes para descoberta do seu perfil empreendedor.

Entre algumas opções de testes gratuitos online que você pode utilizar para identificar seu perfil estão:

  • Teste de perfil empreendedor do Movimento Empreenda
  • Teste de perfil do Endeavor
  • Teste de perfil do Sebrae – RS

Além destas, há muitas outras versões e apesar dos diferentes formatos, é possível encontrar um senso comum entre elas que destacam em média até 9 perfis de empreendedores com os quais você pode se identificar. São eles:

Desbravador – um empreendedor ambicioso que foca nos resultados financeiros e nem sempre possui os recursos necessários, mas mesmo assim se lança rumo à oportunidade.

Para ser vitorioso em seus empreendimentos, precisa principalmente de capacitação e formação constante para tomar decisões seguras, assumindo riscos controlados.

Empolgado – “antenado” com as novidades, com perfil mais jovem e adaptado às novas tecnologias, este empreendedor tem como motivação principal a independência financeira.

Provedor – em geral, quem tem este perfil é o responsável por prover as necessidades de uma família. Muitas vezes guiado pela necessidade, são pessoas mais maduras e que assumem riscos baixos ou controláveis.

Apaixonado – Aquele que decide empreender por encontrar uma oportunidade de negócio com a qual possui alto grau de identificação. Devido a esta motivação diferenciada, pode também se destacar em projetos com foco social e ligados à economia colaborativa.

Antenado – Em geral são pessoas mais jovens e que estão em constante contato com informações e novidades. Como estão em contato com inúmeras novidades e possibilidades, pode ser necessário que passem por processos de mentoria para auxiliar a manter o foco na direção empreendedora certa.

Independente – aquele empreendedor que iniciou as atividades sozinho, possui perfil mais maduro e utiliza canais mais tradicionais para se abastecer com informações relevantes.

Arrojado – em geral são pessoas que já possuem experiência ou pelo menos conhecimentos prévios em gestão e por isto estão dispostos e disponíveis para assumir riscos e encarar oportunidades mais arrojadas.

Pragmático – empreendedores que possuem seus conceitos e valores bem definidos, preferem trabalhar sozinhos e buscam constantemente por alternativas e conteúdos práticos e inspiracionais.

Lutador – empresários que foram motivados geralmente por necessidades. Podem ter passado por fracassos anteriores, mas não desistem e permanecem seguindo em frente.

Se você não sabe o que abrir ou deseja conhecer novas ideias de negócios, leia essas 5 dicas para escolher o negócio certo.

5 dicas para escolher o negócio certo para investir

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5 dicas para escolher o negócio certo para investir

Você sonha em se tornar um empresário, mas tem dificuldades para decidir qual o negócio certo para investir? Está preocupado com dúvidas como: Qual o melhor nicho? Que modelo de negócio é o melhor para o meu perfil? É melhor trabalhar com algo pelo qual tenho paixão ou com o que parece mais lucrativo?

Bem, saiba que não existe “fórmula de bolo” que responda a todas estas e as outras  perguntas que surgirão e nem será possível encontrar uma pessoa que chegue e entregue todas estas respostas, mas há sim critérios de análise que ajudam a facilitar nesta decisão. Alguns deles são:

1. Escolha negócios que te apaixonem

Um dos passos fundamentais é se identificar com o que trabalhará, pois para ter sucesso você precisará se dedicar imensamente ao projeto e se tiver que passar muito tempo focado em uma atividade ou segmento do qual não gosta, perderá o interesse e fracassará rapidamente.

2. Prefira modelos de negócios criativos

Os negócios criativos são interessantes porque ajudam a não cair na rotina e monotonia. Como exigem soluções diferentes e inovadoras, o exercício de pesquisa e de busca por soluções ajudarão a manter sua motivação e interesse em alta.

3. Fique atento aos movimentos do mercado

Como surgem muitas empresas a cada dia, estar atento às mudanças do mercado é fundamental para quem pretende abrir seu próprio negócio. Você precisa estar atento às novas soluções, às necessidades ainda não atendidas e a partir destas dicas que o próprio mercado lhe dará, poderá desenvolver seu próprio negócio de sucesso ou se tornar membro de projetos em ascensão, com alto potencial.

4. Procure bechmarks

Muitas vezes, a solução que pode mudar a sua vida pode estar debaixo dos seus olhos e ser percebida a partir de um exemplo de negócio já em operação, mas praticado em localidades mais distantes, por isto, pesquise players de sucesso no Brasil e em outros países e use estes modelos para inspirar sua nova solução.

5. Analise a viabilidade do negócio antes de investir

Quando se torna empresário um dos principais objetivos é lucrar, não é mesmo? Por isso, mais do que criativa e interessante, sua ideia também precisa ser rentável, para garantir a tão esperada lucratividade.

Logo, ao se deparar com um modelo de negócio já existente, analise a viabilidade financeira dele antes de iniciar e caso esteja criando um novo modelo, completamente do zero, aproveite a etapa do planejamento para traçar a prospecção dos lucros que pretende alcançar e assim, estabeleça as metas para conquistar seu tão sonhado sucesso.

Como escolher o nome certo para sua empresa

Antes de abrir uma empresa é preciso definir sua identidade e não há nada que defina melhor a identidade de um negócio do que o seu próprio nome, não é mesmo? Pois bem, selecionar o nome certo que represente verdadeiramente a marca e os objetivos do negócio pode ser uma tarefa muito difícil.

Para cumprir esta missão da melhor forma possível é necessário seguir basicamente pelo menos 3 etapas:

  1. Listar alternativas
  2. Checar a adequação estratégica do nome com os objetivos da empresa
  3. Verificar a disponibilidade da marca nos sistemas de registos de patentes e domínios.

Recomendações para escolha do nome certo

1. Analise o posicionamento da marca

Antes de inventar um nome super criativo ou engraçado, que grude na memória das pessoas, tenha em mente que o mais importante é não apenas ser lembrado, mas ser lembrado pelas razões certas. A marca da empresa precisa estar conectada verdadeiramente com seus propósitos e objetivos. O nome da empresa deve remeter à sua atividade principal e além disso ser criativo o bastante para permitir uma diferenciação dos concorrentes.

2. Simplifique ao máximo

Se ainda assim tiver dúvidas, siga o exemplo das grandes marcas e priorize a escolha de nomes curtos e fáceis de lembrar, como: eBay, Yahoo, Apple, Nike e tantas outras. Fuja de nomes muito longos ou complexos demais.

3. Atenção a  fatores culturais e associações impróprias

Esteja atento para não escolher expressões que não são bem aceitas em regiões próximas de onde pretende instalar sua empresa ou para as quais pretende expandir os negócios dentro de algum tempo. Algumas associações negativas podem arruinar as chances da sua empresa ter sucesso. Um exemplo é o de uma empresa asiática que adotou a sigla KKK, que é acrônima a de uma seita racista, a Ku Klux Klan nos Estados Unidos.

4. Evite modismos

Há alguns clichês que ao invés de ajudar, atrapalham e por isto podem ser evitados. Por exemplo, empresas de telecomunicação, que usam a expressão “Tele…” no nome. Apesar de ajudar a remeter diretamente ao negócio, sua marca ficará semelhante a tantas outras, sem personalidade e criatividade.

5. Atenção à pronúncia

Alguns nomes de marcas conseguem reunir todas as boas características que mencionamos até aqui, no entanto, podem acabar pecando na pronúncia, gerando dúvidas, confusão e constrangimentos em alguns casos. Cuido especialmente se for escolher um nome com  pronúncia em outro idioma.

Checando a disponibilidade da marca

Com todos os cuidados tomados e o nome da empresa devidamente escolhido, chega a hora de cuidar da burocracia. É preciso confirmar se a marca está mesmo disponível no mercado, para garantir sua originalidade e a legalidade do seu uso.

Verifique na Junta Comercial

Comece verificando na Junta Comercial do seu estado, se há alguma empresa registrada com este nome.

Confira junto ao INPI

Também verifique se há registros para sua marca junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Caso já tenha sua marca definida, aproveite para checar agora mesmo neste link direto, para pesquisa na base de dados.

Além do registro do nome, junto ao Inpi pode ser incluído também o pedido de registro de logotipos e patentes. Todas as informações e esclarecimentos necessários sobre os tipos de marcas, legislação, acesso ao manual de marcas e muito mais, está disponível aqui.

Verifique os domínios disponíveis na internet

Como hoje o universo digital se tornou uma necessidade e você certamente precisará de um domínio, com o nome escolhido, acesse no registro.br e outros sites de venda e gestão de domínio internacionais como o whois.com. Neles você também poderá comprar seu domínio e caso deseje, domínios similares, para evitar que sejam usados pela concorrência.

Outro passo importante é a escolha da o formato da natureza jurídica da empresa, se será uma MEI, uma sociedade limitada, mista ou outra natureza jurídica. Para não errar na escolha leia como definir a natureza jurídica da empresa .

Saiba como definir a natureza jurídica e comercial da empresa

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A nova era das maquininhas de cartão e dos pagamentos digitais

A maioria das pessoas já sabe que aceitar cartão não é mais uma opção dos empreendedores, e sim uma necessidade que vem aumentando a cada dia, ainda mais nessa era moderna onde ficou muito mais prático e seguro andar com cartão no bolso.

Mas, o que muita gente não sabe é que por traz de todas as empresas de maquininhas de cartão, conhecidas também por Adquirente ou Subadquirente, Credenciadora ou Sub Credenciadora, existe uma grande estrutura tecnológica com vários envolvidos para que o comprador (dono do cartão) e vendedor (dono de empresa) consigam realizar a transação de forma segura e rápida.

Tudo começa pela famosa maquineta ou maquininha, conhecida tecnicamente como POS (point of sale) ou ainda modelos chamados de PIN Pad. Eu explico a diferença:

PIN Pad é um dispositivo utilizado apenas para informar o PIN ou a “senha” de forma segura (criptografada). Ele é utilizado geralmente plugado a um computador e nesse caso quem faz o processo de transmissão dos dados da venda é o software da empresa que depende da internet para que esses dados cheguem protegidos ao destino final.

É muito fácil diferenciar esse tipo de equipamento. O PIN Pad não consegue resolver todo o processo de venda sozinho. Ele depende de um computador ou outro dispositivo como Smartphones ou Tablets com acesso à internet, além de software específico (homologado) e de impressora para o comprovante. Nos dispositivos móveis, o comprovante pode ser enviado via SMS e outros meios.

O PIN Pad obedece a regras de uso que me parece ser instituído pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ou ainda pela Abecs – Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços. Nele, existem chaves criptográficas de cada Credenciadora, também chamado de mapa de chaves da ABECS (Master Keys).

A vantagem do mapa de chaves é permitir que o estabelecimento escolha livremente mais de uma Adquirente ou Credenciadora para trabalhar usando o mesmo PIN Pad, o que deixa o mercado mais competitivo e favorece o comerciante.

Já o POS é bem diferente, pois ele é totalmente independente e consegue resolver o processo da venda sozinho, sem precisar de mais dispositivos plugados e na sua grande maioria dispõe de tecnologia GPRS, que permite o transporte de dados por pacotes, através do uso de CHIP de operadora de telefonia.

Também possui um software de venda dentro dele e impressora para o comprovante. A indústria já tem investido em vários modelos mais modernos e tecnológicos, proporcionando mais serviços aos comerciantes a exemplo de alguns modelos de maquininha em formato de Smartphone com sistema operacional Android, permitindo a instalação de aplicativos para uso do comércio.

Na maquininha POS, o comerciante não consegue usar mais de uma Credenciadora, já que o equipamento não vem com as chaves criptográficas compartilhadas como no PIN Pad e isso pode afetar futuramente de forma muito negativa. Considerando que hoje em dia boa parte das empresas estão vendendo os equipamentos para os comerciantes, quando o comerciante compra, ele fica preso a uma única Credenciadora e caso ele queira mudar, terá que fazer outro investimento.

Ele nem imagina que poderia ser diferente se na máquina tivesse o mapa de chaves Abecs, pois ele teria a livre escolha para decidir qual Credenciadora é a melhor para seu estabelecimento ou ainda poder trabalhar com mais de uma, já que o equipamento é dele.

A compra dessa forma não favorece muito o comerciante, pois caso ele decida trocar de Credenciadora, ele precisa trocar de equipamento. Já para a Credenciadora, fica muito interessante, pois é uma maneira quase que forçada de garantir a fidelidade do comerciante.

Até certo tempo atrás, as gigantes Credenciadoras alugavam as maquininhas POS e tinham uma receita bem positiva sobre os alugueis. Porém, o mercado mudou e ainda vai mudar muito daqui para frente, basta observar a guerra de preço por taxas que tem acontecido.

No futuro, creio que vai sair na frente quem entregar pacote de soluções para os comerciantes que os ajudem a diminuir custos operacionais e aumentar as suas vendas, pois o custo operacional de um estabelecimento comercial ainda é elevado e para isso o comerciante que estiver atento, vai em busca de soluções que lhes dê melhor suporte.

Quando participei de um evento promovido pelo Banco Central, foi relatado claramente que eles vão apoiar modelos de pagamentos instantâneos, onde o pagador faça o pagamento e o recebedor receba esse recurso de forma instantânea, podendo usar o recurso imediatamente.

Aos poucos, o varejo deva se acostumar com os novos termos a exemplo: Fintech, Startup, Bitcoin, Criptomoeda, Pagamento Digital, Conta Digital, Adquirente, Subadquirente, Credenciador, Subcredenciador, Arranjo de Pagamento, InsurTech e outros.

Esse mercado está em uma fase nunca vista antes e, caros leitores e amigos especialistas, vamos ter que arregaçar as mangas e trabalhar muito se quisermos conquistar e não perder espaço dentro desse mercado.

LUCIANO MAYNARD Sócio da Serveloja Soluções Empresariais, especialista em meios de pagamentos, mercado financeiro, mercado de cartões e Fintech.
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Saiba como definir a natureza jurídica e comercial da empresa

Há diferentes formatos de natureza jurídica que você pode escolher para o seu negócio. Esta definição varia de acordo com a categoria e o porte da empresa. Além disso, a escolha certa ainda pode render benefícios e descontos fiscais, através do Simples Nacional.

Definindo a natureza jurídica e comercial da sua empresa

Tipos de natureza jurídica:

  1. MEI – Micro empreendedor Individual
  2. Empreendedor Individual
  3. Sociedade Limitada
  4. Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI)

MEI

Esta é a sigla define o Microempreendedor Individual, que configura uma empresa individual, com direito a CNPJ, constituída por uma única pessoa. Foi uma solução criada para ajudar na formalização de profissionais autônomos.

Criado pela Lei Complementar nº 123/2006, esta empresa possui faturamento anual de até R$ 60 mil. Caso opte por este modelo, saiba que não é possível ter sócio ou participação em outra empresa e a contratação de funcionários está limitada a apenas um empregado, com direito a receber um salario-minimo ou o piso da categoria.

Entre as principais vantagens para quem se tornar um MEI estão os benefícios tributários, o pagamento unificado de taxas com preços fixos e baixos, além do acesso a benefícios previdenciários como licença médica, maternidade e acesso a aposentadoria pelo INSS.

Empresário Individual

Nesta forma jurídica, a empresa é formada por uma única pessoa física e o nome do empresário também passa a compor o nome da empresa, de forma completa ou abreviada. Apesar deste vínculo, há separação jurídica do patrimônio do proprietário e da empresa.

O dono, em caso de dívidas contraídas durante o exercício da atividade, responde de forma ilimitada e assim se torna responsável pelo pagamentos a credores, tendo que utilizar seu patrimônio ou os do seu cônjuge, caso seja necessário.

Sociedade Limitada

Neste caso, há reunião de dois ou mais sócios com o propósito de explorar atividades econômicas organizadas e os sócios podem atuar produzindo ou comercializando bens e serviços, e no caso de dívidas e pendências com credores, respondem de forma limitada pelo capital social, tendo seu capital e bens pessoais protegidos.

EIRELI

Este formato de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) foi criado por lei desde 2010 e constituída no dia 9 de janeiro de 2012. Através dela é possível constituir sociedades limitadas com a participação de parentes próximos (filhos, cônjuge) como sócios ou outras pessoas próximas, para cumprir a exigência do percentual mínimo necessário.

Para abrir uma EIRELI é preciso ser maior de 18 anos (ou menor emancipado), ter capital mínimo 100 vezes superior ao maior salário mínimo do país. Também não é possível possuir mais de uma empresa neste formato. Para conhecer maiores informações e as restrições para abrir uma EIRELI, consulte as informações no Portal do Empreendedor.

Principais impostos pagos por empresas

Além da definição da natureza jurídica, também é importante definir quais serão as principais taxas, impostos e despesas presentes na condução do seu negócio, o atraso ou a pendência de pagamentos pode inviabilizar seu sonho.

Há despesas cujo recolhimento é direcionado a órgãos federais, estaduais e municipais e de acordo com o ramo da atividade explorada, podem surgir cobranças ainda mais específicas. No caso de pequenas e médias empresas, é possível optar pelo Simples Nacional, um regime tributário que permite o recolhimento de diversos impostos através do pagamento de uma única via.

Apesar do atraso no pagamento destas despesas não cancelar o CNPJ, esta inadimplência pode impedir o fechamento de negócios que exijam a apresentação da Certidão Negativa de Débitos, além de penalidades severas para quem não cumpre com obrigações como a ausência de apresentação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, com a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e da Escrituração Contábil Digital.

Os principais tributos e contribuições a serem pagas:

Federais

  1. IRPJ – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas – maiores informações sobre este imposto, no site do Banco Central;
  2. CSLL – Constribuição Social sobre o Lucro;
  3. PISPasep – Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público;
  4. Cofins – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
  5. INSS – Previdência Social;
  6. IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados.

Estaduais

  • ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicações

Municipais

  • ISS – Imposto sobre Serviços

A necessidade e escolha de um contador

O processo burocrático para abertura de uma empresa envolve inúmeras pequenas etapas, e cada uma delas contém diversas exigências legais a serem cumpridas, por isto, o ideal é não embarcar nesta sozinho. É fundamental escolher um contador para que ele providencie, dentro das conformidades, todas as etapas necessárias.

Se você acha que as etapas para abertura de uma empresa são poucas e acredita que conseguiria economizar bastante sem a ajuda de um profissional, conheça a seguir todos os passos e responsabilidades atribuídos a um contador no processo de abertura da empresa.

Definição dos dados básicos da empresa

Que incluem informações como a razão social, endereço, pesquisa e seleção dos CNAE’s (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), organização do quadro societário e escolha da tributação mais adequada.

Busca prévia de local

A escolha do local exige uma pesquisa muito detalhada, que deve levar em consideração não apenas o movimento do local, mas também a atividade do negócio, formato de trabalho, os requisitos para emissão de alvará e pagamento de tributos e impostos regionais.

Confecção do Contrato Social

O contrato social é fundamental para registrar a empresa na Junta Comercial e também para obter o CNPJ junto à Receita Federal. Nele devem estar contidos dados básicos como endereço, participação societária e funções de cada sócio.

Além do suporte do contador, neste momento é aconselhável tratar com um advogado, pois em casos futuros de dissolução de sociedade, as definições presentes neste contrato podem ajudar a definir questões polêmicas importantes, mantendo o equilíbrio entre as partes.

Emissão do Certificado Digital

Após tudo acertado com o Contrato Social e depois dele ter sido enviado para a Junta Comercial e a Receita Federal, será providenciada a certificação digital, processo obrigatório para muitas atividades.

Alvará

Este documento representa a efetiva autorização do funcionamento de qualquer tipo de empresa. Ele é emitido pela prefeitura da cidade onde foi feito o registro inicial da empresa. Para obtenção do mesmo, é preciso seguir determinações e regras da empresa, passar por vistorias do Corpo de Bombeiros e outros órgãos, como a vigilância sanitária, por exemplo.

Nota Fiscal Eletrônica

Com esta etapa do alvará também concluída, chega o momento de cadastrar sua empresa no sistema de emissão de nota fiscal eletrônica. Com esta etapa cumprida, burocraticamente a empresa já estará completamente habilitada para iniciar suas operações.

Além de oferecer suporte em todas as fases dos processos mencionados acima, um contador ainda será peça fundamental durante a condução da empresa. Ele ajudará a manter os recolhimentos de impostos regulares, ajudará na emissão de guias e demais trâmites contábeis muitas vezes presentes na rotina diária do negócio.

Agora que já tem ideia da natureza jurídica da empresa o próximo passo é fazer o contrato social, portanto, leia sobre o significado as estratégias e os cuidados na elaboração do contrato social.

Contrato Social, significado, estratégias e cuidados na elaboração

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5 passos para os empreendedores atrair clientes

É preciso redobrar a atenção em alguns passos, que quando seguidos, podem potencializar os resultados com a conquista de novos clientes e transformar o negócio.

Seja por necessidade ou por oportunidade, nos últimos anos diversos novos empreendedores surgiram no Brasil. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre os anos de 2014 e 2017, 26,2 milhões de empresas foram criadas no país, totalizando 48,2 milhões de empresários até 2017.

Seja por causa da concorrência, da burocracia ou do mindset do empreendedor, gerir uma companhia não é algo fácil. E, com a constante expansão do setor, é preciso redobrar a atenção em alguns passos, que quando seguidos, podem potencializar os resultados com a conquista de novos clientes e transformar o negócio. Confira!

Etapas Iniciais

Nesse estágio, o gestor deve criar uma marca forte e sólida que passe confiança para as pessoas. Para isso, é preciso que a empresa seja capaz de se comunicar com seu público-alvo de maneira clara e transparente, passando a mensagem correta sobre o produto ou serviço ofertados, chamando a atenção dos clientes por meio de seus diferenciais e conquistando uma ampla gama de consumidores.

Concorrência

Devido à grande concorrência presente no Brasil, é comum que o empreendedor encontre obstáculos, que vão dificultar – se não impedir – o seu trajeto e o crescimento de sua companhia. Para superá-los, é preciso contornar a situação e entender o que o consumidor busca, criando, a partir dessa informação, promoções que sejam capazes de chamar a atenção do público certo, fazendo com que ele experimente o produto ou serviço.

Empatia

Para galgar espaço e aumentar sua carteira de clientes, o empreendedor precisa ser o mais empático possível, sempre se colocando no lugar do consumidor e tendo uma visibilidade externa sobre seu produto ou serviço. Assim, os gaps existentes são mitigados e a empresa consegue se aproximar de seus clientes. Ou seja, é preciso desenvolver a capacidade de realizar uma análise crítica sobre seus reais benefícios e diferenciais.

Realidade

O sucesso da marca e o crescimento da empresa dependem de uma característica do dono: é essencial ser realista. Querer abraçar o mundo, atendendo mais clientes do que sua produção pode suportar, faz com que a qualidade caia e a produção tenha problemas, trazendo insatisfação dos consumidores, mesmo os já fidelizados.

Além disso, é importante que o empreendedor evite ser engessado e burocrático, o que pode ocasionar em um processo de vendas mais lento e, por consequência, no afastamento do público.

Confie

Internalizar todas as funções pode ocasionar falta de mão de obra qualificada para realizar todas as tarefas necessárias. Por isso, ter um sistema que gerencie as vendas é algo essencial para que a empresa consiga se organizar no início das suas atividades.

Além disso, adquirir um mailing segmentado e fazer uso de ferramentas de comunicação, como disparadores de e-mail marketing, podem ser eficazes para companhias que ainda não possuem uma carteira segmentada de clientes.

RAFAEL ALBUQUERQUE CEO da Unitfour, empresa brasileira referência em fornecimento de dados para as áreas de cobrança, call centers, risco, crédito, antifraude, CRM e marketing
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MEI – Microempreendedor Individual, impostos, taxas e contribuições

Quem é o Microempreendedor Individual (MEl)? Se você é açougueiro, azulejista, cabeleireiro, chaveiro, doceiro, eletricista, gesseiro, manicure/pedicure, motoboy, pedreiro, pintor, tapeceiro, vendedor ambulante, entre uma série de outras atividades, pode trabalhar de forma regularizada e ter direito aos benefícios da Previdência Social gastando até R$ 45,40 por mês. Para isso, basta se formalizar como Microempreendedor Individual (MEl).

Está nesta categoria quem trabalha por conta própria, ganha até R$ 60 mil por ano (R$ 5 mil por mês), não tem participação em outra empresa como titular, sócio ou administrador e pode ter até um empregado que receba um salário mínimo ou o piso da categoria.

lista de atividades enquadradas no MEI

Atividades enquadradas no MEI

A lista de atividades enquadradas no MEI é grande e está disponível para consulta no portal do empreendedor (link no final desse artigo)

Ser MEI traz vantagens. Como MEI, você tem direito a benefícios da Previdência Social como aposentadoria por idade, por invalidez,
auxílio-doença e salario-maternidade, por exemplo.

O MEl está enquadrado no Simples Nacional e no SIMEI, o regime simplificado de pagamento de impostos em valores fixos mensais,
ficando isento dos tributos federais (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica -IRPJ, PIS, COFINS, IPI e CSLL). Como MEl, você apenas recolhe até dia 20 de cada mês, um valor conforme seu tipo de atividade.

Impostos, taxas e contribuições

  • São R$ 46,85 de INSS (para todas as atividades}*;
  • Mais R$ 5,00 de ISS (prestação de serviços) ou R$ 1,00 de ICMS (comércio, indústria ou serviço de transporte intermunicipal ou interestadual).

* A contribuição do INSS que o Microempreendedor Individual paga é de 5% sobre o valor do salário mínimo. Consulte os valores atualizados no Portal do Empreendedor, na seção Perguntas Frequentes (impostos, DAS, nota fiscal).

Veja, a seguir, como calcular o recolhimento, de acordo com sua atividade.

Faça a conta, é simples:

Se você é um prestador de serviços (manicure, pintor, por exemplo), vai pagar R$ 46,85 de INSS mais R$ 5,00 de ISS, totalizando R$ 51,85
por mês.

  1. Se você exerce alguma atividade ligada ao comercio (vendedor ambulante, por exemplo) ou à indústria (fabricante de alimentos prontos congelados, por exemplo) vai pagar R$ 39,40 de INSS, mais R$ 1,00 de ICMS, totalizando R$ 40,40 por mês.
  2. Se você exerce alguma atividade mista, que envolva prestação de serviços e comércio, va] pagar R$ 45,40 (INSS + ICMS + ISS).

Valores a serem recolhidos, mensalmente, com base no salario-minimo de R$ 937,00, em vigor a partir de 01 janeiro de 2017:

  • R$ 46,85………………INSS (Atividades isentas de ICMS e ISS)
  • R$ 47,85………………INSS + ICMS (Comércio e/ou Indústria)
  • R$ 51,85………………INSS + ISS (Prestação de Serviços)
  • R$ 52,85………………INSS + ICMS + ISS (Atividades mistas)

O recolhimento desse valor é feito via Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). O DAS é obtido no próprio portal do empreendedor. Basta acessar o site e imprimir as vias mensais ou de todo o ano. Acesse “MEI        MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL” e vá em “CARNÊ MEI- DAS”. É só imprimir e pagar em uma agência bancária ou nas casas lotéricas.

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Você não precisa se preocupar em preencher o DAS. Ele vem totalmente pronto. Imprima e efetue o recolhimento todos os meses.

A falta de pagamento do DAS implicará em multa e juros pelo atraso e, consequentemente, a não contagem do tempo para obtenção dos benefícios da Previdência. O MEl paga imposto em valor fixo mensal. Independentemente de ter exercido a atividade, de ter obtido receita da venda de mercadorias ou da prestação de serviços, o pagamento do DAS deve ser efetuado mensalmente.

Importante! Caso você se esqueça e atrase o pagamento, acesse o portal e gere uma nova guia do DAS ou atualize a que está vencida. Ela virá com o valor atualizado pela multa e juros e com o novo prazo de pagamento.

Cobranças indevidas de taxas

É bem provável que alguns dias após a sua inscrição no Portal do Empreendedor, você receba cobranças que o deixarão em dúvida sobre se deverão ou não ser pagas.

A inscrição do MEl é totalmente gratuita. Portanto, essas cobranças podem ser indevidas.

Confira o que diz a Lei sobre os custos do MEI:

Artigo 4º, § 3º da Lei Complementar n. 123/2006:

“3º Ressalvado o disposto nesta Lei Complementar, ficam reduzidos a O (zero) todos os custos, inclusive prévios, relativos à abertura, à inscrição! ao registro, ao funcionamento, ao alvará, à licença, ao cadastro, às alterações e procedimentos de baixa e encerramento e aos demais itens relativos ao Microempreendedor Individual, incluindo os valores referentes a taxas, a emolumentos e a demais contribuições relativas aos órgãos de registro, de licenciamento, sindicais, de regulamentação, de anotação de responsabilidade técnica, de vistoria e de fiscalização do exercício de profissões regulamentadas. ( Redação dada pela lei Complementar nº 147, de 7 de agosto de 2014)”

 

Atenção: Suspensão da Contribuição Previdenciária: no período em que o MEI usufruir benefício previdenciário (salario-maternidade, auxílio-doença ou auxílio-reclusão) a contribuição previdenciária fica suspensa, ou seja, não precisa ser paga. Durante esse período, o valor do INSS no DAS será zero. Os valores devidos de ICMS e ISS, referentes a esse tempo, serão acumulados e somados, automaticamente, até
atingirem o valor mínimo para recolhimento (R$ 10,00).

Fique em dia. Não deixe de pagar o DAS todos os meses!

Consequências do não pagamento do DAS:

  • Cobrança de multa de 0,33% por dia de atraso (limitado a 20%), e de juros, calculados com base na taxa SELIC, sendo que para o primeiro mês de atraso os juros serão de 1%.
  • O MEI não conseguirá obter Certidões Negativas de Débito junto à Receita. Essas certidões ·são exigidas quando uma pessoa está adquirindo um imóvel, realizando algum procedimento junto ao governo federal, contratando um financiamento, etc.
  • Perda de benefícios ,previdenciários: A contagem da carência inicia-se apenas a partir do pagamento da primeira contribuição sem atraso. O pagamento em atraso da contribuição previdenciária faz com que não seja computado o mês ao qual se refere para efeitos de carência dos benefícios previdenciários, ou seja, mesmo que você realize o pagamento em atraso, com juros e multa, esse mês não será computado para o cumprimento da carência para a obtenção dos benefícios previdenciários.
  • Poderá ocasionar a exclusão do Simples Nacional por débito tributário.
  • Após 12 meses sem realizar o pagamento do imposto mensal (DAS) e sem entregar a Declaração Anual, poderá ocorrer o cancelamento automático do registro do MEI (perda de todos os registros: NIRE, CNPJ, IE, CCM, etc.).

Tire suas dúvidas

Dúvidas sobre MEI

O que faço se receber alguma cobrança?

Se você receber qualquer cobrança, geralmente via boleto bancário, não pague antes de consultar a Central de Relacionamento do
Sebrae-SP pelo telefone 0800 570 0800.

O município pode cobrar alguma taxa para que eu inicie minhas atividades como MEI?

Não, o Município não pode cobrar taxas para que o MEI inicie a sua atividade.

Importante: Em atividades consideradas de alto risco como a venda de gás, por exemplo, é comum os municípios exigirem que o empreendedor providencie a Licença de Funcionamento antes de iniciar suas atividades. Busque informações na prefeitura da sua cidade.

Casos especiais em que os tributos serão devidos:

O MEI que se encontrar nas situações especiais abaixo, deverá recolher normalmente os tributos:

  1. Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários – IOF;
  2. Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros – II;
  3. Imposto sobre a Exportação de Produtos Nacionais ou Nacionalizados – IE;
  4. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR;
  5. eImposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos
    auferidos em aplicações de renda fixa ou variável;
  6. Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na alienação de bens do ativo permanente;
  7. Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS;
  8. Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa ao trabalhador;
  9. Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa jurídica a pessoas físicas;
  10. Contribuição para o PIS/Pasep, Cofins, e IPI incidentes na importação de bens e serviços;
  11. ICMS devido, nas operações sujeitas ao regime de substituição tributária (na condição de substituído); por ocasião do desembaraço aduaneiro; diferencial de alíquota interestadual (aquisições de mercadorias em outros Estados da Federação), demais casos específicos.
  12. ISS devido na importação de serviços, retenção na fonte de serviços tomados, conforme o caso.

Previdência Social

Quais são os meus direitos previdenciários?

Pagando mensalmente R$ 39,40 de INSS, você tem direito ao auxílio-doença, aposentadoria por idade, salario-maternidade, pensão e auxílio-reclusão.

Com esta cobertura você estará protegido em casos de doença, acidentes, além dos afastamentos para dar à luz, no caso das’
mulheres, e, após 15 anos, a aposentadoria por idade. A família do empreendedor terá direito à pensão por morte e auxílio-reclusão (para dependentes de quem está preso).

É importante você saber o tempo de carência, ou seja, o tempo de contribuição para cada um desses benefícios previdenciários, veja:

  • Aposentadoria por idade: Contribuir por, pelo menos, 180 meses e desde que atingida a idade mínima. **
  • Auxílio-doença: Contribuir para a Previdência Social por, no mínimo, 12 meses.
  • Salário-maternidade: Contribuir para a Previdência Social por, no mínimo, 10 meses.
  • Auxílio-reclusão e pensão por morte: Contribuir para a Previdência Social por, no mínimo, 1 mês. ***

* Para receber renda mensal de 01 salário mínimo.
** 60 anos para mulheres e 65 anos para homens.
*** A partir do 19 pagamento em dia. O pagamento não poderá ocorrer após o óbito ou a reclusão.

Fontes e referências

Sebrae: http://www.sebraesp.com.br
Receita Fazenda: http://www.receita.fazenda.gov.br
Portal do Empreendedor: http://www.portaldoempreendedor.gov.br

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